segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estradas de um coração...



Errante... Inconstante...
Vadio... Oscilante...
Deixa-se levar pela onda do
pulsar vermelho que ferve nas veias
no amanhecer, entardecer, ou na escuridão da noite.

Um boêmio descompromissado,
passo a passo no compasso, arritmia inútil
que com tantas taquicardias já se esvai...
No desvio do caminho – a esperança
A magia e a ilusão da eterna serenidade!

Quanto fez? Quanto amou?
Amnésia apoderou-se.
Esburacado nas decepções,
Asfaltado nos sonhos,
Interrompido nas desilusões...

Viveu... Amou... Doou-se.
Sem moderação ou arrependimento.
Foi ponte!



Célia Rangel



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um PAI – meu PAI

Amada e desejada desde o espermatozoide,
Isso foi fantástico!
Pois, meu embrião foi cravejadinho de muito amor paternal.

Sei que o fiz feliz na retribuição de muito amor,
De pai para filha uma herança benigna,
Que adornou vidas consolidou amores.

Ele viveu alegrias, sofrimentos e dores,
Mas todos celebrados, curados e cicatrizados,
Pelo dom divino do existir.

Tive um PAI que, em outro não encontro igual,
Simples, verdadeiro, companheiro sempre,
Um olhar azul céu transpôs comigo as nuvens do crescimento.

Deu-me força, exemplo e dignidade de vida para ser quem sou hoje,
Uma filha feliz que agradece ao PAI o PAI concedido,
Relações que transcenderam muros celestiais.

E, agora, José...
A festa acabou...
E, você nos deixou...
“Drumondiando” na vida...


Célia Rangel


sábado, 5 de agosto de 2017

Deixando de estar


Há um crescer invisível,
Que somente a alma percebe.
Empacota-se supérfluos e extingue-se,
Acomoda-se bem mais aconchegante
Em certos e únicos valores da vida.
No descarte, nem sempre queremos reaproveitar,
Então, há sustos em certos olhares...
Há abraços sem contatos...
E há beijos sem sabores.
Palavras emudecem-se.
Tudo foi revelado!
Nada mais espanta.
Então,
Seleciona-se o bem estar do corpo e da mente
Pois,
Mente, quem não se importa,
Em incorporar vida plena,
Enquanto houver energia disponível,
Vida surgirá em nova semente!


Célia Rangel




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sem Palavras...

A  DESMORALIZAÇÃO  DO  VOTO!


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2017/08/1907046-para-ingles-ver.shtml

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pensar e Transformar...


TRANSGRESSÃO E CRESCIMENTO

O rabi Nahum, de Chernobyl, declarou: “Temo muito mais as boas ações que me acomodam do que as más ações que me horrorizam!”
A experiência humana é marcada pela alternância de estados despertos e de torpor. Construímo-nos a partir dos acampamentos que fazemos e do levantar dos mesmos. Mas o rabi Nahum quer frisar a importância de se “horrorizar”, que é um dos sinais de percepção dos lugares estreitos. Quem não se horroriza perde a capacidade de detectar a estreiteza. Nossa insensibilidade se beneficia daquilo que não rompe, das ditas “boas ações” que não ferem os códigos da moral animal. Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar a nós, aos outros e à moral de nossa cultura.
Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos. E o despertar é a capacidade de perceber situações horríveis em nossas vidas, tanto no plano particular como no social e cultural. Desse horror surge uma nova forma de ser, uma nova forma de “família”, uma nova forma de “propriedade” e uma nova forma de “tradição”. A imutabilidade do ser e da família, da propriedade e da tradição é a proposta desesperada de negar a natureza humana, que é mutante e requer novas formas de “moral”.
Entre uma moral e outra o ser humano volta a se despir e, desperto, se recorda de sua alma. A esse despertar se referia o maguid de Mezeridz: “Um cavalo que se sabe cavalo não o é. Este é o árduo trabalho do ser humano: aprender que não é um cavalo.”
A alma se faz perceptível no despertar e no horror. Em ambos os casos ela se volta para a reconstrução do passado. Para este, por sua vez, ela é sempre imoral e perigosa.
BONDER, Nilton – A Ama Imoral: traição e tradição através dos tempos - RJ – Rocco, 1998.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fantasiando a Realidade


“Rubem Alves, em uma de suas sábias crônicas diz que carregamos duas caixas nessa vida: uma cheinha de brinquedos = o lado bom da vida e, outra cheia de ferramentas = o nosso trabalho. E que o homem se esquece de abrir sua caixa de brinquedos. Torna-se árido, frio, sisudo, calculista, racional apenas”.
Essa colocação levou- me a muitas reflexões:
Onde perdi minha caixa de brinquedos? Pelo jeito, joguei fora! Que saudade! Brincar tornava minha vida tão mais leve! Ria. Gargalhava. Cantava. Andava descalça. Corria. Fazia piada de tudo...
Hoje, sinto o peso da caixa de ferramentas! Pouca utilidade tem para mim. O que faço agora? Trouxe-me rugas, feição marcada por um contorno de seriedade nada atraente. Ficou a experiência? A sabedoria de vida? De que adianta, se o prazer de desfrutar isso tudo já não existe mais...
Quero brincar. Vou construir uma nova caixa de brinquedos. Não quero os pré-fabricados. Quero eu mesma fazê-los. Ter a sensação da criatividade. Da engenharia do coração.
E assim, no meu ‘mundo do faz de conta’, tudo será possível... Amor regado com amizade, generosidade, afetividade, respeito à individualidade... Tudo sem débito ou crédito... Apenas, cumplicidade com a vida.

Célia Rangel



quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos Avós


Origem do Dia dos Avós

O Dia Mundial dos Avós (também conhecido por Dia da Vovó no Brasil) é celebrado em 26 de julho em homenagem à Santa Ana e São Joaquim, os avós de Jesus Cristo, considerados os padroeiros de todos os avós pela Igreja Católica.
No dia 26 de julho de 1584, o Papa Gregório VIII canonizou os avós de Jesus Cristo, por isso a escolha desta data para a celebração.
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Sou uma vovó feliz!
Agradeço a cada novo dia a alegria da vida celebrando todos os seus ciclos!
E que os avós curtam essa fase como avós, e jamais... “pais pela segunda vez...” 
Ocupemos nosso lugar e respeitemos as individualidades.
Só assim haverá harmonia no relacionamento.

Vovó Célia.