sábado, 28 de dezembro de 2013

FELIZ 2014

Desejos de Ano Novo

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Carlos Drummond Andrade

(poeta, contista e cronista brasileiro)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Um Natal Feliz... Cantemos!



Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano e felicidade
Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano e felicidade

Por um Natal luz de um tempo novo,
por um Natal justo e amoroso
Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coração
Por um Natal luz de um tempo novo,
por um Natal justo e amoroso
Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo

Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano e felicidade
Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano e felicidade

Por um Natal luz de um tempo novo,
por um Natal justo e amoroso
Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo
Por um Natal luz de um tempo novo,
por um Natal justo e amoroso
Por um Natal lindo pro meu povo é o que quer meu coraçãoooo

Feliz Navidad Feliz Navidad Feliz Navidad 
próspero anõ y felicidad
Feliz Navidad Feliz Navidad Feliz Navidad 
próspero anõ y felicidad

I wanna wish you a Merry Christmas, 
I wanna wish you a Merry Christmas, 
I wanna wish you a Merry Christmas,
from the bottom of my heart !
I wanna wish you a Merry Christmas, 
I wanna wish you a Merry Christmas, 
I wanna wish you a Merry Christmas,
from the bottom of my heart

Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano y felicidade
Um feliz Natal, um feliz Natal, e que Deus lhe
guarde próspero ano y felicidade

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tatuado na Estrela Guia





Seu olhar tímido

enfeitiçou-me.

Era Noite de Natal.

E você Papai Noel, não chegaria,

já estava comigo.

Pobre, sem nada nas mãos,

mas com um olhar de amor intenso.

Minha criança interior o recebeu,

na magia dos afetos,

entendemo-nos...

Um abraço forte e um Deus nos ajude,

foi nossa rica troca de presentes!



Célia Rangel

sábado, 14 de dezembro de 2013

No Sótão





















Tirei o pó da caixa de Natal
Tudo o que encontrei ao abrir
Foi bolor e velharias...
Desentulhei muito lixo ajuntado.
De que adianta certos guardados?
Deve ser para ter faxina de final de ano.
À medida que descartava enfeites...
Pendurava em mim solidariedade,
Serenidade e muito amor.
A paz encontrada foi suficiente
Para deixar lindo e refeito o meu íntimo!
Luz orante me iluminou,
Mimos angelicais me incensaram.
Ah! Um Natal interiorizado,
Amado e sentido no âmago da alma!
Que você também destitua suas velharias
Seus conceitos pesados e inconsequentes...
E viva “o você” o mais interiorizado possível,
Ainda é a maior prova de amor pela vida.
Sempre.


Célia Rangel

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mensagem


FELIZ NATAL!

Lembranças plenas de magia imprimem alegria ao Natal. 
Natal,
oportunidade de revigorar a beleza da espiritualidade,
ocasião especial de atar o tempo da vida;
de integrar, com dinâmica, o passado e o futuro;
de resgatar o prazer de viver;
de sentir as vibrações positivas da história;
de aconchegar-me no seio de lembranças afetivas.
Natal, tempo de retomar os sonhos
 da infância e da adolescência;
tempo de integrar sonho e realidade,
razão e emoção,
matéria e espírito.
O Natal me faz íntimo de belas recordações
e me faz partilhar toda a ternura que faz reviver.
Natal, tempo de refletir sobre o mundo minha felicidade,
como o Sol que reveste de luz o Planeta.
Natal, tempo de entusiasmo, que significa,
 em princípio, estar sob a inspiração de Deus.
Natal, tempo de me envolver com encanto no mistério.
Jesus, ao nascer na manjedoura,
no cenário bucólico, entre animais,
no abrigo da gruta, sob as estrelas,
oferece-me a beleza
da intimidade de Deus com a natureza
 e revela-me a riqueza da simplicidade divina.
E o nascer do Menino
à meia-noite
simboliza o salto para um novo tempo de esperança.

 Ir. Lauro Daros

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Partindo para uma nova Chegada





















Bendito seja mais um calendário que,
percorremos em uma estrada de corações.
No encontro: promessas, alegrias e decepções
desviamos por caminhos nem sempre os melhores...

Ouvimos e aprendemos,
falamos e perdoamos,
partilhamos generosamente,
ou não?

Enriquece-nos o ser solidário,
o acolher cicatrizes emocionais,
de vidas no auge de suas aspirações...
na reflexão do caminho que traz e leva.

Reinventar, ainda que nos obstáculos,
o sonho fértil na dignidade do ser,
com esperança de um mundo melhor!
Festas felizes são as que brotam em nosso intimo!



Célia Rangel
(imagem Google)







sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NO CAMINHO

(Google)



Jamais destruir
edificar com seus poemas,
alimentar almas.

Adornar caminhos
com as rosas recebidas,
extrair sempre os espinhos.

Ainda que se sinta
em fuga com sua memória,
compreenda a presença alheia.

Seja fonte inesgotável
de alimentos aos famintos,
que de você se aproximarem.


Célia Rangel

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não era para ser assim...

Dia de ver Deus...

Toda embonecada, com o melhor vestido,

Sapato e meia branca, e fita no cabelo,

Vestido azul clarinho de organdi bordado,

Pronta para ir à missa!

Aninha esperava a mãe na porta da casa,

Exibindo-se pra os vizinhos...

Um enorme cão vira-lata, preto, aproxima-se...

Ela bate o pé e grita: - passa...

Ele passou, mas foi pra dentro pulando o muro,

E jogando-a ao chão sujando-a toda!

Nada de missa... e sim, uma bela surra!

Com direito à plateia e tudo!

Com vergões doloridos na perna,

Bacia com água e sabão para lavar toda a sujeira da roupa...

Enfim, Deus virou o capeta em forma de cão!!



Célia Rangel


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dezembro!
















Feliz dezembro

Para você que faz acontecer.

Que inspira e expira vida.

Que luta até às últimas consequências.

Que sabe o que quer.

Que vai à forra.

Que semeia hoje o seu dia.

Que colhe sempre sem egoísmo.

Que vê no canto dos passarinhos,

A alegria do viver plenamente.

Que sabe orar, agradecer, e doar:

Ternuras, magia e muito amor.

Feliz dezembro!

Prenúncio de novos e bons tempos!



Célia Rangel.

sábado, 30 de novembro de 2013

Pneu de Caminhão
















Roda, roda, minha emoção
feito pneu que rodava
na rua, comigo dentro.

Brincadeira radical
que da face ruborizada
brotava a arte anunciada.

Sem pensar no castigo
ou nas cintadas,
feitas de câmera de ar
do fatídico caminhão.

Papai era o artesão,
e mamãe a disciplinadora!
Tudo bem, isso era um vicio
Brincar e apanhar e recomeçar.

Hoje rodam emoções
que se enroscam e rolam,
sem ternuras, ou bravuras,
apenas afagam o coração.


Célia Rangel




sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Aninha vai para a Escola...



Responsabilidades começaram a chegar à vida da Aninha. Completara sete anos e o Grupo Escolar seu primeiro desafio. Que medo. Que insegurança. O novo a sua frente. Uma professora que a carregava no colo diante de seu choro e seus medos. Dia de chuva, então, era um horror. Não chamava sua mãe, pois sabia que a mesma bateria na menina. Então, pacientemente, dona Abigail contornava a situação. Sua missão futura – ser professora!

Em casa, “o momento tarefa” era terrível. Sentada em uma mesa, em um cantinho da despensa da casa, solitária, tinha que saber fazer ou, era a cinta que cantava em suas pernas.  Soletrava tudo o que via pela frente. Certa vez, na rua, com sua mãe, passando em frente a uma oficina mecânica soletrou alto e bom som um senhor palavrão. Sequer sabia o significado.  Os mecânicos sentados na calçada, hora do almoço, caíram na gargalhada. Pobre Aninha levou um beliscão da sua “meiga mãe” que a inibiu de outras soletrações!

Líder desde pequena, no 4º ano primário arregimentava colegas. Chamavam-na no portão na hora da escola. Todas entravam na cozinha, e assistiam a uma cena no mínimo constrangedora: - Aninha tinha que ficar com a cabeça erguida e engolir de uma só vez uma gema crua antes de sair. Ai que enjoo!  Detalhe, a mãe gritando, engole... engole... quanta agressão! Verdadeiro bullying gastronômico!

Sempre a melhor aluna da classe – notas impecáveis em aplicação e comportamento – ai se não fosse – apanhava e ficava de castigo... Final do 4º ano primário, por meio pontinho a professora, dona Didi, abaixou sua nota, premiando outra aluna que sempre lhe trazia presentes do sítio... Fez sua primeira manifestação de muitas que ainda viriam! Como líder, e muito revoltada, disse diante de todos: - o que a senhora fez não foi justo. Tirou meio ponto meu, e passou para ela, porque lhe dá presentes. Tudo bem fica ai de esmola, como presente, com muita revolta!

Desde então, despertou em Aninha, a coragem de lutar pelos seus direitos. Prosseguiu em seus estudos, sempre com muita consciência crítica, contaminando seus colegas, seus educandos e seus educadores.

Célia Rangel





terça-feira, 26 de novembro de 2013

CARTA QUE NÃO SERÁ LIDA...




Em, 25 de novembro de 2013, 73 anos reverenciados...

Meu querido...

Interiorano, saiu de sua terra natal e rumou para a capital. Fazer a vida. Ser gente.

De família humilde, numerosa, passou a vender de tudo nas lojas que o admitia. Especializou-se em tecidos de alta categoria. À noite estudava, pois sabia que tinha que fazer por onde...

Morou de favor: com irmãs, depois em pensões deprimentes. Sofreu exclusão por ser tímido, falar pouco. Observador ao extremo. Aprendia com os olhos. Leitor inveterado. Atirou-se em concursos e, assim, se fez... Trouxe os pais e os irmãos que haviam ficado no interior. Assumiu-os. Acomodou a todos. Anulou sua própria vida.

No emocional, seus amores, também muitos obstáculos. Pensando em alicerçar vida e casamento, não foi aceito preconceito de raça – ele brasileiro, ela judia... Jamais obteve o consentimento. Ostracionou-se.

Mais alguns anos e conhece a sua companheira para a vida toda... Total mudança... Tornou-se social, atuante, um romântico que levava flores. Na profissão deslanchou – cargo máximo- compensação pelo esforço.

Casou-se. Filhos. Família constituída. A corrupção, a injustiça atingiu-o por atitude de seus irmãos, denegrindo sua imagem de homem integro, em seu local de trabalho. Entrou em depressão. Desfez todo o seu alicerce na capital, e buscou fuga no interior. 

Mas, a mente não se esconde. A tristeza o acompanhou.  Emocional esfacelado! 

Ainda assim, lutou para recomeçar, plantar, criar novas raízes, frutificar... Uma fase muito difícil. Mais uma vez, o amor supera tudo, e constrói. Sua companheira, seu grande amor, em silenciosa generosidade, ombro a ombro o acompanhou até o fechar dos olhos...

Em julho iniciamos...

Em julho interrompemos...

Outros julhos virão...

Com amor, Célia.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Invasão de Sentimentos





















... de repente uma névoa escura

encobre alegrias

perdura assim o amargo

sabor da saudade

que jamais será adoçada

com o abraço meigo do olhar

pelo vazio em que se foi

nunca mais o preencheu...



Célia Rangel

domingo, 24 de novembro de 2013

De “Brincar” eu entendo...






Aninha, estrategista desde pequena, adorava brincar de tudo e, com todos. Não havia distinção. Prazer era o nome dela. Vigiada por sua mãe, vivia sob uma coleção de “não pode...”

Burlava e fazia acontecer. Apanhava. Ficava de castigo, Não tinha importância alguma. O prazer de brincar a tudo compensava.

Logo cedo, tinha de ficar só de calcinha para não brincar na rua. Tinha uma equipe que a protegia, e sempre arrumava um complemento a mais para se mandar junto com a gang rumo à rua. Aqui nunca houve sobrepeso algum! Agito era o nosso nome. Jamais parasitas virtuais!

Linda era a mangueira no quintal de casa. Escalar seus galhos, colher a fruta, era uma prática esportiva de competição excessiva. Adorava. Até que um dia toda de vestidinho, bem fêmea mesmo, assistia aos meninos que subiam na mesma. Resolveu desafiá-los para ver quem ia mais alto! 

Subiu. Ficou enroscada com seus babados nos galhos da mangueira. Chega sua matrona. Vê a cena. Aos berros exige que desça. Lá vem a Aninha temerosa, e já pressentindo dores na bunda, e nas pernas... Não consegue. 

A molecada embaixo da árvore a tudo assistia. Grande era a torcida pela Aninha. Surge uma sugestão: - solte os braços que você desenrosca-se. Tibum... o vestido ficou entre os galhos e a coitada da Aninha aos pés da mãe pedia por “não mãe, não mãe... “ Doeu. Ficaram vergões.  De nada adiantou. 

Sempre que podia Aninha voltava para sua árvore favorita, depois da jabuticabeira... Era com lágrimas que as regava... Hoje é com uma saudade boa, lúcida, coerente da necessidade do brincar de toda criança e, não ser tratada como adulto em miniatura, ou escravizada sob o jugo maternal. 
Nada a ver.  

Célia Rangel


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Meu Horizonte















Só enxerguei em você o que queria ver

A magia me foi permitida

Por mãos e mentes libertas

Esculpimos cada momento

Em nosso jardim completamo-nos

Nossas sementes brotaram

Com o frescor da chuva de primavera

Ouvindo o eco das folhas caindo

Sussurramos amor com nosso toque

Amando-nos só com as rosas

Silenciosamente, na maciez das pétalas

Desistimos dos espinhos do ontem

Vivemos tão somente o agora

Que em vida enjaulamos em amor eterno


Célia Rangel





terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ato Moral e Cívico














Era um dia calmo.
Feriado.
Afinal, celebrava-se a Proclamação da República!
1889 – no trotar de cavalos.
Era Deodoro.
E tinha um Barbosa, o Rui.
2013 – uma nova história...
E tem um Barbosa – o Joaquim.
Brasileiros escapando para um doce far niente.
Grande é o congestionamento!
Estradas lotadas!
Tempo suficiente para
Admirarmos um lindo céu azul,
Onde desfila imponente cavalo aéreo,
Transportando uma tropa...
Ainda, meio “São Tomé”, ver para crer...
Desvendo no lindo sol que a tudo revela,
E, nos mostra com siglas, nomes e fotos,
Aqueles que, assustados e ainda revoltados,
Insurgem-se contra as leis...
Oras as leis – eles sempre as burlaram!?

Célia Rangel

“Liberdade! Liberdade!/Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade/Dá que ouçamos tua voz!”
(estribilho – Hino da Proclamação da República)

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“Salve lindo pendão da esperança!/Salve símbolo augusto da paz!/Tua nobre presença à lembrança/A grandeza da Pátria nos traz. /Recebe o afeto que se encerra/em nosso peito juvenil,/Querido símbolo da terra,/Da amada terra do Brasil!”
(1ª estrofe Hino à Bandeira)