quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aniversário de Drummond







As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
                                             Carlos Drummond de Andrade                             http://pensador.uol.com.br/poesias_de_carlos_drummond_de_andrade/

8 comentários:

  1. Olá!Boa tarde
    Célia
    Parabéns pela homenagem à Drummond de Andrade,um dos primeiros grandes que li ...
    ... que é, por assim dizer, o poeta da razão, cuja sensibilidade é reveladora de uma aguda percepção da realidade circundante...nesse,defende a ideia de amar simplesmente por amar, sem retribuições. Logo, o amante ama, mas não espera ser amado, pois o verdadeiro amor não precisa de retribuição, pois é um estado da alma e a única forma de retribuí-lo, com o próprio amor...
    Agradeço pelo carinho
    Belos dias
    Beijos

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  2. Querida Célia, olá!
    Belo poema, bela homenagem.
    Parabéns!
    Aqui fica, um poema de Carlos Drummond de Andrade

    Mãos dadas

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.

    Abraços das meninas.

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  3. Que linda homenagem, Carlos Drummond de Andrade!
    Bem escolhido o poema, dizer do amor, amor pelo amor do próprio amor!
    Abraços amiga Célia!

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  4. Grande lembrança Srta! O grande poeta Drummond, com inteligencia inigualável. Abraços

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  5. "Amor é estado de graça", grande verdade. Valeu, Célia! Beijos!

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Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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