sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Solta












 



 
 
 
 
Sinto-me assim, solta no mundo. Uma delícia. E, minhas caixinhas, algumas, já comecei a esvaziar... Guarda-se tanto... Pra quê?

Acumula-se sem dar espaço para outros crescerem. Absurdo!

Temos impressão de sermos donos do mundo? Quanta ilusão boba... Desconexa!

Calculando, em menos de um século, em geral, tudo se esvai...

Tornei-me “Madre Teresa de Calcular”... Não errei não!

Agora calculo tudo o que na sua essência me faz bem: o tempo gasto, a energia positiva ou não, as destemperanças, apenas ouço e calculo. Então, com educação, bom senso e muita ética, faço minha devolutiva.

Transformo a tela da minha paisagem interna e externa. Mudo as cores e a densidade dos pincéis. Desencontros próprios não mais. Apenas o que me é eficaz.

Isso é propriedade da sabedoria da maturidade. Ainda bem que temos tal herança nessa faixa etária física. Lapida-se massageando o emocional e solidifica-se o espiritual.

Assim, encontra-se a “leveza do ser” nesta passagem, apenas com alma pronta para o embarque.



 
Célia Rangel, autora.
 

 

 

9 comentários:

  1. Célia:
    A maturidade é abençoada por esse sentido de medida, sem dúvida. Se de fato vivemos como apregoamos, essa já é outra história, mas pelo menos temos consciência daquilo que de fato vale a pena!
    Beijos

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  2. Olá querida Célia, um beijo no seu coração. Se analisarmos com frieza mesmo, passamos a vida inteira sobre cálculos minha amiga. Por sinal, chega um determinado momento de nossa existência que esses cálculos são indispensáveis, se é que me faço entender

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  3. Chegamos à uma fase da vida, nos sentimos mais leves, soltos pra ir... beijos,chica

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  4. Bela reflexão sobre a maturidade, pois com o tempo vemos o quanto de supérfluo existe, podemos muito bem viver melhor e leve sem tantas coisas para cuidar.
    Tenho uma casa grande em São Paulo, mas amo a casinha bem menor e aconchegante perto do mar, na praia, assim que eu convencer meu marido iremos morar lá, meu sonho de paz, amo o mar, o sossego, fiquei alguns dias sozinha lá e adorei.
    A vida muda, as coisas mudam, ainda bem né amiga?
    Abraços e bom fim de semana!

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  5. Olá Célia,
    Adorei sua reflexão; além de criativa transmite muita sinceridade. Meus parabéns por sua inspiração!

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  6. Boa noite minha amiga das letras !!!!
    Como sempre vc nos presenteia com reflexões pautadas...
    Nossa busca começa desde o momento que nos damos conta que a vida não se resume em apenas aquilo que vemos ou ouvimos e sentimos, pois somos "energia" que fazemos parte de um "todo" e aí dá se inicio a nossa jornada para o embarque...
    bjsssssssssssssss

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  7. Belíssimo texto, querida Célia! Muito bem pensado, muito bem escrito e muito belo. Quem me dera ter já chegado a esse patamar de sabedoria! Ainda não consegui começar a esvaziar as minhas caixinhas...

    Beijinhos e obrigada por este texto.

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  8. Sábias e serenas palavras e que todos possam alcançar essa maturidade. Qto a mim... estou quase lá, ora esvazio... volto a preencher... mas sempre a caminho.
    BJuS!!

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  9. Também sou adepta da destralhificação da vida, Célia. O melhor é viajar leve e distribuir o que não se usa. Beijos!

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Célia Rangel,
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