quarta-feira, 31 de outubro de 2012

31/10 - Dia D - DRUMMOND






"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na
 
 cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de
 
beijar".
 
Carlos Drummond de Andrade
 

Bruxarias pessoais










 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Boa ou má toda mulher é meio bruxinha

Projetamos e realizamos algumas ações

Que até as bruxas verdadeiras desconjuram

Saiba que é você que me torna assim protagonista

Do bem, do mal, fazendo do meu humano, reflexo do seu

Que me contagia em todas as estratégias para vencê-lo

Sem dia ou hora determinada posso explodir em meu caldeirão

Somos todas meio bruxas, meio fantasmas, meio feiticeiras,

Sacis ou fadinhas depende do humor – o culpado de tudo!

Fantasias? Desnecessárias... travestidas de boazinhas...

Destilamos nosso veneninho com olhinhos angelicais

Ouçam só a gargalhada da bruxa que em seu caldeirão

Acrescenta alquimias da inveja, da fofoca, do olho gordo, sem dieta...

Da falsa moralidade, do preconceito, do julgamento

Destilando seus horrores por onde passa

Mantenha distância quando o lado bruxo de alguém se aflora!

 

Célia Rangel
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro - um grande amigo!













 
 
 
O Jardim Sagrado

A dimensão espiritual da vivência feminina

Sherry Ruth Anderson e Patrícia Hopkins

Poetas, místicos ou qualquer um de nós, podem discordar quanto a nosso ingresso na vida; no entanto, uma coisa é certa: bem no fundo de nossa psique humana, muitos de nós experimentamos um senso de ligação que ultrapassa a definição consciente pessoal da palavra lar. A serenidade refletida na face de um recém-nascido, a candura do pequenino ser evocam em muitos de nós uma pergunta fundamental: Afinal, de onde viemos, na realidade?
Essa pergunta, para muitas mulheres contemporâneas, é perturbadora, pois os antigos padrões religiosos patriarcais não são mais relevantes. Surge, então, a necessidade de olhar além do passado ditado pelos homens, com vistas para um horizonte espiritual mais amplo e envolvente.
Em O Jardim Sagrado, Sherry e Patrícia mostram como muitas mulheres redefiniram as crenças tradicionais e redescobriram sua própria e única herança espiritual. Nessa busca por novas compreensões e respostas aos dilemas espirituais, as autoras viajaram pelos Estados Unidos, entrevistando dezenas de mulheres. Elas compartilham histórias sobre gravidez, amor e amizade e o desafio de abrir-se para a intimidade sem trair sua alma feminina.
O Jardim Sagrado é uma exaltação às escolhas das mulheres na tentativa de descobrir e celebrar sua própria espiritualidade feminina.
Sherry Ruth Anderson é professora associada de Psiquiatria na University of Toronto Medical School e diretora de pesquisas psicológicas do Clarke Institute of Psychiatry. Mantém sua clínica em San Raphael, Califórnia.
Patrícia Hopkins trabalha com grupos e organizações espirituais e mora em Denver, Colorado.

sábado, 27 de outubro de 2012

Brigadista






Aconteceu o convite-intimação! Nome completo... Rg... e tudo o que identificava a persona.
Entre tropeços e arrastos alguns chegaram. Praticamente, todos “sexy...e octo...genários”!! Desligaram suas novelas. Era dia de teoria e prática da brigada contra incêndio.

Já no salão de reunião uma divisão histórica: bolinhas e luluzinhas cada um pro seu lado... Enturmada conversava com todos. Sem restrição alguma. Olhava a faixa etária da plateia e pensava: - o que faremos na hora de um incêndio... viraremos churrasquinho mesmo!!

Interessante que durante a palestra um cheiro de queimado tomou conta do salão... foi só risada... devia ser alguém queimando sanduiche ou a janta mesmo...  agucem o faro minha gente!
Prolixo, o bombeiro falava até pelos cotovelos... Um calor infernal...

Depois de muita teorização pelo mesmo - vamos à parte prática! Euzinha aqui só olhando... Orientações dadas. Equipe de funcionários a postos e de acordo com indicações: - perna esquerda apoiada na perna direita do companheiro ao lado, mão no ombro, pois quando o jato d’água vier será tão forte a pressão que poderá jogar longe a pessoa que está com a mangueira na mão!! ... [uhuhu]... Peões perfilados. Bombeiro grita: - preparar... 1 / 2 /3 ... solta a água... expectativa geral... kkkk... cara de paisagem: - mangueira furada em muitos pontos... aguaceiro por debaixo de nossos pés e nada de "apagar pseudo fogo de ninguém"...
Difícil pra mim foi conter o riso...  Entre olhares contumazes cada qual aferia seu saldo para futuras despesas acrescidas em taxas condominiais... Bem tudo certo... com apostilas bombásticas, ou melhor "bombeiros" debaixo do braço, cada qual pra sua toca... ruminando o sucedido...

Ligo meu som e ouço: “Light my fire... “ E, relax... que não sou boba nem nada!


 Célia Rangel.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MINHA TRAVESSIA












 

 

 
(Imagem/Google/flor: amor perfeito)

Há um tempo feliz
que chega assim, sereno
descortina-se com a finalização dos fatos,
e apenas busca completar lacunas
respeitando os limites devidos.

 
Há toda uma estrada percorrida,
desviar da mesma, impossível,
há marcas de acelerações e ultrapassagens,
há marcas de bruscas freadas, derrapadas,
só não há acostamento para estacionar.

 
Segue-se na sequência de passos lentos
não há mais pressa,
o tempo é imenso e a distância diminuta,
chega-se logo e, de repente, não era esse o destino,
não há mão dupla, ou retorno possível.

 
Há uma conta a pagar
é a entrega amorosa de anos vividos,
partilhados com quem tem prazer em viver,
vidas registradas no álbum de outras existências,
saboreadas a cada ternura de um beijo, de um abraço.

 
 
Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Revendo Conceitos...










 
 
 
 
 
 
Queime tudo o que puder, aconselha Lêdo Ivo ao poeta.
Não confie a ninguém o seu segredo, a verdade não pode ser dita.

 A queimada

Queime tudo o que puder:
as cartas de amor
as contas telefônicas
o rol de roupas sujas
as escrituras e certidões
as inconfidências dos confrades ressentidos
a confissão interrompida
o poema erótico que ratifica a impotência
e anuncia a arteriosclerose
os recortes antigos e as fotografias amareladas.

Não deixe aos herdeiros esfaimados
nenhuma herança de papel.
Seja como os lobos: more num covil
e só mostre à canalha das ruas
os seus dentes afiados.

Viva e morra fechado como um caracol.
Diga sempre não à escória eletrônica.
Destrua os poemas inacabados, os rascunhos,
as variantes e os fragmentos
que provocam o orgasmo tardio dos filólogos e escoliastas.

Não deixe aos catadores do lixo literário nenhuma migalha.
Não confie a ninguém o seu segredo.
A verdade não pode ser dita.

Lêdo Ivo

sábado, 20 de outubro de 2012

Dia do Poeta - minha homenagem!

 
 
AUTOPSICOGRAFIA
(Fernando Pessoa)
 
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
 
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
 
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
 

 
O  VELHO  POETA
Mario Quintana
 
Velho? Mas como?!
Se ele nasceu na manhã de hoje...
Não sabe o que fazer do mundo,
Das suas mãos,
De si mesmo,
Do seu sempre primeiro e último amor...
E - quem diria? - o que ele mais teme na vida,
é o seu próximo poema!
Porque está sempre perigando sair tão
comovedoramente ruinzinho
Como os primeiros poemas que ele escreveu menino...
 
 
 
TUA VIDA
Lauro Daros

Tua vida há de ser favorável à vida,
esparramar beleza entre os espinhos,
cultivar encantos entre as pedras,
lançar sonhos aos crepúsculos...

Solicita a vida tuas razões e sentimentos,
precisa da beleza de tuas palavras e gestos,
clama pelo encanto de tua arte e criação,
os sonhos dependem de tua semeadura ...

Seguirás, um dia... com o vento, irás...
e porque fizeste da beleza contínua presença,
e do encanto tua imagem entre os seres,
teus sonhos vivem e ressurgem sem fim...


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

F A S C I N A N T E














 

 
 
 

Estranho é ensaiar e o real ser bem diferente

Um Teatro!

A distância entre palavras e ações é imensa

A Realidade!

Olhares se cruzam e dizem muito

O Silêncio!

Abraços, ternuras que distribuem energia cósmica

O Contato! 

Afagos que no intimo marcam eternamente

A Emoção!

Imagem sentimental que não se distancia nunca

O Amor!

Mesmo com a mente solta nas nuvens do paraíso

O Sonho!

Permanece sempre a magia de outra chegada

A Eternidade!

Da vida. Na vida. Pela vida.

 

Célia Rangel

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Das Pedras












 

 




Ajuntei todas as pedras

Que vieram sobre mim.

Levantei uma escada muito alta

E no alto subi

Teci um tapete floreado

E no sonho me perdi.

 

Uma estrada,

Um leito,

Uma casa,

Um companheiro.

Tudo de pedra.

 

Entre pedras

Cresceu a minha poesia.

Minha vida...

Quebrando pedras

E plantando flores.

 

Entre pedras que me esmagavam

Levantei a pedra rude

De meus versos.

 

Cora Coralina

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Educador Marista







EDUCADOR
 

Dedicar-se à profissão certa é um dos meios de ser feliz.

O educador demonstra isso pelo brilho nos olhos

e pelo prazer natural de se doar à missão educativa.

 

O educador faz do trabalho uma arte.

Há encanto em levantar, exercitar os sentidos,

esperar pelo sol ou pela chuva, envolver-se com as pessoas,

aprender sempre e partilhar sabedoria.

 

O educador traz magia e beleza dentro de si

 e as projeta sobre as pessoas e sobre o ambiente de trabalho.

 

Mesmo que a política esteja corrompida,

que a ciência seja falível,

que a economia gere insegurança,

que a religião não dê todas as respostas,

que as pessoas decepcionem,

o educador se mantém saudável e distribui esperança.

 

A pressão psicológica para manter o status,

 garantir o bem-estar da família,

educar os filhos,

honrar os compromissos sociais,

proteger-se das violências,

acompanhar a velocidade do conhecimento

é uma situação desleal à vida,

mas o educador crê na transcendência

 e sabe que o fim último é Deus.

 

O educador sabe que a vida não é linear

 e sabe que a condição humana é frágil.

 Por isso, cultiva a espiritualidade, a ética, a solidariedade.

 

O educador é mais que cidadão: torna-se cidadão planetário.

Sensibiliza-se com a Terra agredida,

 cuida da existência e da vida.

 

O educador é chamado a existir e a viver para amar,

sonhar, criar, conviver com todos os seres,

maravilhar-se com a beleza da Terra

 e encantar-se com a vida, que é breve e sagrada,

presente gentil de Deus.

 

Como a Boa Mãe, o educador marista

vive a bondade, a delicadeza, a ternura

e torna o espaço físico agradável, acolhedor, seguro.

 

Como Champagnat, o educador marista

cultiva a mente das crianças e dos jovens

com bons valores

 e semeia sonhos em seu coração!

    Autor: Ir. Lauro Daros
 
 
(Minha pequena gratidão por também ser "Educadora Marista")
 

Professor(a), talvez... Educador(a), sempre.






Talvez, eu seja de outro planeta. Talvez, "A Casinha Feliz" - método fonético - onde iniciei a alfabetização de meus alunos, tenha me transferido para uma nuvem de sonhos. Meu coração sempre falou mais alto que qualquer método ou processo de ensino-aprendizagem.

Vivi belos momentos como educadora. Vivo-os até hoje. Não mais na ativa com regras, planejamentos, horários e metas a alcançar. Mas, assumindo a construção do conhecimento de um Piaget, na vida prática – a epistemologia genética. Transporto-me na aprendizagem a partir do erro. Nunca me coloquei acima dos meus alunos. Fazíamos juntos. Aprendíamos juntos. Criávamos juntos. Pilares da Educação - UNESCO.

Ainda hoje, ensino pelo exemplo, diariamente, como eu faço, e que cada um descubra seu caminho. Isso é maravilhoso! Ver a construção pessoal. A busca do ser. Sei que no abraço vocacional da minha profissão, mais aprendi que ensinei. E assim, continuo aprendendo sempre!

Aos meus colegas vocacionados, meu abraço.

Célia Rangel.

domingo, 14 de outubro de 2012

Feliz Surpresa!







No blog "A Viagem", da Evanir  http://aviagem1.blogspot.com.br/  fui homenageada com um poema de minha autoria, que me causou emoção. Essa amiga, ainda que virtual, soube tocar coração e mente... Visitem a riqueza desse blog. Obrigada, Evanir! Bênçãos de saúde e paz para você e família.



 
Celebro a vida libertando-me do sofrimento, das amarras,
do preconceito, da enfermidade, do desamor, da descrença,
da depressão, do egoísmo, da impotência, da involução...

Liberto-me para viver bons momentos e recordar outros
que me são caros armazenados no cantinho da saudade.

Vivo o momento e o que o olhar me traz na gratuidade do existir.
Devolvo nas ações diárias o muito do presente de vida que recebo.
Amo-a, louvo-a a cada momento, em ação de graças ao Criador!

Há muito a percorrer, viver, amar e me doar.
Sigo na proporção curiosa da criança nas descobertas,
desafiando-me sempre e cada vez mais.

Recrio minhas energias, ressurgindo de abismos
integrando corpo e alma com serenidade e sabedoria.
Mágica é a vida e seus amores!

Célia Rangel.
(post de 2011)

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Em oração!



 





Deixar com Ela

Assim, em oração, entrego-me a Ela,

Nossa Senhora!

Cuida de mim, protege-me, guia-me, ensina-me

A esperar o Seu Tempo.

Tempo de Deus,

Tempo da Mãe,

Tempo do Filho.

Respeitar na mansidão de pensamentos.

Saber esperar com o coração...

Depositária fiel, tenho crédito,

Com Ela e com Ele

O caminho?

Só um “GPS Divino” irá nortear

Sentimentos, emoções, desejos acarinhados...

Na aventura de viver e perpetuar

O dom maior de todos,

O do Amor e Amar!

Sem limites, sem preconceitos,

Amar simplesmente no aconchego da alma...

Doando-me a tudo e a todos

No rosário mental de minhas orações.

 Amém!
 
Célia Rangel.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

MINHA CRIANÇA













 

 

 
 
 
 

A criança que hoje habita em mim

Já não chora pelas palmadas e castigos

Já não tem obrigações a cumprir.

Compromissos? Só com os bons momentos

Repletos de alegria, felicidade, e eternas férias!

 

Rompeu com todos os limites,

Deu-se esse direito

Depois de inúmeras castrações.

Hoje registra o seu “dolce far niente”

E pede ao Papai do Céu saúde, amor e fé

Para sua riqueza maior:

- Sua Vida!

 

Célia Rangel, autora.
*Cia dos Blogueiros
*Clube de Autores

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Professora, sim!









 
  “Da folha de zinco ao computador: os voos pedagógicos no caminhar de uma educadora.”
 
Desde minha infância, brincava com uma lousa feita pelo meu adorado pai, de folha de zinco pintada de piche. Minhas bonecas de espiga de milho, ou de bom bril, eram minhas alunas, e eu dava aula durante o dia todo. Chegava do grupo escolar e repetia tudo o que havia acontecido na escola. Desde 1952, como aluna, até 2006, enquanto professora quantas peripécias educacionais vivi! De uma folha de zinco ao computador... alcei voos não só pedagógicos, mas voos ao longo de toda minha vida. E não paro, não desisto não me contento com pouco... Ainda me lembro do medo que tinha de enfrentar um computador! Meus alunos, hábeis de dar inveja, fizeram-me calçar a cara e ir procurar um professor de informática! Hoje já não vivo sem ele! Quanto aprendi em termos de tecnologia... e ainda tenho muito a aprender! Um mundo de imensas possibilidades!
“Sonhar... mas um sonho possível...” (versão: Chico Buarque e Ruy Guerra)... Menina- moça, normalista, vinda de uma cidadezinha, bem interiorana, década de 60, cheia de incertezas, tímida, mas com muitos sonhos e muita coragem para realizá-los. Uma trajetória pessoal, cheia de obstáculos sociais e financeiros, mas nunca mental. Sempre tive mente sonhadora e realizadora.

Ler, estudar, observar, analisando a tudo e a todos, era o que eu mais fazia. Por não ter condições financeiras para adquirir livros, convertia-me em “rato de biblioteca”. Nas escolas que frequentava, vivia emprestando livros de mestres generosos, alcançando sabedoria e aprendizado.

Hoje, compro meus livros, ou em livrarias e editoras, ou sebos ou faço meus downloads. Mas, ler é meu combustível. Não frequento boutiques, shoppings, joalherias, cabelereiros... Fujo dos supérfluos. Invisto em livros.
Toda minha experiência profissional sempre foi calcada no amor vocacional e na troca de aprendizado. Muito aprendi com meus alunos, com as famílias, com meus colegas e superiores. E, a nossa troca dava-se na tranquilidade da sabedoria adquirida. Preparava minhas aulas como se fosse um espetáculo a ser apresentado. Sempre busquei renovar-me, atualizar-me com as novas visões educacionais. Por várias vezes retornei aos bancos escolares como aprendiz da educação. Precisava abastecer-me sempre.
Atualmente, no recesso do meu lar, vejo meus ex-alunos em altos postos, encontro-os como profissionais na área da saúde, da mídia e da educação, entre outros. Traz uma sensação de efetiva contribuição para o encaminhamento pessoal e profissional de um ser a nós confiado.
Realizei-me profissionalmente. Tudo o que sou e certa tranquilidade de vida que tenho, devo sim à minha profissão de educar (e aprender) acima de tudo... Sobrevivi aos exíguos salários, às condições estruturais, ao puxar de tapete, às mesquinharias e comentários maldosos... Sempre soube enfrentar situações quando necessário, aprender com meus erros e sublimar, pois, revanchismo, não se harmoniza com a nobre missão de uma educadora, assumida em sua totalidade.
“Aos mestres, meu carinho”.
(Adaptação da monografia publicada no Caderno de Pedagogia “Multiculturalismo e Currículo – Tendências e Perspectivas – pedagoga Célia Rangel – pág.:90)