sábado, 5 de novembro de 2011

Lampejos



Era criança ainda,
e já sonhava com seu mundo,
rodeado de mistérios...
Desvendá-los todos era seu desejo.
Na poesia da sua infância,
amigos imaginários povoavam sua mente...
Cresceu.
Descobriu o quanto era bom ser criança!
Então, brinca, ri, canta, chora e fala com Papai do Céu...
Seduz.
Sonha com um ser que venha sem mistério,
rondar sua existência, povoar seu existir,
com ilusões possíveis, realizáveis todas,
que saia da sua caixinha de música,
hoje, vazia... quase não toca...
Não se embeleza com artifícios.
Sua beleza hoje, não fica em caixinhas.
É escancaradamente palpável...
Visualizada nas cicatrizes do tempo.
Amadurecida.

Célia. 

22 comentários:

  1. Minha querida

    Quanta verdade neste poema...escreveste e descreveste tantas mulheres.
    Lindo como sempre, adorei e deixo um beijinho com carinho.

    Sonhadora

    ResponderExcluir
  2. Nossa Célia bela reflexão parabéns muito bom!!

    ResponderExcluir
  3. Célia, querida
    Mesmo com toda a beleza adquirida pelo tempo, é bom dar corda, de vez em quando, na caixinha de música. Seu som desperta em nós a pureza e a alegria das crianças.
    muitos beijos

    ResponderExcluir
  4. Um ser transparente, sem máscaras. Lindo seu poema, um belo domingo pra você. bjs
    Ivana

    ResponderExcluir
  5. Célia, um beijo no seu coração. Esse poema me levou aos tempos de criança e por um momento viajei no tempo aqui. Quanta saudade, viu! Lindo poema, minha querida.

    ResponderExcluir
  6. Lindo poema para refletir sobre a vida passada, presente e o que somos! O futuro ficará melhor, com certeza por todas as experiencias, as cicatrizes deixadas pela vida!!!
    Abraços amiga linda!
    Ivone

    ResponderExcluir
  7. Oi Célia,

    Cada um de nós sabe o que as cicatrizes do tempo escondem... Em cada um de nós uma história!

    Beijos e boa semana!

    ResponderExcluir
  8. "Sua beleza hoje, não fica em caixinhas.
    É escancaradamente palpável...
    Visualizada nas cicatrizes do tempo.
    Amadurecida"
    Lindo seu poema Célia,a beleza hoje é concreta com o tempo adquirimos outros valores não precisamos de artifícios,somos mais verdadeiros,
    voltamos a ser aquela criança no seu verdadeiro jeito de ser e viver a vida.

    ResponderExcluir
  9. Na caixinha de música ainda mora , pelo menos , a
    música do tempo... e ela é de uma sonoridade inesquecível...Lindo poema!

    ResponderExcluir
  10. Que poema encantador!
    Gostei muito do seu espaço e já estou te seguindo.
    Venha conhecer meu cantinho também. Isso me deixará muito feliz!
    Abraços,
    Débora

    asmelodiasdocoracao.blogspot.com

    ResponderExcluir
  11. O crescimento é um processo que deixa cicatrizes...
    Hoje "peguei" um pouco do Brasil e levei comigo lá para o meu blog...

    ResponderExcluir
  12. Célia, obrigado pela passagem e comentário lá em meu blog. Vejo que sonhar é uma das coisas que temos em comum. Sonhamos quando crianças e continuamos sonhando durante o resto de nossas vidas.

    Bj

    ResponderExcluir
  13. Muito grato, Célia, mais uma vez pela presença sempre generosa.

    Grande abraço.

    Eduardo L Resende

    ResponderExcluir
  14. As cicatrizes que o tempo deixou contribuem para a beleza de hoje.
    Foi no passado que se construiu o presente, do mesmo modo que no presente se constroi o futuro.
    E as caixinhas de música nunca deixam de tocar, enquanto houver, dentro de nós, memórias de criança.
    Gostei muito do seu poema.

    Uma semana linda. Beijinhos

    ResponderExcluir
  15. Mi buena amiga Célia, es una gran verdad la que refleja sus bellas letras, los niños son unos seres de luz, todo lo creen y todo lo ven posible.
    He procurado quedarme todo lo que he podido de ser niña, para mantener una esperanza viva
    Con ternura
    Sor. Cecilia
    La espero dentro de 4 días para recoger mi premio

    ResponderExcluir
  16. Lindo poema, Célia! A criança perdura, com seus sonhos e devaneios, e é por isso que as cicatrizes existem: são os rastros de sua alegria, de sua ingenuidade, de sua fantasia.
    Beijos

    ResponderExcluir
  17. Gostei, Célia. Lembra fragmentos das vidas de muitas mulheres que conheci. Boa parte da essência feminina se encontra no seu poema. Beijos!

    ResponderExcluir
  18. Céliamiga II

    Explico: o II é resultante de já ter uma Céliamiga, portuguesa...

    Sentido poema este. Sentido e muito belo. Ainda que eu seja mais de prosa, também gosto de poesia. E, por isso, não resisto a transcrever-te:
    «Sua beleza hoje, não fica em caixinhas.
    É escancaradamente palpável...
    Visualizada nas cicatrizes do tempo.
    Amadurecida.»

    Magnífico.

    Qjs

    PS - Já te tinha convocado, ops, convidado para a Travessa; apenas te digo que continuo a esperar por ti. Entretanto, já sou teu seguidor.

    ResponderExcluir
  19. Celia,quanta docura nesse lindo poema!Lampejos de luz e boas recordações!Bjs e boa semana!

    ResponderExcluir
  20. Lindo poema, Célia. Parabéns. E muita corda na caixinha.

    ResponderExcluir
  21. Oi Célia,

    hummm, delícia de versos, uma trajetória com início e meio, mas sem fim, pois que o fim é utopia.

    Adorei, como sempre!

    ótima semana para todos nós!

    ResponderExcluir
  22. Boa noite minha amiga das letras!
    Quando escreves ,por si se descreve em cada palavra,desnuda sua alma...e vira um poema tão lindo com essência ...
    bjsssssssssssssss

    ResponderExcluir

Seu comentário evidencia o seu 'pensar'.
Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.