sábado, 8 de janeiro de 2011

Testamento

Para os que me amam, deixo meu coração Carregadinho de sentimentos sensualmente puros. Para os que me odeiam, deixo o meu fígado Intoxicado pelas amarguras que me fizeram. Para os que sabem me olhar, deixo meus olhos Azuis, quando calmos e verdes, quando excitados. Para os que carreguei, deixo minha coluna Sinuosa pelo peso descomunal enfrentado. Para os que amei, deixo minhas vísceras Pois será nas minhas entranhas que nunca os esquecerei.
Para os que me entenderam, ou não, deixo o meu caráter Que soube relevar, reagir e ser muito ético diante das tempestades humanas. Já, a minha alma, não a doo à ninguém... levo-a comigo e, entregá-la-ei a Deus. Vou em paz... não se preocupem... estou bem... estarei sempre bem. O que sobrar como ossos e carne fétidos deverão ser cremados e diluídos no mar. Iemanjá e Nossa Senhora saberão contemplar... Célia

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