domingo, 15 de janeiro de 2012

Grades mentais












Da prisão de um útero
expulsa ao espaço de um colo
e a um berço.

Primeiros passos trôpegos
mediados em um quintal
com cercas limitantes.

Impulso de fuga
correr rua afora
ser anônimo.

Prisioneira em um quarto
rotina de estudar
regras a cumprir.

Divaga...
mente liberta-se
aqui não há limite.

Voa
outro céu, outro azul, outras nuvens
vento higieniza pensamentos.

Raciocinar o racional
sublimar o emocional
desvendar o milagre da vida.

Viver e amar
sem limites ou amarras
plasmar mente e corpo.

Célia Rangel

19 comentários:

  1. Cortar o cordão umbilical, profundo!!! Bjs

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  2. Assim é o viver...
    Lindamente delineado, em suaves palavras!

    Beijinhos, Célia
    da Lúcia

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  3. As belezas e as dificuldades do crescimento numa linda poesia, genial Srta, abraços

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  4. Uma poesia, que a cada verso nos leva a flutuar.
    Finalizando com ênfase:

    "Viver e amar
    sem limites ou amarras
    plasmar mente e corpo."

    Parabéns Célia!!
    Amei sua poesia.

    Beijos com carinho.

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  5. Célia, que mensagem profunda, ainda mais nesse momento de minha vida em que estou saindo de casa para ir para o seminário e minha mãe está toda tristonha assim como eu, e como é difícil esta separação! Mas é necessária!
    Peço suas orações!
    Um grande abraço!

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  6. É o sopro da vida que se manifesta. Milagre da natureza. Belissimo, parabéns! Ótima semana, bjks.

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  7. Olá, Célia. Viver e amar sem limites, sem amarras. Belo poema amiga! Estou aqui para desejar uma ótima semana e todo carinho pra vc. Bjos.

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  8. Olá, grande amiga Célia!
    Aqui você retrata, por meio poético, a vida desde o nascimento físico ao desenvolvimento emocional e intelectual. Pintada assim, a vida é bela e maravilhosa como aspiramos.
    Realmente as prisões perpétuas são as invisíveis.

    Parabéns pela dom poético!

    Abraços fraternos do amigo!

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  9. Bom dia minha querida e amada amiga das letras!
    Sabia que vai chegar o dia que não vou poder fazer comentários no seu blog...vc está cada dia me surpreendendo nas escritas...Eu te admiro demais querida...cada frase que nasce do teu interior tem uma conotação que reluz,vira brilho,eu fico encandeada com as tuas escritas...
    Lindo,lindo...sua maneira de poetar!
    Bjs minha linda flor!

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  10. É, minha amiga Célia. Passa o tempo, mudam as idades, mas as cercas permanecem - de formas e consequências variáveis. Saber se libertar é o segredo. Você sabe. Parabéns!

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  11. Eis o mistério de "ser"...dar forma à nossa existência mesmo com os

    limites que nos acercam!! Belo poema!
    Abraço

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  12. Olá Célia, lindo poema, muitas vezes a chegada de um filho em um primeiro momento parece acorrentar mesmo, e acorrenta, mas é uma corrente banhada do amor mais profundo de um Ser humano que liberta de todas as outras correntes mediocres da vida! Abçs adorei o post!

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  13. Oi, Célia! Mesmo que tivéssemos total liberdade de ação no mundo físico, continuaríamos usando a imaginação para ir além. Beijos!

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  14. Olá Célia!

    Preparei uma pequena homenagem para os Blogs que interagem com o: A arte da vida. No poema: Blogando na janela, parte dos versos é formada pelo nome de “janelas” amigas. Confira. Seu Blog está lá.

    Um abração.

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  15. Acho que enquanto vivermos teremos algum tipo de grade(preocupação)e nos prende sem podermos voar como as águias, será que quando nos formos deste mundo, nos livraremos das grades para vivermos a Vida Eterna com o Pai? Beijos

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  16. Querida Célia, mais uma vez e sempre de maneira poética você pinta e retrata mais um belo quadro da alma humana. Um beijo no seu coração.

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  17. Célia, que bom poder estar aqui de novo! Aprendo muito com seu blog, que é uma fonte rica de sabedoria!
    Obrigado por tudo, por sua amizade e suas orações!
    Deus abençoe muito você e sua família!

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  18. Que linda experiência, que bom você compartilhar. Um abraço, Yayá.

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Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.