terça-feira, 9 de julho de 2013

Fique bem



 

Fizeram as malas
Projetaram-se em sonhos
Inseriram-se em projetos
E caminharam longamente
Tempo de inclusão e aprendizado.
 
De repente, como um vulcão
Expeliram-se em larvas
Amedrontaram os próximos
Minaram ilusões, excluíram-se
Cambalearam em seus egos.
 
Desapegaram-se de tudo e de todos
Amores, afetos adquiridos e doados
Reduziram-se a um virar as costas
Sem malas, apenas uma bolsa a tiracolo
E uma bagagem infinda de saudade.
 
Célia Rangel
 

 

 

19 comentários:

  1. São as saudades, que contam a história...
    Lindíssimo poema, parabéns, fique bem!
    Beijos,
    da Lúcia

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  2. Lindo e triste, sabe amiga Célia, sempre que há separação há a tristeza da saudade, sonhos desfeitos, enfim!
    Amei seu poema minha amiga sensível!
    Abraços!

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  3. Ligeiramente radical:))) Um abraço, Yayá.

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  4. Olá!Boa noite
    Célia
    hum, isso é complicado!... tantos sonhos e planos ,em conjunto, e depois , cada um por si!Por várias razões!
    Penso que a mala estava cheia de pequenas pedras atiradas para dentro sem o consentimento direto e que contribuiu para aquele milímetro que acaba por transbordar.
    Então é assim que , surgem novas necessidades que são rapidamente consideradas como vitais E não tem jeito, somente a total liberação da condição na qual se encontra, pode se permitir de liberar dos sofrimentos e da saudade.
    Obrigado pelo carinho
    Bela quarta feira
    Beijos

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  5. Quando as desilusões e desencantos acordam a nossa vida torna-se um vulcão em movimnto constante.
    Bonito poema

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  6. Nunca é fácil virar as costas a alguém...ou a coisas que se construiu.
    Só se faz quando se torna imprescindível.
    Para nós. Para outrem.
    Saudade não constrói.Saudade é como larva que escava raízes e lentamente mata.
    Tenho horror ao verbo matar.

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  7. E tudo anda com ares de números, ares ensombrecidos pela aparente vontade de chorar! abraços

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  8. Triste quando um amor tão bonito no começo, tem um fim assim!Uma bela e sensivel poesia!bjs,

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  9. Lindo demais, profundo também! beijos,chica

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  10. Bonito e triste como toda despedida de quem amamos. Beijos, Célia!

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  11. Oi Célia, que lindo! Amei, toda despedida é cheia de saudade por quem amamos!
    Beijos!

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  12. Olá, Célia
    Tudo tem um princípio, um meio, e um fim... que por vezes deixa saudades.
    Muito bonito este poema.

    Beijinhos
    Mariazita

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  13. Olá Célia, ás vezes o melhor que temos que fazer é deixar um pouco a bagagem pelo caminho e caminhar com um bolsa a tira colo mais leve. É a vida, não é mesmo? Adorei seu blog, espero que possa dar uma olhadinha no meu também...estou te esperando lá,

    Beijos

    http://devaneiosdeju.wordpress.com/

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  14. OI CÉLIA!
    E NESTE VIRAR DE COSTAS, SEMPRE ALGUÉM SAI MAIS MACHUCADO, POIS QUANDO HÁ AMOR COMPARTILHADO, NÃO HÁ SEPARAÇÕES...
    LINDO!
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  15. OI QUERIDA CÉLIATANTOS SONHOS E UMA TRISTEZA MAIS MUITO EMOTIVO. UAM BAO NOITE E UM DIA PERFEITO PARA VC. COM CARINHO.
    ANA

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  16. Depois de nos despojarmos de tudo, ficaremos mesmo bem?
    Não sei se seria capaz.... Não é fácil.

    Beijinhos e ... fica bem.

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  17. E que saudade hein? E viver como os apóstolos como diz o Evangelho de hoje? Nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão. Mateus 10,7-15. Beijão

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  18. Que lindo! Que seria de nós sem a poesia?
    Grande abraço!

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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