sábado, 30 de novembro de 2013

Pneu de Caminhão
















Roda, roda, minha emoção
feito pneu que rodava
na rua, comigo dentro.

Brincadeira radical
que da face ruborizada
brotava a arte anunciada.

Sem pensar no castigo
ou nas cintadas,
feitas de câmera de ar
do fatídico caminhão.

Papai era o artesão,
e mamãe a disciplinadora!
Tudo bem, isso era um vicio
Brincar e apanhar e recomeçar.

Hoje rodam emoções
que se enroscam e rolam,
sem ternuras, ou bravuras,
apenas afagam o coração.


Célia Rangel




6 comentários:

  1. Que lindo amiga Célia, fiquei encantada, me fez lembrar das travessuras do meu irmão, éramos só nós dois, eu o encobertava em suas "artes", íamos com frequência ao pronto socorro,(com ele) tadinha da minha mãe,rs, mas ficou lindas lembranças do nosso tempo de crianças!
    Amei ler!
    Abraços apertados minha amiga querida!

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  2. Quantas lembranças te vieram com um pneu...LINDO! beijos,chica

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  3. Ai, tô com inveja de você, Célia. É sério. Essa foi uma das poucas brincadeiras de infância que minha mãe conseguiu me impedir de fazer. Delícia de poema! Beijos!

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  4. Oi querida, que lindo! Que lindas lembranças que você tem! Mal consigo me lembrar das minha... Mas as que eu me lembro são maravilhosas.
    Beijos e ótima semana!

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  5. Que lembranças! Hoje abolidas (em parte) mas que não deixaram marcas, ao menos a mim e em muitas crianças que levaram dessas "peias"...lá em casa era o cinturão ou a corda de armar a rede, o que estivesse mais perto, no ato da indisciplina. Hoje, nas reuniões de família, é assunto certo, rodeado de gargalhadas...Um mimo, brotado de pneu! Beijos!

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  6. Isto era infância; artes inocentes e gostosas! Mesmo levando nossos castigos e tapinhas. Beijos

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Célia Rangel,
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