quarta-feira, 5 de março de 2014

Quarta-feira de Cinzas

CINZAS

Meu corpo sabe muito.
Ele tem segredos que o coração não vê
e a mente não quer ver.
Porque às vezes doi
o processo de me pulverizar...
Vaidades perdoáveis...
Grãos de mim e das estrelas
se desprendem, sem cessar, a pele é fronteira.
Pós íntimos.
As estrelas e eu olhamo-nos,
reconhecemo-nos,
piscamos
e rimos da grandeza da existência
e das tolices da vida.
O tempo parece não cessar,
e a vontade de brilhar é infinita.
Mas o pó que se liberta
faz a doce denúncia
de que estamos sempre de partida.
É tão bom partir.
Viajar é sonho.
É estar disponível ao milagre da vida
que o Criador tece do nosso pó: eu e as estrelas.
Assim, somos eternos.

Ir. Lauro Daros

15 comentários:

  1. O pó das estrelas...
    Imagens bem poéticas, Célia!
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  2. Olá querida Célia, vim do blog do Felisberto que nos indicou.
    Já gostei do que li por aqui e fiquei (Rss) tb a convido para sentar
    à minha Mesa de Conversa e prosear, jogar conversa fora por lá.

    Abraços

    Carlos Hamilton
    http;//www.mesadeconversa.com

    ResponderExcluir
  3. Lindo poema!! beijos,tudo de bom!chica

    ResponderExcluir
  4. Os segredos são distantes e caminhamos e caminhas, pegamos algumas mensagens , mas muito temos a descobrir! abraços

    ResponderExcluir
  5. "A pele é fronteira." Esta frase ficará. Lindíssimo poema!

    ResponderExcluir
  6. Verdades e beleza! Dos segredos do corpo que o coração não vê até a eternidade da vida...

    ResponderExcluir
  7. Nós e as estrelas somos feitos do mesmo pó...
    Bonito é fazer disto poesia!
    Como fez você...
    Abraços, Célia!

    ResponderExcluir
  8. OI CÉLIA!
    BELEZA, POESIA PURA E VERDADES INCONTESTÁVEIS.
    FIZESTE UMA ESCOLHA GENIAL AMIGA.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  9. Olá, Célia.

    Fugimos de refletir sobre a nossa finitude infinita, confundimos o estar com o ser e nos apegamos ao meramente transitório.

    Qual a Fênix. Das cinzas renascemos para a imortalidade.

    Um abração e um bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  10. Olá Célia!
    Bonita poesia para iniciarmos bem a quaresma!
    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  11. Bom dia, Célia. Lindíssimo o poema escolhido.
    A vida é tão fugaz que rir é sempre muito bom, rir de tudo, não nos deixar sufocar pelas tristezas que todos nós passamos.
    Fazemos várias viagens interiores e exteriores que podem ser ou não uma redenção, um renascimento.
    Espero que seja sempre assim essas viagens, renascer aos nossos olhos diariamente!
    Beijos na alma e lindo dia de paz!

    ResponderExcluir
  12. Gostei da dualidade presente, no iníciodo poema, entre a mente, o físico e os sentimentos.
    Um beijo grande

    ResponderExcluir
  13. Boa noite Célia!!!
    E assim somos...ora perfeitos e belos, ora cinzas...pó.
    E que Deus nos abençoe sempre!!!
    Muito obrigada por seguir meu blog, fiquei muito feliz...
    Tenha uma noite abençoada!!!
    Bjokas...da Bia!!!

    ResponderExcluir
  14. Belo texto, Célia. Cheio de verdades e mais que propício para a Quarta de Cinzas. Abraços.

    ResponderExcluir

Seu comentário evidencia o seu 'pensar'.
Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.