quinta-feira, 13 de junho de 2013

O POETA!

FERNANDO ANTÓNIO NOGUEIRA PESSOA (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta, filósofo e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".
Por ter sido educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para inglês.
Ao longo da vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo em que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia autodenominou-se um "drama em gente".
ALGUNS FRAGMENTOS:
*Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
 
*As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
*Para viajar basta existir.
*Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar com o que eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
 
*Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
*O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
*Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e, portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
 
Fonte:

11 comentários:

  1. Que lindo Célia, amo a literatura de Fernando Pessoa, tenho muitos posts a respeito, me inspirou na vida, acho até que ele "recebia psicografia", pois com tantos heterônimos, sei que não é assim, mas foi um gênio nisso, ainda intriga os estudiosos.
    Verdade, ninguém fala em versos, tanto que hoje em dia se pode postar poemas e poesias até mesmo sem rimar, desde que haja sentimentos né mesmo?
    Amei ler aqui, como todos os posts que se dispõe
    a nos presentear, minha amiga culta e sábia!
    Abraços!

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  2. Álvaro de Campos, o meu poeta do coração!

    «Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.»

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  3. Olá Célia, gosto muito de Fernando Pessoa, tive a oportunidade de ver uma exposição sobre ele em São Paulo, e fiquei ainda mais fã de sua obra! Bela postagem! Bjooooss

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  4. Que brilhante poeta, Um ótimo final de semana Célia!
    Grande abraço!

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  5. ÓTIMA ESCOLHA.QUE SUA LUZ SEMPRE BRILHE. BJS

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  6. Sou fã do Nandinho Pessoa, Célia, por isso tomo liberdade com o nome dele sempre que posso. Afinal o mundo precisa saber que somos quase íntimos. :) Gostei demais do desenho elegante e minimalista que você escolheu. Beijos!

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  7. Ao genial Pessoa, todos os tributos imagináveis. Um grande abraço, Célia.

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  8. Um ótimo início de semana! Grande abraço!

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  9. Olá, Célia.

    Pessoa é a poesia em pessoa. Em tempos de tão pouca poesia e tantos "poetas". É sempre oportuno lembrar: Pessoa, Drummond, Cecília... ... No contraponto a esses que rimam nada com coisa alguma, afrontando a arte do versar.

    Um abração e uma boa semana.

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  10. Um homem que viveu em versos.Muito linda essa homenagem!bjs,

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  11. Grande poeta, grande Fernando Pessoa!
    Bonita homenagem!
    Sou nova aqui no blog, mas adorei seu blog, vou passar a seguir.
    um beijinho

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Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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