quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Túmulo do Amor

















Na ânsia de a tudo viver
Não percebi a comunicação amorosa
Que mansamente invadiu meu ser
Na lembrança ficaram objetos, cheiros e sabores.

Pessoas poucas como luz de esperança
No redemoinho de emoções
Procurei salvar recordações
No meio da desesperança.

Das cinzas mortais da árvore genealógica
Restaurei ternuras e aconchegos
Como meus brinquedos em minha nova fase
A idade chegara com seu amadurecimento.

Envelhecera o físico desgastado pelo tempo
Mas minha sabedoria quer e acredita poder
Contemplar uma vida em um lindo play ground.

Há um ser que de repente anda lento
Dorme devagar e acorda depressa
Pois, sabe que a subtração ganha espaços.

Então, transgride na conexão entre a matéria e o pensamento
Em um trabalho apaixonante do puramente viver
Assim, brinca com o seu melhor brinquedo: - a imaginação...

Na lápide desse túmulo será escrito:
- Viveu, amou e foi muito feliz!

Célia Rangel


11 comentários:

  1. Amiga Célia, lindo isso que escrevestes aqui nesses versos, bem verdade, a vida passa o tempo parece que voa, envelhecemos, pois nem sempre percebemos, nem sempre, mas se vivemos bem e amamos sempre será com prazer que recordamos, continuemos então minha amiga, usando muito a nossa imaginação, acho até que agora é bem melhor, pelo menos sinto assim, vejo que tudo valeu, tudo mesmo, dores, dissabores, alegrias, ah, essa então é a que mais quero manter até o fim dos meus dias! Amei ler aqui!
    Abraços!

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  2. Que lindo,Célia e quem assim fez, bem viveu!!bjs, chica

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  3. Olá,Célia
    Que lindo aprendizado...
    ... o tempo muda nossas histórias, às vezes nossos planos e nossos caminhos. O passar dos dias , fazem das nossas vida uma grande história. Dias de risos, dias de choro, dias vivendo tão intensamente. Talvez nem sempre tenhamos tudo que queríamos. E ao recordar os dias, caminhos , sentimentos, vem grandes lembranças... muitas coisas mudaram, muitas pessoas foram embora, outras apareceram, nossos pensamentos mudam e o tempo nos ensina , que é o que levamos para o resto da vida... até a nossa lápide.. Mas por mais que tudo passou, o que foi embora sempre ficará dentro de nós, em nosso coração, em nossa alma.... o importante é ter vivido plenamente cada momento!
    Boa noite, Obrigado pelo carinho, belos dias,beijos!

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  4. É tudo quanto todos queremos: uma lápide a dizer «viveu, amou e foi muito feliz!»
    Beijinho

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  5. "Viveu, amou e foi muito feliz", não conheço melhor epitáfio para um ser humano, Célia. Beijos!

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  6. Olá Célia,

    Emocionante texto, lembrei da minha tia amada, depois que a perdi percebi o quanto a vida é rara...

    Ps. Que maravilha será sua lápide...

    BJos

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  7. O jeito de encarar a morte difere de pessoa para pessoa, mas é bom saber que você é feliz, pois a felicidade se propaga numa energia positiva. Um abraço, Yayá.

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  8. Linda poesia, Célia!
    Lindo também aceitar o ciclo da vida com naturalidade e amor.
    Fez-me bem essa leitura.
    Um abraço!

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  9. Que pena que precisamos de tantos anos para amadurecermos,para ver o lado belo das coisas, para sentirmos os verdadeiros sentimentos e quase tocar o ideal do bem viver. Parece uma sina: nascer, crescer, dar cabeçadas, sofrer, amadurecer e enxergar o caminho mais belo e o mais fácil!
    Lindo seu poema, Célia! São sempre carregados de emoções. Eu sinto.
    Abraços!

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  10. Feliz de quem pode ter esta frase escrita em seu túmulo! Isto quer dizer: Não viveu em vão!!!!! Muito bom! Beijos

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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