terça-feira, 30 de abril de 2013

AUSÊNCIA

 
No vazio amoroso
Surge uma música
Ora envolvente em seus tons azuis
Ora alucinante em seu carmim
Avança e cobre de ternura
Espaços
Devaneios percorrem sentimentos
Gravados em alta fidelidade
Nas mentes ausentes
Deste mundo
Ao poeta cabe o registro
A saudade
E nada mais...
 
Célia Rangel

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Minha Boemia!


Ronda

Paulo Vanzolini


De noite eu rondo a cidade

 A te procurar sem encontrar

 No meio de olhares espio em todos os bares

 Você não está

 Volto pra casa abatida

 Desencantada da vida

 O sonho alegria me dá

 Nele você está

 Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse

 Esse alguém me diria

 Desiste, esta busca é inútil

 Eu não desistia

 Porém, com perfeita paciência

 Volto a te buscar

 Hei de encontrar

 Bebendo com outras mulheres

 Rolando um dadinho

 Jogando bilhar

 E neste dia então

 Vai dar na primeira edição

 Cena de sangue num bar

 Da avenida São João
 
 
 
Saudade de um grande poeta Paulo Vanzolini -
Célia Rangel

sábado, 27 de abril de 2013

Pensando...


Das coisas como elas são
Paulo Coelho

É claro que nem sempre as coisas acontecem como queríamos que acontecessem.

 
Existem momentos em que sentimos que estamos buscando algo que não está reservado para nós, dando murros em portas que não se abrem, esperando milagres que não se manifestam.
 
 
Ainda bem que as coisas são assim – se tudo andasse como a gente quer, em breve não íamos ter mais assunto para escrever o roteiro dos nossos dias.
 
 
Quando estivermos diante de situações que não conseguimos ultrapassar, relaxemos. O universo, embora não consigamos compreender, continua trabalhando por nós em segredo.
 
 
Nestes momentos em que não podemos ajudar, prestar atenção as coisas simples da vida – no pôr do sol, nas pessoas que passam na rua, num livro – é a melhor maneira de colaborar com Deus.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

INTERVALO




 

No poupar das emoções

curto meus sonhos

e, dou espaço para que

você curta os seus.

 

Não me leve a mal se,

de repente, eu inverter os papeis e,

sobrar muita preocupação e,

pouco amor consciente ou inconsequente.

 

Nas ondas magnéticas do meu mar interior

surge sempre o seu individual em confronto ao meu planeta.

 

Quebro ondas que se agigantam em uma progressão imensa

descompensando nossas vidas – nossos amores.

 

Sonho nossos pensares, individualizo nossos desejos.

Sou chama acesa para acalentar você: - Aqui estou.

 

O meu divino e o meu humano concebem-nos – na alquimia do sagrado.

Não é um ideal – é a minha verdade – a ser transformada em – nossa.

 

Célia Rangel

domingo, 21 de abril de 2013

Joaquim Barbosa recebe "Medalha da Inconfidência em MG"




Na tela do mês de abril vejo situações inusitadas que advêm de longa data: agressões, medos, inseguranças, inversão total de valores – o humano depreciando o humano.

Datas não mais tão significativas – do livro, do índio, da fundação de Brasília, do Tiradentes, do dito descobrimento (?) do Brasil, e algumas outras celebrações que passam ao longo de nossa história desmemoriada!  Talvez, a foto acima ilustre a dignidade redefinida em nosso país, na pessoa de um cidadão com nome simples, “Joaquim Barbosa”, mas de atos grandiosos, que resgatam atitudes de heróis nacionais como “Joaquins” e “Barbosas” de outras eras, em que líamos sobre os mesmos, em nossos livros de História do Brasil, e em datas cívicas cantávamos hinos em nossas escolas, outrora respeitadas, valorizadas como berço de cidadãos conscientes e íntegros. Que ele não esmoreça diante das falcatruas, e que encontre em nós a força necessária para tamanho resgate nacional.



Célia Rangel.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Literatura Infantil

 
Você já leu para o seu filho, hoje?
 
O olhar de uma criança reagindo ao ouvir uma história, é algo indescritível.
 
Pense nisso e tome a atitude certa.
 
Ler é uma riqueza imensa, propriedade única!
 
Célia Rangel, viciada em ler.

domingo, 14 de abril de 2013

TRAÇADO


Concebendo uma vida

Jamais se imagina
 

Do que será capaz.
 
 
Caminhos por onde seguirá

Luzes que acenderá
 

Subterrâneos onde se enterrará?
 
Recoberta de cuidados

Carinhos desvelados
 
 
Ainda assim, desconhece-se...

 
Segue caminhos iluminados

Ou obscurecidos
 
 
Trilha só por destinos traçados.
 
Maktub torna-se o limiar

Da viagem da vida
 
 
A que todos nos submetemos.
 
Por vezes, um desvio, um retorno...

Um plano desfeito...
 
 
Mas, sempre o tempo de reverter o caminho.
 
Célia Rangel


quinta-feira, 11 de abril de 2013

EIS QUE SURGE UM HOMEM


 
 
 
 
 
 
 

“A dor pode nos fazer lembrar que estamos vivos, mas o amor nos faz lembrar por quê”. (Trystan Owain Hughes)

_ Ouça minha voz, Tony.  _ Jesus estava novamente acariciando seus cabelos, como faria com uma criança, com um filho. _ Todo ser humano é um universo em si mesmo. Os seus pais se juntaram a Deus para criar uma alma que jamais deixaria de existir. Eles, como coartífices, forneceram os materiais, genéticos ou não, que foram combinados de forma única para criar uma obra-prima imperfeita, mas ainda assim extraordinária. Então tomamos em nossas mãos o que eles nos trouxeram, acrescentando o que somente nós poderíamos dar: vida. Você foi concebido, um milagre vivo, um universo dentro de um multiuniverso, não isolado e desconectado, mas programado e feito para viver em comunidade, da mesma forma que Deus é uma comunidade.

_ Sei. Milagre vivo? _ fungou Tony, fraco de tanto lutar contra o maremoto de emoções. Achava que as lágrimas haviam secado, que seu reservatório estava vazio, mas outras surgiram diante desse pensamento, escorrendo pelo seu rosto e pingando de seu queixo. _ Não sou nada disso.

_ Para que você possa dizer “não sou”, antes precisa haver um “eu sou” – encorajou-o Jesus. _ Imagens e aparências dizem pouco. O lado de dentro é maior do que o lado de fora quando seus olhos estão prontos para ver.

[Fonte: A TRAVESSIA - William P. Young – pg.: 59]




terça-feira, 9 de abril de 2013

... há um tempo...



Eclesiastes 3
 
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz...”
 

Aos amigos que dedicam 'um tempo' para comigo, incentivando-me, lendo e comentando minhas postagens o meu obrigada!
Carinhosamente, Célia Rangel

domingo, 7 de abril de 2013

Homenagem recebida e minha gratidão!



TEU OLHAR – para Célia Rangel
(por Regilene Rodrigues Neves)
 
"Na leveza do encanto
Teus olhos azuis avistam
A poesia entre o céu e a terra
E por uma estrada de sonhos
Enxergam um caminho de flores
Exalando tua essência
Amadurada em passagens lépidas
De um espírito alegre e jovial.
 
Cheio de venturas de uma caminheira
A procura da felicidade...
 
Em tua face solta ao léu
Um olhar além
Avistando novos horizontes
Numa linda manhã
De puro encantamento
Em alento a tua alma
Na serenidade dos teus sentimentos...
 
De ti borbulhas de amor
Exalando poesia sobre o tempo
Versos soltos a procura de quimeras
Arredor de um olhar azul
Profundo de luz
A enxergar a beleza da eternidade
Fazendo rastros de carinho e amizade..."

Em 07 de abril de 2013
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Apenas de passagem...



 
 
 
 
 
 
 
Abri um caminho entre nós
Entrelacei nossas mãos e seguimos
Rumo ao horizonte de nossas vidas
Foi lindo demais
O Sol aquecia-nos
Nuvens levavam nossos pensamentos
Em longas viagens
O pedágio era nossa ternura
E quando a vida nublava
Esperávamos a lua que com seu magnetismo
A tudo envolvia
Passamos...
E no reencontro o encontro
Belo e festivo em mim
No infinito caminho
 
Célia Rangel