domingo, 1 de agosto de 2010

Filme: Ilha do Medo

Título original: (Shutter Island) Lançamento: 2010 (EUA) Direção: Martin Scorsese Atores: Leonardo DiCaprio , Mark Ruffalo , Ben Kingsley , Emily Mortimer , Michelle Williams Duração: 148 min Gênero: Suspense DVD Sinopse: 1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e antiéticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa. Um filme perfeito. Um mergulho na psique humana: o psicológico e o inconsciente. A Ilha do Medo é um filme que se utiliza de inúmeros elementos com nuances de suspense, drama e terror. Aspectos técnicos primorosos, cenas realizadas com a oscilação de claro e escuro, os ambientes são pesados, sufocantes. Precipícios rochosos transmitem uma sensação de impossibilidade de fuga. Algumas referências históricas e noções da área de psiquiatria. Trilha sonora é soberba mesmo que sofra de uma evidente influência do mestre Hitchcock, pois mesmo não sendo genuína é extremamente válida porque acentua a carga de dramaticidade psicológica do filme. DiCaprio confirma seu talento e potencial em cena dando ênfase a um personagem inquieto, irritado, atormentado por lembranças e no decorrer do filme adensa sua figura dramática com expressões e olhares perturbadores que exalam pensamentos e ações agitadas e alucinadas. Notam-se conceitos históricos como o totalitarismo citando o nazismo e os campos de concentração. A trama que Scorsese constrói não é simplória nem tão pouco chega a um final patético porque o diretor exerce com maestria a forma de conduzir a história envolvendo o espectador num labirinto insondável que permeia ações psiquiátricas envolvendo o tratamento da loucura abrangendo métodos, experiências, remédios envolvendo eletro-choque, confinamento, experimentos, torturas psicológicas, correntes e drogas experimentais etc. Percebe-se nos diálogos dos personagens a preocupação em colocar em discussão a violência como uma característica humana deflagrando mais uma vez a polêmica sobre o conceito de normalidade. Na verdade Scorsese molda um filme provocativo e ambíguo deixando em suspenso a questão sobre normalidade, ou seja, o experiente diretor não fecha o assunto e coloca um incomodo ponto de interrogação na cabeça do espectador como se perguntasse: o que é realidade e o que é alucinação? O que é verdadeiro e o que foi forjado durante a trama? Qual é o limiar entre sanidade e loucura? Ou ainda se existe tal limiar? O que é loucura e o que é sanidade? O que poderia ser pior? Viver como um monstro ou morrer como um homem bom?! Instigante! Surpreendente! Assistam! Célia

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