sábado, 29 de dezembro de 2012

De 2012 para 2013...



Uma sonora gargalhada para o 2012
Que com toda sua cabalística
Aprontou de tudo um pouco
Até fim do mundo traçou em seus planos
Marcou e jogou no ventilador
De muitos políticos e seus assessores
Chutou pra bem longe times de futebol e seus treinadores
Na politicagem também não faltou a seleção canarinho
Muito urubuzada por sinal... ai "mano", sobrou “procê”...
Eleições que deram vivas às fichas sujas e poucas limpas
Muita gente para a teta governamental...
Saúde na UTI...
Educação analfabeta...
Cultura para poucos... olha o “vale-cultura” ai minha gente!
E o país saindo da pobreza... por qual buraco?
Crianças massacradas ou descartadas em lixo urbano...
Jovens, com suas tecnologias, desdenhando dos idosos,
Vivamos o amor... distribuamos esperanças e certezas...
Ouçamos e confidenciemos: – mentes abertas...
Vibremos e emocionemo-nos  com a vida,
E tudo de belo e bom que nos dá.
Beijemos o 2012 agradecidos por tudo e todos em nossa vida.
Esperemos mais... claro!!
Que venha 2013 que o receberemos de coração aberto,
E, certamente, o surpreenderemos!
 
Célia Rangel


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tempos Modernos by Lulu Santos


 
 


Eu vejo a vida/ Melhor no futuro/ Eu vejo isso/ Por cima de um muro/ De hipocrisia/Que insiste/Em nos rodear...

 

Eu vejo a vida/ Mais clara e farta/Repleta de toda/Satisfação/

Que se tem direito/Do firmamento ao chão...

 

Eu quero crer/No amor numa boa/ Que isso valha/ Pra qualquer pessoa/Que realizar, a força/Que tem uma paixão...

 

Eu vejo um novo/ Começo de era/ De gente fina/ Elegante e sincera/

Com habilidade/Pra dizer mais sim/Do que não, não, não...

 

Hoje o tempo voa amor/Escorre pelas mãos/ Mesmo sem se sentir/Não há tempo/Que volte amor/Vamos viver tudo/

Que há pra viver/ Vamos nos permitir...

 

E não há tempo/Que volte amor/ Vamos viver tudo/Que há pra viver/

 Vamos nos permitir...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Gratidão!



Assim, no colo, na proteção, na ternura e afago da
 
Boa Mãe,
 
Agradeço aos amigos virtuais e presenciais
 
o carinho recebido por mais um ano!
 
A todos  - Boas Festas!
 
Sempre!
 
Beijos da Célia Rangel. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ceia de Vida




Na partilha do amor,
Saudade...
Flui a linguagem do olhar.
 
Interiormente, mesa posta,
Redenção...
Perdão e aceitação.
 
O pão da vida para todos,
Há fome...
De paz, de justiça, de ternura.
 
Forasteiros somos todos...
Vagueamos por espaços arenosos
Carentes de refúgio sólido.
 
Ser iluminado brilha,
Doando sua luz como diretriz
Para a evolução da humanidade.
 
Saciada a mendicância social,
Sobrevive em nós a magia
Dos amores renovados!
 
 
Célia Rangel


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Feliz? Quem há de...


 
Na manjedoura do meu tempo
Massacram-se anjinhos
Como celebrar nascimento
Diante de tantas injustiças
Extermínio de vidas?
Minha estrela não aponta Belém
Vai muito mais além...
Segue opaca nada ilumina
Não serve de guia para mais nada!
Meditemos por humanos
Com frenesis exterminadores...
 
Célia Rangel


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ENCANTAMENTO POR VIVER

(Imagem google)

Simples, assim...

Segundos nos distanciam de uma solução. Ação de coragem ou arrependimento. Depende da nossa atitude. O saldo, credor ou devedor será depositado na coluna dos sentimentos.
 
A espera até pode ser longa, mas a tomada de decisão tem que ser breve.  Tudo o que passa do tempo no ninho, deteriora, morre.
Ingrediente correto para isso é o diálogo terno, amoroso, envolvendo coração > emoção > razão, em primeira instância. Depois, o olhar, linguagem maior, definitiva com a alma em doação total. Agindo assim, não há barreira que intercepte o melhor momento das decisões humanas.
Afinal, temos uma vida inteira para o entendimento. Saibamos desfrutar. É o que importa. O mais são detalhes que compõem a cena.
Já sabemos por experiência própria que no teatro da vida, não há ensaios: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. (Charles Chaplin)
Pode haver sim, troca de personagens, de figurantes... Sempre chega alguém para o lugar daquele que era insubstituível, inesquecível...
Imponência, soberba, autonomia, autoridade, supremacia caem por terra... Por quê? Oras, desmando nosso ou desígnios divinos. Há o verso e o reverso de toda uma situação. Podemos até discordar dos mesmos, mas são avassaladores quando nos atingem. Destroem engrenagens do poder, do ter. Ficam as correntes do amor, da paz, da alegria e da cumplicidade entre aqueles que se enlaçam na única causa da nossa sobrevivência: - dignidade e amorosidade -... O resto é perda de tempo!
Desagregar é fácil, rapidíssimo, em segundos... Agregar, dar liga consistência, pode levar toda uma existência e, ao vermos o porto de chegada, percebemos o quanto somos falíveis. Se fotogênicos ou não, é o retrato da nossa missão aqui e agora. Não há a ajuda da parafernália tecnológica do fotoshop. Somos únicos. Nada mais. 
Sabendo contornar obstáculos, retornaremos na estrada de encontros felizes. Basta que nos deixemos contagiar pela alegria epidêmica de viver nossas emoções.
Célia Rangel


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

No tempo das serestas

 Ilustração de Danilo Marques
http://facebook.com/joaoseresteiro
Lá se vai longe essa data!
Boêmio inveterado trabalhava com afinco durante a semana, mas finais de semana e feriados ia à forra.
Noitadas.
Com os amigos visitavam as janelas das amadas. Cancioneiros românticos embalavam sonhos das mesmas.
Importado da capital para o interior empavonava-se todo em seu terno de linho branco que trincava aos olhos de tamanha brancura e passamento impecáveis!
Dono de uma ótima voz alicerçava-se em amigos para completar o som com a autêntica viola e violões.
Lua por moldura do cenário. Cerveja como combustível. E, assim, iniciavam a romaria cantante.
A premiação, em geral vinha com baldes d’água ou conteúdos menos prazerosos atirados pelos genitores via janela afora.
Tudo bem. Não perdiam a pose de irresistíveis galanteadores.
Quando amanhecia é que retornavam, desabados, em suas camas, a fim de curarem suas homéricas ressacas.
Certa vez, indignada, sua mãe lhe pergunta: _ Afinal, o terno branco de linho retornou marrom?  O que aconteceu? A resposta veio rouca e sonora com o bocejo: _ Ah! Mãe... é que eu estava cantando sobre um barranco e vi o poste. Cansado, encostei-me ao mesmo, e para meu desapontamento, não era o poste, mas sim a sombra do mesmo. Resultado: _ despenquei ribanceira abaixo ficando imundo e precisei que me carregassem de volta para casa!
“Boemia aqui me tem de regresso”... Na certa, no céu está “serenateando” e muito. Espero que seja bem plano...
Célia Rangel.


domingo, 9 de dezembro de 2012

ADVENTO




Momento...
de chegadas e partidas
de esperas e de reencontros.
 
De vida vivida, não sabotada.
Só assim, na simplicidade
desejar felicidade.
 
Precisamos de mais?
Nas entrelinhas, nos entreolhares,
  perdão, aceitação e amor
Ternuras que transformam as relações.
 
Célia Rangel.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Li e indico,

 
O Carteiro e o Poeta
Antonio Skarmeta
Ed. Record
 
 
..."Neruda apertou os dedos no cotovelo do carteiro e o foi conduzindo até o poste onde havia estacionado a bicicleta.
 
_ E você fica sentado para pensar? Se quer ser poeta, comece por pensar caminhando. Ou você é como John Wayne, que não podia caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo? Agora vá para a enseada pela praia e, enquanto observa o movimento do mar, pode ir inventando metáforas.
 
_ Dê-me um exemplo!...
 
_ Olha este poema:
 
"Aqui na Ilha, o mar, e quanto mar.
Sai de si mesmo a cada momento.
Diz que sim, que não, que não.
Diz que sim, em azul, em espuma, em galope.
Diz que não, que não. Não pode sossegar.
Chamo-me mar, repete batendo numa pedra sem convencê-la.
E então, com sete línguas verdes, de sete tigres verdes, de sete cães verdes, de sete mares verdes, percorre-a, beija-a, umedece-a e golpeia-se o peito repetindo seu nome"...
 
 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer





Poema da curva




“Não é o ângulo reto que me atrai.


Nem a linha reta, dura, inflexível,

    criada pelo homem.

O que me atrai é a curva livre e

     sensual.

A curva que encontro nas

    montanhas do meu país,

no curso sinuoso dos seus rios,

nas nuvens do céu,

no corpo da mulher amada.

De curvas é feito todo o universo.

O universo curvo de Einstein.”


 
Oscar Niemeyer

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Encerramento


 



 
 
 
 
 
 
 
A cada final de ano,
A finitude bate à nossa porta.
Enterram-se sonhos inconclusivos,
Celebra-se o recomeço – novos augúrios.
Pode ser estranha tamanha mesmice...
Contar-se o tempo, querer prendê-lo,
Em nossas mãos e projetá-lo para um futuro!
Nada a temer, enfrentar é a solução.
Jamais esvaecer-se das ternuras e esperanças,
A magia está em ser exclusivista e doadora...
Alimenta-se aos famintos de aconchego!
Por onde passa a história, mapeia-se o trajeto,
Sem agressividade ou coerção alguma.
Não há por que delimitar ou castrar pensamentos.
Libertar-se para a sequência da viagem,
A mesma em que o ciclo se encerra,
Deixando a sensação fértil de um infinito sedutor.

 

Célia Rangel, autora.

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Crença

 
 
Somamos anos de vida.
Aprendizados desde o engatinhar...
A fala, as gracinhas,
Os tropeços.
 
Subtraímos o desagradável.
No falar, no caminhar, no viver...
As quedas.
 
Multiplicamos amores, vidas.
Projetos, trabalhos...
A ilusão.
 
Dividimos corpo e alma.
E numa fração de mentes...
Potencializamos esperanças...
Os sonhos.
 
Permanecemos na incógnita.
Como resolver...
A equação vida & morte?
 
Crendo apenas...
Em um amor infinito
Ainda que etéreo
Inconfesso será eternizado...
 
Célia Rangel


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reproduzo momentos








 



Primavera!

Manhã belamente ensolarada.

Abro janelas e cortinas físicas, e espirituais.

Esperançosa desembaço olhares,

Tons azuis diversos encobrem cinzentos obscuros,

Contemplo a diversidade celestial.

Raios dourados e aquecidos atingem meu corpo,

Estou viva!

Um sopro de felicidade, e o beijo de um beija-flor,

Estranhamente, sussurro, estou aqui.

Como se alguém me procurasse,

Surpreende-me uma aura radiante,

Envolvida em sentimentos

Rendo-me. Faça-se à sua vontade.

Inicio o meu novo dia!

 

Célia Rangel.

domingo, 25 de novembro de 2012

Preciso dizer





 
Há um tempo em que sentimos alguém tendo a necessidade de nós.
A isso se chama mediunidade, transcentalidade, espiritualidade desenvolvida, alma gêmea... Ou qualquer outro conceito de aproximação.
Muitas vezes encontramos nossa alma gêmea, mas estamos tão ocupados que não percebemos.
Podemos amar e nos dedicar a uma pessoa mesmo ela não sendo nossa alma gêmea...
Acreditando que pode haver mais de uma existência, ainda poderemos encontrá-la. Não coloque obstáculos para desfrutar a felicidade.
Não é preciso endoidecer em busca da mesma. Se ela tiver que cruzar sua vida, cruzará ainda que por um breve tempo.
Se eternizar, melhor! No tempo do merecimento já que felicidade é o momento...
Amo o momento.
Célia Rangel
 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pelo Retrovisor









Olhar pra trás, e sorrir tranquila...

Não esquecer: da infância, da mocidade,

da euforia do primeiro namorado,

do primeiro beijo, da primeira vez...

 

Porque, sem pedir licença, ela chega,

a velhice... ainda que calejada,

mas amada, nutrida, vivida

por acontecimentos marcantes.

 

Deixa caminhos perfurados em subterrâneos

onde se escondeu, camuflou, viveu,

amou, doou-se por inteiro.

 

Agora, silencia e rememora...

Feliz por tudo o que fez e passou,

abençoando sempre o viver a cada expiração.

 

Então... Começaria tudo outra vez...




Célia Rangel.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Tributo





Simonal fez o seu "Tributo a Martin Luther King"...
Faço hoje, uma singela homenagem a um brasileiro - "Joaquim Barbosa"-  Ministro que assume a Presidência do STF em um momento no qual a Corte ganhou destaque por condenar políticos corruptos. Ele, hoje, mais que nunca é o símbolo de um grito de justiça que entalado estava na garganta de todos nós, independente de raça, de cor ou casta social!
 Obrigada!

*****

Tributo a Martin Luther King

Wilson Simonal

 
 
Sim, sou um negro de cor
Meu irmão de minha cor
O que te peço é luta sim
Luta mais!
Que a luta está no fim...
Cada negro que for
Mais um negro virá
Para lutar
Com sangue ou não
Com uma canção
Também se luta irmão
Ouvir minha voz
Oh Yes!
Lutar por nós...
Luta negra demais
  É lutar pela paz
  Luta negra demais
Para sermos iguais
 
 
Célia Rangel

sábado, 17 de novembro de 2012

Prêmio Dardos

 


O blog “Até hoje...” foi condecorado com o Prêmio Dardos.

Por indicação do amigo Bento Sales, do blog  http://bentovsales.blogspot.com.br/  (Literatura folhas soltas)  assíduo mestre, que me dá a honra de sua participação com leitura e comentário em meu blog. Um grande aprendizado para mim. Agradeço-lhe o carinho da lembrança, e por avaliar ser o mesmo, merecedor. 

Também aproveito o momento de gratidão, para indicar-lhes preciosas leituras navegando por   Literatura (folhas soltas)  http://bentovsales.blogspot.com.br/. Bento, um pai tão amoroso que faz parceria com sua filha Taciane, hoje com 7 anos, a qual ilustra seus poemas, poesias, contos, e tudo o mais que ele, sabiamente, produz. Puro encantamento e magia fazer a leitura extraverbal dos desenhos de sua filhota.

Origem do selo-prêmio

O Prêmio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008, concedeu no seu blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” o primeiro Prêmio Dardo a quinze blogs selecionados por ele. Ao divulgar o prêmio, Zambade solicitou aos blogs premiados que também indicassem outros blogs ou sites considerados merecedores do prêmio. Assim, a premiação se espalhou pela Internet.

Segundo o seu criador, o Prêmio Dardo destina-se a “reconhecer os valores demonstrados por cada blogueiro diariamente durante seu empenho na transmissão de valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., demonstrando, em suma, a sua criatividade por meio do seu pensamento vivo que permanece inato entre as suas palavras”.

*As regras do prêmio estabelecem que os indicados, depois de dizerem quem os presenteou, poderão exibir no seu blog/site o selo do prêmio e deverão indicar outros dez, quinze ou vinte blogs ou sites que preencham os requisitos acima para o recebimento do prêmio. No entanto, deixarei livre para que os demais blogs sintam-se à vontade, merecedores que também o são. Até porque, todos os blogs que leio e sigo, têm um perfil característico. Considero seus autores, verdadeiros “artesãos de palavras”, e com minhas lentes da simplicidade, aprendo com todos!

Obrigada!

Célia Rangel.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Obrigada, Regilene!


















Recebi da amiga Regilene, 
(http://oquetragonaalma.blogspot.com.br/)
um poema que muito me emocionou!
Obrigada!
 
 
[...] Célia Rangel, 
Vendo sua fotografia
Avistei sua alma...

Traços suaves de amor
Em volta do peito
Dando formas ao seu coração
E um olhar tênue cheio de sorrisos
Suavizando de alegria seu semblante...

E da alma ouvi sua voz:
A poesia exalando-nos sua proclamação...

Seus versos soaram
Tantos sentimentos
Que insaciável explodiram
Provocando-nos mudanças
Para desfrutarmos não como máquinas,
Mas como humanos
Porque dignidade é sua meta...

Voltei-me ao seu olhar
Tão azul
Que enxerguei o céu
Suas asas nele alçam voos
Plenos de sabedoria...

E o poeta Bento Sales como eu lhe enxergou
Traduzindo toda beleza da sua fotografia
Cheia de elegância e simpatia
Como é sua escrita e poesia...

Magníficas suas palavras
Ecoaram todo processo de maturação
E o que lemos ganhou asas na imaginação
Em sua belíssima proclamação...

Desta junção poesia e fotografia
Dedico-lhe esta inspiração...

 

 Regilene
http://oquetragonaalma.blogspot.com.br/