sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Previsões de hoje e de sempre...














Unindo um coração a outro,
dádiva eterna divina,
alcanço a completude do prazer.

O nirvana que integra e extasia
minha sexualidade fêmea,
desponta como milagre em minha vida,
lançando-me para além do meu individual.

Sendo tua - sou também divina - sou cria e crio.
Minha força vital, nem sempre sedutora,
anseia por contato, aconchego, intimidade...

Tenho hoje uma percepção amorosa singular.
Meu corpo transita entre a energia física e a espiritual.
Autêntica parabólica voltada para Deus.
Assim, comungo um olhar, uma voz, um rosto,
na gestação de um ser no útero ou na alma...
Não importa.

Transmuto sensualidade em cristandade.
Foi um longo caminho até aqui.
Não me desviarei.

Célia.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Preparando o 2012



Felicidade

(Fernando Pessoa)


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.
 Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Boicote











Depois de algumas décadas

consegui burlar as comilanças, os presentes,

as correrias em supermercados e shoppings.


Dei um boicote geral no consumismo desenfreado e,

tão somente internalizei e incorporei

vida e a missão de Cristo na Terra.


Ele está no meio de nós!


Que sensação ótima de paz e de prazer transcendental!

Quero o meu Natal diário!

Quero bênçãos!

Quero paz!

Quero felicidade, hoje e sempre!


Quero preparar o meu espaço celestial aqui e agora.

É o momento – orar e vigiar – por mim e por todos os que me são caros.

Pelo mundo que desagrega, exclui, deteriora, mata...

Simples prazeres:

Os mais tocantes. Os que embalam amantes da vida.

Assim, sou eu por muitos natais diários.

Tente e verá como é possível sermos felizes com tão pouco!

Na manjedoura da vida, vive-se melhor que em muitos castelos.


Célia.




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Minha Árvore de Natal


Arvoreando


Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão, pessoas.
Ele era capaz de reconhecer em cima de uma árvore um homem, e descobrir nele um amigo.
Bonito uma amizade que nasce a partir da precariedade, quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim, ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário.
Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. As trazia para perto Dele.
É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa, isso é ressurreição. É quando no sepulcro do nosso coração, alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio, vai fazendo com que a gente se torne melhor.
Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido.
Não há nada mais bonito do que você ser encontrado, no momento que você não sabe para onde ir e não sabe nem onde está...
O amor humano tem a capacidade de ser o amor de Deus na nossa vida por causa disso: porque ele nos elege! Por isso que é bom termos amigos, porque na verdade, as pessoas amigas antecipam no tempo, aquilo que acreditamos ser eterno...
Quando elas são capazes de olhar para nós e descobrir o que temos de bonito. Mesmo que isso, às vezes costuma ficar escondido por trás daquilo que é precário.
Por isso agradeço muito a Deus pelos amigos que tenho. Pelas pessoas que descobriram no que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam ao meu lado, me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus, ajudando a buscar dentro de mim, a essência boa que acreditamos que Deus colocou em cada um de nós.

Ter amigos é como arvorear: lançar galhos, lançar raízes... Para que o outro quando olhar a árvore, saiba que nós estamos ali... Que nós permanecemos para fazer sombra, para trazer ao outro, um pouco de aconchego que às vezes ele precisa na vida...

ARVOREIE! CRIE ÁRVORES! SEJA AMIGO

Flores são todas as cores
De tantos amores,
Que eu nunca esqueci
Límpida, passa no peito essa seiva
Verdade que me une a você
Livre, de toda a maldade essa tal de amizade
Pra mim é raiz
Que deixa marcas no solo,
É a beleza de um colo no ombro do sim.

Necessidade da terra, presença
Essencial para a vida,
A sua maneira de ser para mim
Já poda o que há de ruim
A minha vontade é de ser para você
Feito sombra, descanso sem fim.
E se algum dia esquecer-se de mim
Só se lembre de que eu tenho raiz
Só se lembre de que estou por aqui.
Célia Rangel

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Em sua vida...















Na divindade mágica do nascer e,



Amar viver na quietude da simplicidade,



Timbro o Natal diário e autêntico no coração,



Acarinhando tempo precioso e pessoas amorosas...



Libertando-me com sabedoria das decepções humanas.





Célia Rangel

domingo, 18 de dezembro de 2011

Olhando olhares...














Sonhei com seu olhar...
Momentos azuis céu, calmaria...
Outros, pretos tempestades...
Algumas vezes, verdes esperançosos...
Castanhos achocolatados, saborosos...
Meu beijo percorreu suas cores...
Paraíso de arco-íris nas minhas íris...
Delírio de uma paixão de quem ama demais...
Seu olhar, diálogo silencioso, com o meu...
Terna cumplicidade em nossas vidas...

Célia.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Reflexão


Natal, dez considerações

Dom Orlando Brandes
CNBB


1. Jesus se fez embrião. Eis o humanismo de Deus, como é exuberante a sua bondade. Se tivessem feito experiências com Jesus ainda embrião, Ele não teria nascido. Todo médico sabe que se alguém usasse sua célula tronco embrionária para experimentos clínicos, ele não teria nascido. Natal é festa de uma gravidez
que foi respeitada. Natal é festa da vida.



2. Jesus passou pelo perigo do aborto. A fidelidade de Maria salvou Jesus do abortamento. Segundo a lei de Israel, a mulher que engravidasse fora do casamento, deveria ser apedrejada. Maria aceitou ser apedrejada, não recorreu ao aborto para salvar a própria vida. A fidelidade e o amor de mãe salvam o filho. Não existimos por acaso ou por cálculo, mas por amor de Deus. “Sou um milagre do amor”. O Amor me quis, eu existo.



3. Jesus foi filho adotivo. São José foi pai adotivo de Jesus. Pelo batismo somos adotados como filhos e filhas de Deus. Como é extraordinário, nobre, digno todo ato de adoção. Com este gesto a esterilidade torna-se fecunda. Jesus vem ao mundo por obra do Espírito Santo. O útero é lugar da descida do Espírito. Jesus não é gerado pela mediação masculina, pela virilidade, pelo poder do homem. Toda atitude machista é injusta, discriminatória, opressora.



4. Jesus cresceu no cotidiano. Os mestres de Jesus foram os seus pais, a família, o trabalho, as Escrituras e o cotidiano. Ele não só se encarnou, mas se inculturou. Jesus fugiu do estrelismo, do extraordinário, da magia. Escolheu o cotidiano para se humanizar, crescer e amadurecer. Viver o ordinário do cotidiano é o segredo da maturidade e do crescimento. É hora de renascer no cotidiano para evitar a rotina.



5. Natal, é a festa do Menino Jesus. Nada a ver com Papai Noel, hoje desvinculado de sua origem religiosa. O Menino vem pela porta da pobreza, da simplicidade, da fraqueza. Deus desceu até a estrebaria e desce até aos abismos e de lá nos retira. Um dia descerá à mansão dos mortos. O pobrezinho de Belém nos ensina a não acumular, não desperdiçar, mas viver com sobriedade sob a guia do espírito da dádiva. Natal é festa religiosa para encantar as crianças e a todos nós por Jesus. Vamos recomeçar a partir de Cristo Jesus.



6. As personagens do Natal. Maria, meditava tudo em seu coração. A meditação o silêncio, o encontro com Deus é o centro do Natal. Meditar faz bem à saúde. Andamos muito dissipados, distraídos, entulhados, invadidos e desgastados. É hora de parar. José, ao lado da esposa e com o menino no colo é ícone do pai participativo e presente em casa. Os pastores vão até Belém. É preciso sair, ir ao encontro, deixar a rotina e o comodismo. Os magos abandonam a magia, os horóscopos e seguem Jesus verdadeiro caminho e luz sem ocaso. Os anjos anunciam a glória de Deus e a paz na terra. Imitemos os personagens do Natal.



7. Os símbolos do Natal. A árvore, lembra a árvore da vida no paraíso, a árvore da cruz e a árvore genealógica. Árvore com raiz e frutos, não apenas com enfeites. Os cartões recordam as Escrituras Sagradas onde está a mensagem amorosa de Deus. Como é saudável e necessária a comunicação. A luz é Jesus. Brilhem nossas boas obras. Enfim, os presente. Acolhamos o maior presente que é Jesus e demos a Ele nossos pecados como presente de Natal.



8. Natal é a encarnação de Deus. Encontramos o rosto do Pai na carne de Jesus, depois o encontramos na carne do pobre, do preso, do doente. Não podemos ter uma fé desencarnada, alienada, intimista. Ver Jesus na carne do próximo. Viver como Jesus, ser como Jesus e permanecer em Jesus é o caminho da fraternidade. Jesus é o nosso verdadeiro eu, nossa segunda natureza.



9. Natal não é feriadão. É mistério revelado: O Criador se fez criatura; O Espírito se fez carne; o Poderoso se fez criança; o Divino se fez homem; o Senhor se fez fragilidade e pobreza. “Cesse a razão e fale o coração” (S. Ambrósio).



10. Jesus depois do Natal. Jesus merece ser conhecido profundamente, amado ardentemente, seguido generosamente. Natal é convite para adquirirmos os pensamentos e sentimentos, os critérios e a atitudes de Jesus. Ele é a maior fascinação da humanidade. “Senhor em ti respiro e por ti suspiro”. Sede bem-vindo Jesus. Em Ti creio, espero e amo. Natal é amabilidade de Deus. Deixemo-nos amar.






quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vem do infinito


Na alma que voa
e pousa sobre o umbral
encanta e chama com seu trinado
de um pássaro livre
que ama e faz seu ninho
na doçura que apazigua
sentimentos com candura
em seu ninho amado!

Êxtase em meditação
por quem muitas vidas viveu
e partiu com o afago de muitos
e na liberdade física do sofrimento
encontrou sua alma no umbral divino
e retorna alegre partilhando vida eterna
pois há amor!

Célia

domingo, 11 de dezembro de 2011

Apenas Ele!



Deus sonhou pra mim,
e eu não pedi.

Deus colocou-me caminhos,
e eu não pedi.

Deus me fez gente,
e eu não pedi.

Deus me ouviu,
e eu não pedi.

Deus me enxergou,
e eu não pedi.

Deus me carregou no colo,
e eu não pedi.

Em devaneios tive amores,
e eu não pedi.

Então...
Como gente liberto-me da autossuficiência,
ouço e vejo a misericórdia do Criador,
aceito-me em processo de libertação,
e, em infinita experiência amorosa,
aprimoro-me renascendo das minhas misérias...

Célia 



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um Tempo Novo








Possibilidades...

Sonhar sempre sem medidas

Idealizar com sabores do prazer

Realizar com a moldura do querer

Contornar os espinhos

Aromatizar com as flores

Aconchegar com o afago do amor

Eternizar sempre o amigo fiel

Companheiro de todas as aventuras

Que acompanha nossa vida

Quando o silêncio é cumplicidade.


Célia

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mistérios de Luizinha



Luizinha não entendia muito de mistérios. E, nessa época do ano percebia olhares e conversas cifradas entre seus pais. Sabia sim que o ano estava acabando e com ele viria o presente do papai-noel... Ai então é que ela ficava mais interrogativa ainda! Pois, como para ela e seu irmão ele trazia presentes e, para a maioria de seus amiguinhos da rua, com quem brincava o ano todo, não! Oras então, de bom velhinho, esse cara não tinha era nada!

Na manhã do Natal ela saia exibindo seu brinquedo e as demais crianças? Onde estava também o brinquedo delas? Com seus “por quês” que eram muitos... atormentava a ideia de sua mãe que logo desconversava e não dizia coisa com coisa! Mandava-a cuidar de sua vida e deixar os outros em paz!

E, assim outros natais se passaram...

Até que um dia... o mistério se desfez: ela viu quando seu pai passou uma caixinha para sua mãe e, no dia seguinte essa caixinha foi deixada em seu sapatinho como se fora o papai-noel que tivesse colocado... Ah! Que decepção... um tanto esperada... mas...

Era uma correntinha de ouro com um pingente “agnus dei”... Ainda assim preferiu enganá-los também, pois concluiu já que fora ludibriada por tantos anos, daria o mesmo troco e, assim, continuaria ganhando seus presentes...

Moral da história: até que ponto vale a “magia do Natal”... ou a “mentira do Natal”...

Luizinha, hoje, não espera mais caixinhas, bonecas, bicicletas... espera pessoas íntegras, autênticas, transparentes e acima de tudo, amante da vida, do ser e não do ter.

Célia Luiza...











sábado, 3 de dezembro de 2011

Vivemos ou representamos?





A vida nos transforma em:
 
 
- Malabaristas.
- Contorcionistas.
- Equilibristas.
- Trapezistas.
- Mágicos.
- Adestradores de animais.
- Palhaços no picadeiro.
- Apresentadores do imaginário!
Compete-nos descartar com dignidade cada papel,
desligando o piloto automático.
Sermos íntegros e reais não sanguessugas...
Importa-nos, apenas, a autenticidade.

Célia




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sintomas do Existir



Há um dia em que se quer parar com tudo.
Muitas são as tarefas, os compromissos,
e onde ficam os sonhos?
A magia da vida, o encantamento?
O amor e o prazer de viver pura e simplesmente?
O vencer o tempo, as horas que faltam...
apenas para cumprir ordens físicas e mentais?
Ai... você controla seu timing...
e vê que tudo não passa de ilusão!
Corre-se para quê?
Ah! Pausa... tão adorada!
Que feliz, a fase da vida, em que se programa o "bem-bom"!
Já que os inconvenientes vêm mesmo,
busquemos um jeitinho de ludibriá-los pelo trajeto...
Com uma imagem mental amorosamente tatuada,
a envolver-nos silenciosamente, em ternas lembranças...
Será o aconchego paradisíaco para nossa sensibilidade.

Célia.