quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Único Caminho








 

Buscar no horizonte

A ponte do encontro entre nós.
Aproximar nossos sonhos
Para que se tornem realidade.
Assim, na volúpia dos bons momentos,
Sorver até o último afago e beijo
Embriagados, pelo prazer da vida.
Sem medos, sem regras, sem saudade,
Apenas a entrega do hoje, já que o amanhã é incógnito...
Vivamos.
E quando chegar o caminho da partida,
Unidos espiritualmente,
Partamos.

 

Célia Rangel

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria - A maior tragédia de nossas vidas


 
 
Por Fabrício Carpinejar. "Poeta, cronista e louco pela verdade a ponto de mentir"
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
 

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mente... um chip harmonioso

(imagem: Google)
 
É frágil o departamento de arquivo da memória

 
Entre lembranças e esquecimentos

 
Com certeza, inimigas mortais.

 
Quando uma se apodera do espaço,

 
A outra tem dificuldade enorme em se estabelecer.

 
Talvez, por uma visão soberbamente competitiva,

 
Digladiam-se em busca do poder e do mando.

 
Diante de tantos desmandos resta aos neurônios

 
A difícil tarefa do apaziguamento.

 
Esquecer é limpeza da alma, diversão garantida.

 
Desprezar o que não tem mais interesse, bem enorme!

 
Melhor ainda é deter-se apenas em felizes acontecimentos,

 
Diamantes lapidados no tear da vida,

 
Pautam todo um futuro, ainda que, insondável...
 
Célia Rangel

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Experiência Filosófica

DO ESPELHO
Paulo Coelho
Diante do espelho, reparamos os pequenos detalhes: as mudanças na pele, o cabelo que precisa ser penteado, a escova de dente movendo-se de um lado para o outro.
Mas, raramente, olhamos o  fundo de nossos olhos. Você já experimentou, diante de um espelho, esquecer os detalhes citados acima – e fazer isto?
Com certeza não irá ver quanto é belo. Ou quanto é feio. A imagem irá contar histórias que você não sabe a respeito da pessoa que está do outro lado.
E sabe o que é mais curioso? Depois de um certo tempo, você termina descobrindo que a pessoa que lhe devolve o olhar tem um mistério a ser cumprido.
Não, não vou tirar de você a experiência do espelho. Faça você mesmo – e descubra.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Sabores da Vida

(Imagem Google)
 


Abrir os porões e habitá-los
Imensa energia dispersa
Na confluência do aceitar
Do deixar ficar e do excluir
Muito lixo mental aflora
Obstruindo a inteligência emocional
Gostar/Escolher/Discernir
Ações desobstruidoras da vida
Com humildade – ser –
Com sabedoria – escolher –
Com amorosidade – viver-
Receita infalível (?)
Só experimentando o sabor...
Célia Rangel

 



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sublime Momento!







Céu De Santo Amaro
Caetano Veloso

 
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...

Meu amor...
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão

Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

 
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

 
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
 Veio a certeza de amar você...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Intenso ou limitado?



Nascemos limitados,
depois expandimo-nos.
Fazemos e acontecemos.
 
Somos e temos em excesso:
- os melhores
- as melhores coisas
Mas, aos poucos,
voltamos a limitarmo-nos.
 
Pouco? Muito? Pouco importa.
Importa é tornar leve a mochila da vida.
Carregamos tanto desnecessário:
- pessoas e coisas...
 
Preocupamo-nos quando na realidade,
muitas vezes, querem é distância de nós.
Completamo-nos quando, enxergamos isso,
no contexto da vida.
 
Intensos, como criança invadimos um novo espaço...
Então, e só então, somos felizes e vivemos bem.
 
Célia Rangel


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre Poesia

Poesia é mais útil do que livros de autoajuda
 
   A atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns.
Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira, dia 15.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial".

Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico "Daily Telegraph", mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

"A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Depois de uma vida





Único...



Sabia que mais nada importava. Andava pela casa em busca de um recanto

acolhedor. Até ouvir um som que arrebatou sua respiração.  Tateando pelas 

paredes, movia-se na dificuldade das limitações ósseas. Sentou-se. Percebeu 

que o som ora estridente, ora sonoramente envolvente acariciava- lhe os 

pensamentos.
Reviveu toda a trilha sonora de sua vida.

Encantamento foi a sensação amorosa obtida.
Como aprendizado do seu tempo só, colheu do silêncio toda a magia de sons 

que, no turbilhão da correria da vida, não conseguira assimilar.


Acolher as manifestações diversas do som! Que prazer indescritível!
Madrugada.


Abriu a janela e respirou profundamente. Sentiu a voz do vento em seu rosto. 

Galhos das árvores sonorizavam acordes como violinos uivantes.
Imaginou-se Julieta. Imaginou o seu Romeu. Reencantou-se com o som que a 

arrebatou. Encontrada no amanhecer desvanecida com a foto de seu grande 

amor. No verso, a dedicatória: - “espero-te...” e, na vitrola os últimos acordes 

“The End”.




Célia Rangel

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Artes encubadas




Mentalizações, o combustível de uma senhora que se acha a rainha do pedaço. Resolve em pensamentos, mil e uma conjeturas. Prevê mudanças. Acolhe perdidos. Esquece-se que a mais perdida é a própria.
Há uma fissura pelas aves. Primeiro, um caso de amor com bem-te-vi. Muitos gorjeios e olhares trocados. Depois, um beija-flor postado em sua janela em círculos voadores, planando benfazejos. Até que de repente, não mais que inusitadamente, um pardal pousa em sua sala e pia em desespero de causa.
O que fazer?
 Na certa suas plantas caseiras atraem essas aves todas. Pensa seriamente em se tornar uma avicultora... Procura até um EAD. Quem souber, mande informações.
De uma coisa ela tem certeza, passará a fechar as janelas para evitar futuramente um urubu à procura de carnes fétidas; preferível seria a intromissão do corvo, desviado de seu trajeto, já que com sua inteligência animal, costuma atingir altas performances.
Mas, maus presságios à parte, voltemos ao belo bem-te-vi, e ao amoroso beija-flor. Minha inteligência emocional agradece. Já que a cognitiva anda as voltas com o tico e o teco que custam a pegar no tranco...
Uma sequência ilógica de troca de pomadas e “seus buracos vitais” entram em desespero de causa... Emergência à vista!
Afora isso tudo, vem a decoração de bexigas que, na madrugada ao estourar uma delas, fez a excelentíssima senhora encolher-se toda em posição fetal na cama, com medo que fora bala perdida em sua janela...
Realmente, acho que nem psicoterapeuta resolverá a questão. Dependerá muito do tipo... ai quem sabe... até pode ser que... role algum tratamento...
E, segue o curso do 2013... muito ainda a desfrutar...
 
Célia Rangel
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vida que se renova

Devaneio de verão
Ardente
Não pensei
Mergulhei
Sem nenhuma proteção
No veraneio do meu coração
Abriguei o amor
Na cabana de nosso refúgio
No olhar
Falamos 
 
Célia Rangel


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vindos de uma Ilha Paradisíaca...

(Nova Trento-Sta Catarina)
 
 

Muitas histórias pulverizadas de
almas que se reencontraram
na libertação do tempo do agora.
 
Ambiente climatizado na ternura.
Seio familiar acolhedor.
Olhares investigadores, afetivos, tranquilizadores.
 
Inesquecível momento!
Maravilhoso encontro de
celebração de vidas!
 
Na compreensão mágica do divino,
sem diferenças, no feminino, a mesa aglutinadora,
como fora na távola redonda descortina-se:
- busca de emoções, de simplicidade, troca de sabedorias...
 
Gestação e lapidação de eternas amizades!
Doçura, o ingrediente que não faltou...
Iguais e carentes todos, na busca do amar e ser amado.
 
Partilhou-se o trigo, no pão,
Na glória dos grãos da uva, o vinho,
E, Ele no meio de nós...
Preencheu-nos de Bênçãos!
 
Célia Rangel