terça-feira, 28 de maio de 2013

A VIDA EM PARALELAS


‘Freezerou-se’ meu ser
Petrificada vaguei pelo meu interior
Aos olhos projetou-se linda lua
Soberanamente só e dominante
Você alojou-se no pensamento
Bem macabros por sinal
Em um canto solitário
Adormeci...
 
 
Sonhei que
Entre folhas cinzentas e ressequidas
Caminhávamos olhar no olhar
Suas mãos afagavam meu rosto
Aconchegando meu gélido ser
Seguimos sem destino
O trajeto era o do amor
Ternura...
 
A luz do sol despertou meu corpo
Extasiada em outra realidade
Seguimos por sólidos caminhos
Que não se descongelam
Somos paralelas fugidias
Fantasiamos nossas esperanças
Já que não assumimos
Fugimos...
 
Célia Rangel.





segunda-feira, 27 de maio de 2013

Uma boa indicação

 
 

É a história de um menino que está crescendo e, como qualquer ser humano, procura seu lugar no mundo. Mas crescer, em qualquer época e sob qualquer circunstância, dói. Para Pequena Árvore, um menino cherokee - tribo indígena dos Estados Unidos - de oito anos, essa tarefa não será nada fácil. Sua vida numa árida cidade mineradora, durante a Depressão americana - na década de trinta, oferece-lhe poucos prazeres. Depois de perder os pais, ele vai morar com seus avós paternos numa floresta do Tennessee. Num ambiente mais carinhoso, ele reconhece, pela primeira vez, a beleza da natureza e a sabedoria da vida cherokee. A educação de Pequena Árvore está prestes a começar já que o futuro será recheado de descobertas e sofrimento. É um filme com uma história de vida apaixonante. Na troca da sabedoria de vida, e do afeto aprendidos no dia a dia, fica a lição do quanto podemos viver na simplicidade, com dignidade que, em muito, nos afastamos atualmente. Em nome da modernização, do progresso, da evolução esquecemo-nos do  principal. Afinal,  somos humanos e não autômatos programados em série como produção maciça de uma fábrica. Amor, emoção, ternura, diálogo e o saber ouvir são demonstrados nessa história como a maior fonte de vida harmoniosa. Vale assistir!
Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/pequena.htm
 

Célia Rangel
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

São Vidas



Chegara o momento

Ainda que obscuramente surgira

Homens e mulheres depositavam-se

Na esperança de um novo amanhecer

Longe das sutilezas inerentes aos amantes

Que fingem... Não se amam... Não são amados

No deposito humano escolhem-se e são descartados

Permitem-se aos desmandos indecentes

Violentam-se na maior das promiscuidades

Do lixo alimentam-se

No lixo adormecem

No lixo nascem

No lixo morrem

E a ninguém fazem falta

Em uma cama

Em uma mesa

Em um lar

Tudo inexistente

Em decúbito se esvaem

Grafites de pessoas apenas

Nada mais.

 
Célia Rangel

 



terça-feira, 21 de maio de 2013

Depoimento Pessoal

 

Verdades ditas com eloquência acadêmica só podem ferir débeis inteligências temerárias da exclusão do poder em suas vidas.

Leio: “Em uma palestra para estudantes em uma faculdade de Brasília, Joaquim Barbosa criticou o sistema político brasileiro. O ministro fazia uma análise sobre o sistema presidencialista, a divisão entre os Poderes e o modelo eleitoral.”

“Temos partidos ‘de mentirinha’. Nós não nos identificamos com partidos que nos representam no Congresso. Tampouco esses partidos e seus lideres têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder”, afirmou.

Tamanha lucidez ainda estou para ver! Autêntico. Transparente. Situado. Nunca em cima do muro. Compactuo, humildemente, como cidadã eleitora, que paga seus impostos regiamente, recebe uma merreca de aposentadoria como professora de um país, onde também, a educação é desvalorizada! Claro, quanto mais ignorantes formos melhor seremos marionetados!  

Aplaudo com entusiasmo, o Presidente do STF – o ministro Joaquim Barbosa!

Célia Rangel.

domingo, 19 de maio de 2013

Mergulhos










 

 

Grandes mergulhos no reino da alma,

na madrugada  dispersa,

cansa os espíritos mais calmos.

 

Algo vazio, que não preenche espaço algum,

sabe ter no amor a única  esperança

da ternura, ainda que elaborada.

 

O silêncio que ternuriza o espaço,

é alimento indispensável ao ego

na medida certa da conexão.

 

Longo é o processo

em acertar o alvo como quem busca

a essência do bem estar.

 

Demonstrando maturidade e talento

em ação fantástica, descarta tempestades,

e, instala um farol para sua alma!

 

Célia Rangel

 

 

 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um pouco de Cecília!




Se você errou
 
Se você errou, peça desculpas...
 
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
 
Se você sente algo diga...
 
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
 
Se alguém reclama de você, ouça...
 
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
 
Se alguém te ama, ame-o...
 
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
 
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
 
Cecília Meireles

quinta-feira, 16 de maio de 2013

NEM SEMPRE


 
 

 






 
 
 
 
 
Às vezes a alma errante

Cambaleia no altar das indigências

Trava uma batalha entre o bem e o mal

E despoja-se para uma lânguida aflição

Sem deixar-se abater

 

Sublima desligando-se dos vendavais

E como vivente mendicante

Erra por entre ásperos muros

Muito altos e intransponíveis

Estacionando-se em transcendências

 

Sabe-se como azêmola

Ainda que fugidia itinerante

Em sua polivalente vida

Que em nada dissociou sua cruz

Do peso ilegítimo que depositaram

 

Caminhante erra

Erra e acerta

Acerta e se entrega

Entrega o seu melhor

Melhor do seu amor latente

 

 

Célia Rangel

 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Encantamento

 Como em um conto de fadas,
Aconteceu o feitiço.
No enlevo dos olhares,
Na magia dos corações.
 
A fascinação das existências,
Seduziu e cativou o pensamento.
Assim, enfeitiçadas, encantaram-se
Com o jogo do prazer da sedução.
 
Entre a realidade e a fantasia,
Um grande espaço sublimado.
Exaltando na liberdade da imaginação,
As fantasias sutis do amado.
 
Na bruxaria do encanto,
Deleito-me com a vida.
Na alquimia do fascínio,
Delicio-me com humor, do amor.
 
A plebeia perde o encantamento.
E o príncipe, o seu endeusamento.
O mágico destrói em sua cartola,
As ilusões nos olhares e nos corações.
 
Célia Rangel
 
 
 


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mãe, acima de tudo, pessoa...


 

 
 
 
 
 
 
 
 
Não queremos que nos vejam como heroínas...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como as salvadoras da pátria...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como santas, endeusadas, veneradas...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como babás, governantas, cuidadoras de pessoas...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como eterno útero fértil, procriador e acolhedor...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como um grande banco avalista de seus débitos...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como “chef” de cozinha preparando seus quitutes...
Não somos.
Não queremos que nos vejam como “rainha do lar”... o lar é responsabilidade de todos...
Não queremos ser tratadas como objeto de luxo... de estimação... no banco de reserva sempre...
Não queremos ser descartadas na ignorância, na velhice ou na doença...
Queremos muito pouco!
Queremos apenas o nosso lugar de “pessoa” que recebeu do Criador a magnífica incumbência de gerar, criar, amparar em seus primeiros passos e abrir-lhe as portas do universo.
Queremos ser respeitadas em nossos sentimentos, em nossos amores, em nossas realizações e gostos pessoais.
Queremos apenas que respeitem o nosso espaço, a nossa individualidade. Antes de ser mãe, sou humana que sente, sofre, se alegra, se realiza, ama, faz suas projeções e tem seu ideal de vida.
Sonho! Não mate meus sonhos como pessoa que sou!
 
Célia Rangel.
 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

MÃE


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não dá para falar em mãe,

Com as lágrimas das que choram:

Filhos mortos por crimes sexuais.

Filhos prostituídos.

Filhos mortos por tempestades.

Filhos mortos por um raio.

Filhos soterrados pelos terremotos.

Filhos mortos por marginais (que também são filhos)

Filhos mortos por doenças.

Filhos mortos por negligência no atendimento.

Filhos mortos pela subnutrição.

Filhos mortos pelas drogas.

Filhos mortos em acidentes.

Filhos mortos por ciúme.

Filhos mortos pelos pais, em nome do amor!

Filhos abortados...

Mãe!

Quer ela morrer ao rever toda essa história...

Vida gerada por nove meses

E em segundos desaparece

Mãe!

No rosário de Nossa Senhora

Conta nas contas as dores que passa,

Alivia-se na entrega ao seu filho:

Jesus!

 
Célia Rangel, em 2010.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

http://andersonribeiro18.blogspot.com.br/

Olá, amigos! Hoje, indico um blog onde espiritualizo-me todas as manhãs e aprendo muito sobre a arte de viver. Como não sou egoísta, partilho com vocês. Deliciem-se com as leituras! Segue o texto de hoje! Uma aula de vida!
 
 
 
APRENDER A VIVER NA SIMPLICIDADE
Vivemos em um mundo de intensas dores e ansiedades. Porém, não significa que devemos deixar tudo isso ditar as regras sobre nossa existência. Pelo contrário, precisamos reagir submetendo nossa vida a outra lógica, que não nos permitirá ser totalmente engolidos por essa enorme onda de agitação e ansiedade.
O ser humano é, no reino da vida, o único ser dotado de pensamento (razão). Ele é o único capaz de não se permitir determinar pelo meio em que vive e pelos seus instintos. Assim, pode construir uma realidade nova e melhor, que mais eficazmente corresponda à sua autêntica realização.
O homem não é uma massa de manobra que será sempre escrava do tempo e de suas frágeis tendências. Não. Ele é muito mais e foi criado para ir mais longe, pois possui a “dinâmica força da vida” dentro de si.
Não será possível uma vida sem tensões e sofrimentos, e sobre isso já falamos. Mas como gerir esses sofrimentos e tensões tão comuns em nossa vida?
Aqui, não me sinto autorizado a despejar sobre você receitas (ou frases) prontas. Ao contrário, desejo apenas propor caminhos que o possibilitem pensar e, posteriormente, encontrar ferramentas que o auxiliem neste processo.
Gosto de contemplar o jeito como as crianças percebem a vida e as dificuldades nela presentes. Para elas, as coisas são simples e descomplicadas, e quase sempre elas acabam encontrando soluções fáceis e bem humoradas para cada tensão que encontram. Elas não possuem a pretensão de querer reter, instantaneamente, a felicidade debaixo dos braços, mas a buscam experimentar em pequenas porções, a partir de cada pequena coisa que a existência lhes proporciona.
No universo delas, a felicidade está em pequenos gestos: em uma partida de futebol com os amigos, em uma brincadeira na rua ou em uma refeição cheia de comidas gostosas etc. Enfim, elas conseguem viver bem cada momento, sendo inteiras (e felizes) em cada fragmento.
Com elas podemos aprender algo?
Acredito que aprender a viver com simplicidade sem complicar os fatos, lutando para separar cada coisa e as experienciando uma de cada vez é um concreto caminho para uma boa gerência de tensões (um caminho para a maturidade).
Percebo que uma boa e diária dose de paciência revestida de otimismo, diante de nossa vida e de seus muitos desafios, também nos possibilita bem lidar com nossas frustrações, ensinando-nos a não nos desesperarmos diante das momentâneas derrotas que o dia a dia nos apresentará.
(Extraído do livro "Construindo a felicidade") - Padre Adriano Zandoná.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MÃE

Para ser mãe,
a solução foi transformar em
um consistente poema,
uma vida repleta de poesia.
Nada mais condizente
com quem agradece a cada por do sol,
e louva a cada amanhecer esplendoroso,
na alegria da vida,
no pulsar de uma energia,
de doação imensa...
Com submissão total ao amor materno
em gerar, parir, criar, encaminhar e,
caminhar sempre lado a lado
extasiando-se com a coautoria da criação.
 
Célia Rangel
(imagem Google)