sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Simplesmente, feliz...

Como não te amar
Não acreditar em teu olhar
Há um eterno penhor do amor
Entre nós.
Onde estiver estarei em teu pensamento...
O envolvimento é coisa séria.
A gente não pede não busca.
Ele contagia é endêmico.
É na verdade a fonte da saudade,
De dias vazios a espera de mais, muito mais.
Tua estrela é a que mais brilha!
Saiba disso.
Tua sorte é de muita luz.
Tua fé esmaga o obscuro.
Tua vida segue o caminho.
Da verdade, da paz, e da persistência.
Anoitece e o perdão é a moldura
Das estrelas que guiam o teu caminho.
Deixe ficar abandona-te ao nada,
Que aos poucos tua existência será fortalecida.
Deixe brilhar – tu és capaz!

Célia Rangel



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ceia de Vida


Na partilha do amor,
Saudade...
Flui a linguagem do olhar.


Interiormente, mesa posta,
Redenção...
Perdão e aceitação.


O pão da vida para todos,
Há fome...
De paz, de justiça, de ternura.


Forasteiros somos todos...
Vagamos por espaços arenosos
Carentes de refúgio sólido.


Ser iluminado brilha,
Doando sua luz como diretriz
Para a evolução da humanidade.


Saciada a mendicância social,
Sobrevive em nós a magia
Dos amores renovados!



Célia Rangel


domingo, 4 de dezembro de 2016

Menos um Poeta...


Morre o poeta Ferreira Gullar, aos 86 anos

O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista, Ferreira Gullar morreu aos 86 anos, neste domingo (4).

A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A causa da morte ainda nao foi confirmada. O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio.

Ferreira Gullar foi, sobretudo, um poeta que participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio.

Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

 https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/314761/morre-o-poeta-ferreira-gullar-aos-86-anos

Leia mais em:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/12/1838326-poeta-ferreira-gullar-morre-aos-86-anos-no-rio.shtml 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Luz Própria


LUZ PRÓPRIA
(Lauro Daros)

Ao raio, 

suficiente um piscar de olhos:

missão concluída.

Os efeitos ecoam breves no tempo;

no espaço, prolongam-se pouco mais,

talvez além das montanhas,

só.

Muitas pessoas mal são raios,

outras nem brilham.

Raras ecoam no tempo e no espaço.


Estas, 

de luz própria,

aquecem,

energizam, 

iluminam,

são imprescindíveis!



terça-feira, 29 de novembro de 2016

SOMOS TODOS CHAPECOENSES

E quando uma cidade inteira morre? Uma cidade para no ar?

Quando uma cidade some e o sangue se transforma em vento?

Quando os relâmpagos emudecem. Quando as estrelas ficam envergonhadas de brilhar e o sol de aparecer.

Quando uma cidade perde as suas residências dentro de um avião? Porque cada homem era uma casa, uma família, uma esperança.

A queda da aeronave na Colômbia que levava o time do Chapecoense matou toda Chapecó na madrugada desta terça-feira (29/11). Porque Chapecó era o Chapecoense. Nunca vi uma torcida como aquela: pais, mães e filhos levantando bandeiras na Arena Condá.

As ruas se esvaziavam para ouvir melhor o coração do estádio.

Uma equipe movida pela alegria dos moradores que incentivaram com a loucura infantil do bairrismo e da gincana. Um viveiro de vozes, uma caixa de ressonância de gritos.

Uma equipe que veio de baixo, da mais simples e monocromática chuteira, da pobreza da grama em 43 anos de história, que subiu da série D para A em apenas seis anos em 2013, campeão catarinense por cinco vezes, que se manteve com prestígio na elite do futebol brasileiro e que disputaria a final da Copa Sul Americana na próxima quarta, o que seria seu maior título. Novatos no triunfo, mas veteranos na resiliência.

22 mil pessoas nas arquibancadas eram 210 mil pessoas na cidade. 76 mortos são 210 mil chapecoenses.

Não duvido que um país inteiro não tenha definhado junto em Rionegro, perto de Medellín, na Colômbia.

Jamais contaremos os mortos da tragédia. Jamais saberemos ao certo o número de mortos. Somos hoje todos desaparecidos.


Fabrício Carpinejar

http://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/somos-todos-chapecoense.html 




domingo, 27 de novembro de 2016

Advento


Momento... Lembranças...
De partidas e chegadas
De reencontros.

De  vida vivida, não sabotada.
Só assim, na simplicidade
Desejar felicidade.

Precisamos de mais?
Nas entrelinhas, nos entreolhares,
  perdão, amor e magia
Transformando as relações.

É tempo de expectativa,
De preparar caminhos
Para o “Menino Jesus”,
Promessa de um “Mundo Novo”!

Célia Rangel

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Desnudando


Depois de muitas lapidações, pela essência da vida
Busca incessante que se afogueia na mente
Em uma entrega sutil e plena
A transformação surge e evapora-se...

Nas omissões e fracassos fixa-se o apoio
Nas alegrias e sucessos transborda o agradecer

Encantadora é a paixão pela vida
Consegue-se assim amenizar tempestades
Onde a emoção traz a serenidade do tempo
E a razão alicerça poderes da maturidade

Rega-se o jardim da existência com o ouvir
Espalha-se com sabedoria a ternura esperada
Recolhe-se o essencial interiorizando amenidades

Na simplicidade do olhar cúmplice
Mãos e mentes tecem a tela existencial
Colorindo com nuances transparentes
O inconsciente nu revelador da intimidade adormecida.

Que fiquem as pegadas...


Célia Rangel