sábado, 3 de novembro de 2012

Lava o quê?

 
 
 
 
 
 
Idosa. Um passeio no final da tarde. Havia um objetivo. Antecipar o dia de finados. Filho atencioso promovia o evento. A idosa patrocinava. Estaciona-se no posto. Completar o tanque, afinal, previdente, ela não queria ficar pelo caminho. Embaixo de um sol escaldante de 40º o recurso foi pegar duas garrafinhas de água geladas. Retorna, paga o frentista, e percebe que o mesmo dá uma moedinha ao motorista. Pra quê? Ah, disse-me ele, isso é para o lava-rápido. Nunca fui vamos ver no que vira, completou. Gente! Eu, com passaporte de madame,  que quando em lava-rápido ficava em uma mesinha esperando, e bebericando um suco... eis que me vejo na maior roubada! Depois de “n” tentativas para se colocar a bendita moeda e acionar o dispositivo, eis que a joça começa a funcionar. Até ai, tudo bem. O motorista comigo, dentro do carro me dizia: nunca fiz isso... vamos ver se dará certo! Uma sensação horrível de batidão eletrônico! Sacudia tudo!  Aquele troço vindo por cima da gente, água, escova e espuma... Lata velha, já viu né... levantou a haste do limpador do para-brisa. Ele abriu a porta, fechou e foi salvar a bendita haste, pois a máquina voltava com tudo... Ele ficou do lado de fora e eu sozinha... quase mijando nas calças de medo... que o carro despencasse... olhava o freio de mão e ok estava puxado! Ufa... mas, quando tudo terminou e ele entrou no carro riu até da minha cara de desespero... e eu NUNCA MAIS FAÇA ISSO COMIGO VIU SEU BESTINHA....  O plano era visita ao cemitério... pensei que iria em definitivo!! Que desespero inútil... “A gente somos inúteu"!
Célia Rangel
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores
 
 


23 comentários:

  1. OLá Célia, boa tarde!!

    Me diverti com esse conto, e fiquei imaginando a cena. E depois , me imaginando na cena, meu Deus!
    Mas sabe o que imaginei também?
    Que pudéssemos ter um "lavador" desses para o espírito, perispírito, coração e todos os nossos sentimentos negativos. rsss... Ficaríamos novinhos em folha, tanto quanto assustados de morrer!! hehehhe


    Beijos da amiga de sempre!

    Lu...

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  2. Será que posso dar uma gargalhada?
    Ah vou dar....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Célia, quem quase mijou de tanto rir foi eu, adorei esse seu lado cômico.

    Gente, de visita ao cemitério, quase ir de vez e pra sempre, credo em cruz.
    kkkkkkkkkkkkkkkk

    MARAVILHA!!

    Beijos minha amiga.
    Saindo daqui feliz.

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  3. Acabei gargalhando amiga, que situação, horrível na hora depois só risos né?
    Célia não repara quando sumo é qie ainda tem dias que me desequilibro com o acontecido e então tento me reequilibrar para entrar em contato com os amigos, ninguém merece uma amiga pra baixo, beijos Luconi

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  4. Oi Celinha, vim dizer que postei um texto seu no meu bloguito e encontrei esse texto mega-comico, nao tem como nao rir..rsrsr
    Bjks flor e lindo domingo.

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  5. Célia, obrigado pela visita. Adorei seu texto, engraçado e realista. Realmente aquela joça de vez dá prejuízo para quem arrisca entrar naquela geringonça.

    Bj

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  6. E em dia de finados até que dá para rir...

    Beijinho.

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  7. Excelente a sua crônica amiga...fico muito feliz em ter uma amiga tão talentosa...fiquei curiosa ao ler para chegar ao fim do texto e ver como terminava...Gosto de ler seus trabalhos. Estou meia sumidinha por causa do trabalho, vc bem sabe como é a vida de professora, ainda mais com duas turmas, dois blogs, sendo fotógrafa de todos os eventos (da escola), e agora também estou escrevendo para o portal do Rioeduca.net (Portal da Prefeitura)Assumi o Blog da família no portal (escrevo para pais -segundas e para os filhos -quarta).O trabalho é de muita responsabilidade e tem me consumido as noites, quando chego da escola.O que tem deixado pouco tempo para os blogs e visitar as amigas.Porém, não esqueço de vc e seus maravilhosos textos...o bom é que recebo pelo e-mail e assim fico sempre a par e venho correndo ler....Sevocê quiser conhecer meu novo espaço de comunicação, e me dar o prazer de ter seu comentário por lá, que irá me deixar muito feliz...vou deixar o link do Blog da Família no portal, já postei por lá uns dez textos...
    http://www.rioeduca.net/blog.php?bid=18
    Mil beijocas.Muita Paz e Luz! E Parabéns!!!Até breve...
    Ps:Vc tem face ..meu endereço para vc me adicionar...só assim poderemos nos falar....http://www.facebook.com/mariadelfina.rodrigues

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  8. Estou rindo ainda, só você mesmo, transformar tudo numa piada! Parabéns mesmo pela espirituosidade!!!!! KKKKKKKKKK

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  9. kkkkkk Célia vc sempre nos surpreende com seu bom humor nas situações mais inusitadas, adorei, só não queria estar na mesma situação rsrsr Bjooss

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  10. KKK...Ai Celia,eu ri demais aqui!...rss...que situação!Esses lava rápidos são mesmo de assustar!...rss...um texto genial!bjs,

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  11. Olá!Boa noite!
    Célia...
    Muito bom!"Tadinha"!risos...muitas vezes, essa"modernidade" é uma tremenda obsessão paranóica viciante...de quem inventou!E para quem não está familiarizado, seria trágico se não fosse cômico!
    Obrigado!
    Ótima semana!
    Beijos

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  12. Olá,grande amiga Célia!
    Conto muito interessante e divertido.
    O que ocorreu com a protagonista intradiegética da história foi um temor excessivo de algo desconhecido. Para quem está de fora e o conhece é divertido, ao passo que, para quem sofre ação é trágico. No entanto, teve um epílogo feliz e aprendeu algo novo.
    És também excelente prosadora!

    Abraços fraternos.

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  13. Olá Célia,

    Hilário, que texto gostoso de ler...

    Bjos

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  14. kkkkkkkkkkkkkkkkkk as vezes não somos nada mesmo, mas ainda bem que deu tudo certo...


    bjsMeus
    CAtita

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  15. Oi Célia ,kkkkk já comecei bem o dia só algo assim para mudar o clima,muito bom passar por aqui..bjs..Amiga amada

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  16. Ouvi dizer que esse tipo de máquina tinha sido banida do mercado pelos riscos (literalmente) causados ao carro. Mas vejo que ainda restam algumas ameaçadoras espécies ainda não extintas, e você soube tirar bom proveito do tragicômico processo. Parabéns, Célia.

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  17. kkkkkkkkkk Que delícia de história, Célia! Você tem que escrever mais textos assim. São ótimos. Eu sempre quis estar dentro de um carro no lava-rápido, pra ver como é. Agora, então, tenho que encontrar um de qualquer jeito. :) Beijos!

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  18. Célia, logo em dia de finados, é um tipo de situação nada agradável, mas cômico ao mesmo tempo. Deliciosa história. Um beijo no seu coração.

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  19. São mudas as neblinas nesta ilha
    É de pobreza o pão que alimenta o meu sentir
    Oiço o mar com os meus próprios dedos
    Parti do desencontro dos meus derradeiros medos

    Parti e deixei no cais mil dúvidas
    Lembrei tempos que corri feliz pelas amoras
    Nesses dias bebi sofregamente a vida
    Nesses dias a minha alegria era incontida

    Uma radiosa semana


    Doce beijo

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  20. Boa Noite,



    Passei para desejar que a semana que inicia seja repleta de amor e grandes realizações.

    Beijos
    Ani

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  21. Oi Célia,

    Tudo bem? Em pleno dia dos finados passar por uma quase-morte nunca é bom. Lembrei que no dia dos finados fui ao cinema como meu filho e terminei assistindo um filme escolhido por ele, chamado Possessão. Passei o filme entre sustos e gritos e no final perguntei, filho qual a razão de me proporcionar tanta emoção? Ele ri e diz, apenas que você esqueça o medo dos mortos e só tema os vivos.

    Boa semana e beijos.

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  22. OI Celia!
    Adorei conhecer este seu lado cômico.
    Dei muita risada lendo seu texto.
    Até em dia de finados dá pra rir...
    BEijos minha amiga

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  23. Estou com muitas saudades
    como estou resolvendo no momento
    problemas pendentes que preciso realmente
    decidir.
    Com muitas saudades venho deixar meu carinho
    e agradecer sempre pela sua linda amizade.
    Quantas vezes ao me sentir sozinha entro
    no meu blog vejo um recado carinhoso
    minhas forças se renova a cada dia.
    Uma abençoada semana beijos na sua alma
    pra sempre sua amiga,Evanir..

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
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