sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Passaporte














 

 

 

 

Deveria haver “passaporte” para ser pai e mãe. Habilidades todas antecipadamente verificadas e, se necessário “recall” urgente.

Ainda sonada, com a cota de comprimidos para as “hipers e hipos”, toca o indecente telefone. Do outro lado ouve-se uma voz: - se não abre o olho cheio de ramelas, o peito cheio parece que rosna, ronrona, não sei nada desses bichinhos... Afinal, rosnam também? 

Penso que erraram o número e que na realidade procuram por atendimento a um pet.

Silencio-me tentando desconversar e desligar o telefone, até porque ainda não peguei no tranco matinal e, a voz reforça a pergunta: - o que você acha que é? Faço o quê? Sou marinheiro de primeira viagem... Buscando os óculos vou dizendo: - espere a próxima embarcação e fique esperto para não perder essa também, caso contrário só um salva-vidas.

Então, mais acordada e olhando o bina detecto ser familiar o chamado... Gargalho e digo: - a pergunta não veio para a pessoa certa. Foi mal formulada. Como dar uma resposta adequada se até o perdi entre duas camas... E, “o babá” já nem existe mais. Anda pelas nuvens cuidando dos anjinhos desavisados... E, “a vovozona” aqui tá numa zona mental de “fazer ó com o fundo do copo”...

Olhe, se rosnar ou latir, tome cuidado, pois não são muito chegados a banho, mas caso negativo esponja, sabão e água darão bons resultados. Alternativa seria um lava rápido que em geral têm duchas excelentes aquecidas, e às vezes as camas são redondas com lençóis de cetim. Ai “mora o perigo” de se tornar marinheiro de segunda viagem, na terceira classe...

Experimente depois me ligue, à tarde de preferência, quando me mantenho mais acordada e dinâmica.

Então, disque 0800... e boa! Quero dizer... “boa sorte”... pois o que foi, já me esqueci e, o que virá, não quero nem saber.

Célia Rangel.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eficaz












 

 
 
Hoje fiz um feriado.

Marquei em meu calendário,

um dia todo dedicado a mim.

Bom! Muito bom!

Uma dieta alimentar emocional,

com excelente efeito imediato.

E, detalhe, os efeitos colaterais,

são os melhores possíveis!

Prescrevo.

Célia Rangel.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

GLAMOUR


 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Em frente ao espelho que projetara várias gerações, ela se preparava com um olhar inquiridor. Hoje viveria qual máscara? A de santinha ou, a de depravada? Estava exausta de agradar e receber falsos agrados.

Descortinou o véu que encobria suas várias vidas. Aprimorou seus cachos loiros, tascou um batom vermelho carmim nos lábios, um justo vestido onde não cabia nem pensamento, ajeitando a fenda no lado mais bonito de sua perna.

Claro, estava pronta para seduzir. Amar ainda que fosse pagando.  Apoderara-se dela a misteriosa gana pela caça. Uma loba no cio.

Parou no primeiro “saloon” e tragou de uma só vez um cowboy duplo sem gelo. Um elegante cavalheiro compareceu para acender sua cigarrilha. Já conseguira seu objetivo. Chamar a atenção de que estava ali e viva, carente, sedenta de possuir e ser possuída.

Altiva e observadora jogava olhares para outros também. Não queria estar presa. Cansara-se de jaulas. Caçar era muito melhor que ser caçada. Ouviu som de violão e juntou-se ao grupo que cantarolava Lennon. Divertiu-se muito. Relembrou momentos de love. 

A noite apenas começara. Insaciável, saiu para outras buscas. Rodou esquinas. Ruas e avenidas. Saciou-se de prazer.

Amanheceu o dia para outros. Não para ela. Achada morta em quarto de motel onde topara com seu próprio marido saindo com outra. 

Se isso for “glamour”... prefiro a “simplicity”...

Célia Rangel
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

 

sábado, 22 de setembro de 2012

REPRISES











 

 
 
 
 
 
 
Amanhecera.

Tinha tudo para ser igual.

O mesmo banho.

A mesma água tépida percorrendo o corpo.

O mesmo solitário café da manhã.

Os mesmos projetos.

Seguiam-se.  

Projetos interrompidos.

Valeria a pena dar continuidade.

Mesmices em ações e pensamentos.

Medita-se.

Hiato na vida de quem ainda busca.

Um olhar.

Uma palavra.

Uma ternura.

A esperança da espera.

Arrasta-se em pensamentos.

Polui-se de tal forma que inconcebível viver em dignidade.

Perpetua um mal estar de querer tudo de outra forma.

Sagaz e ferido em seu íntimo manda recado

Amar, só ao contrário – eu, a enésima potência. 

Perde-se o brilho.

Anoitece...

 
Célia Rangel.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Árvore















 


Sei que nunca verei um poema mais belo e ardente,

 Do que uma árvore: uma árvore que encerra

 Uma boca faminta, aberta eternamente

 Ao hálito sutil e flutuante da terra.

 Voltada para Deus todo o dia, ela esquece

 Os braços a pender de folhas numa prece.

 Uma árvore, que ao vir do estio morno, esconde

 Um ninho de sabiás nos cabelos da fronde.

 A neve põe sobre ela o seu níveo diadema

 E a chuva vive na mais doce intimidade

 Do tronco, a se embalar nos galhos seus;

 Qualquer néscio como eu sabe fazer um poema.

 Mas quem pode fazer uma árvore?

  - Só Deus.

 (Joyce Kilmer)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um tesouro









 

 

 
 
  
Única!
Muitas brincadeiras ao seu redor e sobre ela.
Com seus frutos alimentava-nos.
Com sua sombra abrigava-nos.
Na escola aprendíamos seu valor.
E no quintal usufruíamos:
- A Árvore!
Hoje ela é raridade.
Tem que desocupar lugar para a modernidade.
Para lucros das grandes empresas...
Resultado?
Clima insuportável e aridez das construções:
- Cimento. Concreto. Ferro. Vidro.
O verde da natureza da 'minha terra tinha palmeiras'...
Encontra-se em fase terminal nos canteiros de obras.

 

Célia Rangel.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Encerrando ciclos



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos o que importa, é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
 
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Incógnita







 
 
 
 








 
De nebuloso o dia iluminou-se
Envolvendo-me com seu jeito moleque de ser
Apontava caminhos brincava de esconde-esconde
Com passos lentos e ressabiados
Eu sondava seu caminho com mente inquisitiva
Afinal, o que você quer?
Canais sensitivos congestionados
Esgotaram minhas possibilidades
Até que ao entardecer a lua azul
No crepúsculo da minha esperança
Aponta saídas, caminhos estelares
Onde cada nuvem toma forma amorosa
Desabando-se em bênçãos ansiosas
Que se depositam como paz de anjo dormindo...
“Um(a) menino(a) passarinho(a) com vontade de voar”...
 


Célia Rangel, autora.
(imagem - Google)
(vídeo youtube)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

De “noviça rebelde à mudança de hábitos” – Um salto!







A realização...

E era a procissão das virgens. As mães ornamentavam suas filhas com roupas acamisoladas, anos 50, em cetim rosa bebê, azul anjo, ou branco da candura de santidade. Eram os anjos de procissão! Lânguidas e de mãos postas desfilavam com ar angelical. A mente em turbilhão profanava-se em fantasias amorosas. Seus flertes a cada esquina observavam suas donzelas, com piscadelas maliciosas.

Um mico autêntico para demonstrar à sociedade a pureza das virgens de família. Santidade à parte, não viam a hora de saírem dessa ridícula exposição pública. Seria também exposto o lençol da castidade da noite de núpcias?

Nada afeita a tais manifestações, certa ovelha desgarrada desertava-se do bando e, em rua deserta, sobre uma macia grama lambuzava-se em jaculatórias... mais... mais... ai... amém... Um oratório bem diferente!

No final de semana, missa obrigatória e terços rezados à noite em voz alta para sua genitora ouvir... Fora a decoreba de todo um catecismo castrador. Total lavagem cerebral.  E, debaixo do travesseiro, os romances proibidos de fazer gemer em delícias... Isso era o máximo da perversão. Droga naquela época era aturar a ditadura doméstica. Ou no máximo, uma cuba libre!

A prodigalidade dessas virgens ficava por conta das camisolas que logo se abaulavam determinando casamento com policiais por testemunhas. As que investiam em seus sonhos libertavam-se desse vil regimento e, como “noviças rebeldes”, partiam para realizá-los. A “Mudança de hábito” causava estranheza na rotina familiar. Detalhe: a maioria obteve sucesso nessa proeza. Já, as submissas, envelheceram perdidas nas contas não a pagar, mas a rezar e, esclerosadas, com neurônios comprometidos, perturbavam aos que não aderiam às suas rezorréias.

Foram passos e saltos arriscados, mas a rede de segurança, santa ou devassadamente, sustentaram tantas aventuras...

 Célia Rangel, autora.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A ESTAÇÃO PRIMAVERA



 
 

Vive-se em era dispersiva. Estímulos externos em excesso banalizam e distraem o ser humano. Eu, tu, ele... somos descartáveis e valemos o quanto consumimos. Não somos tratados como cidadãos, mas como consumidores: consumir mercadorias para alimentar o mercado e o lucro; consumir conhecimentos, informações e ideologias banais para alimentar sistemas. Nosso valor e nossa realização estão no poder do consumo. “Dize-me o que consomes e te direi quem és”.
 
É tempo de o ser humano retornar para si e encontrar o verdadeiro tesouro. Vale a pena, em meio a este vendaval, recordar – trazer ao coração – que, além do caminho exterior, existe o caminho interior. O caminho para fora está em toda parte, é dispersivo, por ele pode-se chegar apenas a pedras vulgares. O caminho interior, ao contrário, é emocionante, é belo, por ele pode-se chegar ao tesouro. Metáfora trivial, porém necessária para voltar a dignificar a vida.
 
            Viver a Estação Primavera é refletir sobre “coisas esquecidas”, sementes que desejam aflorar da nossa essência humana, como sonhos. Viver a Primavera é sonhar. Somos do tamanho de nossos sonhos. Somos feitos do pó das estrelas.
 
           Segundo Shakespeare, “...nós somos feitos da mesma matéria que compõe os nossos sonhos.”  E o poeta Fernando Pessoa escreveu: “eu não sou do tamanho de minha altura, mas do tamanho do que vejo, e o que eu vejo são os meus sonhos”.
 
           Primavera: tempo favorável de despertar sonhos. As sementes, que dormem no segredo da terra, sonham com a luz e a beleza e se tornam flores.
 
           Pessoas que vivem a Primavera são iluminadas. Vivem em constante crescimento. Transmitem vida e alegria aos ambientes, cultivam a boa convivência, distribuem ternura, em gestos e em palavras, e procuram sempre amar e fazer o bem.
 
           Criar a Primavera interior, para que boas sementes despertem, é responsabilidade individual e social. A família, a escola, a religião, a sociedade podem e devem favorecer.  Porém, agir com sabedoria é antecipar-se a tudo e a todos e desenvolver o que de melhor existe no coração e na mente.
 
          Viver o espírito de Primavera é cuidar do verbo cuidar. Cuidar: palavra cercada de carinho. Cuidar de si mesmo. Cuidar do outro. Cuidar da natureza.
 
          Existem muitos cuidados necessários ao próprio bem estar. Cuidar de si mesmo é direito e dever. Cuidar da saúde. Cuidar da aparência. Cuidar do desenvolvimento intelectual. Cuidar do equilíbrio emocional. Cuidar do crescimento espiritual. Cuidar da segurança pessoal.
 
          Igualmente, existem cuidados necessários ao bem estar do outro. Cuidar dos direitos do outro. Cuidar do crescimento e da felicidade do outro. Cuidar para não causar ao outro danos materiais, danos físicos e danos morais. Mas, quem é o outro? O outro é o esposo, a esposa, os filhos, os pais, os irmãos, os amigos, os alunos, os professores, os vizinhos, os clientes, qualquer pessoa, conhecida e desconhecida, que mora aqui ou no outro lado do mundo.
 
         A natureza também precisa de cuidado. Cuidar dos animais. Cuidar das plantas. Cuidar do ar. Cuidar do solo. Cuidar da água. Cuidar do ambiente natural para que a vida se manifeste em plenitude.
 
         Viver a Estação Primavera é cuidar de si mesmo, do outro e da natureza. Existir e viver e habitar o planeta Terra são – para nós, seres reflexivos, capazes de sonhar e de amar, criados à imagem e semelhança de Deus – uma responsabilidade incalculável.    
 
                                                                                             Ir. Lauro Daros, escritor.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Andarilha












 



 
 
 
 
Por várias vezes na vida
reaprendi a caminhar.

Sigo meus passos,
carrego sonhos comigo,
sempre.

Necessidade suprema,
confiança.

Livre para ser e amar,
todos.

Meu fardo, meus pensamentos,
pesado muitas vezes,
partilho na fé.

Encontro-me sobre minhas forças,
rédeas exclusivas,
caminho traçado, trilho
na beleza do amor.

Feliz é amanhecer com alegria,
empenhar-se a ser bom e belo
na confluência de sorrisos e lágrimas,
sentir que se viveu plena e ternamente.
 
Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TITANIC em meu apê!









Amanhecia uma ensolarada quinta-feira, véspera de um feriadão! Independente desde o cordão umbilical banhava-me para iniciar bem leve o meu dia! Fui à luta, de sobreaviso de um possível vazamento em meu banheiro... Zelador, porteiro e encanador preventivamente comunicados.

À tarde a situação dava pistas de água à vista! Técnicos no entorno do rejunte dos azulejos e, na base do dedômetro e olhares interrogativos, saíram em busca da origem dessa mina particular.

Toc-toc-toc marretadas no apê superior... Calmamente, dentro do possível, concentrava-me na oração das 18 horas. Adoro meditar nesse horário. Alma transcendendo, entregue à esfera celestial, eis que se silenciam as pancadas e, de repente, um som inebriante de cachoeira (sem CPI...) devolve-me à realidade! Rompimento do encanamento fornecedor de água... Um dilúvio! Não me perguntem sobre a meditação! Panos, rodos, ralos destampados, guarda-chuva e quase bombeiros e seus botes para navegação in my house...

Sem o meu “Leonardo Di Caprio”, e nenhuma aptidão à “Kate Winslet”, o jeito foi buscar salvamento por conta e risco... Seca daqui, enxuga dali, e “Jô Soares” chega, e ainda assiste a um rescaldo da enchente doméstica!

Enfim, hoje, às margens do riacho do meu banheiro, ainda meio náufraga,  dou meu grito de “independência”, sem cachoeira, por favor, senão a valorização do meu apê será inflacionada!

E, um detalhe importante: - o Edifício é Aquarius (em latim = portador da água)... portanto eu que me prepare!

Célia Rangel, autora.
*Cia de Blogueiros
*Clube dos Autores

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pátria Amada ou Mamada?













 

BRASIL e sua LIBERDADE

B eleza natural expande-se

R icamente sobre essa terra abençoada

A nimais humanos ou não, aves coloridas dão o tom

S urpreendente a existência de vida abundante em rios e mares

I nconscientes, muitas vezes, somos todos nós não valorizando a

L iberdade incrustada em nosso solo em que tudo brota com originalidade

 

"Dia da Pátria"... que se diz liberta, mas subjugada na corrupção e no plágio de outras sociedades consumistas que nos impõem seus lixos e luxos...

Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores 

 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Começamos pelo fim?










 

 

Uma história sem final feliz
Deixa tristes desvios no caminhar
Segue sem metas ou ilusões
Descobre na beleza natural
A intimidade de um encontro
Em que a arte será o olhar
No toque do coração
Onde se seduzem almas sequiosas
Do encontro definitivo após muitas voltas
Na completude original do existir
Homem e mulher

 

Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

domingo, 2 de setembro de 2012

Imagens audíveis














 
 

Ouvir, ouvir, ouvir

Assimilar, assimilar, assimilar

Aconchegar, aconchegar, aconchegar

Internalizar, internalizar, internalizar

Retroalimentar, retroalimentar, retroalimentar

Sonhos, utopias, ou realidades

Ser ouvido amigo e coração acolhedor

Sempre com a inteligência que a vida exige

Não interferir, agir só com muita competência

Naquilo que se quer atingir

Ou, silenciar-se na inteligência da resposta,

Que o momento requer e a pessoa consegue captar

Inteligente medida econômica de contrariedades.

 

Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores
 
(img:Google)