quinta-feira, 31 de março de 2011

Pensamentos...

"As mulheres que são apenas mulheres,
choram, arrufam-se ou resignam-se;
as que têm alguma coisa mais do que a debilidade feminina,
lutam ou recolhem-se à dignidade do silêncio.

Não se deliberam sentimentos;
ama-se ou aborrece-se, conforme o coração quer".
(Machado de Assis)



terça-feira, 29 de março de 2011

Esquisitices do Amor
De repente, a busca
muitas vezes distante
do que está tão próximo!
Em desalento, preferimos ficar só.
Então, passamos a amar:
a solidão,
a privacidade,
a idealidade,
a fantasia.
Preservamos misteriosamente
uma imagem.
Que acaba revelada.
e o sentimento cresce.
Acasalamos com a alma, o desejo
adiando uma única realização,
Amar sem questionar.
Eclipsamos, quando deveríamos ousar!
Pessoas passam por nossa vida...
Não há retorno.
Como amar sem transgredir e aventurar-se?
Célia Rangel

domingo, 27 de março de 2011

Minhas viagens

Vivo em dois mundos: o real e o imaginário.
O real mostra-me a pessoa que sou.
O imaginário ilude-me na transformação.
Gostaria de... é a minha luta interior...
Desobstruir meu caminho e como andarilha
Caminhar minha liberdade com a memória da alma.
Sem me importar com a chegada, apenas com o percurso.
Olhar as pessoas, com a luz interior, isenta de preconceitos.
Ah! Se eu pudesse desvendar os meus mistérios...
Seguir sem egos machucados, sem receios que me encolhem,
Cultivar sementes, aguardando a alquimia da renovação.
Revelar meus “eus” interiores... amando-me, aceitando-me,
Então, com o mundo nas mãos, recuperar em sonhos, a ilusão!
A viagem da vida continua...
Terá um porto de chegada para novas partidas...
Como bagagem, sustento espiritual,
Para a explosão de uma vida nova.
E assim, tudo recomeça.
 

sábado, 26 de março de 2011

... de lobas & lobos... todos temos...

Se você ainda não leu... não sabe o que está deixando de adquirir como conhecimento e aprendizado de vida! Leia e repense sua vida. Depois de... você não será mais a (o) mesma (o). “Mulheres que correm com os Lobos” – de Clarissa Pinkola Estés. NORMAS GERAIS PARA A VIDA DOS LOBOS E A NOSSA: A ordem em que você irá percorrer esta lista, não importa. Fundamental é que faça! Afinal, somos todos animais.

1. Coma

2. Descanse

3. Perambule nos intervalos

4. Seja leal

5. Ame os filhos

6. Queixe-se ao luar

7. Apure os ouvidos

8. Cuide dos ossos

9. Faça amor

10. Uive sempre

quinta-feira, 24 de março de 2011

Despir-se das Vaidades...

Ser forte como a raiz de uma árvore,
Ser frágil como o perfume que se esvai,
Ser presente como as folhas que caem,
E retornam revestidas e corajosas na primavera.
E, assim, renovar a esperança do renascer...
Em outras vidas, em outras espécies, outra esfera.
Na profundidade uterina da mente e do coração
Com um novo olhar gerar uma nova e liberta vida...
Assim eu vejo o ciclo da vida:
Nascer... Viver... Morrer.
Finito ao encontro do Infinito.

Célia

terça-feira, 22 de março de 2011

Casarão da esquina

Sonhos e medos em um casarão antigo. Plantado em um quarteirão central. Contornado pelo acesso principal da cidade. Pela pracinha com bancos e coreto incrustados em um belo jardim. Namorados de mãos dadas contornavam-no. Promessas eternas trocadas. Sobrava amor. Faltava espaço... Dormir no casarão era uma aventura. Salas e salões abrigavam tranqueiras, utensílios das fazendas, barulhos de ratos. Morcegos também ali se hospedavam. Badaladas do sino da igreja matriz marcavam as horas. Assim, vivia-se o tempo do relógio no tempo da vida. Dormia-se pouco. O medo fazia encolher pernas, cruzar braços, estatelar olhos. Orelhas em pé como radares. Primeira luminosidade do dia pulava-se da cama. Cheiro de café torrado moído e passado na hora. Delícia revigorante. Um imenso quintal muitas brincadeiras. Uma verdadeira chácara no centro da cidade. A dona disso tudo, uma menina que tirada de uma porteira casou-se com o português que a possuiu. Era seu dono! Levou-a para casa e lá lhe ensinou higiene, a usar roupas, íntimas inclusive, realizar trabalhos domésticos, deu-lhe comida e abrigo... ao que ela retribuía fazendo amor. Em troca, ganhara muitas bonecas ao conhecer o seu português. Filhos, muitos filhos que ela entremeava com suas bonecas. Ele mais parecia pai que seu homem. Filhos eram deixados pelo espaço do casarão sem nenhum carinho ou cuidados. Pareciam bichinhos de estimação... Soltos engatinhavam. Adultos, tornaram-se pessoas de valor para a época. Major, aplicador de rendas financeiras, farmacêutico, pianista, locutora... Sumiram todos para a capital. Lá se casaram com nobrezas da sociedade. Não visitavam os pais. Noras e genros não se sentiam bem nesse nível de vida. E a mãe, lucidamente, caçoava e brincava com suas bonecas. O seu portuga viajando por suas terras férteis em promissoras regiões paranaenses... Gado. Muito gado. E, o ouro plantado: o café. Foi numa dessas travessias de boiadeiro que ele a encontrou. Ela ria de tudo. Era feliz? Sim. Ao seu modo. Não queria nada. Não pedia nada. Quando ele chegava, ela abaixava a cabeça, ajoelhava-se a seus pés, tirava suas botas e ali permanecia adorando-o. Era amor? Sim. Um amor e uma felicidade raiz. Sem comprometimento, sem cobranças. Nunca soube que se casaram oficialmente. Ele era charmant... desejável pelas raparigas da cidadezinha. Mas sempre voltava pra ela. Nunca ouvi brigarem. Pouco se falavam. Olhavam-se. Muito. Longamente. No quarto deles ela só entrava com ele. Uma tranca enorme e pesada selava o ninho de amor. Tudo muito alvo. Cobre-leitos, cortinados de filó sobre a cama e adornando isso tudo móveis riquíssimos com a superfície em mármore. Perfumes e bonecas preenchiam o ambiente. Era um local sagrado. Em suas viagens ela ficava na janela dependurada olhando dias e dias até ele voltar. Conversava com todos que passavam pela rua. Era figura conhecidíssima. Também não saia. Não me lembro. Não ia a médico. Não estudou. Primitiva. Primária. Ao extremo. Pedra bruta semilapidada... Ele morreu antes dela. Era mais velho. Ela ficou. Na janela. Até que um dia não se viu mais a figura morena queimada de sol, pequenina, cabelinhos brancos, pés descalços com sua boneca dependurada na janela. Vieram os filhos. Com muita pose e vergonha da origem. Patentes de major, aviador e tudo o mais. Abasteceram-se nas terras e mais terras deixadas pelo pai. Brigas. Muitas brigas. Aos filhos tudo! Às filhas nada! Era a lei da época. Eu tinha meus seis aninhos se tanto. Observava essas cenas. E, comparava com a minha outra vida em minha casa. Completamente diferente. Com regras e mais regras. Limites e muitas castrações. Clima pesado. No casarão havia um clima leve, natural, amoroso no ar! Marcaram minha existência. Finais de semana eram no velho e bom casarão. Sempre comida no fogão a lenha. Broas e bolinhos à vontade. Bule de ágata com café acomodado entre brasas. Mesa posta a qualquer hora que se chegasse. Era essa a decoração dessa casa. Disso tudo cuidava uma serviçal vinda de uma das fazendas, já que a “dona” só queria brincar. Numa retrospectiva nos idos de 1950 ao me deparar com 2011 – um nó cerebral aconteceu! Quem foi? Quem era mais feliz? Quem realmente buscou e desfrutou da famigerada felicidade... do amor... do bem querer? Quem? Esbarro novamente na simplicidade. Busco-a ardentemente...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Água (22/03)

Água: um bem natural que deve ser preservado.
Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. Fonte: http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_mundial_da_agua.htm

sábado, 19 de março de 2011

Outono novamente...

Chega o outono e me encontra enregelada.
Não aprendi a viver nesta estação cinzenta.
Minhas nuvens mentais turvam-se com as do céu...
Com a fúria da água que a tudo lava e leva
trazendo e tirando vidas a bel-prazer.
Ressentida a tudo contemplo e registro...
Na lágrima que em silêncio se retira
cavando uma fenda dolorida na saudade.
Não recupero minhas folhas secas e caídas
que frementes, contagiam o vento e fazem amor.
Prenúncio de inverno em meu coração.
Frio interno, intenso...
O amor que se esvai,
E tudo se enrijece...
Desaprendi amar.
Hoje, apenas uma brisa acalanta um olhar vago sem paixão.
É o tempo de exterminar.
E saber esperar na vidência do ocaso.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Meu Protesto

Maria Bethânia poderá ter R$ 1,3 milhão para criar blog A ideia é que o site "O Mundo Precisa de Poesia" traga diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. Um blog ironiza o fato de o Ministério da Cultura ter aprovado captação de R$ 1,3 milhão pela Lei Rouanet para um blog da cantora Maria Bethânia. Nesse caso, o projeto pode receber dinheiro de empresas por meio de renúncia fiscal, ou seja, parte do valor do patrocínio é abatido de imposto de renda devidos. A chamada do blog ironiza ainda o valor do orçamento do blog de Bethânia, dizendo que o internauta tem "1 milhão de motivos para acessar" o endereço, que tem "patrocínio" do MinC e "apoio" da "ministra Ana Buarque, irmã do Chico Buarque", em referência à atual ministra da Cultura, Ana de Hollanda. O projeto de Bethânia é o site "O Mundo Precisa de Poesia", que teria um vídeo diário da cantora interpretando poemas. A direção dos vídeos seria de Andrucha Waddington. Procurada pela Folha, a assessoria de Bethânia diz que acha um "absurdo" o conteúdo do blog falso e que ainda não decidiu se vai tomar providências para que o endereço seja retirado do ar. Também fez questão de frisar que "o MinC não concedeu dinheiro à cantora, e sim autorizou a captação de patrocínio até este valor". Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/890304-minc-confunde-leis-ao-explicar-aprovacao-do-projeto-de-bethania.shtml Comentário: Amo poesias, não vivo sem poemas e poesias, mas um crédito desses para um blog... por favor, o Brasil precisa sim de Cultura, de Literatura, de Educação, de olhos voltados para o Planeta, para a Habitação, a Saúde e muitos outros itens... Leio poetas maravilhosos, cultos, acima de toda e qualquer politicagem barata, de premiar favores outrora recebidos e, duvido que obtiveram tamanho fomento financeiro... Fica meu protesto como uma escritora que engatinha pelos caminhos das letras. Célia Rangel

quinta-feira, 17 de março de 2011

QUARESMEIRA

Um Jesus vivíssimo e uma cruz vazia, Sem sofrimento sem buscas, Encontro tão somente na paixão, Na harmonia e na paz que acalanta, Na intimidade de um sentimento, Que me governa e me conduz. Sacia-me de dons e prazeres, Envolvente nas cicatrizes do amor do Pai, Recebo-O no aconchego do meu ser... E, tranquilamente me entrego, No êxtase do viver a Ele consagrado. Minha quaresma, meu deserto... Meu encontro! CéliaRangel ©Direitos Reservados

quarta-feira, 16 de março de 2011

Gerar

Você não escolheu:
... ser gerado por quem o gerou ... ser criado por quem o criou ... conviver com essa família ... mas você escolheu o que fazer com sua vida.
Eu também não o escolhi...
... somos humanos, não objetos ... foi e ainda é sempre uma surpresa ... não há tédio entre nós.
Saiba que:
... tecer vidas é um autêntico labirinto ... temos de ser audaciosos e abençoados ... e muita paciência, dignidade e respeito
Assim, você criará seus momentos felizes! Minha bênção. CéliaRangel ©Direitos Reservados

segunda-feira, 14 de março de 2011

Um vício encantador...

Dia da Poesia Posso tudo nessa vida, escrevo minha história. Ontem, é um belo filme no projeto do amanhã. Elaboro tranças amorosas com amigos de hoje. Sinto a energia das emoções que revigoram meu ser. Idealizo magias em meu saber sensitivo, Amo e sou amada pelas letras do encantamento. CéliaRangel ©Direitos Reservados

Japão

Após tsunami... bebê de 4 meses é encontrado...

É a vida sendo embalada por um amor maior!

Deus, verdadeiro sentido da nossa existência!

domingo, 13 de março de 2011

Amor racional

Existe! Nasce e fica quietinho no ninho. Assim, é um grande amor. Precioso. Não se espalha. É íntimo. Acarinhado. Inconfesso, idealizado... Com serenidade é nutrido. E vive! Sublima-se... E no encantamento, Torna-se mágico! E tem voz... Som delicioso de se ouvir em sonhos e na realidade, ferve em potência máxima, Enternece e ameniza a saudade.
Em silêncio... CéliaRangel ©Direitos Reservados

sábado, 12 de março de 2011

Dia do (a) Bibliotecário (a)

Prevalece o silêncio A busca A pesquisa O saber O entendimento Renasce um novo ser Integro Crítico Pensador Pesquisador Eterno aprendiz Conduzido por um olhar sábio e investigativo O (A) Bibliotecário (a)
Celebremos a aquisição da cultura em seu dia – 12 de março!
Célia Rangel

quinta-feira, 10 de março de 2011

Seres mágicos

Saiba que respeito sua individualidade, mas necessito de espaço para minha independência. Que no deserto das minhas paixões, com novas lentes, me curei de um absurdo egoísmo. E que por isso mesmo, em meu horizonte, há espaço imenso para nós. Misteriosa? Continuo! Mas, no confessionário de nossas vidas, nova força intuitiva desvendará a paz, o encantamento e o amor a que tanto buscamos. Assim, com muita tranquilidade em uma aprendizagem mútua, saberemos encontrar soluções, escalar montanhas de incertezas, incendiar o mundo subterrâneo e dele extrair a renovação. Desilusões desnudadas, inconveniências anuladas, Com generosa ferocidade, pontuaremos limites disponíveis e férteis. E, libertos, plenos, viveremos sem angústias...
CéliaRangel ©Direitos Reservados

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quaresma

Oração da Campanha da Fraternidade 2011 CNBB Senhor Deus, nosso Pai e Criador. A beleza do universo revela a vossa grandeza, A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas, E o eterno amor que tendes por todos nós. Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra, E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça. A beleza está sendo mudada em devastação, E a morte mostra a sua presença no nosso planeta. Que nesta quaresma nos convertamos E vejamos que a criação geme em dores de parto, Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor, Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes. E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida, Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho, Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor, O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo. Amém. Fonte: http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/principal2011.asp

terça-feira, 8 de março de 2011

Falando com você, mulher...

"Na vida morremos centenas de vezes... Sonhos e esperanças cortados na raiz. Todas essas mortes podem passar pelo processo dos descansos. Criar descansos significa examinar a vida e marcar os pontos em que ocorreram as pequenas mortes. Em um papel em branco trace uma linha cronológica desde a infância até o presente, marcando os pontos em que morreram aspectos e partes do seu self e da sua vida. Desenhe uma cruz naqueles em que ainda precisam ser pranteados; escreva “esquecido” naqueles pressentimentos que não vieram à tona; e “perdoado” naqueles em que já se liberou. Faça descansos. Observe sua linha cronológica. Converse com ela: “onde estão as cruzes? Onde estão os pontos que devem ser lembrados, que devem ser abençoados?” Em todos eles há significados que você trouxe para sua vida atual. Eles precisam ser lembrados, mas ao mesmo tempo precisam ser esquecidos. Leva tempo. E exige paciência. Seja boa para si mesma e crie descansos,sepulturas para aqueles aspectos que estavam a caminho de algum lugar, mas que nunca chegaram. Descansos assinalam os locais das mortes, os tempos sombrios, mas eles também são cartas de amor ao seu sofrimento. Eles são transformadores. Há muitas vantagens em prender certas coisas à terra para que elas não saiam nos perseguindo. Há muitas vantagens em sepultá-las. Mulher! Consciente, faça por você uma oração hoje e, sepulte seus mortos órfãos... É isso o que fazemos nos “descansos”."
Fonte: “A demarcação do Território” “Mulheres que correm com os lobos” Clarissa Pinkola Estés

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia da Mulher... Do Homem... & Carnaval.

No ritmo do samba, no figurino “pelada” e alterada “calibragem etílica” comemorar-se o quê? Deve ser o aspecto tribal entre macho, fêmea e simpatizantes... Até porque encontramos muitos não satisfeitos de como nasceram. Vieram ao mundo, mas ainda não se acharam. E ai nessa coincidência carnavalesca brinca-se, na festa da carne sensual, com toda exposição possível em texturas turbinadas mais ou menos sedosas, cores e sabores. Referência ao humano, logo se diz “homem”. O sexo forte. A mulher, o sexo frágil? Será? Há que se provar. E, sem apelação ao machismo, feminismo ou indecisos... Empresas, associações políticas, religiosas e outras, preterem o feminino pelo masculino... Ouso dizer que se ao homem fosse dado o poder de gestar vidas, nem Cristo nasceria. Foi uma mulher quem o gerou e pariu. E que Mulher! Somos vetadas em uma série de coisas por sermos mulheres. Salários defasados. Opções por alto cargo? Se quisermos demonstrar capacidade, na maioria das vezes, exigem-nos padrões masculinos. Urge transformarmo-nos em "lobas uivantes" pelas nossas conquistas e caças! Há poucos dias ouvi da presidenta Dilma que na composição de seu governo, sua vontade era delegar mais poderes às mulheres, mas há preferência pelo homem! No mínimo, isso é preconceituoso! Comparar, diminuir ou exacerbar virtudes e possibilidades a partir das genitálias, por favor, torna-se obsoleto todo e qualquer discernimento de “ser humano”. A essa altura afirmo que opção sexual é direito de cada um. Não só nas leis proclamadas, mas na realidade. Soltem-se das amarras sociais. Deveríamos sim comemorar o dia do humano, com toda sua contribuição para a construção de uma sociedade incorruptível. Cidadãos conscientes de sua responsabilidade. Dignos. Valorizados. Sem competições. Divergências de cor, raça, conhecimento, poder econômico... Apenas, humanos que no encontro se realizam, se doam, se amam... Sem cobranças. Sem julgamentos. Sem crucificações morais. Pessoas com serenidade e sabedoria, homem, mulher e o que mais lhe aprouver. Pode até ser um sonho... Mas, é factível. Depende do gênero “humano” tão somente!
CéliaRangel ©Direitos Reservados

sexta-feira, 4 de março de 2011

MULHER...
Eu sou, mas devo confessar que somos um ser estranho! Se muito feliz, lágrimas mancham a maquiagem... Se depressivas, lágrimas amarguram corações... A magia do olhar é sempre indecifrável, principalmente, se românticas... Se independentes... Devaneamo-nos “quanto seria bom que alguém nos cuidasse”...
Lutamos pela igualdade, mas adoramos um homem forte ao nosso lado que decida todo e qualquer teorema da nossa existência... Buscamos a elegância nas academias, nas medidas ideais do físico, na coloração do cabelo, nas depilações e roupas de grife, esquecendo-nos da elegância natural do espírito, do intelecto, que é gratuita! Imploramos discutir a relação, mas é sempre um monólogo! A verdade sempre está conosco? Ao mesmo tempo em que desejamos algo, percebemos que não era tão importante assim...
Na explosão dos hormônios, as “TPMs” todas. Na escassez dos mesmos, os desconfortos da reposição... Fico imaginando o semblante de Deus ao admirar a beleza da Eva e do Adão... Com toda certeza ele brincou com os atributos que nos concedeu... E, ainda hoje, muitas vezes não sabemos como agir com todos eles! Atributos? Sim! E, também com os homens, as mulheres, os filhos, os namorados, os chefes, a beleza, a tristeza, a ousadia, as alegrias, a polivalência e a simetria do feminino e do masculino... Ser Mulher é desvendar a magia do ser e viver na plenitude de gerar e gerir vidas! Homem e Mulher, criados à Sua Imagem e Semelhança... Complementam-se! CéliaRangel ©Direitos Reservados

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fêmea

Um arco-íris de energia. Ao nascer, menina, ou mulher, Contraditória. Culta. Indomável. Dócil. Enamorada. Dedicada. Lutadora. Explosiva em suas primaveras, Temperamental em seus outonos! Com sua originalidade, desconcertante, Arrisca-se a viver explorando corpo e alma, Num eterno “decifra-me ou te devoro”. Perseguida, desejada ou endeusada, Eterna fugitiva da realidade. Busca todo amor do mundo, E, no cio do encontro, o grande segredo... Delicadas esperas de gestar vidas, Intimidade divina da entrega e da troca Do olhar, do acarinhar, sensações únicas. Na singularidade em ser ninho de vida... Embala o ventre, ainda que silencioso, Pulsando emoções umbilicais, Até que nascido receba a seiva, Que completa. No êxtase da felicidade, doar-se, Sabe que a vida lhe cobrará... O que fez e o que permitiu, Na omissão do desespero, Simplesmente... por ser fêmea! CéliaRangel ©Direitos Reservados

terça-feira, 1 de março de 2011

Mestre Sala & Porta Bandeira

Também tive minha escola de samba. Total era a concentração ao desfilar nossas existências. Uma agremiação constituída com amor e pelo amor. Nosso samba – enredo sempre foi o da vida em plenitude E, no sambódromo do dia-a-dia, jamais competição... Havia sublimação, respeito, reverência e abnegação. Não usávamos fantasias ou máscaras, éramos autênticos. Nosso maior adereço sempre foi a compreensão. Em nossa corte não havia supremacia, Igualdade no afeto e nas responsabilidades. Passos sempre sincronizados na dança da vida... O tempo e o espaço de cada um eram sagrados. A avenida dos nossos corações era adornada pela ternura. Desfeito está o casal apaixonado:”Mestre Sala & Porta Bandeira”... Hoje, na dispersão, ouço a nota dez em todos os quesitos: Nas alegorias do amor, da paixão, da entrega, da doação... Vivemos nossa porção de alegria! CéliaRangel ©Direitos Reservados