quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Volta ao Lar: O Retorno ao Próprio Self

Leio um livro (Mulheres que correm com os lobos) em que fica muito evidente a necessidade da mulher, diria eu, do ser humano em geral, da volta, do retorno ao seu eu. Assentir a isso é dar prova de crescimento, amadurecimento, desenvolvimento, em geral. Se percebêssemos, por exemplo, entre os animais, aqui no caso, entre os lobos (as lobas) não existe tal dilema, pois trabalham, dão crias, descansam e perambulam em ciclos. É uma total integração na maneira de viver: tudo é dividido entre eles, trabalho e folga. Não há medo da perda de posto, de mando, de chefia. A “volta ao lar” é o encontro consigo mesma. Não se gasta dinheiro. Gasta-se tempo. É ser determinada e ir realmente. Há muitas formas de se voltar ao lar. Podem ser rotineiras ou sublimes. Sempre mágicas e encantadoras. Descobrir-se! Isso é fantástico. Quando atingimos esse ápice, realmente descobrimos nosso valor! Reler um livro. Um poema que a encantou! Ouvir uma música que a transporta para ternas lembranças. Gestar belos textos... Olhar e degustar a natureza... um rio, o mar, montanhas... e, assim estar intima de Deus... Orar... Cuidar de plantas... Criar em seu artesanato... Deitar-se no chão... Andar descalça... Tomar um demorado banho curtindo e cuidando do seu corpo... Caminhar sem direção estabelecida... Assistir o nascer e o por do sol... Estar com um amigo numa entrega serena e completa... Contemplar a diversidade do humano... Enfim, amar sem medidas... Isso tudo não tem preço... Você faz suas escolhas para se sentir bem e assim, contagiar aos que se aproximam. Não se pode voltar para dentro do útero, mas pode-se retornar ao lar da alma. E não é apenas possível; é indispensável. Pense nisso.
Fonte: Mulheres que correm com os lobos – Clarissa Pinkola Estés.
Célia
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