quarta-feira, 6 de abril de 2011

Metamorfose

Na busca de viver,
de sentir a vida, tudo é possível:
alguém dizendo que foi tudo engano,
a música que muitas vezes aborrece,
a leitura que enfastia,
a voz de alguém que não é bem-vinda
ruídos outros fazem companhia.
Significa existência de outras vidas.

Frio, calor, agitação ou quietude
propícios para espantar demônios.
Um cálice, um torpor alucinante
acelera a morbidez do ser.

O corpo? Ansiedade, agrura ou espasmo
servem para atracar no psicótico mundo do nada.
A respiração poderá refletir emoções,
desejos ou o medo de existir.

Depressões, desconfortos, prazeres doem...
e o analgésico era você.
O que fazer agora?
Partir para um genérico? E a confiança?
Você veio sem bula e, talvez, exageramos na dosagem.

Distraídos buscamos o caminho da liberdade,
da satisfação, do amor próprio...
Hoje restam os sinais do tempo em um corpo
sem projetos, sem mapas, sem itinerário.
Apenas, segue na dualidade:luz e sombra,
entendendo a diferença entre entrega e rendição.

Célia

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