sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Feliz Primavera!

PRIMAVERA E TERNURA

Encontrei uma flor
Na fenda do rochedo.

Desenho vivo em meio às pedras.

Singular.

Pássaros, abelhas, borboletas
afastaram-lhe a solidão.

Se de uma simples fresta
uma cor brotou
e o tédio se dissipou,
quão florido
e quão divertido
seria o mundo
se as rochas em pó se transformassem!

Lauro Daros


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

De Ontem e de Hoje



“O Chapeuzinho vermelho”...
“Os Sapatinhos de cristal”...
“O Romeu e a Julieta”!
De todas nós... Era! Hoje não mais!

Ah! Minhas amigas... Se a vida fosse um conto de fadas! Maravilha seria!
O chapeuzinho muda de cor; os sapatinhos viram sandálias havaianas; e o Romeu e Julieta vira goiabada com queijo...
É isso mesmo. Sem tirar nem por. É a grande realidade!
Frustrante? Não sei. Mas é a verdade nua e crua!

O principal é não deixar morrer nossa perspicácia em detectar os predadores em nossas vidas. Claro que somos capazes de mudar a cor do nosso chapeuzinho... Fugirmos do lobo mau... Usarmos grife com classe... Apenas é uma questão de escolha.
De bruxa e de fada todas nós temos muito. Sabemos despertar qualquer uma das facetas. Num passe de mágica vamos do céu ao inferno. E, com um detalhe... Carregamos quem estiver próximo!

Tempo da mulher escrava, submissa a “seu senhor” há muito está em desuso, apesar da insistência de alguns machos perdidos no tempo.
São vidas frágeis que só se encontram subjugando, ou no poder de chefia empresarial, ou doméstica.
Mas a mulher saiu e foi em busca de sua vida profissional além de cama, mesa, pilotar fogão e ser babá. Ela sabe ocupar o seu lugar, e o mesmo é onde ela quiser estar e ser.

Hoje ela estuda, se prepara, disputa ombro a ombro com o homem sem perder sua feminilidade e um detalhe, gosta e muito do afeto, do apoio, do ombro amigo do parceiro que a complete. Ai sim se torna um ciclo vital e saudável para ambos. Complementa dessa forma uma família autêntica onde a cumplicidade se envolve em direitos, deveres, responsabilidades tudo regado com amor pleno e sábio.
Pense nisso.

Célia Rangel. 

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector


“Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser, ou, do nosso não-ser...

Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhecem; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!

Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência”.

"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55- Clarice Lispector)