quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ainda Inteiros...




Mágico vento outonal varre o crepúsculo de um coração,

Gélido, lembra a separação das nossas estrelas amorosas...

No pensamento um labirinto intransponível,

Ameaça toda a magia da nossa música,

Que longe, muito longe, voou em sons celestiais...

Você foi para longe, nossos olhares separaram-se,

Mas a poética dos sons sempre nos aproxima.

Agora, só há uma longa estrada em devaneios,

Onde, cada lembrança é uma inspiração,

E cada beijo, a marca amorosa em vida.

Vai longe, muito longe, a estrada da saudade...

Mas, fica no trajeto, o cuidar de um amor novidade,

Ainda que, abrigue o repetir de um sonho em vão,

Haverá sempre inteiros que se doam na delicadeza do existir.



Célia Rangel


segunda-feira, 22 de maio de 2017

No "Dia do Abraço"... tudo o que cabe dentro dele!

A vida fica mais fácil se... (Lauro Daros)
 Diz o poeta Mário Quintana que
“a vida fica mais fácil se a gente sabe onde estão os beijos”.
Da mesma forma,
pode-se dizer que a vida fica mais fácil
se a gente sabe
onde estão os abraços,
onde estão as palavras,
onde está o silêncio,
onde estão os sorrisos,
onde está o carinho...
A vida fica mais fácil se a gente sabe
onde estão as pessoas com cheiro e sabor
de ternura e de aconchego,
sem julgamentos, sem críticas, sem moralismos,
com palavras e gestos de paz e alegria...


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Construir pontes



Na incrível engenharia da vida,
Como é difícil construir.
Destruir é muito mais fácil.
Implodir. Exterminar.

Nutrir almas e corações,
Unir pessoas e ilusões,
Nobre arte!
De execução nada fácil.

Almas de mãos dadas caminhando,
Em uma mesma direção,
Implica na sábia cumplicidade,
Da vida e suas paixões.

Um olhar ou um gesto aquece e
Prioriza todo um desejo que
Aconchegado no amor,
Revela-se com nuances da paixão. 

Assim, ergue-se a ponte,
Destrói-se a solidão humana,
Busca-se a união dos desejos,
De um e outro, em um só!

Célia Rangel



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Terminou... o furacão consumista!

Felizmente, chegou ao fim "o comprar para homenagear as mães"...
Como não entendem nada de nós!!
E, a Vida continua...

"O tempo passa, mas a vida continua. Forte, firme, renovada.
Tudo muda nas formas sucessivas, porém a alma segue em frente.
Vai mudando vestes e corpos fazendo em seu Eu uma devassa, na avaliação constante entre o bem que fez e o mal que passa.
No oceano das recordações brilham impolutos os momentos em que sua luz brilhou.
Uma gota de luz, ainda que pequena, ilumina a alma e nunca se apaga. Mesmo que seja esquecida, ela continua lá, oferecendo a clareza da sabedoria."

Zíbia Gasparetto



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Boa Mãe!



Que a Boa Mãe abençoe todos os dias, os
passos de nossos/as filhos/as!
Esse é o nosso maior presente!


Célia Rangel

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Reflexão...


Triste cena ver a decrepitude de um ser, que se arvora em defuntos e antigos poderes, buscando justificativas injustificáveis...

Mais uma vez, ainda que morta, a mulher é vilipendiada em sua honra... E, já não tem como se defender!

Melhor ser anônima, mas ética, independente, sem depender de títulos para sobreviver.

Concordo com Martin Luther King e sua significativa mensagem:  “ Sonho com um dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio”...
Célia Rangel.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Abrindo espaços...


Descobrindo formas adolescentes, olhar fixo no céu,
Brincava com os desenhos e a dança das nuvens
Que, juntas ou solitárias abriam espaços,
Mutantes em minha imaginação!
Embalava-me em fantasias, imagens, volúpias, sonhos,
Apoteóticos momentos mentalmente acumulados e esvaziados.
Hoje associo com nossas vidas e o amontoado de entulhos mentais,
Infestados labirintos disformes, desbotados e ainda assim, venerados!
Sentimentos, amores, dores que não servem para mais nada...
Assim, como as plantas são podadas, fortalecem-se e renovam-se,
Abrirei novos caminhos, já que ficaram obsoletos.
Que o limite seja azul e, as alegrias volumosas
Só assim, desfrutarei do novo espaço,
Purificado pelo efeito da água cristalina
Despejada por grossas nuvens...
Herdarei a energia e, doarei em afetos
Desfazendo tempestades emocionais.
Resgatarei a identidade dos meus densos pensares.

Célia Rangel