sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Virando a página...

Obrigada 2010, pela vida com fé, amor, saúde, amigos... Pelo ócio criativo, pela sabedoria e simplicidade adquiridas na maturidade... Bênçãos da Mãe e do Pai é o que distribuo a todos pela chegada do novo... Encare! Enfrente! Vá! Construa! Você pode! Possamos juntos em 2011 edificar boas ações... acolhendo o futuro recém-nascido com zelo e muito carinho... É o milagre da vida que se renova! Viva e deixe viver... Célia.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

30 de dezembro...

O ano vai terminando. É que tudo passa... Na realidade, não é um ano a menos, mas um ano a mais; um ano a mais, do qual teremos que prestar conta; um ano a mais, que devemos acrescentar à nossa responsabilidade. Este ano não passou; ficou em cada uma das ações que nele realizamos; boas ou más deixaram em nós um sinal inapagável. Talvez sintamos a tentação de catalogar este ano como bom ou mau para nós, segundo nos tenham corrido os negócios; mas não é este o valor supremo. Terá sido ano bom, se nele tivermos melhorado em nossa vida, se nos aperfeiçoamos, se nos cultivamos espiritualmente; se temos vivido com amor e para o amor de Deus e dos irmãos. Não será nada mau se nos detivermos alguns momentos, antes de terminar o ano, para fazer, diante de Deus, o balanço de nossa consciência. (Alfonso Milagro)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vida Nova em 2011

2 amores generosos te desejo: celestial e terreno,
0 de preocupações na vida.
1 muito de paz, saúde e dignidade!
1 pouco de trabalho... e muito lazer!!!
Viva e desperte-se para o melhor que existe em você!
Contagem regressiva para o Novo!!
Célia

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal!

Tarde preguiçosa e mágica! Minha criança aflora determinada. Assistir Branca de Neve e os sete anões. Flutuei nas nuvens da imaginação. Sonhei. Sorri com a meiguice. Gargalhei com as trapalhadas. Meu Papai-Noel chegou! Trouxe-me a alegria de ser criança. Que delícia é entregar-se. Deixar que tudo aconteça. No passo e compasso da infância. Afinal, hoje o Menino Jesus sobre palhas e o olhar carinhoso de Maria e José esboçam a tela da Sagrada Família. E, toda a família deveria ser sagrada. O olhar puro e as palavras sinceras, sem autocensura, de uma criança mostram-nos a simplicidade do ser e do viver. Por que será que complicamos tanto? Ah! O pensamento, energia que como o vento pode transformar-se de uma brisa encantadora a um vendaval aterrorizante e destruidor. Na personagem da Branca de Neve senti a procura da humanidade pelo amor. Fazer tudo por amor. Ser simplesmente em amor. Já nos anõezinhos vi várias personalidades com quem convivo ou convivi: aquele que sempre é do contra... o que diz saber tudo, mas esquece... o atrevido... o preguiçoso... o chorão... o mudo... o alérgico... Enfim, personagens do nosso contato diário! Sem esquecer-se da bruxa... essa então sempre está à espreita para puxar nosso tapete. Ainda bem que surge um príncipe que não vira sapo e deixa ternura no ar! Na floresta encantada estamos todos nós à procura de amor, de compreensão, de ilusão e sonho, de magia e encantamento que nos carregue no cavalo branco... Sonhe... é Natal! Célia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal de sempre

Na divindade mágica do nascer e, Amar viver na quietude da simplicidade, Timbro o Natal diário e autêntico no coração, Acarinhando tempo precioso e pessoas amorosas... Libertando-me com sabedoria das decepções humanas.
Célia

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Reflexão...

"Natal é todo dia do ano
em que um homem se aproxima de outro homem
para chamá-lo e tratá-lo como irmão".
Alfonso Milagro

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem

"A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem... O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, é sonhar mais ou menos, é ser amigo mais ou menos, é namorar mais ou menos, é ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos" (Chico Xavier)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Imensidão pulsante

Novas promessas acenam... Imensamente desfrutar da vida. Em toda a extensão de sua alma. Deixar aflorar sentimentos... Impossíveis de serem mensurados. A grandeza de caráter traçará caminhos. Mais um ano percorremos... Em encontros e desencontros, Ilusões e desilusões, Permitimos que fosse assim. Agora, é aceitar e concluir. Esperar o novo! Sempre com ares de esperança! Prontidão e ação para novas propostas... E ser feliz, mais nada... Construindo tijolinho por tijolinho, A tão decantada “felicidade”!

Célia

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tempestades

Uma calmaria... mesmices... De repente... Sangue... suor e lágrimas... Pela magia da vida nos doamos... Apaixonadamente. Fogo... água... terra... vento... Tempestades: ventanias... relâmpagos... raios... trovões... escuridão... granizo... areia nos olhos... neve no coração... vulcão em erupção na alma! A magia da natureza nos oferece. O tempo de uma vida... sem manipulações... O desinstalar... o revirar nossa zona de conforto... Ter que dividir... saber perder... aceitar... e, enfrentar Novas situações. Nas pessoas também, o efeito da tempestade é enorme! Quem pacificamente aceita as intempéries, saberá conviver com as mesmas, e delas tirar lições e grandes aprendizados! Para isso, é preciso um coração puro e mente tranquila. Depois, sempre clareia o céu... Surge um novo sol... a terra com seu cheiro de vida brotará Novas esperanças... nova claridade... tudo pronto para novos espetáculos. E, o humano desejoso de reverenciar tudo novamente! Se, Vento... agita-se, descabela-se, esvai-se... Se, Fogo... arde-se, queima-se, desintegra-se... Se, Água... embriaga-se, empapa-se, enruga-se... Se, Terra... enlameia-se, empoeira-se, suja-se... És pó nas tempestades da vida. Célia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Natal, por Machado de Assis...

SONETO DE NATAL
Um homem, — era aquela noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno, — Ao relembrar os dias de pequeno, E a viva dança, e a lépida cantiga, Quis transportar ao verso doce e ameno As sensações da sua idade antiga, Naquela mesma velha noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno. Escolheu o soneto... A folha branca Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca. A pena não acode ao gesto seu. E, em vão lutando contra o metro adverso, Só lhe saiu este pequeno verso: "Mudaria o Natal ou mudei eu?"
(Machado de Assis)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um passo de cada vez

Ao nascer, o aprendizado do andar Engatinha-se... Agarra-se em algo ou alguém... E, anda-se... Na vida, nosso percurso também é assim... No ciclo final também engatinhamos... Tateamos... Vacilamos... Mas sabemos que é preciso ir... E, vamos... Com um braço amigo ou bengala mesmo Chegamos... Na psique, também cambaleamos... Precisamos de bengalas psicológicas. E, somos felizes se as encontramos... Ai sim, prosseguimos... E, findamos nossos passos. Célia

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Existir...

É muito mais que viver. É muito mais que pulsar. É muito mais que caminhar. É muito mais que olhar. É muito mais que ouvir. ... É contaminar com seu amor. É deixar pegadas nos corações. É deixar sua marca humana. É respirar dos bons momentos. É acalentar o chegar e o partir. ... É a sua estrada... Sua bagagem? Seu conhecimento Libertador! Existir, é ser você apenas. Célia

domingo, 12 de dezembro de 2010

Meu bom velhinho...

O Natal é diário E somos nós que o fazemos Ser mais colorido, iluminado, Poderoso, encantador, mágico... Ou, simplesmente uma hecatombe! Meu bom velhinho tinha lindos olhos azuis, Que penetravam em mim buscando minha reação. Não conseguia enganar meu Santa Claus! Meu bom e querido pai! Hoje, posso colocar meu sapatinho Atrás da porta da sala como fazia... Vai ficar cheinho de saudade, De lembranças da minha intimidade. Ficará recheado de sabores de amores Que se foram... Meu bom e querido velhinho! Meu pedido de hoje, não é para mim, É para que os corações se enterneçam... A mente despolua-se, Os valores e a dignidade humanos Sejam respeitados. Que a paz seja celebrada Dentro de cada ser. E, que em cada lar, Haja uma estrela guia, Norteando a sagrada família De todos nós! Meu sapatinho ficará esperando... Célia

sábado, 11 de dezembro de 2010

Nada na vida é permanente

Do nascer ao morrer, Desafiamos situações inusitadas! Do prazer ao desprazer, Uma viagem! Tenebrosa ou deliciosa... Sempre há obstáculos, Interrupções... estranhamentos... Pessoas... situações... Relacionamentos! Uma aventura... Sorrisos... lágrimas... esperanças... Magias... seduções... encantamentos... Milagres dessa vida, pois A outra? O que será? Incógnita... Quero continuar esse laço de ternura com você. É lindo! Cativante! Envolvente! Dio come ti amo! É preciso deixar morrer, o que precisa morrer. Célia

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia do Palhaço

E eu era criança, Pezinho no chão... Corria atrás do caminhão Que anunciava a chegada do circo na cidade. Se tinha bichos então, mesmo nas jaulas, a sensação era redobrada! A diversão começava bem antes do espetáculo... Até porque dinheiro era pouco, E quando era levada ao mesmo, Era sabor de “disneylândia”!! Pernas de pau... Palhaços... Bailarinas... Domadoras... Globo da morte! A charanga explodindo no picadeiro! A bandinha de pierrôs desafinados! Pirulitos de caramelo, Pipocas e picolés, Tudo tinha outro sabor Na minha infância... Hoje morre isso tudo... Nasce a criança tecnológica! Escrava de um teclado, E de jogos eletrônicos. O circo morreu. Ficou apenas na lembrança... O Arrelia... O Xereta... O Espirro... O Atchim... O Carequinha... O Torresmo... O Carlitos (Charlie Chaplin)... O Tiririca... este se prostituiu... politicamente incorreto! E eu ainda sou criança... Tenho fantasias no picadeiro... Dou meus saltos radicais e acrobáticos, Para seguir na dignidade da vida! Sem palhaçadas... só realidade!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Reconstrução

A essência é boa, Aromatiza encantamento Completude saciada. Na magia do próprio encontro, Com o fascínio da entrega Anula-se. Recupera-se no cerne a seiva E, retorna na combustão do existir. Queima... arde... destrói... novo ciclo! É verão... transpira-se vitalidade... Embriaga-se aquecendo amores! Doa-se. Célia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nossa Senhora da Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: "Ave Maria, cheia de graça"; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vos chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Intencional

Nem sempre o que fazemos é o essencial. Muitas vezes somos pegos de surpresa. A vida nos prepara armadilhas traiçoeiras... Diante de um espelho até podemos ensaiar, Mas quando na realidade tudo se altera. O acúmulo de experiências... As desilusões... Travam os sentimentos. E toda a autenticidade se esvai... Apegamos à razão para não transparecer As emoções. Em silêncio... o distanciamento, Afastamos as possibilidades... Tarde demais! Findou-se. Célia

domingo, 5 de dezembro de 2010

Intimidade...

Expressar: Amores... Raivas... Alegrias... Afetos... Tristezas... Certezas... Incertezas... Desejos... Sonhos... Magias... Tornam-nos mais autênticos, humanamente divinos, Únicos diante de meigos olhares!
Não se permita castrar... Anule suas carências e deficiências. Não se transforme em objeto a ser consumido O homem é a sua casa... Construa-a ou reforme-a. Busque-a em seu interior...
Viva despretensiosamente e será muito mais feliz! Serenidade... Simplicidade... Moral ilibada... São os melhores alicerces para uma vida digna! Seja feliz! Célia.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Poção mágica!

Na cozinha interior Satisfações plenas! Crepitar das chamas Laboratório de alquimias. Com açúcar e com afeto O preparo de delícias, Restauradoras dos sentidos... Olfato e paladar apurados Saboreiam... Visão e audição sensibilizam-se Ao que ouve e vê. Tato, a tudo providencia Na intimidade do entorno de uma mesa, Que a tudo testemunha, Silenciosamente... O simples encontro de um café! Ou de vidas? Célia

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"O amor em cinco tempos"

Um filme... várias interpretações! “O Amor em cinco tempos” Revisão total de vida! Mesmo quem não passou pelo caminho legal do divórcio, compromete-se com a narrativa. Há tempos e tempos de amar! Há modos e modos de amar! Magnífico quem atinge tal esfera! E, pode se dar ao luxo de uma autoanálise! Ai então é fantástico.
O filme transcorre de trás para frente: o divórcio; a primeira transa após o mesmo; o casal recebendo em sua casa o irmão gay do marido com seu namorado, quinze anos mais novo, para um jantar complementado por danças e confissões íntimas; o nascimento do único filho do casal; a cerimônia do casamento com a primeira infidelidade e, finalmente, o primeiro encontro do casal.
The end... Para quem curte gênero romântico é boa indicação!
Interessante quando comparamos com “nossos cinco tempos de amar”: 1) -a separação pela morte; 2) -comemorações de bodas; 3) -nascimento dos filhos; 4) -a lua de mel; 5) -o namoro. São cinco tempos “marcantes” que a vida nos proporciona... E, feliz quem consegue usufruir desses belos momentos! Antes, a separação pela morte, que por uma traição amorosa... Célia.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO de DEZEMBRO

Advento: Vivemos tua vinda, Senhor, dentro da vida! Vieste há dois mil anos. A Igreja vive, não uma saudade, mas tua presença, realidade. Mistério: Encarnação. Senhor, tu vens e estás presente nos fatos felizes e tristes de nossa estrada! Estás presente no que acontece no mundo, na Igreja. Vens, estás presente naqueles que praticam o amor, a caridade, o perdão, a reconciliação e a paz. Tua mensagem incomoda, a luz espanta a noite! Vens, continuas vindo, mas a gente se pergunta: Estamos preparados, de olhos abertos, para percebermos tua vinda? Vem nascer, Senhor, na Belém das drogas, da violência, da corrupção; na Belém da prostituição do menor, da família desmoronada! Vem nascer nas misérias do mundo atual! Então provaremos teu Natal, coroando este tempo do Advento! Amém.
Frei Walter Hugo de Almeida

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um detalhe apenas...

Meu mistério
Teu mistério
Espíritos de luz
Brincando no palco da vida
Experiência única
Perfeita divindade
No amor.
Célia

domingo, 28 de novembro de 2010

Verdades inteiras

Minhas luzes, meus enfeites, meu consumo... Meu Natal! Nas entranhas preparo meu advento - uma nova vida, Nada de superficialidade! Quero ir ao encontro de uma promessa renovadora. Quero uma espera nada mórbida, mas vigorosa. Concreta, na medida das minhas experiências diárias. Quero olhar para o meu passado e glorificá-lo, Na perspectiva de um futuro amoroso. Que renasça em mim, em nós, como fonte de vida Livres para amar e sermos amados. Com a inteligência da paz... E a sabedoria da solidariedade. Fico à espera do renascer... Nada mais. Célia

sábado, 27 de novembro de 2010

Atrevimento

Se caráter exalasse, qual seria o odor da sociedade? Esquartejamento de cidades tidas maravilhosas...
Seres humanos com as mesmas dores e anseios Amedrontados! Degolados!
A cor e o calor do sol que dá vida à natureza Perdem-se no frio da hostilidade!
Poder, egoísmo, fraudes, subversão, Medo, desigualdade, ressentimentos esfriam as relações humanas.
Urge abrir meu mundo para você fazer parte dele com dignidade... Experienciar-me como pessoa no outro – dar permissão pra isso acontecer... Compartilhar a magia da intimidade: sentimento, pensamento e diálogo.
Olhar morro e planície em um só plano, não o mercadológico e ostensivo, Mas o da plenitude sábia da coexistência pacífica.
Filhos de um mesmo Pai... ou não? Célia

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tempus Fugit...

Nasceste para mim. Presente divino! Hoje, tem festa no céu, pelos seus 70 anos. Partilhei muito pouco. Queria mais... Mas você tinha outra missão... Nossa convivência revelou que podemos conjugar o verbo amar, em todos os tempos na aula da vida. Estamos desunidos? Sinto-o tão perto! No entanto, há um espaço enorme que sangra e arrasta solidão... Seu olhar... seu abraço... Seu beijo... seu carinho e cuidados... Arrebata-me em sonhos... Quantos ensinamentos e experiências trocadas... No silêncio e na contemplação marcantes diálogos! Novo encontro? Quando? Espero há muito... Aprendi a te amar. E agora, como esquecê-lo? Na escola da vida faltei na aula do desamor... Célia

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sinfonia inacabada

Última ária da minha ópera. Esqueci de mim, dos meus sonhos... Do meu gosto... do sabor da vida... Dos meus encantos! Perdi meu maestro... Vivi no outro, pelo outro... Fui alicerce em outras edificações... Eliminei-me. Hoje, me assusto ao deparar comigo! Imagem distorcida, obscura, indecifrável descartável, obsoleta para muitos! Fortifica-me minha missão: assimilar novos conhecimentos vitais. Ser... Ouvir... Amar... Acalentar... Embrionar sonhos nascituros. E, a regência volta para mim. Abrem-se as cortinas: sou protagonista! Prelúdio de novas magias e afetos, Outros contornos melódicos, Divergem-se paisagens... Poucos assistem... mudos aplausos. Célia

domingo, 21 de novembro de 2010

Devaneios...

A rua está desvestida solitária desnuda de pessoas. Até os pássaros descobrem que hoje é domingo. Aconchegam em seus ninhos futuros trinados aos nossos ouvidos. O sol se espreguiça. O céu se encobre. A lua boceja. Fico a desenhar nas nuvens sua imagem... Célia

sábado, 20 de novembro de 2010

União de Raças.

Minha consciência não tem cor. Ver, ouvir, pensar, desejar, ter responsabilidade, dignidade, honradez são valores sem cor que deveriam ser impressos em todas as raças. Tenho consciência da minha desinformação. Que por isso acata e se submete a outros valores: a esmola de “bolsas” e “cotas” distribuídas para sobrevivência de alguns e, alienação de muitos... Fica uma pergunta: Seus órgãos internos vitais têm cor? Sua alma... sua aura, até podem ter... Escolha a sua! Célia

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Pátria que aprendi

Em traje de gala estudantil Saia azul marinho pregueada Blusa e meias brancas Elegante boina E sapatos de verniz... Assim começava o ritual. Era o Dia da Bandeira! Século XX. Perfilados na frente da escola Alunos, professores e muitos outros Entoávamos o “Salve lindo pendão... Da esperança...”
Hoje, é circense o espetáculo que vemos Letras dos hinos adulteradas, Sem interpretação ou sentimento, Profissionais regiamente remunerados Não sabem cantar hino algum! Talvez, o do seu time... Onde está a minha pátria? Adormecida? Célia

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Desafios...

Vida: eterno desafio!
Nutre-se vida uterina.
Dá-se à luz – vida!
Cria-se o ser – para a vida...
Orienta-se o ser – na vida...
Vive-se a vida.
Ama-se na vida...
Perde-se a vida.
Viveu-se intensamente?
Célia

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O pensamento e a fala

Viver acima de tudo Pensamento, muitas vezes atrapalha... A fala do coração acontece... A da mente, nem sempre. Ouvir essa voz é tão suave e doce Que embala nossas emoções Entregar-se a ela é realizar desejos Desviar-se é acumular agressões em nós mesmos. Olhos cerrados e, deixar-se embriagar Por sons, cores, toques e formas sensuais Complementam-nos. Ser irracional, às vezes, é muito bom! Célia

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Descobri...

Que a paz interior é mais que tudo preenche lacunas, reprime a solidão que de repente, nos arrasta ao abismo! Aquece e abre portas para sensações lúdicas... Brincar de viver e viver brincando, É simbolicamente, a paz de espírito... Não requer consumo. Apenas energia interior. Sem medo de ser só. Sem medo do sussurro, da última amiga... Espero. Ela virá brincar comigo... Entregar-me-ei plena, sem nada dissimular. Apenas, o desabafo singelo, da paz eterna! Célia

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Realidade

No silêncio do outro professamos confissões enterradas em vida. Monólogo sussurrado difícil balbuciado soa à falsidade. Que faltou para olho no olho dialogarmos? Interação ou cumplicidade? Penso que autenticidade de apenas ser amado e amar... Então, na temperatura do coração cremamos sentimentos. Célia

domingo, 14 de novembro de 2010

Intimidade...

Na intimidade... A Paz ou o Amor? Duelo sublime! No ringue da vida vence o “amor respeito,” o “amor harmonia,” o “amor entrega,” o “amor pureza,” Com serenidade, invade a essência. E, perdura na sabedoria da solidão, das confidências... Em uma ou mais vidas... Que, na simplicidade, complementam-se. Pacífica e amorosamente... Célia

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Revelar-se

Na rotina dos compromissos Não havia espaço Para olhar-te. Hoje na tranquilidade Do saborear a vida Venero-te. Momentos inesquecíveis Ternos diálogos Libertam-me da solidão. Canto teus versos Coleciono teus encantos Amo-te. Célia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sou à moda antiga...

Do tempo em que se pedia bênção aos pais e avós... Com licença, por favor, obrigada, eram palavras registradas em nós. Quando os adultos falavam, nós as crianças, calávamos. E, muitas vezes tínhamos que sair do ambiente, pois não era conversa de criança... Na escola, professora chegava, levantávamos e a cumprimentávamos... A cada pessoa que chegasse à sala de aula, repetia-se o procedimento. Cantávamos todos os hinos pátrios. Havia “Canto Orfeônico... Economia Doméstica... Educação Moral e Cívica” na grade curricular. Éramos preparados para a vida, realmente. Inconcebível as agressões que vemos hoje nas escolas! Às refeições, após agradecermos a Deus pelo alimento, esperávamos papai e mamãe servirem-se e, depois, nós os filhos. Tínhamos que experimentar de tudo o que havia sobre a mesa. Além das tarefas escolares havia também as do lar: cuidar do seu quarto, das suas roupas... Lembro-me bem pequenina uma bacia de alumínio no chão perto do tanque onde minha mãe lavava a nossa roupa eu era “obrigada” a desencardir as minhas. Rico aprendizado, pois hoje não me atrapalho nas tarefas domésticas... E, claro no respeito ao outro... Quesito educação para mim é hiperimportante! Identidade de uma pessoa. Tudo bem que os tempos são outros. Afinal, sou uma jovem senhora! Adotei muito do século XXI para minha vida com as tecnologias, as invenções, o lazer, o conhecimento, o conforto, o prazer, mas não me esqueço do meu berço forjado no século XX. Dá-me até hoje o suporte necessário para viver bem comigo e com o próximo. Assistindo ao filme "Luz Silenciosa" extrai do mesmo essa visão da cumplicidade familiar... Rica viagem ao meu passado infantil. A história do mesmo difere no radicalismo e rejeição ao progresso. Minha família não usufruía da modernidade, pela ausência de recursos financeiros. Mas, a obediência, o saber ouvir e respeitar daquelas crianças “menonitas” reportaram-me à minha vivência familiar. É um excelente filme. Fotografias do amanhecer e do crepúsculo na velocidade dos fatos naturais! Belíssimo! A busca do amor. A entrega. O desapegar-se do que se ama. A doação pelo outro, do outro e para o outro... Outro esse, que muitas vezes, somos nós mesmos duplicados... Assim como no enredo do filme, Joahn desvencilha-se das leis, dogmas, costumes de seu povo e religião, eu também busquei minha liberdade, autonomia e responsabilidade. Atualizei-me em uma série de itens. Mantenho sempre o berço que me criou. É uma história imprópria para o senso comum... Célia

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Alfabetizados ou Escravizados?

Se buscarmos definições para as palavras abaixo mencionadas em qualquer dicionário... nossa reação será de espanto diante do que assistimos na realidade e, via mídia em geral! Educação – processo para o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano. Civilidade. Polidez... Escola – estabelecimento de ensino... Cultura – conjunto de padrões de comportamento, crenças, costumes, atividades de um grupo social. Conhecimento. Instrução... Professor – pessoa que ensina uma arte, uma ciência, uma técnica, uma disciplina... Aluno – quem recebe instrução ou educação em estabelecimento de ensino... Pai / Mãe – aquele (a) que trata alguém com a dedicação de um genitor (a)... Isso tudo para situarmos prioridades na formação de uma pessoa, nos dias atuais. Avalia-se tanto qual a melhor escola para o filho... O processo de ensino-aprendizagem que o mesmo irá receber e tantas outras qualificações de arquitetura e acomodações do prédio, de modismo, de classe social... Ainda com aquele valor de que onde for mais oneroso é o melhor... A busca da grife! Novas disciplinas... Tecnologias todas... Língua estrangeira... Esportes... Fitness... De preferência período integral, menos trabalho no lar... E a escola passa a desempenhar o papel da célula familiar. Esquece-se o primordial – a fomentação do amor no berço para essa criança... Valores que se absorvem no seio materno e se reproduzem pela vida toda. A “Escola prédio” e a “Escola humana” não têm esse cordão umbilical para agregar tais valores. Congestionada com seus conteúdos, avaliações, objetivos... prepara mesmo a pessoa para a vida? Aqui é primordial a presença dos pais. Então surge o caos. A Escola é desagradável. A internet, os sites de relacionamentos, eletrônicos em geral, despertam mais paixões e contatos na substituição da oferenda gratuita do amor-família. E, nossos jovens seguem como uma “manada” submetendo-se a fazer o que a patota faz... Massificantes testes deturpados... que irão “aferir” sua capacidade para a vida profissional... E o sistema emperra... Reuniões e mais reuniões governamentais para explicar o inexplicável... Gabarito? Não! As correntes do poder! Perdeu-se o melhor de tudo – o bom senso – a coerência... De repente manipulou-se o jovem e esqueceu-se do adulto que ele será! Eterna marionete? Ou detentor das correntes? Célia

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Na estrada...

Percorre-se o mesmo caminho diariamente. Obstáculos? Desvios? Não são bem aceitos, pois não somos equipados para tal enfrentamento na vida. Onde está o ser criativo como fomos gerados? Tudo deve estar simplesmente como projetamos. Esquecemo-nos do autor do projeto maior! Já que aceitamos a viagem da vida... Não a abortamos e nem fomos abortados... Compete-nos providenciarmos nossa bagagem. Bens materiais ficarão todos. Nossa zona de conforto será totalmente desestabilizada. Reflita quantas vezes morremos em vida e não nos damos conta! Principalmente, se vivermos potencialmente... Com entes queridos, com decepções e frustrações, com desamor e desemprego, com aposentadoria, com falta de significado para vivermos... Enfim, vários são os motivos. E, nem assim aprendemos! As pedras que rolam ao nosso encontro deveriam despertar-nos... Promover reações positivas em nós... mas, em geral toda a reflexão tem a profundidade de um pires. Somos rasantes, insensíveis, incoerentes, descartáveis até... Cremos demasiadamente em nossa autossuficiência. Enorme será a decepção! Célia.

domingo, 7 de novembro de 2010

PARIS!

Depois de um dia rotineiro, o merecido repouso. Noite recheada de sonhos cinderélicos. Corpo inerte sobre a cama, em delírios românticos percorre uma Paris toda iluminada e cantante! Músicas lindas! Suaves... Tocantes! É a carícia dos deuses em um ser que magicamente desliza por museus, palácios, teatros. Canta e dança incessantemente. Flui. “La Bohème na voz de Charles Aznavour” trilha sonora constante... Perdido no espaço dos sentimentos... Alguma razão para isso tudo? Quem sabe? Que viagem! Que fascínio! Despertar de fantasias... “mon amour...” Momentos inesquecíveis! Flocos de neve... Um casaco... Echarpe flutuante... Olhos faiscantes que nada podem perder... Fotografam secretamente... Deslizando por entre pessoas, sozinha em seus devaneios... Algo assim, etéreo! Indescritível! Vida pautada no romantismo parisiense... “Edith Piaf Hynme a l'amour”… Outras vidas? Isso é mais uma das muitas incógnitas... Solo, regiões, lugares, objetos todos conhecidos. Iris já havia registrado em outra época. Tudo muito familiar! “La vie em rose...” Noites de amor que não acabam mais! O saborear de um champagne... Alma invadida... Felicidade toma seu lugar. Desaparecem aborrecimentos e tristezas... Leveza, luminosidade... Vida que se desabrocha, parte e se reparte! Acordo! Cantando... E, passo o dia em transe entre o real e o imaginário! Sonho transforma-se em pesadelo... Célia

sábado, 6 de novembro de 2010

Estradas do coração

Errante... Inconstante... Vadio... Oscilante... Deixa-se levar pela onda do pulsar vermelho que ferve nas veias no amanhecer, entardecer, ou na escuridão da noite.
Um boêmio descompromissado, passo a passo no compasso, arritmia inútil que com tantas taquicardias já se esvai... No desvio do caminho – a esperança A magia e a ilusão da eterna serenidade!
Quanto fez? Quanto amou? Amnésia apoderou-se. Esburacado nas decepções, Asfaltado nos sonhos, Interrompido nas desilusões...
Viveu... Amou... Doou-se. Sem moderação ou arrependimento.
Foi ponte! Célia

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A MULHER NO PODER

Relutei muito para dedicar-me a esse tema: “mulher e poder”...
Rendo-me, após várias reflexões. Concluo que MARIA foi a grande e única MULHER incontestavelmente revestida de poder!
Sabiamente, evidentemente, sem sombra de dúvida alguma, quis o Criador que a mulher detivesse o poder mágico do abrigo da criação – a gestação de vidas – intra e extrauterina! Quer poder maior?
Gestar vida e afetividade é um enorme desafio. Administrar econômica, amorosa e harmonicamente um lar, mais ainda!
Disse nossa presidente eleita: “Já registro aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras (...)A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e as mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas e lhes dissessem: ‘Sim, a mulher pode!’”
Difícil tarefa a que se propõe a mesma, se não partir de cada um (uma) de nós nossa parcela de responsabilidade. A mulher pode. E, o homem também pode. Complementam-se. Assim deveria ser. E, jamais competirem-se. Na unificação dos seres respeitando a dualidade entre corpos e almas, há uma interação, uma cumplicidade que dá o tom, o sabor da vida, da existência.
Não acredito na individualidade para uma gestão dessa envergadura, ou de qualquer outra. Há de se comprometer com a união de todos visando o bem comum.
Maria-Mulher... Maria-Mãe... Maria-Educadora... Maria-Poder... reuniu a todos, caminhou com todos, deu exemplos a todos, refletiu, aprendeu e ensinou com (e a) todos... na humildade, na sabedoria e na dignidade de uma vida lapidada na entrega. Ela fez! Façamos, nós!
Sejamos todas, um pouco “Maria” para sermos dignas de nossa feminilidade acolhida no grande útero divino. Célia

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Afetividade...

No encontro dos nossos olhares, Percebo que você não está bem... Semblante de alguém em apuros Desconversa... Desolha... Farol baixo... Fala-se de futuro... Que futuro? Que vida? Controvérsias... O que fazer? Quem ficará sozinho um do outro? Quem cuidará um do outro? Ó Deus, me dê força e luz para esse enfrentamento da vida! Sou forte, mas estou fraca... Minhas rédeas estão frouxas! Contemporizo... Espero... Creio em Ti. Venha em meu socorro. Perdão, pois sei que está comigo. Por que essa dúvida? E a minha Fé? Onde a coloquei? Me salva dos meus castelos de horrores! Dos labirintos por onde em sonhos, trafego... Das minhas insanidades dessa ausência... Clamo por humildade e aceitação, Nada mais. Célia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Silêncio que nos espera...

Uma viagem... com passagem de retorno Que já está determinado dia e hora. Malas? Bagagens? Só as espirituais. Vidas que chegam... Vidas que partem... De nada adianta o depois... É o agora... Faça. Aconteça. Ame. Viva. O silêncio e o espaço que nossos queridos deixam Não há como completá-los Há um vazio contemplativo Um benquerer sorrateiro Que roubam nosso sossego Transpõem gélidas sensações Da paz do reencontro Fim. Finados. A matéria... Pois... as lembranças... Não se findam jamais! Célia

sábado, 30 de outubro de 2010

Afinidades...

Um dia maravilhoso! Madrugada, sem conciliar o sono, meditava minha existência! Intensa e esplendidamente vivida! De perto acolhi vidas, gerei vidas, amei vidas, morri com vidas amadas! Renasci... Sou abençoada e com especial proteção divina! Prossigo em suas pegadas, por me amar e ter a consciência da minha missão... Que caminho lindo Deus "engenhou" para mim! Se hoje, acordar longe da esfera desse planeta, saibam que estarei feliz, pois vivi impetuosamente tudo! Quero e meu "âmago" não se aquieta... ao contrário, ferve por mais vida! Quero amar, viver, gerar, criar na potencialidade sexagenária que me impulsiona para mais... sempre mais! Comigo, apenas, pessoas com amor sincero, autêntico, carinho descompromissado, partilha ao redor de uma mesma mesa, cumplicidade eterna. E, assim, ser acarinhada com momentos indeléveis... Nada mais. Estou drogada de amor pela vida! Isso é sensacional! Sabedoria e simplicidade – são os ingredientes básicos para o meu viver aqui e agora! Como é gratificante, uma bênção mesmo, conhecer-se realmente! O “ficar” comigo é uma meditação profunda, misteriosa e reveladora. É maravilhoso Senhor, ter tanto a agradecer e nada a pedir! Você enviou-me “mãos missionárias” para a lapidação do meu ser. Quantas lágrimas enxugaram! Quantos sorrisos divididos! Que todos sejam conduzidos à paz e ao encantamento de viver sonhos, magias e emoções... Nada mais! Amém! Célia.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adaptar-se

Maravilhosos momentos requerem tão pouco... Certo magnetismo... sensibilidade... amor... Pronto! Ingredientes perfeitos para Encontros eternos... Memória afetiva que se reenergiza, Luzes que se acendem eternamente, Fogo que arde na paixão duradoura De olhares trocados ternamente. Vidas que ainda se surpreendem No eclipse de suas luminosidades Irradiam amores encontrados Eclodem no espaço sideral... O eterno existe e, aloja-se nas entranhas de almas possuídas por uma única aura! Célia

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Descubro-me... intensa!

Visitando-me nos meus 65 anos... bem vividos, desejados e amados, percebo que: Minha faixa etária, meu R.G. ou meu C.P.F. não significam absolutamente nada pois, tenho alma, mente e coração ancorados no porto seguro do amor, da fé, da coragem, da aceitação, da autenticidade e do amor próprio, do respeito, da dignidade, da doação, da simplicidade, da sabedoria... do afeto incondicional. Personalidade tecida em ritual ético. Os tropeços do tempo em nada interferem... Ao contrário, ensinam-me a arte do drible! Tristezas? Surpresas indesejáveis? Fonte de inspiração para meus poemas! Alegrias... dou asas à liberdade... E, voo junto! Minha mente, meu paraíso! Liberto-me! É vida com todos seus desafios, que vou lapidando à perfeição... Sublimando uns, concretizando outros Corrigindo todos e me penitenciando muito, Amando acima de tudo e, sempre! Quero ainda muito... Deixem-me voar na magia dos meus sonhos Que são tantos... Célia

domingo, 24 de outubro de 2010

Provações

À medida em que adentramos o rio da vida vamos nos fortalecendo em suas margens, energizando-nos e retirando os supérfluos contornando os obstáculos premeditando... sonhando... Balancete geral imenso e um tanto drástico a cada ano de existência! Resultado muitas vezes doloroso... infértil... decepcionante... Pressão sufocante na busca de realizações! Ler o nosso interior... compreendê-lo... adaptá-lo às circunstâncias colorirmo-nos de um translúcido azul, ou de um rosa apaixonante? Acolher e cuidar do que caleja a alma sair sem rumo, sem destino apenas ir. Célia

sábado, 23 de outubro de 2010

Nostalgia

Chega a ser abençoada e de uma fertilidade imensa para a memória. Um ser nostálgico é alguém que experimentou sentimentos, ... Todos! E, quando acompanhada pela sua amiga “Solidão”... Aconchega seus segredos em um silêncio angelical, De toda e qualquer angústia. Tudo se torna sereno! Do amanhecer ao entardecer... Retrai-se do burburinho e aproxima-se de Deus, Eterna fonte de prazer! Imensa doçura e paz ao sentir intimamente A voz divina! Luz que irradia a razão pura do existir... Se há saudade... nostalgia... solidão... ... Inerentes ao amor, É porque se percorre o ciclo da vida! Célia

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tudo resolvido...

Levamos toda uma vida projetando... Alicerçando sonhos... realizando... Ou pelo menos tentando soluções e, Realizações... Achamo-nos capazes, senhores absolutos Fazer e desfazer Comentar e julgar Sequer sabemos ouvir-nos Realmente o que queremos O que podemos... o que sabemos... A maior riqueza é a introspecção! O encontro consigo mesmo... Momento único de expressão máxima... Sem regras, sem limites, sem censuras Ser e ter a você próprio, aconchega a alma Há um caminho etéreo que projeta uma nova morada Uma luz radiante que brilha ao nosso encontro Amando apenas. Célia

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

20 de outubro - Dia do Poeta!

O Poeta é aquela pessoa que com sua arte nos traz alegrias, reflexões, fantasias, sonhos e até mesmo realidade. Expressando-se de modo bem peculiar, transporta-nos em seus versos alegres ou tristes! Pode ser um sonhador ou quem sabe um realista, pode ser tímido ou extravagante, intelectual ou apenas apaixonado pela vida, filósofo ou apenas leigo querendo amar e ser amado! Alguns se expressam de uma forma abstrata nos fazendo refletir sobre a vida ou sobre o que ele quer dizer com suas palavras sinônimas ou quem sabe apenas palavras ao vento, outros, abertos de uma forma bem simples e clara de se expressarem... Mas todos são poetas, são poetas do amor, da tristeza, da realidade, dos sonhos, das noites, dos mares e principalmente, da vida! Poeta é a sensibilidade em pessoa! AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração. Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Processo de decantação...

A essa altura da minha vida... Abro meu laboratório de decantação:
  • de sentimentos
  • de emoções
  • de amores
  • de tristezas
  • de alegrias
  • de momentos
  • de sucessos
  • de fracassos
  • de sonhos
  • de realizações
  • de esperanças
  • de utopias
  • de entrega
  • de magia
  • de sabedoria
  • de solidariedade
  • de pessoas
E, assim, deparo-me com uma porcentagem positiva armazenada por toda minha existência! Obrigada por você fazer parte desse processo...

Célia

sábado, 16 de outubro de 2010

Freud explica...

As razões não me perguntem... mas sempre admirei meu ancestral macaco! Se pudesse, tê-lo ia em casa! Mas, ecologicamente correta, deixo-o na selva – seu habitat natural. Tatuo-o em meu ser! Deve ser sua agilidade, irreverência e alegria que admiro... Ainda mais agora, carregando esse esqueleto rumo à década dos setenta... percebo o quanto de “macaca” perdi em meus ossinhos... Só pode ser isso! Agitar sempre! Parar nunca! Acredito que mesmo depois de inerte... vou pular acrobaticamente nas nuvens... Brincar de “esconde- esconde”... com os “anjos do paraíso”... dar-lhes umas boas bananas... afinal, alimento indicado pelos nutricionistas... e, quando o clima ficar “suspeito” esconder-me magicamente na densa vegetação! Cinicamente, no céu ou no inferno... eu brincarei mesmo! De seriedade, chega por aqui! Bem, isso se o “bicho-homem” até lá não exterminar com as florestas... Ai terei de fomentar uma “bolsa macaco” com o futuro presidente... E, não conseguindo, terei de me satisfazer com o “roda-bolsa”... setor privilegiado de poucos! Até por lá... Célia :)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais." Rubem Alves