terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Muito além do nosso eu"














No momento dedico-me à leitura do livro acima citado de autoria de Miguel Nicolelis - Companhia das Letras - sobre a nova neurociência que une cérebro e máquinas e como ela pode mudar nossas vidas.
"Imagine um mundo onde as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam através do pensamento. Um mundo em que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados. A humanidade está prestes a cruzar mais uma fronteira do conhecimento em direção à compreensão do imenso poder do cérebro, um conhecimento que poderá ser aplicado com grande proveito nas áreas de saúde e tecnologia".
Segue...
Uma leitura curiosíssima para quem curte desvendar os mistérios da máquina humana.
É fascinante! Indico-lhes.

Célia.

sábado, 27 de agosto de 2011

Tribo













Não pertenço mais a esta tribo.
Quando daqui me for,
Não chore... nem sinta saudade,
por favor,
Não vele minha matéria putrefata.
Estarei em uma melhor, creia!
Não me traga flores...
Quero-as em vida!
Converta tal despesa em cestas básicas.
Olhe ao seu redor e, enxergue generosamente!
Presenteie-me hoje...
Vele a minha existência, amando-me, odiando-me,
ou contestando-me... não tem importância...
Sinal de que existo para você.
Assim, poderei desfrutar e, juntos brindaremos
o dom da vida corpóreo.
Tento fazer meu espaço celeste, aqui e agora...
Vem comigo.
Qualquer passagem é melhor que o mínimo sofrimento...
Creia nisso!
Minhas cinzas, jamais poluirão o mundo...

Célia

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PAULO,



Ele era amigo. Calmo e muito responsável cumpria além de seus deveres. Sempre pronto a desculpar nossas falhas, fiel e confidente, a tudo ouvia cabisbaixo e, com sorriso nos lábios. Dificilmente se irritava, mas quando acontecia, era com lágrimas nos olhos que procurava aconchego e desabafo por injustiças sofridas por ele ou por seus colegas.


Vejo hoje pessoas querendo fazer e desfazer por você! Ah! Paulo! Nada mais resta. Deus já fez. E você entregou-se ao Pai que o criou. Você sabe que Ele também necessita em seu reino de almas da sua grandeza para sentarem-se à Sua Direita.


Descanse em paz, Paulo.


Seu sofrimento já o purificou e deixou-nos lições de vida: Título? Poder? Disputas? Ganhar? Perder?


Qual o valor disso tudo, se a vida nos mostra a que viemos: nascer, desenvolver-se e retornar ao Criador que espera por sua criatura!


Você entendeu e acolheu as lições e a sua missão...


Agora, o Pai o espera!


E, você silencia-se fazendo os seus confidenciarem-se... Querem respostas. Lastimam. Refletem. Indagam os por quês?


Quanto tempo perdido em pequenezes!


Com certeza, você levará ensinamentos aos céus: o cuidar do corpo, com sua academia e, da alma com sua religiosidade, ainda que tímida, mas interiorizada no acolher pessoas, no acalentar seus filhos em sua sala, no hiato para o início das aulas, subvertendo ordens dos homens, mas contemplando as suas de pai amoroso...


O céu ficará mais alegre com sua sagacidade em preparar ambientes para reuniões, eventos, encantar com harmoniosas trilhas sonoras cuidadosamente selecionadas, e eternizar isso tudo em belos flashes.


Ah! Paulo! Os anjos flutuarão na luz do Espírito Santo aventurando-se com você na carona de sua moto pelas encruzilhadas celestiais...


A Boa Mãe o acolherá em seu terno e eterno útero maternal...


Amém!






(De: Célia Rangel, que muito aprendeu com você.)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Intensa










Intensamente bela
de alma.

Intensamente bela
no amor.

Intensamente bela
no acolhimento.

Intensamente bela
na religiosidade.

Intensamente bela
na serenidade.

Intensamente bela
na sabedoria.

Intensamente bela
no equilíbrio.

Intensamente bela
no sorriso.

Intensamente bela
nas ações.

Intensamente bela
na autenticidade.

Intensamente bela
na vida.

Intensa em tudo
o que faz.
Assim, deveria ser
uma pessoa.

Célia

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Obrigada!

Aprendi desde criança a agradecer!

Minha oração começava: “Papai do Céu, eu agradeço o papai, a mamãe, meu irmão, meu vô e minha vó, minha casa, meu quintal pra brincar”... e assim eu continuava sempre pelo fato do dia que mais tivesse me marcado.

 Fui vivendo e agradecendo sempre por tudo... “obrigada” pelas coisas mais simples, desde uma caneca de água, um prato de comida, até um vestido ou sapato novo...

A vida me ensinou que nada cai do céu. Há desafios para serem vencidos em um bom combate...  Mas o quanto é bom, confortável conjugar o verbo “conseguir” em todos os modos, tempos e pessoas!

Comecei este meu segundo blog, sem nenhuma pretensão. E, agora aqui me encontro agradecendo novos amigos que a mim se achegaram para lermos, trocarmos, opinarmos nossas produções descompromissadas de sucessos ou autorias de renome, mas com um grande compromisso – para mim, o maior deles – respeitarmo-nos enquanto seres humanos unidos em um mesmo caminho – o do amor pela vida sendo útil e realizando o bem para todos!

Isso é fantástico! Em nossas veias corre o mesmo tipo de sangue turbinado pelo vício das palavras orais ou escritas, lidas em silêncio em profunda meditação, ou pronunciadas por todos os que são ávidos da eterna busca do aprender a fazer juntos.

Certo vazio em minha vida tornou-se vazio fértil, expressão essa também aprendida com um grande poeta que me iniciou nos meandros poéticos!

Obrigada a todos e a cada um em particular. Não citarei nomes para não ser antiética ou  deselegante por tropeços memoriais.   

Sigamos... Até hoje!

Célia.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

... de barro...









Moldadas na mesma argila
você e eu
somos assim, difícil mudar!

Respeitar deve ser a tônica
para nosso relacionamento.

A cada palavra, uma respiração...
É o espaço nobre do entendimento.

Ouvir, acondicionar no coração,
e depois absorver transformando
em precioso diálogo.

Esperar solidificar-se em ações...
Então, se completará o mistério humano
das nossas existências que se cruzaram
na definição de nossas personalidades.

Célia.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Artesã de sentimentos









(Foto: Cláudio Etges)

Instigante despertar em nossas mãos e mente,
Providenciamos todo o material necessário
E, confeccionamos na certeza da unidade,
O efeito da ternura em nossas vidas.
Tecemos com magia, encantamento,
A naturalidade do amor em suas texturas.
No tear da existência projetamos felicidade
Ofuscamos desprazeres,
Adornamos obstáculos...
Em segredo da criatividade
Dos que com talento e dedicação
Revelam o quanto "amar" enobrece!

Célia

terça-feira, 16 de agosto de 2011

... de Quintana & Botticelli...













IF...

E até hoje não me esqueci
Do Anjo da Anunciação no quadro de Botticelli:
Como pode alguém
Apresentar-se ao mesmo tempo tão humilde e
cheio de tamanha dignidade?
Oh! tão soberanamente inclinado...
Se pudéssemos ser como ele!
Os Anjos dão tudo de si
Sem jamais se despirem de nada.

(Mario Quintana / Rua dos Cataventos & Outros Poemas)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia do Marista


MARIA, A BOA Mãe, do silêncio e da escuta.
“A Santíssima Virgem está encarregada de nós, porque é nossa mãe, nossa padroeira, nossa superiora e porque contamos com Ela." (Champagnat.)
ORAÇÃO

Ó Maria, mãe da escuta e do silêncio, em seu coração materno e acolhedor depositamos nossa vida.
É a nossa companheira de caminho, seja nossa intercessora junto ao seu filho Jesus.
Que não falte em nossas vidas o vinho do amor, da esperança e da fé.
Ajuda-nos a cultivar um coração centrado em Deus e atento às realidades presentes.
Inspira-nos, ó Boa Mãe, pela força do seu Magnificat, a sinalizar no mundo que o nosso Deus está ao lado dos pobres. Amém!

domingo, 14 de agosto de 2011

Na maturidade...













Quero refletir com você, pai, sem pieguices, abraços ou palavras comuns... consumismos...

Veja, em parceria com o Criador, você, pai consciente do amor por Ele herdado, como criatura em êxtase gerou uma vida...

É até fácil! Prazeroso! Não se esqueça de que através Dele, você recebeu o dom da perpetuidade vivendo o seu paraíso, com sua Eva aqui e agora.

No entanto criar, cuidar, zelar, suprir, amar, orientar, ser presença e exemplo para esse novo ser, não é nada fácil!

Medite: que tipo de pai é você?

- reprodutor de belas espécies... ou,

- responsável pelo seu ato de amor?

Uma revisão de vida, de valores é sempre bem-vinda!

Seja feliz, não só hoje, mas por toda sua existência paterna... Não esqueça você também foi filho!

Que sua família seja sempre o lar que acolhe, abençoa, orienta e protege na intimidade de todos – o Amor de uma Sagrada Família – em seu sentido amplo!



Célia

sábado, 13 de agosto de 2011

A liberdade da alma

... um dos meus autores preferidos...

“Quero deixar minha alma livre, para que ela possa desfrutar de todos os dons que os espíritos possuem. Quando isto for possível, não tentarei conhecer as crateras da lua, nem seguir os raios de sol até sua fonte. Não procurarei entender a beleza da estrela, ou a desolação artificial do ser humano”.

“Quando souber como libertar minha alma, seguirei a aurora, e buscarei voltar com ela através do tempo. Quando souber libertar minha alma, mergulharei nas correntes que deságuam num oceano onde todas as águas se cruzam, e formam a alma do mundo”.

“Quando souber libertar minha alma, procurarei ler a esplêndida página da Criação desde o princípio”.

(Paulo Coelho - texto adaptado de um poema de John Muir)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Novos sons...







Minha alma flutua nesse som.
Seu piano me acalma,
faz vibrar as cordas do meu ser
que calmamente se desintegra
em profundo sonho!
E, se entrega em amor para você,
no desmanche de sentimentos
retiro notas, crio outras partituras...
Prelúdio de um romance que chega!
Encantamento e magia serenos,
no êxtase de uma sinfonia interrompida
que retorna em nova trilha sonora!

Célia.




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Opção



Eu pensei em existir pra você...
Desisti.

Eu pensei em existir pra uma flor...
Ela murchou.

Eu pensei em existir pra mim!
Desabrochei!

Célia




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Humildade ou Inteligência?

De estatura pequena, olhinhos azuis céu, cabelos castanhos, anelados como o dos anjos, pele morena pelo sol, ágil e sempre proativo - assim era o meu Pai - DNA do trabalho - era a sua identidade. Carpinteiro, quando jovem, construiu seus móveis para casar, inclusive berço e camas para os filhos!
Depois, como caminhoneiro e chofer de praça (denominação na época) transportou pessoas e riquezas pelo país. Não tinha dia, hora, nem tempo bom ou ruim... Enfrentava estradas barrentas ou secas demais em que a poeira deturpava a visão. Alegrava-se depois de aposentado, ao dirigir em estradas asfaltadas dizendo sempre: - que facilidade agora!

Extremamente dedicado ao seu lar provia-nos sem nada faltar. Plantava, colhia frutas e verduras. Criava galinhas e frangos em nosso enorme quintal que nos viu crescer, brincar, estudar e apanhar da mãe - a mais brava...
Papai nos olhava, sorria e nos ganhava com sua filosofia de vida: ouvir muito e só depois falar usando de metáforas. Claro que ele não sabia desse recurso linguístico, mas com sua educação primitiva, dava-nos exemplos de vida. Alimentava-nos física e espiritualmente.

Não me recordo de grandes festas, presentes caros. A cada data festiva: Páscoa, Natal, Ano Novo, aniversários, almoços domingueiros reuníamo-nos na cozinha em uma bela mesa oval, também feita por ele e, com os quitutes de minha mãe e as bebidas que ele providenciava fazíamos nossas celebrações. Sempre assim, intimista, olho no olho... Sobremesa era com as frutas do quintal colhidas e saboreadas em família. Ou, um pudim ou, um manjar preparado pela mamãe. Fazíamos um ofertório de amor e partilha entre nós. Depois ganhávamos umas moedinhas que alegremente comprávamos marmeladinhas e balinhas na venda do vovô.
Nunca se alterou! Com sábias palavras nos educava. Não sabia ler nem escrever. Para ele assinar o nome era difícil. Quando estava em casa, à noite gostava que eu lesse minha cartilha para ele que com muito interesse ouvia e seguia com o dedo, soletrando as palavras! Enaltecia a vantagem de saber ler. E, comentava sua dificuldade em ler as placas nas estradas. Sempre pedia ajuda aos passageiros! Algumas palavras conseguia ler e foi usuário do construtivismo em sua alfabetização... pois escrevia como falava! Piaget o entenderia...
Criou, educou e formou três filhos, sem nunca reclamar ou nos abandonar. Era orgulhoso disso.

Abnegado, com uma fé inabalável paralisava seu trabalho em datas religiosas como Sexta-feira da Paixão. Vestia seu único terno, gravata e o melhor sapato para acompanhar as celebrações da Semana Santa. Todo final de ano viajava com a família para Aparecida do Norte em agradecimento a Nossa Senhora pelo ano de saúde e trabalho.

Difícil era vê-lo em discussão, mas quando o fazia era com conhecimento de causa e sempre dava a última cartada. Utilizava de uma humildade que hoje classifico como inteligência emocional. Se não compactuava, silenciava-se e abandonava a contenda. Abastecia-se e, em outra ocasião retomava com peculiar sabedoria. Sua rudimentar meditação acontecia deitado sobre uma tábua, em sua garagem, isolado de tudo e de todos... Certa vez perguntei-lhe: - pai, por que você não vai se deitar na cama ou no sofá? Respondeu-me: - o corpo precisa do sofrimento para pensar melhor! Reflexão essa que guardo até hoje para mim...

Sua presença de pai, como Pai, Homem, Amigo, Amoroso, Educador pelo exemplo deixou-me marcas profundas!
Seu olhar de despedida para mim em uma cama de hospital está gravado em minha alma.
Fui feliz - tive Amor de Pai! Minha raiz!
Afetuosamente,
Célia.

sábado, 6 de agosto de 2011

Fantasias reais






Em ironia decadente vejo uma vida
Que sonhou... projetou e se esvai...
Reinventá-la, como (?) se o senhor desprazer e desilusão
Brinca de pega-pega com os sonhadores!
Preservar vida e sobrevida é uma agonia
Que se vai longe em pesadelos...
Aflora-se a imaginação,
Tira-se das gavetas do passado, as utopias
Recuperar ideais, como (?) se a voz está fraca
A respiração pausada, poluída e o andar lento...
E, na miséria humana engole-se injustiças
E malquereres.
Ser normal. Ser igual. É pouco.
É limitante.
Aventurar-se é a tentação para novas emoções
E afazeres.
A verdade... simples assim... quando posta em prática.

Célia

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Extremos













Em nebulosas esfogueadas te espero,
Mente em terna e eterna ebulição
Contempla um tempo em que juntos devaneamos,
Encontrava-me em você...

Hoje, sonambúlica na imensidão do céu
Já não sei mais o quão diabólico é esse sentimento.
Vivo-o... Vivíssimo e quente em mim,
Indiferente e gélido em você!

Pulso na espera que nuvens transponham o proibido,
Cobrando-lhe mais respeito aos sentimentos alheios.
Ilusão, é magia terrível quando desfeita,
É sonho enterrado com data expirada!

Não posso, não aceito sua indecisão
E, no silêncio, seus olhos, minhas estrelas,
Dão-me a resposta no aconchego de um afago...
Há amor em nós - há cumplicidade - há vida!

Célia.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Caverna do Amor

(Foto: Linde Waindehofer)


Homem da caverna!
Meu instinto animalesco te faz um convite:
Morarmos em uma caverna, linda assim!
Com a minha porção loba e a sua de lobo
faríamos um belo casal!

Em noites enluaradas, nosso uivo seria ouvido ao longe,
ecoando sons e fantasias em um mundo só nosso...
É tarde, eu sei, mas amor não se agenda,
tem sentimento, vida e muito afeto, somente.
Depois dessa viagem, ainda que mental, não seremos mais os mesmos!

A vida terá novas cores, o sol aquecerá mais ainda, e a lua mais promessas...
E, nessas águas transbordaremos alma e coração jovens sempre.
Vivamos... nada nos impede.
É monótona, castradora, essa vida de "sub-humanos racionais"...
Será o nosso grito de liberdade: nossa criatividade "pensante"...

Célia

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Agradecimento!

Pela generosidade recebida em comentários por e-mail e no blog, meu eterno agradecimento a todos!

A G R A D E C E R

Agradecer é o verbo que conjugo a tanta 

Generosidade recebida de verdadeiros amigos

Rara espécie de carinho hoje em dia

Aos virtuais que se tornam reais

Dignificando o grupo já conhecido e amado

E que me encantam na serenidade em ser fiel

Contemplando nossa existência de eterno aprendizado

E do muito que caminhamos e crescemos juntos

Rindo com os sucessos, aprendendo com os fracassos, sendo gente – sempre!

Célia