sábado, 28 de setembro de 2013

No Tempo do Agora


 
 
 
Não meço
Não peço
Não tem prazo
Apenas sinto e amo
Aventura ou desventura
Vivo.
 
Em verso ou prosa
Sussurro com o vento
Camufladamente
Sentimentos de sorrisos
De ternuras e de afetos
Com você – sempre.
 
Mostrei-lhe uma estrada florida e bela
Escolheu outra com ervas daninhas
Respeito.
Vivo com sabedoria o domingo da vida
Acarinhando nova fase que em mim desabrocha
Contemplativamente, relativizo.
 
Célia Rangel
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Foto Mental



 
 
Um flash do meu olhar,
Gravou uma foto sua.
Imagem...
Escaneada pela minha íris,
Arquivada em minha mente,
Povoa meus pensamentos,
A todo instante revelo-a.
E no porta- retratos do coração,
Habita terna e eternamente...
O encontro foi cultivado.
O encanto perpetuado.
O amor...
Na aura do mais profundo sentimento.
 
Célia Rangel
 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meu Sol













 

 

Pensei que você fosse meu sol

Ilusão

Cada um é seu próprio sol

Certeza

Se eu brilho com intensidade

Alegria

Se me escondo em nuvens

Medito

Logo ressurjo em meu caminho

Fidelidade

Celebro a cada dia meu amanhecer

Persistência

Entrego-me ao final da trajetória diária

Ao Pai – Ele meu Sol!

 

Célia Rangel

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

LIÇÃO DE VIDA

 
Um construtor de primeira grandeza
É o joão-de-barro
Vejo poesia no amor dele
Pelos seus companheiros
Sabe compartilhar
Enquanto o homem
Na ânsia do ter
Descarta seu semelhante.
 
Célia Rangel.

sábado, 21 de setembro de 2013

A ESTAÇÃO PRIMAVERA

 
 
 
Vive-se em era dispersiva. Estímulos externos em excesso banalizam e distraem o ser humano. Eu, tu, ele... somos descartáveis e valemos o quanto consumimos. Não somos tratados como cidadãos, mas como consumidores: consumir mercadorias para alimentar o mercado e o lucro; consumir conhecimentos, informações e ideologias banais para alimentar sistemas. Nosso valor e nossa realização estão no poder do consumo. “Dize-me o que consomes e te direi quem és”.
É tempo de o ser humano retornar para si e encontrar o verdadeiro tesouro. Vale a pena, em meio a este vendaval, recordar – trazer ao coração – que, além do caminho exterior, existe o caminho interior. O caminho para fora está em toda parte, é dispersivo, por ele pode-se chegar apenas a pedras vulgares. O caminho interior, ao contrário, é emocionante, é belo, por ele pode-se chegar ao tesouro. Metáfora trivial, porém necessária para voltar a dignificar a vida.
         Viver a Estação Primavera é refletir sobre “coisas esquecidas”, sementes que desejam aflorar da nossa essência humana, como sonhos. Viver a Primavera é sonhar. Somos do tamanho de nossos sonhos. Somos feitos do pó das estrelas.
Segundo Shakespeare, “...nós somos feitos da mesma matéria que compõe os nossos sonhos.”  E o poeta Fernando Pessoa escreveu: “eu não sou do tamanho de minha altura, mas do tamanho do que vejo, e o que eu vejo são os meus sonhos”.
Primavera: tempo favorável de despertar sonhos. As sementes, que dormem no segredo da terra, sonham com a luz e a beleza e se tornam flores.
Pessoas que vivem a Primavera são iluminadas. Vivem em constante crescimento. Transmitem vida e alegria aos ambientes, cultivam a boa convivência, distribuem ternura, em gestos e em palavras, e procuram sempre amar e fazer o bem.
Criar a Primavera interior, para que boas sementes despertem, é responsabilidade individual e social. A família, a escola, a religião, a sociedade podem e devem favorecer.  Porém, agir com sabedoria é antecipar-se a tudo e a todos e desenvolver o que de melhor existe no coração e na mente.
Viver o espírito de Primavera é cuidar do verbo cuidar. Cuidar: palavra cercada de carinho. Cuidar de si mesmo. Cuidar do outro. Cuidar da natureza.
Existem muitos cuidados necessários ao próprio bem estar. Cuidar de si mesmo é direito e dever. Cuidar da saúde. Cuidar da aparência. Cuidar do desenvolvimento intelectual. Cuidar do equilíbrio emocional. Cuidar do crescimento espiritual. Cuidar da segurança pessoal.
Igualmente, existem cuidados necessários ao bem estar do outro. Cuidar dos direitos do outro. Cuidar do crescimento e da felicidade do outro. Cuidar para não causar ao outro danos materiais, danos físicos e danos morais. Mas, quem é o outro? O outro é o esposo, a esposa, os filhos, os pais, os irmãos, os amigos, os alunos, os professores, os vizinhos, os clientes, qualquer pessoa, conhecida e desconhecida, que mora aqui ou no outro lado do mundo.
A natureza também precisa de cuidado. Cuidar dos animais. Cuidar das plantas. Cuidar do ar. Cuidar do solo. Cuidar da água. Cuidar do ambiente natural para que a vida se manifeste em plenitude.
 Viver a Estação Primavera é cuidar de si mesmo, do outro e da natureza. Existir e viver e habitar o planeta Terra são – para nós, seres reflexivos, capazes de sonhar e de amar, criados à imagem e semelhança de Deus – uma responsabilidade incalculável.   
 
Lauro Daros


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Primavera é a raiz do Amor

Ama a simplicidade
Ama a vida
Ama a beleza
Ama a Poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama Deus
 
Rubem Alves

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

RECREIO

 
Já levei a vida bem a sério.
Hoje estou no momento recreio.
É uma maravilha rir de mim e comigo,
Sem estresse ou depressão.
A música e a leitura embalam a ansiedade,
Que atrevidamente queira se instalar.
Não mais idealizo. Faço. Pés no chão.
Do passado, bons filmes em retrospectiva,
Alicerçam meu futuro.
O presente é a delícia de vida que vivo.
Consumo meu tempo em prazeres.
Responsabilidades as que posso, descarto.
Outras, finjo assumir...
Minha lancheira é de frutas e integrais.
Na minha cantina um bom vinho,
E água de coco.
Carrego o mínimo de bagagem,
O esqueleto agradece.
Dar, dividir, distribuir é minha meta.
Fazer a vida leve de se prosseguir.
A fé que não explico como (?) é minha estrada.
O mundo real me fez criar o imaginário...
Enxuguei dissabores revisei prioridades,
Sobrevivi  sem submergir.
Por várias vezes renasci das cinzas...
Foi bom e será melhor ainda,
Sendo pó e a ele retornar.
 
Célia Rangel

 

sábado, 14 de setembro de 2013

SOLO MOVEDIÇO


 

Estaciono-me diante dos usos e costumes atuais que transformam a pedagogia familiar em um laboratório de ensaio onde o humano é colocado à prova ainda que se destrua.

Leio, entre tantos, absurdos tais como:

-pilotar ultraleve o tornará responsável?

- manejar uma pistola 380 é símbolo de defesa pessoal?

- direção aos 13 anos é viável, é responsável?

Enquanto cobrimos nossos adolescentes com bens materiais, ficamos em débito com o diálogo, o olho no olho, o toque, a sensibilidade. Distanciamo-nos do amor família, do amor amigo, do respeito às individualidades, da disciplina e limites (palavras em desuso).

Sem saudosismo algum, mas solidamente constituída,  apanhava, ficava de castigo sabendo a razão do mesmo... Diálogo era pouco. Apenas o olhar do pai e os ‘berros destemperados’ da mãe mostravam que era hora de sossegar.

Bullying? Claro era baixinha e ainda por cima usava botas ortopédicas... e quando ia à escola um enorme laço de fita branca de organdi ornamentava meu cabelo! Que mico!

Presentes?  Apenas no Natal, em aniversário e olhe lá, pois conforme o comportamento... NADA!

Conversas à mesa da cozinha, à noite com papai fazendo contas, e mostrando para a família a necessidade de economizar... Pedíamos bênção rezávamos o Santo Anjo... Fazíamos guerra de travesseiros, uns tapas na bunda que quentinhos dormíamos feito anjos-diabinhos...

Traumas? Nenhum.

Aprendíamos assim a lutar para vencer obstáculos normais na vida de todos nós. Sem covardia. Apenas no enfrentamento dos mesmos.

Hoje, não há esse tipo de vivência, de convivência. As informações chegam-nos via telinha do computador, redes sociais, iPhone, ou da TV. Tudo é muito insensível.

Se hoje escureceu... Amanhã é um novo dia com claridade suficiente para novos rumos em nosso caminho. Assim espero! Vou afinar as cordas do meu violino, em “dó”, para a trilha sonora da hora da saudade!

Célia Rangel

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sonhadores de Sonhos

 
 
 
Alimento da minha alma
Frágil, sedenta de sonhos.
Ideais de uma vida fascinante.
Onde do feio, se fez o belo,
Do fraco, o poderoso,
Do obstáculo, degraus do vencedor,
Do desafio, semente de belos sonhos...
De um dia, acontecer...
 
Sou sonhadora, mas não sozinha.
Tem alguém que sonha comigo.
Ou comigo sonha?
Só sei que eu sonho com ele...
Um sonho atrasado no relógio da vida.
Ah! Voltar o tempo para amá-lo ainda mais,
Sentir o seu cheiro e o calor de seus lábios,
Seu corpo e o meu, no ritmo alucinante do amor.
 
Utopia energizante de pensamentos,
Capaz de acalentar sonhos e ilusões,
Sem perder a coerência do limite,
Entre o sonho e a realidade,
Não dá para viver sem ele...
O sonho, contagiante.
O sonhador, envolvente.
Mágico!
 
Projeto no sonho de hoje,
A volta dos ponteiros do tempo,
Para adorar você...
Ter você... Amar você...
E assim, ternamente,
Sonharmos juntos!
No infinito...
Eternamente! Mágico!
 
Célia Rangel


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Limites


 
Individualidade, espaço adorável!
 
 
Nem sempre respeitado...
 
 
A vida é muito exigente,
 
 
Se dermos espaço, 
 
 
Ela toma conta mesmo...
 
 
Com suas alegrias e decepções...
 
 
Coloca a cada um em seu devido lugar.
 
 
Então, ficar bem, instalar-se, preservar-se,
 
 
Condição primordial.
 
 
É arte saber conviver em todas as suas nuances:
 
 
- Privacidade, questão de educação,
 
 
- Intimidade, apenas se autorizada,
 
 
- Cumplicidade, só em amizade plena.
 
 
Invade-nos sempre o conceito de qualidade, não de quantidade.
 
 
Questão de escolhas de amores que fazemos ao longo da vida. 
 
 
Célia Rangel
 
 
 


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Reflexão




Filosofia do gato
Rubem Alves*

 
Olho para o meu gato e medito. Medito teologias. Diziam os teólogos de séculos atrás que a harmonia da natureza deve ser o espelho onde os seres humanos devem buscar suas perfeições. O gato é um ser da natureza. Olho para o gato como um espelho. Não percebo nele nenhuma desarmonia. Sinto que devo imitá-lo.

Camus observou que o que caracteriza os seres humanos é a sua recusa a serem o que são. Eles não estão felizes com o que são. Querem ser outros, diferentes. Por isso somos neuróticos, revolucionários e artistas. Do sentimento de revolta surgem as criações que nos fazem grandes. Mas nesse momento eu não quero ser grande. Quero simplesmente ter a saúde de corpo e de alma que tem o meu gato. Ele está feliz com a sua condição de gato. Não pensa em criações que o farão grande.

Ele dorme. Nesse momento ele é um monge budista: nenhum desejo o perturba. Desejos são tremores na placidez da alma. Ter um desejo é estar infeliz: falta-me alguma coisa, por isso desejo... Do desejo nasce a insônia. Não tenho sono porque o desejo não me deixa dormir. Mas para o meu gato nada falta. Ele é um ser completo. Por isso ele pode se entregar ao calor do momento presente sem desejar nada. E esse “entregar-se ao momento presente sem desejar nada” tem o nome de preguiça. Preguiça é a virtude dos seres que estão em paz com a vida.

Por pura brincadeira escrevi um livrinho sobre demônios e pecados. Os demônios continuam soltos pelo mundo do jeito como sempre estiveram. Só que agora fazem uso de disfarces. Até se rebatizaram com nomes diferentes, científicos. Lidando com os demônios eu usei palavras filosóficas e psicanalíticas de exorcismo. Lidando com os pecados eu usei palavras éticas de condenação.

Tudo ia muito bem até que cheguei ao pecado da preguiça, que deveria ser condenado. Preguiça é fazer nada. Nossa tradição religiosa nada sabe da espiritualidade oriental do Taoísmo que faz do “fazer nada”, “wu-wei”, a virtude suprema.

E aí, então, aquilo que deveria ser uma condenação do pecado da preguiça virou um elogio às delícias e virtudes da preguiça.

Alguém disse que preferia os gatos aos cachorros porque há cães com vocação e profissão policiais, mas não há gatos policiais nem por vocação e nem por profissão. Policiais existem para fazer cumprir e lei, o dever. Dentro de mim, desgraçadamente, mora aquele cão policial a que Freud deu o nome de “superego”: ele rosna ameaças e culpas todas as vezes em que me deito na rede.

Meu gato, na sua imperturbável preguiça, me dá uma lição de filosofia. Não me dá ordens. Ele deve ter aprendido do Tao-Te-Ching que diz que o homem verdadeiramente bom não faz coisa alguma...

Estou velho e quero que me seja dado o privilégio de me entregar à filosofia do meu gato: fazer nada. Com consciência limpa repetir com Fernando Pessoa: “Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer...”

Assim, proponho que se acrescente aos direitos humanos já escritos, outro, para os velhos: “Todos os velhos têm o direito à felicidade da preguiça”. Pois, como o Riobaldo disse: “Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso...?”

Assim, “vou descansar meu fardo no chão,
À margem do rio...
Não vou mais me preocupar com a guerra...
Vou por no chão minha espada e meu escudo,
À margem do rio...?
Como o está fazendo agora o meu gato, dormindo deitado sobre a minha mesa de trabalho”.

 

*Rubem Alves é escritor, teólogo e educador.

domingo, 8 de setembro de 2013

Dia Mundial da Alfabetização


 
 
Volto na minha história de vida
E me vejo sentadinha na porta da cozinha
De um simples chalé interiorano
Carvão do fogão a lenha nas mãos
Rabiscava o chão de tijolos
Pauzinho da laranjeira
Rabiscava a terra
Eram meus primeiros ensaios alfabéticos
Mamãe foi minha primeira professora
As vogais desenhadas por ela e por mim copiadas
Depois veio a tecnologia da década de 50
Uma lousa de zinco e pedra branca de cal
Um luxo maior ainda quando ao entrar no primeiro ano primário
Caderno costurado com as folhas de embrulhar o pão e um lápis
Ah! Que alegria! Sentia-me importante! Gente!
Com muito pouco estudei... Debrucei sobre cartilhas e livros
Sempre a primeira da turma: exigência da minha primeira professora
Atrevida desde o primeiro dia de aula respondi a professora que sabia contar até 100
MENTIRA!
De um dia para o outro tive de aprender a contar...
Desde então vi que em nada me acrescentava mentir, muito ao contrário...
Ah! Como agradeço o difícil caminho escolar que tive!
Aprender? Até hoje. Estudo e me envolvo com livros e saberes.
Minha fonte de vida.
Alfabetizei a muitos. Aprendi com todos os meus alunos.
Espero ter-lhes deixado o meu incessante exemplo na busca do conhecimento.
 
Profª Célia Rangel, 67.
 

 

sábado, 7 de setembro de 2013

PÁTRIA


                                        

 
 
                         SEMANA DA PÁTRIA

 

A Semana da Pátria convida à reflexão sobre o que é ser patriota. Cidadãos, Famílias e Instituições de Educação podem participar de desfiles e de outras comemorações cívicas; no entanto, patriotismo vai além da participação em tais eventos. O patriotismo deve existir sempre, ultrapassar a barreira da Semana da Pátria. Em se tratando de educação, patriotismo é formar bons cidadãos, comprometidos com o presente e o futuro do país.

Trabalhar a disciplina é essencial na formação do bom cidadão. O conceito de disciplina está diretamente ligado à formação para a cidadania. Formar bons cidadãos é missão de toda a sociedade, com destaque para a família e para a escola.

A família, primeira educadora, fonte de afeto e de segurança, transmite, pela vivência, as virtudes da sociabilidade. O respeito por si próprio e pelo outro; o respeito pelo meio ambiente e pelos bens públicos; o respeito pelas normas do trânsito e pelos bons costumes; o respeito pelas leis; enfim, o respeito pela vida, tudo faz parte de uma disciplina interior, transmitida primeiramente no aconchego familiar.

A escola aprofunda e amplia a disciplina transmitida em casa. Sem base familiar, a educação escolar não se sustenta; sem base escolar, a educação familiar não se complementa. A educação integral, ou seja, a educação de todas as dimensões, como a cognitiva, a ética, a social, a espiritual, entre outras, cabe a ambas. Por isso, por uma questão de bom senso, a família e a escola devem ser parceiras.

A disciplina é um movimento positivo, uma energia canalizada para a criatividade, para as relações humanas, para o respeito ao meio ambiente, para a construção de conhecimento, para o crescimento pessoal e social. A palavra disciplina vem do latim, disciplina, que significa “ensinar”.  Pela disciplina, ensina-se à criança e ao adolescente a viverem mais produtivamente e com amor.

É importante sempre lembrar que a disciplina é meio, não fim. O fim é a pessoa, e a disciplina é meio de ajudá-la a ser feliz consigo mesma, com a família e com a sociedade. Quem determina a medida da disciplina é o amor. Às vezes, é preciso ser flexível, outras vezes é necessário diminuir os espaços. Não é possível falar de disciplina sem falar em ética e limites.

Amor e razão não são dicotômicos. Não se excluem. Antes, se atraem. Quando não há amor, a razão torna-se pedra; quando não há razão, o amor torna-se água.  Pela mistura justa e equilibrada da água e da pedra erguem-se construções sólidas e duradouras.

E é bom que fique claro que a indisciplina pode se manifestar em todos os graus. Desde um xingamento a um colega até um ferimento grave; desde um simples risco na carteira escolar até a danificação de um bem público; desde o desperdício de água até a poluição de um rio; desde a provação de um cigarro ou um gole de cerveja até o vício em drogas ilegais; desde o suborno a um guarda de trânsito até o hábito da corrupção. Enfim, um grande cabedal de pequenos e grandes exemplos poderia ser citado.

O maior problema está no exemplo que os adultos dão às crianças e aos adolescentes. Mais que nas palavras, a grande força educativa está no exemplo. Antes de educar pela palavra, o grande educador educa pelo que é e pelo que faz. As crianças e os adolescentes vivem num mundo que não construíram. Não foram eles que criaram tantos problemas sociais e ambientais. Sejamos nós, educadores, os primeiros em recuperar o sentido da disciplina e oferecer às novas gerações um mundo de paz, de ordem e de justiça.

Desde São Marcelino Champagnat, há 200 anos, o lema do Marista é “formar bons cristãos e virtuosos cidadãos”. A seriedade na educação torna o Marista uma Instituição comprometida com o bem da Pátria.

                           

                                                           Ir. Lauro Daros, marista.