terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mar de rosas...

Muitas vezes, aparentemente estamos num mar de rosas... Tudo azul... nada nos contraria! De repente, um tsunami revira-nos ao avesso. Põe a prova nossos talentos, virtudes e coragem. Abala totalmente nossa zona de conforto. Das rosas sobram os espinhos. Então, resta-nos a sabedoria para desvendarmos o mistério... De tamanha mudança de percurso em nossas vidas! Com muito amor por mim luto para me salvar. Natural defender-me. Busco luzes, alternativas, seduzo novos sonhos... Minha alma sedenta de uma mão amiga entrega-se. Na nostalgia do fracasso analiso-me. Espero um novo Sol. Aqueço-me na paixão de viver. Sigo em uma nova estrada... Em paz comigo e com o mundo. Vou ... há vida em mim!! Célia

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A MORTE

Mata-se por amor, Morre-se por amor. Mata-se por ódio, Morre-se pelo ódio. Mata-se por covardia, Morre-se por ser covarde. Matam-se esperanças, Sonhos, projetos, utopias, vidas... São assassinos e vivem livres... Sem algemas, sem condenação alguma! Se você me perguntar: “e a consciência”? Com um sorriso sarcástico responderei: “E têm? Célia

domingo, 29 de agosto de 2010

A valorização de um profissional e sua vocação!

O poeta que virou voz na televisão!
Aos 77 anos, o criador do Centro Cultural SP, Mário Chamie, divide-se entre a produção de sua obra (mais de 15 livros publicados), as aulas na ESPM e a locução na Record.
O próprio Garnero confirma. "Sentimos que precisaríamos de uma voz para locução que fosse muito mais que a de um simples locutor", explica. "Alguém que tivesse ao mesmo tempo personalidade, reconhecimento, prestígio e humor. Chamie preenchia às maravilhas tudo que nós precisávamos." A primeira temporada passou em 2007. Atualmente na entressafra, o programa deve retornar em janeiro. "Trabalhar com ele é uma honra, uma felicidade, uma alegria. E o que é melhor: é sempre muito divertido", completa o apresentador.
A pleno vapor. Mas não é porque não tem gravação que o dia a dia de Chamie é menos ocupado. Diariamente ele vai à Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde leciona há quase 50 anos. Querido pelos alunos é chamado carinhosamente de "Chamusquinha". "Ele é o nosso decano, o professor que está em atividade há mais tempo", diz José Roberto Whitaker Penteado, diretor da instituição. "Convivemos desde que cheguei aqui, há 43 anos. E acho que ao longo desses tempos eu envelheci e ele remoçou. Deve ser por causa do contato dele com os mais jovens." Além das aulas, Chamie dirige atualmente o Instituto Cultural da entidade.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100829/not_imp601933,0.php Célia, encantada com a valorização que essa Instituição dá aos seus "vocacionados"... Felizes os que fazem parte do seu quadro de colaboradores! Renova-se a esperança no gestor-humano.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sinto o cheiro da primavera!

Fogo! Água! Terra! Ar! Pássaros! Elementos fundamentais no Planeta! O fogo extermina... A água refresca e encharca o solo. A terra é o berço da plantação. O ar... O vento... eficazes condutores. Os pássaros agricultores naturais, Carregam as sementinhas germinadoras Da beleza... Do cheiro primaveril... Formando lindos jardins Revigorando a paisagem apoteótica Do Criador para os olhos de suas criaturas! Inspire... Expire... Cante... Sonhe... Ame... Ela está chegando – bela e suave Com seus coloridos e cheiros e gorjeios... Renove seu jardim interior! Célia

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Máscaras e personagens

Quando nascemos temos que ser um lindo bebê... Já no útero materno há toda uma projeção do que seremos... Exames são feitos para detectar sexo... Indagações... A escolha do nome... Bem... isso se nascermos, pois muitos são abortados, jogados na lata de lixo, em banheiros, esquecidos (?) em portas alheias... Na infância temos que ser crianças boazinhas e obedientes... Na escola excelentes alunos... Somos taxados de tudo: hiperativos... disléxicos... transtornos de aprendizagem todos... Disgrafia... Discalculia... TDAH... Enfim se fugirmos do padrão... seremos excluídos! Na adolescência temos que ser jovens inteligentes... Destacar no colégio... Ser o mais belo (a) da turma... Andar na moda... Grifes do momento... Marcas e acessórios da atualidade... Estar plugado e atualizado portando toda a parafernália tecnológica... Frequentar lugares badalados... ter uma boa mesada... E, que o pai ou a mãe tenham um carro do ano para esnobar diante dos amigos! Na juventude temos que ser sedutores e apaixonantes... Ainda dependemos da estrutura de um lar, pois não formamos o nosso... De certa forma, acomodamo-nos... Pai e mãe têm que nos sustentar dando tudo de bom... A busca pela faculdade... Pela profissão... Pelo amor de nossas vidas... Quando isso tudo se definir, nos sentiremos felizes... Mesmo? Na maturidade temos que ser bem sucedidos, realizados e, de preferência, ricos... Aqui o quadro tem que estar completo de uma vida feliz... Precisamos saber cultivar e manter tudo o que conseguimos: amigos, amores, cultura, bom emprego, bens materiais... Tudo que nos dê destaque social, caso contrário seremos ignorados! Na velhice se tivermos bens para ‘herança’ seremos paparicados... Na situação inversa tornamo-nos empecilhos da família. Descartados. No rosto daqueles que geramos há o reflexo do peso que carregam, aturando-nos... sabe Deus até quando?! Agora, se anularmos isso tudo e, passarmos a ser nós mesmos com nossos picos de auto e baixa estima... somos taxados de revoltados, ranzinzas. Ou, na melhor das hipóteses de “envelhescentes insensíveis”... Emancipar-se na “melhor idade” é para a família uma afronta! Não aceitam essa nova fase, vendo-nos alçar voos com nossas próprias asas, deliciando-nos com esse momento sereno e completo de prazer e liberdade! A sociedade fornece-nos máscaras para desempenharmos papéis – personagens - que ela julga essenciais para nós. Regras. Regras e mais regras. Se não as cumprirmos somos rebeldes e isolados do convívio social. A tomada de consciência é de cada um. Deixar-se influenciar ou não por tais imposições. É uma questão de personalidade, caráter e ética conosco. Se nos deixarmos prostituir por razões alheias à nossa vontade, nunca seremos nós mesmos. Fica o questionamento: “O que eu quero: ser ou deixar que sejam por mim”? Célia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Há explicação?

O que é o Amor? Alguém buscou definir? Não conseguiu. Pelo menos para mim, não! É indefinível... Sente-se. Vive-se. Ou não! Sabe o que são entranhas? Pois bem, no âmago fica depositado Busca-se por todas as vidas Fomos. Somos. Seremos Amores Uns dos outros... Busque no olhar... Nele você o encontrará. É um íntimo renascer! São olhos que um dia... em algum lugar... Já o viram... escanearam sua alma e personalidade É o reencontro... Percebeu como nos sentimos bem com alguns seres? No entanto, com outros não há empatia... No dicionário da vida só percebe tais significados... Quem tem a sensibilidade dos acordes de um violino: Penetrante. Denso. Suave. Tocante... Enlevo total da alma de seres espiritualizados Que livremente transitam entre nós... Quão maravilhoso é esse encontro... Quando é despertado e dividido! Célia.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Minha boneca

Interessante a evolução de tudo! Transforma-se mesmo. Recicla-se. Novos pensamentos. Novas estratégias. Novos procedimentos. Ao abrir o baú da minha memória deparo-me com uma bonequinha de pano... feita em casa, artesanalmente com retalhos, enchimentos diversos, pinturas de batom e cabelinho de palha de milho. E, não era a Emília! Na minha imaginação via-a como uma criança... Cuidava muito bem dela. Tudo que faziam comigo e me magoava contava para ela e orientava-a para que não deixasse que fizessem o mesmo com ela... Cresci um pouco. E pedi uma boneca dessas de loja! Já havia descoberto há muito tempo que papai noel não existia. Mas meus pais pensavam que eu ainda acreditava no bom velhinho! Sabiamente alimentei neles a ideia. Afinal teria lucro! Hoje concluo que mais se satisfaziam eles que eu. Inclusive pude diagnosticar a presença da mentira na educação dos filhos. Se não ficássemos ‘bonitinhos’... ‘comportadinhos’... como queriam... o papai noel não viria!! Oras... Bem, a boneca chegou... Vi alegria estampada no rosto do meu pai ao colocar a enorme caixa com a boneca, atrás da porta da sala... pertinho do meu sapato... Esperavam que dormíssemos para transportarem os presentes. Meu irmão e eu... fingíamos sono profundo... e ao menor barulho... corríamos olhar na fresta da porta de nossos quartos... Difícil era segurar a ansiedade de sair correndo para ver o que ganhamos! Era necessário amanhecer... Afinal, estávamos dormindo!! Com essa boneca, quase não brinquei. Deixava-a no quarto. Era minha confidente. Mamãe não deixava tirá-la de lá pois custava muito caro! Tornei-me mulher. Junto com meu grande amor fiz minha boneca de carne e osso. Havia trazido a minha boneca para ser da minha filha. Ela faleceu ainda bebê. Não teve tempo de brincar! Certo dia, em meu apartamento em São Paulo, ouço do zelador que sua netinha havia pedido uma boneca de Natal. Estava muito aflito, pois não tinha como comprar. Pedi-lhe que retirasse do maleiro no armário uma enorme caixa... Era a boneca de loja! Doei-a! Indescritível até hoje o eufórico olhar daquela criança com a boneca no colo! Enfim...estavam livres: a boneca para poder brincar e a criança por satisfazer seu desejo! São passagens assim na vida de todos nós que nos fortalecem! Obrigada, meu Deus por mais essa chance na vida!
Célia.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Preservar-se!

Chega um momento na vida de todos nós em que prudência e bom senso são itens essenciais para nossa sobrevivência! As fases da vida! Vivê-las com dignidade é o melhor prêmio que possamos atingir no podium de nossa existência. Não é o fim da vida, muito menos o fim de uma carreira. Apenas uma pausa para novas adaptações no modo de fazer. De certa forma parecemos uma receita culinária: temos ingredientes, modo de fazer, como servir (os complementos)... e degustar! Ouve-se muito que o corpo não acompanha! Claro que acompanha. Depende do que exigimos dele. Lembre-se do seu prazo de ‘validade humana’! Inúmeros profissionais chegam ao topo de sua ‘carreira’- o momento ouro - e, de repente, veem-se obsoletos, desenturmados, incapacitados... Prepararam-se para esse momento? Elegante, sóbrio é desfrutar do momento prata de nossas vidas! Quanta simplicidade! De quase mais nada se precisa... Apenas do ‘amor-afeto’. Afetividade que acarinha nosso ser, alimenta nosso viver. Na paz dos acordes finais e embalados pela sinfonia de nossa existência entregamo-nos ao prazer do deixar... do fluir... do ir... do adeus, que se torna um até breve... Só lhe peço... tenha afeto por você... por mim... por nós! Célia

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Peraltices

Pezinho no chão Peteca na mão Galinha depenada Coitada! Peninha no travesseiro Soninho macio Cabecinha descansada Passarinho no fio... Estilingue na mão No quintal o alçapão Fubazinho de isca Rolinha de petisco! Linha na carretilha Corrida no campo Pipa no ar Vantagens a contar! Fieira esticadinha Na roda, os piões Torcida da molecada Brigas e bofetões... Descida cruel Carrinho de rolimã Rodando pneus Sempre na contramão! Infância querida No contato com a terra Rios, cachoeiras, árvores... Doçura das lembranças atuais! Célia

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A singularidade

Envolver com o olhar e, absorver... Ver o mundo refletir suas cores. Sol e Lua que no desencontro se amam Um aquece o dia e a outra ameniza a noite. Sol que se entrega para o mar No vão de uma janela aquece a esperança... Lua que ama a terra e acalenta sonhos... Na transparência de uma vidraça ilumina corpos. Despertam e exploram sentidos e sentimentos No encontro com o planeta e, Na quietude de seus rastros luminosos Adornam graciosamente a natureza! Nuvens se contrapõem no exercício da humildade Para que ambos “astros” se igualem Sem soberania... Apenas tocantes... Envolventes... Insubstituíveis... Únicos! Célia

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Imagem... fala mais que palavras!!

Menino espera para receber prato de comida em campo de desabrigados por enchentes, perto de Sukkur/Paquistão. Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4629080-EI8143,00-Europeus+aumentam+ajuda+ao+Paquistao+para+mi+de+euros.html

A idade de ser feliz!

(Mario Quintana por Canini) Existe somente uma idade para a gente ser feliz. Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE, também conhecida como AGORA ou JÁ e tem a duração do instante que passa.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ATREVIDA

Havia uma ponte entre nós O desgaste da vida desmoronou Solto no espaço os pensamentos Vazios, frios, sem emoção. Razão de vida... ternas lembranças Projetam um arco-íris de esperança Novas pontes, novos caminhos Atrevida percorro noite e dia! Não quero mais sombra. Não quero viver iludida. Quero um afago seu... Quero aquecer minha vida! Vontade de parar o tempo Eu e você... aumentar o espaço Apenas nós no olhar e na ternura, Sem segredos,sem insinuações. Derrubar essa muralha Que se torna um escudo Para camuflar nosso real amor Sou atrevida... cuido de mim e de nós! Célia

domingo, 15 de agosto de 2010

Um poético jantar!

Nada a comemorar! Não! Tudo a celebrar! A amizade! Um grande cordão umbilical teceu-nos fora do útero Marista. Parto nenhum, cirúrgico ou não conseguiu separar tais criaturas!
Quíntuplos! No berçário da vida seguimos. Cada um em sua missão. Mas quando juntos instala-se uma festa! Na turma tem de ‘mamando a caducando’. Apoiam-se. Murmuram desabafos. Embargam-se as vozes. Choram. Abraçam-se... Gritam as alegrias. Entre risos e gargalhadas situações que cada um passa ou passou são narradas com riqueza de detalhes!
Uma festa!
A que se intitula ‘mãe da turma’ na cozinha nos últimos retoques de um saboroso cardápio; a ‘irmã mais sexy’ chega e vai se produzir toda para esperar os demais... Chega a ‘irmã mais séria do grupo’... Belas flores para a reunião! De repente, onde está a maior de todas as convidadas – A Nossa Mãezinha – É cobrada a sua presença e a vizinha vem rapidinho trazendo-a para a visitação mensal! Ela, evidentemente, tem seu lugar de honra e, é a causadora disto tudo! Cerra-se a porta e iniciamos abraçadas e comovidas, nossa meditação na intimidade de nossos agradecimentos, pedidos e desejos. Emoção invade. Choros. Colo amigo. Palavras confortadoras, afinal estamos diante da Mãe!
Vamos brindar! Amizade, sentimento com o qual fomos ainda mais enriquecidos pelo Criador! Neste clima, soa a campainha e eis que adentra o mais ‘intuitivo, observador e gerenciador’ da alegria instaurada. Espanta-se! Seu olhar o condena! Vê semblantes chorosos, emotivos e copos brindando... Pergunta: ‘o que está acontecendo aqui’? É também convidado ao seu momento de introspecção diante do altar! Entende o clima!
Assentamo-nos. É a nossa Santa Ceia! Amor, alegria, benquerer derrama-se na união em torno da mesma mesa! Entre eufóricas manifestações, o paladar se manifesta! Delícias sendo degustadas. Carinho tempera nossos vazios férteis! De repente, esmurrando a porta, chega o ‘mais novo da turma’... Anuncia-se com tamanha empolgação que até o vizinho se assusta e pergunta ‘ se está acontecendo alguma coisa’... Risos generalizados! Está acontecendo sim! Um transbordar de alegria e energia! É o vigor do jovem! Agora sim, completou o time!
Rola uma terapia entre nós que, mesmo com os melhores terapeutas, seria impossível de acontecer. Mistura de humor e inteligência são ingredientes básicos em nosso cotidiano. Há um respeito nas confidências. Há acolhida no que é expresso. Há devolutivas segundo as individualidades! Como isso é nobre! Divino mesmo!
A noite tornou-se pequena para abrigar-nos! Cada um tem suas responsabilidades: família, trabalho no dia seguinte, compromissos... Retiram-se... mas com o sabor de ‘quero mais’. Fica-nos a certeza de que colocamos à prova todos os sentidos: olfato, paladar, tato, visão, audição e, por nossa conta e risco acrescentamos mais um: o coração que fica pulsando de felicidade! Isso é o nosso combustível: carinho, cumplicidade e amor. Tempo... distância... separação física não conseguem jamais separar ‘encontro de almas’! Célia

Fatos de uma vida pautada na fé.

Ao nascer, no meu batismo, fui consagrada a Nossa Senhora das Graças. E, de certa forma, minha vida sempre foi alicerçada por ela! Mamãe me vestia de ‘anjinho’... apesar de todas as minhas travessuras, para coroar a Nossa Senhora. Depois, fui crescendo e, mocinha, ela me vestia de ‘virgem’ para em procissão ofertar fé, pureza e dignidade a Nossa Senhora. A primeira escola particular em que lecionei em São Paulo chamava-se Escola Nossa Senhora das Graças. Casei-me na Igreja Nossa Senhora da Consolação – SP. Minha primeira filha, a Cláudia, com dez dias de vida faleceu no dia 15 de agosto – Assunção de Nossa Senhora - quando em súplica e sofrimento entreguei-a a nossa Mãe. Ao residir em Ribeirão Preto iniciei minhas atividades profissionais no Colégio Marista que nos idos de 1938 quando de sua fundação, recebera o nome de “Ginásio Nossa Senhora Aparecida”. Ao adentrar no mesmo, no pátio central, como que abençoando a todos fui recebida pela imagem de Nossa Senhora das Graças. Inúmeras vezes com alunos, pais, professores e comunidade em geral participei com minha família de celebrações mariais. Fatos, datas, acontecimentos que adornam minhas lembranças de uma convivência feliz. Com minhas orações externo aos Irmãos Maristas – “Irmãozinhos de Maria” – vocacionados no exemplo de seu fundador São Marcelino Champagnat e na fé da Boa Mãe – fraternais saudações pelo “Dia do Marista”. Célia Rangel.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Incógnitas

Perder ou ganhar em uma relação Sem pretensão de acontecer Apenas celebrar a união. Ninguém precisa saber Eu sei e sinto que assim vivo... Duplo é o sentido da minha vida: Eu e você... formamos um ‘ Nós’. Na abertura do meu interior A confissão de uma vida devota A um ser que sempre esteve comigo Caminhamos na mesma direção Vida e morte nos acompanham Na união da nossa cumplicidade Persistimos num ideal íntimo... Sonhos que se realizam a quatro mãos Vidas que por mais que se distanciam Convergem-se para a magia do benquerer. Na aceitação da sua simplicidade Estabilizo-me no aconchego do seu abraço Na virtude do seu olhar Que ilumina meu caminho Adornos de paz, de uma vida sóbria Autenticamente feliz na profunda humildade Do que é realmente amar! Célia
Paquistão - Para fugir das águas... menino pendura cama em árvores!(http://www.terra.com.br/) Uma profunda reflexão sobre a criatividade de uma criança. Não a despreze. Como educadora, sempre mais aprendi que lhes ensinei! Célia

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Certezas...

Saia todas as tardes. Sempre tinha uma desculpa. Ora era uma compra. Ora uma caminhada. Outras vezes pelo simples prazer de ver pessoas. Neste dia foi diferente. Produziu-se toda e saiu. Sem destino. Andou pelas ruas. Pelos parques. Esteve em uma igreja. Rezou. Agradeceu. Pediu proteção para sua vida. Estava cansada da mesmice diária. Precisava de algo novo. Novo estímulo na vida! Não sabia bem o que desejava, mas procurava... Vagando, continuou seu trajeto. Entrou em um restaurante, pediu seu prato predileto, seu vinho. Saboreava como se fosse sua última refeição. Aproximou-se um belo rapaz. Educado, pediu para sentar-se. Olharam-se intensamente. Uma suave música tocava no ambiente e foi a deixa para o início da conversa. “I need you so” – B.B. King. Dançaram. A noite toda. Muitos outros blues. Muitos outros vinhos. Sentiram-se. Olhos fechados. Fantasias e sonhos. Nada mais importava. Deixava no passado suas tristezas. Agora iria viver. Uma nova experiência. Sem culpa. Apenas, prazer. Nesta noite ela não retornou para casa. Sem hesitar seguiu essa aventura. Mãos dadas, descalços, na areia se amaram. Não era possível. Conheciam-se há muito! Total sintonia. Outras vidas? Destino ou realidade? Ela não sabia discernir. Apenas borbulhava de felicidade. Sentia uma entrega total. Cumplicidade. Encontro real. Amanheceu um lindo dia! Sol! Praia deserta... Chegam os pescadores! Comoção! Areia manchada de sangue. Vidas esvaíram-se. Mas... Amaram-se... Célia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Possibilidades

O bom da vida é estar plugado Sua voltagem pode variar Mas conectado sempre Nos bons e maus momentos Avalanches, terremotos, tsunamis Sempre acontecerão... Resta –nos valorizar o amor. Chega sem avisar e, Quando menos se espera... esvai-se Uma nuvem... uma fumaça Que nos atinge... cega... sufoca E deixa vestígios... De dor, de alegria ou de... Quero mais! Este é o melhor de todos! Sempre fica um desejo De viver um mundo lindo Dentro de nós: sem mentiras Sem máscaras... apenas, sendo! Um segundo de um olhar Basta para um mundo de magia e ilusão. Creia... é possível... existe. Célia

sábado, 7 de agosto de 2010

A figura do meu pai

Menino pobre, filho de pais imigrantes da Europa via porão de navio. Mãe italiana, região da Calábria e, pai português, região dos Açores que se conheceram e se casaram no Brasil. Recebidos em fazendas da época, tornaram-se escravos de seus colonizadores. Plantavam para os senhores feudais e comiam das sobras. Manuel, meu avô era o carroceiro que transportava a colheita e minha avó, Ana Maria, a serviçal doméstica. Insuperável na cozinha em suas receitas artesanais de massas deliciosas! Sua infância foi ser aprendiz de marceneiro. Pó de serra das madeiras era jogado em seus olhos quando errava o trabalho. Em uma família de sete irmãos mais o pai e a mãe, ele contribuía com o suor de seu primeiro ofício: marceneiro. Construiu seus móveis para se casar. Ele, José marceneiro casa-se com Maria menina criada em sítio e roça que se tornou exímia costureira. Passou a ser motorista de caminhão. Estradas para o Paraná eram caminhos percorridos. Levava alimentos e trazia madeiras nobres para as fábricas de móveis da região. E assim foi edificando sua vida... Nasceu o primeiro filho: Celso. Criança linda! Olhinho azul, como o pai! Com suas viagens de caminhoneiro sustentava a família. Nessa época, idos de 1940 lugar da mulher era em casa. Minha mãe, apesar de ser uma “modista” dedicou-se à família, por excelência! Não era realizada. Lamuriava-se muito. Papai desistiu de ser caminhoneiro, pois o transporte ferroviário passou a concorrer fortemente com o rodoviário. Nessa fase, 1945... eu nasci! Era tida a princesinha dele! Mamãe contava que ele chegava e ia ao meu bercinho (feito por ele) conversar comigo! Amoroso, de uma humanidade incrível. Seu olhar dizia muito de seus sentimentos felizes e infelizes... Passou a ser “chauffeur” de praça – hoje seria taxista. Era o mais respeitado da cidade transportava pessoas da alta sociedade. Levava famílias para suas compras em São Paulo, férias na praia, pagar promessas na Aparecida do Norte, receber as bênçãos do padre Donizetti, em Tambaú, viagens de lua de mel, consultas em médicos especialistas em cidades mais desenvolvidas que Ibitinga. Era tido o motorista nº 1 da cidade. Recebeu uma homenagem dos vereadores locais, mas nunca foi recebê-la. Dizia que ser homenageado por bons serviços prestados não é honraria a ninguém. É dever de todos. Sempre nos deu exemplo de uma dignidade ímpar. Sem subornos. Ético em sua simplicidade. Semianalfabeto! Para assinar seu nome... treinava sempre e muito!! Em tábuas com carvão ou pedra cal marcava seus compromissos com um código que só ele entendia! Eram sinais meio hieróglifos. Desenhava um botijão de gás e colocava um número ao lado. Assim sabia calcular quando seria a compra do próximo! Quando faleceu li muitas coisas assim em sua garagem-oficina onde ele mais vivia. Por exemplo: “setenero um capato” = setembro um sapato! Lembro-me à noite em meu quarto... ele chegava de suas viagens... cansado... empurrava a porta do mesmo e jogava em minha cama duas a três balinhas de hortelã “Pipper”... Era a maneira dele de me dizer: “papai chegou... te amo”... Fui crescendo e acompanhando as histórias daquele homem que Deus havia escolhido para ser meu pai! Os “causos” dele, as aventuras em suas viagens eram inimagináveis! As estradas não eram asfaltadas. Se chovia tinha que enfrentar barro, carro encalhado, esperar trator para guinchar... Se não era a chuva, a poeira que muitas vezes tirava a visão da estrada. Em épocas de muitas viagens mamãe preparava um caldeirãozinho com sua comida para alimentá-lo. Em 1955 nasce o terceiro filho – o Clécio. A diferença etária entre nós, seus irmãos trouxe-nos um distanciamento. Este filho não absorveu todo um DNA modesto desta família. Nasceu e desenvolveu-se em uma época financeiramente bem melhor. Não valorizou os pais que teve... Assim, papai criou, sustentou, educou com seus exemplos, custeou nossos estudos. Ao me tornar professora não admitia ver toda a dificuldade do meu pai para ler e escrever. Então, sempre que podíamos sentávamos à mesa da cozinha, onde lia historinhas para ele e com um caderno, lápis e borracha ensinava-lhe o alfabeto, as vogais e a partir do seu nome criávamos muitas outras palavras! Encantava-se! Ele e meu irmão caçula foram meus primeiros alunos. Guardo bem lacrada essas imagens em minha vida! Uma vida simples. Rica em dignidade. Um sólido amor familiar. Não era um amor de beijos, abraços, afagos e colo. Era um sentimento puro. De olhar... De relacionar-se... De dialogar. Nossas histórias misturavam-se na prática diária de nossas vidas. Esta é a mais doce e mágica lembrança que tenho de um homem que por amor, se fez PAI! O MEU PAI! Mesmo na cama do hospital ao dar-lhe mingau de Sustagen às pequeninas colheradas, dirigia-me um olhar enternecedor: duas estrelinhas azuis que me guiam até hoje! Sua bênção, meu pai... Célia.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A difícil realidade do preconceito

Infelizmente, as pessoas já possuem naturalmente uma tendência a pré-julgar acontecimentos, coisas ou pessoas, de acordo com sua experiência ou vivência. O preconceito no ambiente de trabalho é algo muito mais comum do que podemos imaginar. No entanto, uma pessoa não deixa de ser competente pela cor de seus cabelos ou de sua pele – muito menos pelas suas crenças quanto à religião, política ou opção sexual. Competência se refere à capacidade de uma pessoa desempenhar determinada tarefa ou função, e isso nada tem a ver com tais questionamentos. Entretanto, muitos desses pré-julgamentos são permeados de outros pré-conceitos, o que acaba gerando uma bola de neve. Em nossa vida pessoal, nem sempre somos exemplos de humanismo e acabamos vez ou outra, cometendo alguns atos discriminatórios. Entretanto, o que defendo aqui é a obrigação que todos nós temos de respeitar as opções ou peculiaridades de cada um. O principal foco do meu trabalho é a seleção de profissionais para as outras empresas. Já imaginou se eu deixasse de apresentar um excelente profissional a um cliente por causa de alguma característica que foge dos parâmetros idealizados pela sociedade?! Isto seria inaceitável. Todos somos livres para ir e vir, e uma deficiência física ou uma ideologia particular não podem interferir em nossas capacidades comportamentais e, principalmente, técnicas e intelectuais. É ignorância pensar que um profissional, para ser excelente, depende de escolha religiosa ou sexual, peso, aparência, sexo, idade, situação socioeconômica ou raça. Existem situações que, infelizmente, ainda não conseguimos mudar. Como exemplo disso, posso citar o fato de as mulheres possuírem salários muito inferiores aos dos homens, mesmo ocupando cargos equivalentes. Isso vem da cultura altamente machista que dizia que a mulher deveria ficar em casa cuidando dos filhos, enquanto os homens garantiam o sustento da família. Quando a mulher deu entrada no mercado de trabalho, acabou ocupando cargos mais operacionais e, até hoje, quando chega a postos mais estratégicos, tendem a ganhar menos do que os homens. É ou não é, de certa forma, um ato discriminatório? Sinto-me na obrigação de defender qualquer tipo de diferença, pois sei que o bom profissional é traçado por altas doses de vontade de crescer, visão de mercado, crescimento intelectual, desenvolvimento de habilidades e, principalmente, por suas competências comportamentais: capacidade de liderança, relacionamento interpessoal, visão sistêmica etc. É ignorância pensar que um profissional, para ser excelente, depende de sua escolha religiosa ou sexual, de seu peso, aparência, sexo, idade, situação socioeconômica ou raça. Fonte: http://www.debernt.com.br/debernt/index.asp

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Loucuras

Armazenamos tantas loucuras! Programamos e somos desprogramados... Viajamos na mente muito mais que no espaço Percorremos caminhos escuros e escusos Queremos, retrocedemos, seguimos Uma via de mão dupla: céu e inferno ao mesmo tempo Longa estrada... buracos... obstáculos... pontes obstruídas Passagem interceptada: falta coragem! Quanta indecisão!! Este é o humano preso às suas correntes emocionais Sua maior escravidão: preconceito de si mesmo Sente-se incapaz, não se entrega, refugia-se no outro E a aceitação nesse esconderijo nem sempre é recíproca Desgasta-se, implora... quer encontrar a via de retorno Impossível! Tudo muito escuro! Nada sinalizado... Total insensatez!! Célia

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Reflexão

Há duas mensagens que todo ser humano precisa receber e gravar. São as mensagens da afirmação e da responsabilidade pessoal. Essas duas mensagens são como as duas pernas com as quais uma pessoa pode percorrer a vida. A mensagem da afirmação diz o seguinte: “Você é um ser humano único e irrepetível, original. Você é uma criatura de Deus, feita à sua imagem e semelhança. Mas depois de criá-lo, Deus quebrou o molde. Nunca houve e nunca haverá outro igual a você. Você é uma pessoa de valor inestimável”. A mensagem da responsabilidade diz: “À medida que você amadurece e chega à vida adulta, deve ir tomando as rédeas de sua vida nas próprias mãos. Enquanto adulto, deve assumir plena responsabilidade por sua vida, por suas emoções e por suas atitudes. O resultado de sua vida está em suas mãos. Quando se olhar num espelho, vai ver a única pessoa responsável por sua felicidade”. Alguém comparou essas duas mensagens a “raízes e asas”. Devemos dar aos outros raízes e asas. As raízes de toda existência humana são as raízes do valor pessoal, da autoconfiança, as raízes da crença na própria originalidade e especificidade. A mensagem que promove as raízes é a dor amor incondicional. As asas de uma existência humana são as da responsabilidade por si mesmo. Dar asas a alguém é a mensagem que diz: “Você tem tudo quanto é necessário para atingir as alturas, para cantar sua própria canção, para aquecer o mundo com sua presença. A direção de seu voo, a música que você vai cantar e o calor que dará a este mundo são responsabilidade sua. Você deve tomar sua vida nas próprias mãos. Não deve acusar os outros, nem queixar-se de sua falta de oportunidade. Deve assumir plena responsabilidade pelo curso e pela direção de sua vida”. A mensagem das raízes diz a um indivíduo: “Você merece!”. E a das asas diz: “Agora, lute!” Fonte: As Estações do Coração – John Powell / Mensagem dia 03 de agosto. Célia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Feliz aniversário, Gabriela!

Generosa em sua vida e com todos que a acercam! Amorosa extremada não medindo em suas doações de amor! Brincalhona que nunca deixa morrer sua criança... Reflexiva, risonha e suave diante dos desafios da vida. Inteligente sempre traz em seu perfil, a solução esperada. Elegante e muito ética no estilo, na conduta e nas ações. Lutadora e pró-ativa, não foge às suas responsabilidades. Amiga plugada em suas amizades cercando-as de carinho sempre! Célia

domingo, 1 de agosto de 2010

Filme: Ilha do Medo

Título original: (Shutter Island) Lançamento: 2010 (EUA) Direção: Martin Scorsese Atores: Leonardo DiCaprio , Mark Ruffalo , Ben Kingsley , Emily Mortimer , Michelle Williams Duração: 148 min Gênero: Suspense DVD Sinopse: 1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e antiéticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa. Um filme perfeito. Um mergulho na psique humana: o psicológico e o inconsciente. A Ilha do Medo é um filme que se utiliza de inúmeros elementos com nuances de suspense, drama e terror. Aspectos técnicos primorosos, cenas realizadas com a oscilação de claro e escuro, os ambientes são pesados, sufocantes. Precipícios rochosos transmitem uma sensação de impossibilidade de fuga. Algumas referências históricas e noções da área de psiquiatria. Trilha sonora é soberba mesmo que sofra de uma evidente influência do mestre Hitchcock, pois mesmo não sendo genuína é extremamente válida porque acentua a carga de dramaticidade psicológica do filme. DiCaprio confirma seu talento e potencial em cena dando ênfase a um personagem inquieto, irritado, atormentado por lembranças e no decorrer do filme adensa sua figura dramática com expressões e olhares perturbadores que exalam pensamentos e ações agitadas e alucinadas. Notam-se conceitos históricos como o totalitarismo citando o nazismo e os campos de concentração. A trama que Scorsese constrói não é simplória nem tão pouco chega a um final patético porque o diretor exerce com maestria a forma de conduzir a história envolvendo o espectador num labirinto insondável que permeia ações psiquiátricas envolvendo o tratamento da loucura abrangendo métodos, experiências, remédios envolvendo eletro-choque, confinamento, experimentos, torturas psicológicas, correntes e drogas experimentais etc. Percebe-se nos diálogos dos personagens a preocupação em colocar em discussão a violência como uma característica humana deflagrando mais uma vez a polêmica sobre o conceito de normalidade. Na verdade Scorsese molda um filme provocativo e ambíguo deixando em suspenso a questão sobre normalidade, ou seja, o experiente diretor não fecha o assunto e coloca um incomodo ponto de interrogação na cabeça do espectador como se perguntasse: o que é realidade e o que é alucinação? O que é verdadeiro e o que foi forjado durante a trama? Qual é o limiar entre sanidade e loucura? Ou ainda se existe tal limiar? O que é loucura e o que é sanidade? O que poderia ser pior? Viver como um monstro ou morrer como um homem bom?! Instigante! Surpreendente! Assistam! Célia

Filme: Amélia

Amélia Earhart, a lendária aviadora estadunidense que corajosamente voou para as páginas da história. Hilary Swank interpreta a aviadora, Amélia Earhart, símbolo da liberdade americana, que tem como parceiro George Putnam (Richard Gere), seu editor e amante, com quem mantém um relacionamento tempestuoso, movido pela ambição, admiração mútua e por um grande amor, sem limites, cujo vínculo não consegue ser quebrado nem mesmo por um breve romance apaixonado entre Amélia e Gene Vidal (Ewan McGregor). Uma vida sem medo. Voar para ela era a planificação de seu sonho! Sentia-se livre, sem barreiras, sem horários para cumprir... Tão próxima às estrelas que até poderia tocá-las! Determinação, persistência, personalidade forte ela vence obstáculos e faz a façanha de cruzar o Atlântico. Festas, badalações, entrevistas na mídia da época, desfile como celebridade, história contada em livros tinham para ela apenas o intuito de patrocínio de seu sonho: voar! Romântica, rende-se ao amor – fonte energizante da sua vida. Deixa bem claro que quer ser livre: uma nômade do ar. Sente dificuldade em estabelecer-se em uma vida compartilhada. Ama sim, mas ainda mais sua liberdade. Seu maior sonho é voar ao redor do mundo “naquele pássaro lindo até onde ele me levar”... Acidentes. Obstáculos não a intimidam. Não desiste jamais. Total otimismo diante das dificuldades. Sempre busca a solução! E declara em suas entrevistas: “não desisto enquanto houver vida em mim, estou sempre preparada para uma nova aventura”. A fatalidade! Amélia desaparece no Oceano Pacífico. Ficam as mensagens: • Todos têm oceanos para sobrevoar, desde que tenhamos coragem para fazer isso. Seria inconsequência? Talvez, mas o que os sonhos sabem sobre limites? • Todas as coisas que nunca disse por tanto tempo, estão aqui em meus olhos... • O mundo me mudou... penso nas mãos que toquei, nos olhos que vi, na terra que ficou grudada em meus sapatos... Célia