sábado, 19 de março de 2011

Outono novamente...

Chega o outono e me encontra enregelada.
Não aprendi a viver nesta estação cinzenta.
Minhas nuvens mentais turvam-se com as do céu...
Com a fúria da água que a tudo lava e leva
trazendo e tirando vidas a bel-prazer.
Ressentida a tudo contemplo e registro...
Na lágrima que em silêncio se retira
cavando uma fenda dolorida na saudade.
Não recupero minhas folhas secas e caídas
que frementes, contagiam o vento e fazem amor.
Prenúncio de inverno em meu coração.
Frio interno, intenso...
O amor que se esvai,
E tudo se enrijece...
Desaprendi amar.
Hoje, apenas uma brisa acalanta um olhar vago sem paixão.
É o tempo de exterminar.
E saber esperar na vidência do ocaso.

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