sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sala de espera

Existe coisa pior que uma sala de espera? É sempre uma caixinha de surpresa! Espera-se a sua vez em busca de soluções! Espera-se ser atendido e sair satisfeito... Se, em um consultório dentário ou médico, que seja indolor... Espera-se por uma vaga em um restaurante... Também nos estacionamentos de shoppings... Pelo atendimento de seu gerente sobre sua conta bancária... E espera-se por uma “saidinha de banco”... tranquila... Espera-se pela reunião do filho na escola! Espera-se por um retorno, e que seu problema, seja solucionado! Espera-se na maternidade um novo ser! E, em quase todas essas situações há seres de toda espécie: - subornadores - antipáticos - irreverentes - metidos a poderosos - analistas de roupas e adereços, stylist de brechós... - fingidores de leitores, intelectuais de botecos... - exibidores de seu celular, campeões de carnês... - os falantes que discursam em causa própria, de um egoísmo ímpar! - os que se classificam como importantes, discorrem seus currículos... - os atrasadinhos... que querem manter seu “horário”! - os que se escondem atrás de seus óculos escuros... - os contadores de vantagens, sempre conjugando o passado... - os que chegam com cara de nojo! - aqueles que já demonstram estar de saco cheio... - os que agitam as pernas num total sinal de impaciência! - os que querem subverter a ordem de identificação e de chegada! De alguma maneira, ali estamos todos pela mesma causa, no mesmo plano de igualdade e, somos racionais... mas o que demonstramos é bem a irracionalidade do encontro. A célebre “lei de Gerson”: tirar vantagem sempre de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. Célia ©Direitos Reservados

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sempre...

Nas ondas do mar, Naveguei minhas ilusões. Nas ondas virtuais, Projetei uma vida nova. Na esfera sideral, Sonhei... No sábio tempo da espera, Fantasiei... O encontro desafiador De um novo dia. Anestesiei sentimentos. Um novo aprendizado... Um novo caminho... A realidade... Enfrentamentos diversos... Lapidação suprema! Vida, inteira... não pela metade! Renovação! Célia. ©Direitos Reservados

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Assim...

Quanto mais me entrego a você, Mais me encontro... Percebo incrível força interior. Valorizo minha tranquilidade. Reservo carinhosamente, energias. Já não me deixo sugar como antes... Vivo e deixo viver. Semeio e rego minhas ideias... O meu ideal é ser sua gêmea: Na vida, no amor e na dor. Dividindo com você... Vou somando sempre, Em êxtase pela vida... Nós somos. Os outros tentam... Célia ©Direitos Reservados

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Plano de Voo

Com minha sensatez Deixei de te amar. Você tornou-se um espantalho E, não mais ocupa espaço em mim. Um grande amor... foi um dia, E, como fumaça... esvaiu-se! Sonhos, pensamentos, amores... Lacrados foram para sempre. Fria? Insensível? Decifra-me. Essa sou eu em outra performance... O original não retorna mais. Desfiz-me da bússola possessiva, Não norteio mais nada, Não sou mais aquele fantasma sugado pelo seu poder. Hoje, meu voo ora rasante, ora no infinito, Distancia-me cada vez mais... Sou dona das minhas asas! Célia ©Direitos Reservados

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Alucinações

Na expressão dos seus olhos Mergulhei. Com suas palavras Aprendi. Com sua presença Entreguei-me. Em pensamento Continuo a te amar. Célia ©Direitos Reservados

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um amor sob asas...

Ah! Meu bem- te- vi... Mais uma vez, você saudou o meu dia! Logo cedo trocamos nosso diálogo... Você como sempre... feliz e livre... Eu, presa em códigos sociais... Voe bem- te- vi... Leve para bem longe... Meus podres pensamentos... Faça-me livre também! Célia ©Direitos Reservados

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Depois de seis décadas...

Os olhos não mais lacrimejam Secaram-se as lágrimas. O rosto, em sua moldura grisalha, apresenta sulcos Que se perdem na estrada da vida. Os braços, cansados, pouco carregam Falta-lhes o conteúdo do abraço. As mãos, não mais se desdobram em afagos Cansaram-se de tantos gestos. As pernas, trôpegas, perderam a agilidade. Não precisam mais correr ao encontro de nada ou ninguém.
A boca, que sorria e cantava seus amores em beijos frenéticos Hoje, cala-se cerrando verdades, ocultando desejos... O estereótipo que hoje vejo, em nada se parece com aquele... Sei apenas que, num generoso músculo oco – o coração – Há espaço para a tatuagem dos nossos sentimentos. Célia ©Direitos Reservados

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sabedoria

O caminho da sabedoria, apesar de muito vasto, é íngreme e solitário. Em geral, inicia-se com uma simples indagação... É na interrogação, nas conjeturas que encontramos as soluções. Exilar-se. Uma chave que abre muitas portas. Procede. Principalmente quando muitas são as teias de aranha... Envolvemo-nos de tal modo com a vida que acabamos nos enredando nos obstáculos e deixando passar despercebido tudo o que flui belamente ao nosso redor. Mesmo diante de fatídicos, há o ponderável; a razão para tal acontecimento. Sofrimento e lapidação caminham juntos. Então, vem a valorização. O sereno contato com a sabedoria de vida. Não há graduação especial para tal. Muito menos, títulos e ou comemorações. Ela chega e se instala quando menos esperamos. Dá-nos a capacidade de dissecar a objetividade e a subjetividade da vida. Acontece, em geral, na maturidade. Período em que nosso pote de ouro transborda debaixo do arco-íris. Colorimos a vida. Endeusamos as conquistas. A estrutura óssea e muscular ainda que deteriorada pela ação do tempo, abriga um insight que, quando menos se espera, pare novas ideias e emoções. Então sentimo-nos tragados pelos tsunamis mentais. Surgem os “por quês... como... onde... quem?” Incontroláveis. Empurram-nos ladeira abaixo sucumbidos, ou montanha acima para novas assimilações e perspectivas. Se nossas raízes forem sólidas e profundas, sobreviveremos!
Afinal... chegamos à sabedoria do bem viver!
Célia ©Direitos Reservados

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vida fenomenal

Com bola, caneta, livro, tijolo, bisturi, sacos de lixo, vassoura, panelas, atrás de um balcão e demais... Não há fenômeno que resista às ações do tempo... A cabeça funciona, mas o corpo não obedece... O humano, assim como a máquina, requer cuidados. E, quando exigidos sua força máxima deterioram-se mais rapidamente. Os sucessos, as derrotas, as alegrias, as decepções surgem ladeados por amigos e inimigos... E, as piores lesões, creiam são as mentais! Não há metabolismo que se recupere plenamente das dores emocionais... Virtudes. Vinganças. Amorosidade. Egoísmo. Competidores... Imperfeições tantas inerentes ao humano. Somos. E, não há como negar! Saber perder e saber ganhar. Saber perdoar e pedir perdão (como é difícil, mas nobre!)... Doar-se para a maravilha de viver com intensidade: ser “sal e luz no mundo”, realmente. Não se acovardar diante de nenhuma situação castradora. Perde-se aqui, se ganha ali. É o jogo da vida! Interromper uma atividade nem sempre é o fim. Ao contrário, pode ser o começo de uma nova vida. De tanta coisa magnífica que vem ao nosso encontro deixando-nos encantados! Se projetos ficaram inacabados, outros virão e, com sua potência atual fluirão... Será um processo mais lento, mas preciosamente mais reflexivo. Aprende-se a pensar e a contemporizar! Isso é sublime! É a vida em suas fases... Magicamente, desenrola-se ante nossos olhos e, ser sua cúmplice e parceira, é a doação máxima da expressão "amor". Foi assim, na minha “velhoscência” que me descobri. Não sou eterna. Não sou exclusiva. Não sou insubstituível. Mas, me amo, me cuido, me reverencio para ser o melhor que Ele em seu Projeto me inseriu! Célia.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine's Day

"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos.
O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão.
Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida".
(Fernando Pessoa). Feliz "Valentine's Day".

Célia

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mergulho emocional

Um depósito de emoções e, como todo depósito, vez em quando necessita de uma faxina... Eliminar o que não serve mais, cuidar do que ainda tem valor e vale a pena... Reavaliar. Rever. Separar mesmo o joio do trigo... Abrir novos espaços. Novos caminhos... Experienciar novas emoções...
Sentimos... exteriorizamos... armazenamos... durante toda uma vida e, de repente damos conta de que extrapolamos o limite! Isso é terrível! Ultrapassarmos as “toneladas” cabíveis dentro de nós! Afinal, que validade tem esse acúmulo de emoções em nossas vidas? Passamos horas, dias, anos, momentos a cultivarmos preconceitos, preocupações e, por isso mesmo deixamos de desfrutar o bom da vida. O sol que nasce gratuitamente. Aquece. Ilumina. Irradia ânimo para mais uma jornada do dia. A lua que chega harmoniosamente prateando a noite em que o espero. Corpo suado. Cansado. Vegetativo sobre um leito. Renasce com seu contato. Como a um poema lemo-nos avidamente. Viramos a página e seguimos iludidos, inebriados pela felicidade! Não nos entulhemos de supérfluos. Quem é você? Não sei. Só sei que nossas almas, de tão idênticas, fundem-se em uma só... E, só, caminhamos... Mas, há uma singularização entre nós... Sinergia. Simbiose fecunda. É isso. Desfrutemos. No imenso espaço desperdiçado de nossas vidas! Célia.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dama da Noite

... Assim, em uma varanda, acompanhada de meus pensamentos, e sonhos, na solidão de uma adolescente, castrada de tudo e de todos, sonhava e inebriava-me com o perfume dessa pequena árvore que se fazia presença marcante com seu aroma, por toda a rua.
Quantos sonhos e planos... Alguns, realizados... Outros já não têm importância... Mas, os atuais ainda muito arquitetados... Fica o perfume. Energia para novas ilusões... Novas buscas... Novos sonhos... Novos amores... Novas realizações!
Eternizei isso tudo visitando o site http://www.taina3.com.br/ onde a plantei! Faça você também... E, sinta a recompensa da Natureza!
Célia.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Volta ao Lar: O Retorno ao Próprio Self

Leio um livro (Mulheres que correm com os lobos) em que fica muito evidente a necessidade da mulher, diria eu, do ser humano em geral, da volta, do retorno ao seu eu. Assentir a isso é dar prova de crescimento, amadurecimento, desenvolvimento, em geral. Se percebêssemos, por exemplo, entre os animais, aqui no caso, entre os lobos (as lobas) não existe tal dilema, pois trabalham, dão crias, descansam e perambulam em ciclos. É uma total integração na maneira de viver: tudo é dividido entre eles, trabalho e folga. Não há medo da perda de posto, de mando, de chefia. A “volta ao lar” é o encontro consigo mesma. Não se gasta dinheiro. Gasta-se tempo. É ser determinada e ir realmente. Há muitas formas de se voltar ao lar. Podem ser rotineiras ou sublimes. Sempre mágicas e encantadoras. Descobrir-se! Isso é fantástico. Quando atingimos esse ápice, realmente descobrimos nosso valor! Reler um livro. Um poema que a encantou! Ouvir uma música que a transporta para ternas lembranças. Gestar belos textos... Olhar e degustar a natureza... um rio, o mar, montanhas... e, assim estar intima de Deus... Orar... Cuidar de plantas... Criar em seu artesanato... Deitar-se no chão... Andar descalça... Tomar um demorado banho curtindo e cuidando do seu corpo... Caminhar sem direção estabelecida... Assistir o nascer e o por do sol... Estar com um amigo numa entrega serena e completa... Contemplar a diversidade do humano... Enfim, amar sem medidas... Isso tudo não tem preço... Você faz suas escolhas para se sentir bem e assim, contagiar aos que se aproximam. Não se pode voltar para dentro do útero, mas pode-se retornar ao lar da alma. E não é apenas possível; é indispensável. Pense nisso.
Fonte: Mulheres que correm com os lobos – Clarissa Pinkola Estés.
Célia
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Terapia

Procura-se terapia para a dor de uma separação De uma dependência física, emocional ou química. Para um desejo, não realizado... Uma rejeição descabida... Uma ignorância inconcebível... Para a covardia instalada... Para o sofrimento da castração, da manipulação, da chantagem e da escravidão. Sou gente, não fantoche! Ter a vida nas próprias mãos... Recomeçar. Agir, sem se atormentar. Fluir a capacidade inerente, com encanto, maestria e serenidade. Fora a acomodação! E, na terapia, curar sem mais nada adiar. Célia
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ficou...

A certeza do nosso amor. O fluir dos nossos desejos. O vácuo do não existir. A tristeza amorosa da solidão. A comunhão entre nossas almas. O contemplar das nossas esperanças. Um nada para nos acontecer. Um tudo a nos acariciar em Sonhos... sonhos... e mais sonhos... Entorpecente das ilusões desiludidas! Ficou... Prazer ou Amor? Ficou o caminho do Amor para o Reencontro... Vem... Célia
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sábado, 5 de fevereiro de 2011

À procura de...

Fugaz amava Fugidio que se foi... Fugaz ficou sozinha e carente... Fugaz tem sentimento. Fugaz tem amor próprio. Fugaz tem alma, Sangue e suor. Treme e arde de paixão... Nua de preconceitos, Fugaz buscou outro amor... Pela escuridão da noite, Pelos becos e bares, E, nada encontrou. Decidiu sair da noite, E, amar de manhã... Encantou-se! Em devaneios ama... Fugaz irradia sol... Fugaz é feliz. Criou sua felicidade. E seu faz de conta, Tornou-se realidade. Fugidio? Busca-se em suas entranhas... Célia
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Segredando

Um pequeno momento transborda de um olhar e nada mais.
Um retorno às origens... A cumplicidade de sempre...
A vida imitando o sonho.
Na aventura das suas asas, permito-me voar.
No enlaço do seu abraço, permito-me aconchegar.
No tom da sua fala, faço meu compasso...
E, sigo. Célia
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A dança da vida

O ritmo pode não ser do meu agrado. Mas tenho de acertar o passo no compasso. De nada adianta o desencontro... Estar bem primeiro comigo e depois com o outro... Revitalizo assim minha alma, Para enfrentamento dos dissabores. Em meu interior me aconchego amando-me, Querendo-me um bem enorme! Revisto-me de coragem para me proteger, Não deixar que me usem... não sou descartável... Objetividade naquilo que quero, E, fé naquilo que sou e posso, Transformam meu mundo aqui e agora. Célia
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