terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fantasias



Brincava com um lençol,
e era um fantasma!
Na vassoura, uma bruxa!

A escada era o palco,
a vassoura o microfone,
cantava e dançava
era grande artista!

Projetava em ilusões,
o futuro da vida...
E, o príncipe era encantado!

A realidade se fez.
Fim das fantasias,
ruiu o castelo de areia!

Devaneios em pesadelos,
a princesa não soube
beijar o príncipe, e ele se foi.

Despertou e hoje, desvenda sonhos,
com infinita paz interior,
apenas do "Ser".

Célia 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Gerundiando vidas












Podemos ficar em silêncio
que há compreensão, e
tudo o que compõe o ambiente
torna-se supérfluo:
objetos, formas, cores, flores,
pessoas, sons, vozes, não interferem...

Apenas, nós que juntos
passamos por situações que nos aproximam
assinamos nossas vidas.

O tempo é relativo.
A intensidade e a felicidade, essenciais
no marco da nossa história.
Significamos muito um para o outro.
Limite das emoções.

Célia Rangel.
(imagem Google)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Outra vez




Amanhece outro dia

Penso em renovação

Escolher vestir o corpo

Com a alma que ele carrega

Translúcida e altiva

Azul da paz interior

Que vela todo o meu ser

Há esperas de felizes momentos

Marcas do novo que acontece

Que libertos serão

Em nome do amor que tatua

Símbolo de um bem-querer imenso

Essencial, poético e feliz

O resto... é relativo... dispensável.


Célia

domingo, 22 de janeiro de 2012

O tempo













Elemento indefinido, mas que marca e muito sua passagem em nossas vidas!
Só nos damos conta disso, quando o percebemos em prazo de validade.
É conhecido de todos que há um tempo para cada coisa...
Encontrei o tempo de me conhecer,
De me amar, de cuidar mais da matéria, e do espírito principalmente...
Envolver tudo isso com boas energias para presentear-me.
Pessoas felizes que me cercam e me trazem conteúdo de bondade, sabedoria, aconchego.
Amar e ser amada e deixar-me amar - dom divino que não tem portas nem janelas,
É sopro que nos invade e contagia a uma amorosidade ímpar.
Na pretensão de uma vida normal, observo meu lado obscuro, selvagem,
Inicio minha decadência como ser humano, sem controle da minha sombra negra.
Na dinâmica dos relacionamentos é que clarificarei meu destino,
Pois, ao relacionarmo-nos, nossas almas progridem e transformam-se...
É o senhor tempo que consagra isso tudo em minha vida como um maestro!
Amo-o e desfruto-o o mais possível, sem desperdícios, nem artifícios.
Eu, transparente.

(imagem: Google)
Célia Rangel.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sou? ... Nem sempre...
















Nem mesmo com uma lupa
Descubro você.
Incógnita, superficial, esvoaçante.
Um sopro e se esvai pelos ares.
Uma pluma com seus feitiços acariciantes.
Enquanto espero sua chegada,
Não mais a vejo, pois saiu nas entrelinhas.
Ah! Inspiração! Por onde andas?
Brincando de esconde-esconde,
Ou de pique-pega...
Deixou uma lágrima dependurada
Na menina dos olhos que não sabe mais brincar.
Pensa... Pensa... Pensa...
Muda tudo e a fantasia aparece!
Enlaça-se na bruxaria das palavras,
E cria... cria... cria... nova alquimia.

Célia Rangel.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Radical










Não me peça alegria
quando o que me invade é a tristeza.
Não me suborne.
De nada adianta olhares, agora...
o incêndio da paixão foi dominado,
e, no rescaldo vê-se que nada sobrou.
Refazer o que era... jamais.

Penso, apenas vislumbrar outro tempo,
esperançar a alegria nos excessos de almas libertas,
que povoam espaços, antes sóbrios,
esvaziados por uma presença-ausência.
Assim, no vão legado de um quando e como...
É vida desintegrada, que se renova,
e quer viver, e não hibernar.

Célia Rangel

domingo, 15 de janeiro de 2012

Grades mentais












Da prisão de um útero
expulsa ao espaço de um colo
e a um berço.

Primeiros passos trôpegos
mediados em um quintal
com cercas limitantes.

Impulso de fuga
correr rua afora
ser anônimo.

Prisioneira em um quarto
rotina de estudar
regras a cumprir.

Divaga...
mente liberta-se
aqui não há limite.

Voa
outro céu, outro azul, outras nuvens
vento higieniza pensamentos.

Raciocinar o racional
sublimar o emocional
desvendar o milagre da vida.

Viver e amar
sem limites ou amarras
plasmar mente e corpo.

Célia Rangel

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Menina- moça














Sentada à mesa em sua varanda, saboreava seu sorvete na delícia de esperá-lo.  Era quente o desejo de vê-lo, ouvi-lo, falar-lhe, saborear seus beijos e congelá-los para sempre.

Não havia pretensão de tempo. Apenas, o amor a ser vivido entre eles.  Na linguagem do olhar, não havia pressa. Nem cobranças. Apenas, entrega. A autorização de amar vinha das entranhas. Sem leis. Sem códigos sociais. Sem temeridade alguma. Apenas amar e se permitir. Cumplicidade.

Hoje, ainda menina-moça nos sentimentos e ideais, vê que a mesa está vazia. Derreteu-se o sorvete. O tempo foi implacável. Descongelou imagens. Nos vincos das rugas escondeu o beijo e o amor. Existência teimosa insiste na felicidade destoante. Busca incansável. Sabe que o tempo hoje escorrerá por entre os dedos, sem mais nada poder fazer.

Então vive, sorri, canta, embala sonhos e provoca sua vitalidade. Original, sempre. Genérica, nunca. Não se dá por vencida. Não há prazo de validade. É intensa. Provocante. Desafiadora.

No êxtase final sabe que sentirá a tepidez da pele com que se reveste. Única indumentária. Que o momento seja único, abrasador e volátil. E, a música, a mesma: The End – Earl Grant...  




Célia Rangel.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Significar...








Uma valiosa ação
para alguém
ou para nós, apenas.

Ser significado
um detalhe somente
da alma alada.

Significante
que usufrui
com permissão.

Insignificante
desastre de uma vida
que se chocou em muralhas.

Célia Rangel.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Celebrar é preciso



Hoje eu quero celebrar cantando...
É seu nascimento...
Um novo ano trouxe-o ao mundo...
É paz... É amor... É felicidade...
Elas - "Marias" - duplamente
Deram-lhe à luz
Uma fisicamente,
Outra, incensada pela primeira,
à luz espiritual.
À ambas aprendeu a amar,
Doou-se e entregou-se,
De corpo e alma.
Tu és bendito fruto entre nós,
Sereno e altruísta na medida certa do viver.
Ama e fortalece a todos com sua seiva divina.
É bem maior que nos coube nesse latifúndio!
Que você seja regado com a felicidade merecida,
Nem mais... Nem menos... O suficiente para sua vida.

Parabéns, querido amigo, Ir. Lauro! Um dia lindo para celebrar vida! É o "Batismo do Senhor"! Que as bênçãos do Espírito Santo unja-o em sua vida e missão!

Célia Rangel 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Artesã da Vida





Na arte de nascer,
doação.

Na arte de viver,
alquimias.

Na arte de conviver,
perdão.

Na arte de amar,
sublimação.

Na arte de ser,
humildade.

Na arte de morrer,
entrega.

Célia Rangel



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fragmentos

















“Na diversidade reside a nossa força.”

“Acredito que precisamos libertar nossa identidade da pequena gaiola do ego que a aprisiona para podermos sobreviver”.

“Quando os indivíduos ingressam numa comunidade só para satisfazer necessidades pessoais, sem pensar nos outros, geram problemas para o organismo em seu todo”.

“Se você sabe quem é, se pode manter-se fiel à sua realidade, a minha realidade não o ameaça. De fato você fortalece minha diferença, porque sabe que ela é necessária para estimular minhas capacidades e dons mais profundos.”

(Anderson & Hopkins – O Jardim Sagrado)






segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Os limites da palavra
















A palavra que fere, machuca.
A palavra que acalenta cicatrizes.
A palavra que estimula, mata.

A palavra que renasce.
A palavra que emociona, entristece.

A palavra que incrimina, julga.
A palavra que absolve, perdoa.

A palavra que odeia, ama.
A palavra alegre, triste.

A palavra íntima, invasora.
A palavra tímida, cerceada.

A palavra que argumenta, convence.
A palavra do olhar!

A palavra simples, suave, mágica...
Que ensina e orienta.

A palavra, reflexo da razão, ou música da alma?
Sabemos usá-la?

Célia Rangel