quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aniversário de Drummond







As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
                                             Carlos Drummond de Andrade                             http://pensador.uol.com.br/poesias_de_carlos_drummond_de_andrade/

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Versos Soltos Unindo Vidas











 
 


 

 

já não me enquadro

cheguei muito antes

ou muito depois

da vida nada sei

pontuo em fios

colo em papeis

escrevo em letras

palavras soltas

que também não se encaixam

fujo

recolho-me

no meu cantinho visceral

sofro, choro, rio e me refaço

como pérola

brilho na luz

contra o sol queimo

corações

acendo holofotes

beijo

te sinto

te ouço

te quero

amigo-amante-amado
 
eterno

 

Célia Rangel

domingo, 27 de outubro de 2013

Guardado em Cofre...


 
 
 
Preciosidade é você em minha vida
Momento ampliado, registrado e arquivado
Na pasta Sentimentos
- uma palavra
- um olhar
- um beijo estalado e abraçado
Deixa seu vestígio por onde passa
Celebrar presença, afeto, dignidade pelo esforço próprio
Encontrar laços fortalecendo os nós
Com fibra elástica que na longevidade se fortalece
Segredar em confissão acesso restrito
Gestos fortes de amarrar cumplicidades
Semeando no caminho da volta
O reencontro amoroso realizador de sonhos
 
Célia Rangel

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Gracias a la Vida...





 

 

Maravilhosos momentos requerem tão pouco...
Certo magnetismo... sensibilidade... amor...
Pronto! Ingredientes perfeitos para
Encontros eternos...
 
Memória afetiva que se reenergiza,
Luzes que nos guiam eternamente,
Fogo que arde em paixão duradoura
De olhares trocados ternamente.
 
Vidas que ainda se surpreendem
No crepúsculo com exuberância
Irradiam amores reconhecidos
Em divinos encontros terrestres!
 
O eterno existe e,
aloja-se nas entranhas
de almas possuídas
por uma única aura!
 
Célia Rangel
 

 

domingo, 20 de outubro de 2013

Dia do Poeta




Alguns dos grandes...

 

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)

 

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.
(Cecília Meireles)

 

O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente./ E os que leem o que escreve/ Na dor lida sentem bem/ Não as duas que ele teve/ Mas só as que ele não têm/ E assim nas calhas de roda/ Gira, a entreter a razão/ Esse comboio de corda/ Que se chama coração.
(Fernando Pessoa)

 

Beijo pouco, falo menos ainda. /Mas invento palavras /Que traduzem a ternura mais funda /E mais cotidiana. /Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. /Intransitivo: Teadoro, Teodora.
(Manuel Bandeira)

 

Qualquer ideia que te agrade,/Por isso mesmo... é tua./O autor nada mais fez que vestir a verdade /Que dentro em ti se achava inteiramente nua...
(Mario Quintana)

 

Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações.
(Vinícius de Morais)

 

 
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
(Clarice Lispector)

sábado, 19 de outubro de 2013

Vinicius...

 

 

 

 

 

 

 

 

A hora íntima

Rio de Janeiro , 1950

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: - Nunca fez mal...
Quem, bêbedo, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: - Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: - Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançará um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: - Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: - Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?

Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

É tão pouco...



Pouco, muito pouco, é o muito,

De Introspecção para melhor conhecimento.

De Ternura para acalentar os dias.

De Prazeres para desfrutar as noites.

De Confiança Suprema para não desanimar.

De Esperança tecida em fios e palavras.

De Cores Celestiais para sonhar a vida.

De Uma Íris que reflita além das aparências.

De Fé contagiante para total entrega na aceitação de tudo,

Do que ainda se lapida, e do que  exposto está na Cumplicidade,

Minha / Sua / Nossa – Amigos (as) de Sempre...

Simbologia de um Viver e se Apaixonar...


Célia Rangel.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Viés















Se bem urdido, dá um bom acabamento

na vida de quem faz uso.

 

Se na obliquidade dos valores, destoa

em todas as situações.

 

Se colorido manifesta vivacidade

mas, se desbotado esvai-se.

 

Ponto a ponto na máquina humana

há tentativas inúmeras para imprescindível ser.

 

Fatores outros enviesaram olhares

inábil em sua fibra natural,

maculou-se em desvios vis – sua silhueta...

 

Célia Rangel  


domingo, 13 de outubro de 2013

Você pode...





 
 
 
 
 
 
 
 Entregue nas mãos do Universo

tudo o que lhe afrontar...

A nossa impotência nas resoluções,

com um sopro divino, resolve-se.

O amparo espiritual da oração

envolve e reduz incapacidades.

A meditação e o relaxamento...

Deixe fluir bons pensamentos!

Nossa expectativa não é a divina.

Enquanto sonhamos, Ele age.

E, como Pai e Amigo nos ama.

Deixemos nos levar por essa magia

que conduz à Paz interior...

Converse com você, internalize...

Acarinhe-se!

Procure o seu momento, suas asas...

E, ainda que mentalmente... Voe!

Sobrevoe... e com terna amplitude,

 rasantes solucionadoras.

Asas? Deus...

Célia Rangel

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A ARTE DE SER CRIANÇA





Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”, expressa que só as crianças são felizes, porque sabem o que procuram, e são capazes de se encantar com as coisas mais simples e torná-las mais belas.

            A criança integra-se à arte divina – a natureza. Ela sabe brincar de inseto e de pássaro; de planta e de vento; de riacho e de pedra. E sabe brincar de Deus. E Deus sabe brincar de criança.

Diz o poeta Mário Quintana: “Ah! Aquela confiança que tem uma criança rezando... Inocente confiança. Alegria. Quem é de nós que reza com alegria? Parece que só existe mesmo o Deus das crianças... Deus é impróprio para adultos”.

Jesus ensina que o Reino dos Céus – a verdadeira felicidade – pertence às crianças. Sem um coração de criança – simples, transparente, suave – difícil alcançar o Céu. O Céu é a metáfora da íntima relação com Deus.

A limpidez e a beleza do rosto de uma criança é o rosto de Deus. Um rosto de várias formas e de muitas cores. Um rosto de paz que acolhe a diversidade.

A criança tem alma de poeta. Vê o essencial, porque olha com o coração. Alberto Caeiro confessa: “A criança ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me para todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas... Ela dorme dentro da minha alma e às vezes acorda de noite e brinca com os meus sonhos”.

Os progressos intelectuais pouco valem se não tornam mais humanas e felizes as pessoas. A meta do saber é que nos tornemos simples e serenos e belos como as crianças e os poemas e as flores. Assim talvez então possamos chegar ao Gênesis: criados à imagem e semelhança de Deus.

Voltar a ser criança é um longo processo de sabedoria. É explorar todas as possibilidades humanas e descobrir, com espanto, que o ponto de chegada está no ponto de partida. O poeta Eliot aconselha: “Não devemos cessar a exploração; o fim de todo o nosso trabalho é chegar ao ponto de partida e conhecer o lugar pela primeira vez”. 

 Expressou Joyce Kilmer, no poema Árvore:

“Qualquer néscio como eu sabe fazer um poema.

Mas quem pode fazer uma árvore?

 – Só Deus”.

Parafraseando o poeta, pode-se também dizer que qualquer néscio poderia tecer este texto. Mas quem pode tecer no seio materno uma criança?

 – Só Deus.

 Lauro Daros

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Reflexão Educacional


Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire

Paulo Reglus Neves Freire foi um educador e filósofo brasileiro. É Patrono da Educação Brasileira. Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. Wikipédia

Nascimento: 19 de setembro de 1921, Recife, Pernambuco.

Falecimento: 2 de maio de 1997, São Paulo, São Paulo

É acima de tudo, Vocação!


 
Célia Rangel

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Minha Criança

 
 
  A criança que existe em mim
 
Quer brincar, rir
Ser feliz, despretensiosa
Nenhum compromisso.
 
Quer ser Peter Pan, Cinderela,
Príncipe, Duende, Fadinha
Bruxa, Chapeuzinho Vermelho,
Branca de Neve, Emília, Dona Benta...
 


Cantar as cantigas de roda
Jogar amarelinha, pique-pega...
Lambuzar todinha de doces,
 
Picolés e pirulitos de calda queimada,
Pipocas...

Rir com os palhaços no circo...
Prender a respiração com o globo da morte!



Quer ruas livres e correr com meus amigos.
Andar de rolimã e bicicleta sem medo algum.
Essa criança que existe em mim,
Com papai e mamãe – uma família -
Deveria existir em todos nós...
Pura... Infantil...
 Livre... Autêntica...
 Risonha... Feliz!
 
 
Célia Rangel
(imagens - Google)

domingo, 6 de outubro de 2013

A Vida em Poema




Em segredo converso com meu coração

Repousante diálogo transcendental

Não há suspenses... há eloquência nos silêncios

Longa é a reflexão entre realidades e sonhos

Uma guerra entre o racional e o emocional

Revolucionária terei de tergiversar nas decisões

Condescender sem exigências

Limpar o celestial e repensar sempre

A cada novo desabrochar encantamentos

Mordiscar simplesmente para não afastar

Morremorrer em uma colorida noite de sonhos

Fluindo em nosso poema estelar

Precedo-lhe.

 

Célia Rangel

sábado, 5 de outubro de 2013

Dia da Ave


 

Comemorada no Brasil desde 1968, a data tem como símbolo o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris), cuja importância no folclore garantiu sua escolha como a ave nacional, em 2002.
Ano a ano, novas espécies de aves são descritas. Hoje, conhecemos 9 mil em todo o mundo e 1,7 mil no Brasil. Elas constituem um dos grupos de animais de mais ampla distribuição geográfica, estando representadas em praticamente todos os ambientes.
A avifauna brasileira, a terceira mais rica do planeta, atrás apenas da Colômbia e do Peru, abriga quase 200 espécies endêmicas, isto é, exclusivas dos nossos ecossistemas.
Muitas entidades, públicas e também da iniciativa privada, atuam na preservação de toda esta biodiversidade. Segundo a ONG Birdlife International, temos 122 espécies de aves ameaçadas de extinção no Brasil.
Integrar a conservação das aves ao desenvolvimento sustentável das populações é um enorme desafio. O início deste trabalho pode estar no estímulo à curiosidade e ao carinho das crianças pela natureza, por meio da educação ambiental.
Crédito da imagem: Paulo Lahr (pflahr) – http://www.treknature.com/members/pflahr/
 
 
... Imagens / lembranças da minha infância com quintal e uma escola com "Canto Orfeônico" onde a Arte tinha seu espaço nobre... Apaixonantes recordações!
Célia Rangel.
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Gentileza

 

 
 
 
 
Gentil: pessoa agradável, amável, calma, educada, nobre, pacífica.
É tempo de promover a paz, por meio de palavras, gestos e ações gentis, em casa, no trabalho, na escola, no trânsito, em qualquer lugar. Sublimam-se as limitações humanas com paciência, bondade, mansidão.
Proceda gentilmente da mesma forma com a natureza e com os ambientes onde você vive. Respeite-os e cultive a estética. Tornar belas a existência e a vida é ser gentil com o Criador.
Não se esqueça de ser gentil também com você, procurando se desenvolver em várias dimensões – cognitiva, espiritual, emocional, física – pelo estudo e pesquisa, pela diversão, pelo esporte, pelo contato com a natureza, pela alimentação correta e pela rejeição de produtos nocivos. Quem não se cuida provavelmente tem pouca noção de cuidado com o outro.
Atenção, porém: é natural ser gentil com quem é gentil. Grandeza de coração existe quando você é gentil mesmo com quem talvez não mereça.
Gentileza se faz com gestos grandes e pequenos. O jardim encanta quando se abrem flores de diversos tamanhos. E nem sempre são as maiores as mais belas e perfumadas. Você pode ser gentil pelo simples olhar. Às vezes, basta. Era apenas o que faltava. Para quem recebe, pode significar vida. Não importa a dimensão: pequeno ou grande, o gesto só vale se feito de bom grado.
Imagine mil maneiras de ser gentil; realize-as, no entanto, com naturalidade, sem segundas intenções. As pessoas percebem quando não se é sincero e transparente.
Quem é gentil valoriza, eleva, dignifica. O outro deve se sentir encantado e feliz, não constrangido, como quem é alvo de caridade. Caridade supõe carência; em tal condição, a relação é desigual, em que um é generoso, o outro necessitado. Na gentileza, não há hierarquia: somos todos doadores e todos receptores.
Habitue-se à gentileza. Talvez não se sinta capaz. Você se viciou em desconfiar, em competir, em julgar, em cultivar aparências, em olhar defeitos alheios. Assim, ser gentil parece-lhe quase estranho. Pratique-a, então, passo a passo: primeiro, de maneira pensada, como aprendiz; depois, de maneira espontânea, até que, integrada ao seu modo de ser, seja sua identificação. Neste último estágio, você não apenas é gentil, mas se torna a própria gentileza.
Sempre surgem ocasiões para gentilezas. Basta sentir prazer e alegria em fazer o bem. Procure construir, em seu redor e no Planeta, ambiente de acolhida e de respeito.

                                             

Lauro Daros, escritor colaborador do meu aprendizado!
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DIA INTERNACIONAL DO IDOSO



 
 
Implacável é a data, mas comemorá-la é uma arte.

Da vida todos os estágios vividos é uma vitória.

Ontem servindo como pano de fundo para as memórias que,

Serenamente pautam nossas confidências armazenando outras tantas...

O caminho para uma nova existência feliz em outro ciclo de nossas vidas!

 

Célia Rangel, 67.