sábado, 3 de agosto de 2013

LACUNAS


 
 
 
 

 
 
 
 
 
Vive-se.

E, à medida em que vivemos,

Vamos colecionando lacunas.

Fica um espaço dentro do peito.

Na alma uma omissão imensa...

Nada se fala, nada se escreve

‘Lacuneia-se...’

Perde-se o sentimento de amor próprio.

Na lacuna habita o faz de conta.

Por ser um ‘substantivo feminino’,

Talvez esteja acostumada ao vazio,

A abnegar-se, ceder

À incompreensão,

À massificação da humanidade,

Ao discurso ao vento...

‘Lacuneia-se...’

Assim, fica mais fácil sobreviver.

Até quando?

Célia Rangel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16 comentários:

  1. Fortes e intensas palavras nessa linda poesia,Célia! beijos,chica

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  2. São as lacunas o divisor do antes e depois, dos momentos vividos, que podemos batizar de ciclos, etapas, intervalos...independente do vazio que se instala, é parte integrante da vida. Quando uma poesia, leva à reflexão, pode-se dizer que o autor-autora cumpriu sua missão.
    Um beijo, Célia. Bom domingo.

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  3. Quantas e quantas lacunas...
    Belíssimas palavras, Um forte abraço Célia!

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  4. Ola Celia

    somos lacunas.Oras cheias ora vazias
    Lindos versos


    beijos

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  5. Boa tarde, Célia. Acho que até a gente morrer. Linda reflexão.

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  6. E por mais que estudemos, não compreenderemos todas as lacunas que só aumentam mais a medida do tempo: é um eterno correr! abraços

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  7. Que lindo, Célia! Gostei particularmente do «lacuneia-se». Vou roubar (mais um...) Já nem peço autorização... Atrevida!!!

    Beijinhos lacunares.

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  8. Na alma humana há vazios cheios de espaços que não são varridos por ventos ou incompreensões...remetem-se a si mesmas. Ensimesmam-se por não quererem gritar.
    Boa noite, Célia.
    Boa semana.

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  9. Lacunas são preenchidas ao tempo, conforme vamos vivendo. Um abraço, Yayá.

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  10. Todos temos lacunas. Tudo depende do que cada um faz com as suas. Prefiro preencher as minhas escrevendo versos...

    Adorei o texto, muito reflexivo!

    Beijos

    Nel

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  11. E como há lacunas por aqui, nesse nosso bom e velho vale de lágrimas... um poema cru em sua dura verdade. Abraços, Célia.

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  12. Ótimo inicio de semana!
    Forte abraço!

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  13. A gente vive colecionando carências e fingindo que uma overdose de chocolate é o caminho pra felicidade. Lindo poema, Célia! Beijos!

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  14. Célia, minha querida, a vida é uma coleção de momentos. Os momentos bons nos servem de satisfação e alegria pelo que vivemos. Já os momentos ruins são coleções que não devemos adorar mas que devemos guardá-las bem lá no cantinho. Ali, sempre estará os ensinamentos que poderemos tirar para uma caminhada mais tranquila nessa vida.

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  15. Tem razao querida amiga,

    Lacunas sao e serao sempre vazias...

    Bjos

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  16. Deixo lacunas por palavras não ditas e que deveria tê-las dito, mas o momento passou e a lacuna ficou. Boa reflexão! Beijos

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Célia Rangel,
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