quinta-feira, 16 de maio de 2013

NEM SEMPRE


 
 

 






 
 
 
 
 
Às vezes a alma errante

Cambaleia no altar das indigências

Trava uma batalha entre o bem e o mal

E despoja-se para uma lânguida aflição

Sem deixar-se abater

 

Sublima desligando-se dos vendavais

E como vivente mendicante

Erra por entre ásperos muros

Muito altos e intransponíveis

Estacionando-se em transcendências

 

Sabe-se como azêmola

Ainda que fugidia itinerante

Em sua polivalente vida

Que em nada dissociou sua cruz

Do peso ilegítimo que depositaram

 

Caminhante erra

Erra e acerta

Acerta e se entrega

Entrega o seu melhor

Melhor do seu amor latente

 

 

Célia Rangel

 

 

10 comentários:

  1. Bom dia! Um poema belo e verdadeiro. Erramos, e sempre no intuito de acertar, de aprender.

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  2. É questionando o erro que se encontra o acerto! abraços

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  3. Bom dia Célia!
    É inerente de todas as almas, aqui nesse mundo,seguirem em suas jornadas, confiando em algo transcendental para com confiança alcançarem seus objetivos.
    Plenitude espiritual, se se consegue isso está com meio caminho andado e nem é preciso ser religioso para isso.
    Lindos seus versos, nos mostram os percalços e o amor é o que todos devem encontrar em si mesmos para posteriormente demonstrar ao Todo.
    Abraços!

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  4. Oi Célia
    Achei muito lindo o poema! Me identifiquei nele em muitas partes, acho que sou uma alma errante kkkkkk.
    Bjos.

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  5. Oi, Célia!

    "No meio do caminho, tinha uma azêmola.
    Azêmola empacada no meio do caminho..."

    Daí fui ao pai dos burros e desempaquei minha parenta a tempo de apreciar o poema. :) Gostei muito. Beijos!

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  6. Boa tarde, Célia. A alma é eterna em sua jornada, não para, não descansa e busca em seu caminho acertos e desvia dos tropeços, mas vez em quando cai e fere-se.
    Ainda bem que ela possui em si força e continua, pois esse é o segredo do caminhante, não desistir mesmo com todas as adversidades!
    Muito bom o seu poema!
    Parabéns!
    Beijos e excelente quinta-feira!

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  7. Vamos caminhando e vamos errando , mas muitas vezes é com os erros que vamos aprendendo e que acabamos por acertar !

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  8. Oii Célia, a batalha interna entre o bem e o mal é diária, acho que vivemos entre eles, sempre tentando fazer com que o bem prevaleça! Bjinhosss

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  9. Sempre procuramos entregar o melhor, muitas vezes erramos por entregar de mais ou de menos, não somos perfeitos, embora esperem isto de nós!Belo poema! Beijos

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  10. Essa é uma luta que não cessa. Bjs.

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Célia Rangel,
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