quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sou meu eco

Meus passos, ainda que incertos
Minha voz, ainda que destoante,
Ecoam pelo vão amoroso da casa
Onde você me deixou.

Emolduro com sons artísticos
As paredes que solfejaram amor.
Abro janelas, espero vento e sol,
que pulverizem a energia contida.

Adentra uma aragem fria penetrante
Que rasteja pelo meu ser desprotegido,
Nua de vida pertenço a outra esfera
infernal de medos, desejos e incertezas.

No equilíbrio das lembranças,
Roço entre o sagrado e o profano
Sem limitação, encarno no volátil,
E, febrilmente, teço a teia da vida.

Célia

2 comentários:

  1. Oi querida!!!
    Tudo bem?
    Adorei o seu blog, parabéns!
    Estou te seguindo, gostaria de convidá-la a visitar o meu e conhecer a minha personagem menina limão, ela é cômica e tem vários vídeos.
    Fica com Deus,
    beijos

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Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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