segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aprendizado


“Que a gente aprenda a valorizar o abraço antes da ausência.

O sorriso antes da lágrima.

O momento que antecede a despedida.

A luz de dias calmos.

O amor sem nada em troca.

Que a vida nos ensine a tempo o que é precioso cultivar.

A demonstração de afeto antes da partida.

A alegria anterior aos tempos difíceis.

A presença antes da falta.

Que tenhamos sabedoria a tempo para termos tempo de realizar.

É verdade que a vida voa, mas também recomeça a cada dia, nos dando a infinita chance de recomeçar."



Erick Tozzo






domingo, 23 de julho de 2017

Refletindo...


A ARTE DE NÃO ADOECER

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”.

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”.

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras.
Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
“O bom humor nos salva das mãos do doutor”.
Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela


sexta-feira, 21 de julho de 2017

A arte de saber esperar...


Uma generosa dose de boa vontade,
de compreensão, e de sabedoria.
Acreditar e esperar no tempo certo,
que tudo aconteça.
Fugir do pessimismo.
Não abrir a porta a medos interiores,
deixando-te engolir pela escuridão da desilusão.
Ao contrário, faça dias de sol e
noites de luas e estrelas!
Celebre com doçura e carinho a espera.
Tranquilize teu coração com intensa luz,
e espere o que for melhor para ti.
Tem uma existência sagrada.
Portanto,  viva o que te é oferecido.
E assim, com serenidade,
ouvirá no silêncio a voz de tua mente
dialogando com tua alma.
Espere!

Célia Rangel



quinta-feira, 20 de julho de 2017

ENTRE AMIGOS


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.


Martha Medeiros


quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Educador Provocador

Há três anos, em um 19 de julho, perdemos um grande educador e escritor: Rubem Alves. Para ele "educar é ensinar a olhar para dentro e para fora"- educação libertadora, integral e humanista.
Rubem, cristão inquieto era um rebelde. Gostava de provocar. Dizia que "pimentas são frutinhas coloridas que provocam incêndios na boca. Pois há ideias que se assemelham às pimentas: podem provocar incêndios nos pensamentos".
Mestre Rubem criticava o sistema de ensino no Brasil, "máquina de destruir a curiosidade das crianças", impondo mais o "hábito" da leitura do que o "prazer de ler".
Perto de sua morte, disse que as vocações que o comoviam eram escrever, ensinar - principalmente às crianças - e plantar um jardim, que era a forma de cuidar da Terra... (Chico Alencar)



Sentimentos


Somos donos de nossos atos,
Mas não somos donos de
nossos sentimentos;
Somos culpados
pelo que fazemos,
Mas não somos culpados
pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
Não podemos prometer
sentimentos…
Atos são pássaros
engaiolados,
Sentimentos
são pássaros em voo.


Rubem Alves


terça-feira, 18 de julho de 2017

Dia do Trovador


18 de Julho  -  Dia do Trovador

O termo trova, do francês, “trouber” (achar) nos indica que os trovadores devem “achar” o motivo de sua poesia ou de suas canções. Segundo Aurélio Buarque de Holanda, trovador é “na Idade Média, poeta ambulante que cantava seus poemas ao som de instrumentos musicais; menestrel; poeta; vate”.

Originária da quadra popular portuguesa, a trova teve no Brasil um desenvolvimento inusitado, e é hoje praticada por mais de 3000 trovadores em todo o país; possui até uma organização de âmbito nacional, a UBT – União Brasileira de Trovadores. Esse gênero literário é considerado, atualmente, o único gênero exclusivo da língua portuguesa! Começou a ser estudado e difundido só depois de 1950, propagado pelo poeta carioca Gilson de Castro (que, mais tarde, adotaria o pseudônimo literário de Luiz Otávio) juntamente com J.G. de Araújo Jorge.

NO BRASIL – A trova chegou ao Brasil com o os portugueses, continuou com Anchieta, Gregório de Matos, intensificou-se com Tomaz Antônio Gonzaga, Claudio Manuel da Costa, com os românticos – Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Castro Alves, com os parnasianistas – Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e com os modernistas – Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.

A trova é, hoje, o único gênero literário exclusivo da língua portuguesa. Originária da quadra popular portuguesa encontrou campo fértil no Brasil, mas só depois de 1950 começou a ser estudada e difundida literariamente.

Conversa literária: exemplo de trova

(Pedro Viana Filho)

Para alguns eu sou benquisto
para outros, um atrevido…
Meu consolo é que nem Cristo
foi por todos compreendido.

As espadas ferem tanto,
como também os punhais…
A língua humana, entretanto,
é menor e fere mais.

O que na vida aprendi
e tenho aprendido mais,
provém das lições que ouvi
das tradições dos meus pais.

Trovador, qual o motivo
desse teu mundo risonho?
O segredo é porque vivo
envolvido no meu sonho!




quarta-feira, 12 de julho de 2017

Iceberg  amoroso


Meu iceberg
só você consegue
derreter.

Mãos dadas
olhares comprometedores
etéreas visões.

Aconchegantes abraços
corações aquecidos
amores sem despedidas.

Então, águas aquecidas
ambiente renovado
deixemos que nos invadam...



Célia Rangel