sábado, 27 de agosto de 2011

Tribo













Não pertenço mais a esta tribo.
Quando daqui me for,
Não chore... nem sinta saudade,
por favor,
Não vele minha matéria putrefata.
Estarei em uma melhor, creia!
Não me traga flores...
Quero-as em vida!
Converta tal despesa em cestas básicas.
Olhe ao seu redor e, enxergue generosamente!
Presenteie-me hoje...
Vele a minha existência, amando-me, odiando-me,
ou contestando-me... não tem importância...
Sinal de que existo para você.
Assim, poderei desfrutar e, juntos brindaremos
o dom da vida corpóreo.
Tento fazer meu espaço celeste, aqui e agora...
Vem comigo.
Qualquer passagem é melhor que o mínimo sofrimento...
Creia nisso!
Minhas cinzas, jamais poluirão o mundo...

Célia

18 comentários:

  1. Um poema forte e intenso! Bjs e bom fim de semana!

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  2. Estamos aqui apenas para progredir espiritualmente, não precisamos que lamentem nossa partida. Como diz aquela música do Nelson Cavaquinho: “Me dê as rosas em vida”. Linda postagem.

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  3. Célia,
    Esse seu reflexivo poema tem “sabor” de saudades e certeza de uma dura realidade! Mas a poesia tb está ali, em cada verso, em cada pensamento e em cada desejo seu... eu ví!!!
    SOU SUSPEITA... VEJO POESIA EM TUDO! EU, JUJU, SOU ASSIM!!!

    "Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: Saudade!"

    Obrigada pela sua visita lá no meu blog.
    Fique com DEUS!

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  4. A vida é feita de momentos...
    E estar aqui está sendo um momento especial...
    Voltarei sempre que puder...
    Se quiser, dá uma passadinha no meu também...
    Quem sabe não gosta e fica.... E com certeza retribuirei a gentileza.

    http://cristalssp.blogspot.com

    Beijos  Ani

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  5. Célia, mulher poetisa, parabéns pelo belo blog.

    Sua poesia fala daquilo que penso, as homenagens deve sim, como vc mesmo disse: deve ser feitas em vida. Flores, pra que flores para enfeitar a morte!

    Excelente!

    Bjsss

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  6. Oi Célia,

    Que lindas palavras proferistes!
    Que alma evoluída percebo que tens!

    ... Tão completa, tão naturalmente especial.

    Que seja assim, repleto de amor, a sua Existência entre nós!

    Grande abraço

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  7. Oi, Célia! Concordo com você. Concordíssimo. Beijos!

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  8. Que blog lindo amei,amei gostei tanto que resolvi ficar,já estou a te seguir te convido a conhecer meu cantinho também se gostar fique! Tudo por aqui é lindo,parabéns pelo blog contagiante bjos de boa semana!

    http://julikotona.blogspot.com/

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  9. Célia, seu texto me lembrou a letra do samba que segue abaixo, do Nelson Cavaquinho. Parabéns e um grande abraço!

    Quando Eu Me Chamar Saudade
    Nelson Cavaquinho


    Sei que amanhã
    Quando eu morrer
    Os meus amigos vão dizer
    Que eu tinha um bom coração
    Alguns até hão de chorar
    E querer me homenagear
    Fazendo de ouro um violão
    Mas depois que o tempo passar
    Sei que ninguém vai se lembrar
    Que eu fui embora
    Por isso é que eu penso assim
    Se alguém quiser fazer por mim
    Que faça agora.
    Me dê as flores em vida
    O carinho, a mão amiga,
    Para aliviar meus ais.
    Depois que eu me chamar saudade
    Não preciso de vaidade
    Quero preces e nada mais

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  10. Célia, minha querida, a cada nova postagem sua, me "embebedo" de suas palavras, me arrepio e com sua permissão, faço dessas de hoje, minhas também.
    Lindo, tocante e verdadeiro.
    Beijos com carinho enorme no teu coração.

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  11. Sabe que você está certa mesmo, vamos à velórios, mas..... se pensarmos bem tudo não passa de convenções; tudo que tivermos que fazer pelas pessoas tem que ser em vida, para não lamentarmos depois. Beijos

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  12. Olá, Amigos!
    Como é bom encontrarmos "cumplicidade e parceria" entre nós! Obrigada pelos preciosos incentivos!
    Abraço, Célia.

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  13. "Olhe ao seu redor e, enxergue generosamente!
    Presenteie-me hoje...
    Vele a minha existência, amando-me, odiando-me,
    ou contestando-me... não tem importância...
    Sinal de que existo para você."
    Celia lindo poema,as vezes nos sentimos assim,precisamos ser notadas...
    beijos amiga,lindo poema,,,

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  14. Nossa que lindo, muito lindo o poema... eu também quero isso tudo em vida e quando eu for, quero o mesmo também, amei. Bjs
    http://artesdosanjos.blogspot.com/

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  15. Célia, bom dia querida!
    Você não tem a dimensão do bem que me faz. Abrir meu blog e saber que você está o acompanhando, mas que isso, interagindo, incentivando, me dá coragem e vontade de prosseguir.
    Sua poesia é bela e cheia de vida, assim como você!
    Parabéns,e, muitíssimo obrigado!

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  16. Célia,o seu poema rendeu um comentário e tanto no meu blog , a respeito do seu comentário, sobre o texto do Jorge Sader Filho "Escritores e editoras".
    Sobre a sua "Tribo", agora tão nossa, traga-me sempre as tuas flores, elas me enfeitarão o dia e eu não tenho vergonha de pedi-las, me fazem bem...

    Grande abraço

    Rita Lavoyer

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  17. Boa noite minha amiga das letras !
    Suas palavras cabem em qualquer texto,mesmo quando se fala de separação.Separá o corpo da alma é uma tarefa difícil principalmente quando se trata de morte...
    Bjssssssssssssssssssss

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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