segunda-feira, 7 de abril de 2014

A dor passa, a beleza permanece...

Embora Henri Matisse fosse 28 anos mais jovem que Auguste Renoir, os dois grandes pintores eram muito amigos e saíam sempre juntos.

Quando Renoir ficou confinado em casa, na ultima década de sua vida, Matisse o visitava diariamente.

Quase paralítico em função da artrite e apesar dos incômodos da doença, Renoir continuou a pintar.

Um dia, enquanto o contemplava pintando em seu ateliê, e gemendo de dor a cada pincelada, Matisse perguntou:

- Auguste, porque continua a pintar, com tanto sofrimento?

Renoir respondeu simplesmente:

- A dor passa, a beleza permanece!

Até os últimos dias, Renoir levou tinta às telas. Um de seus quadros mais famosos, “As banhistas”, foi terminado
dois dias antes de sua morte, 14 anos depois que ele foi atingido pela enfermidade.











Renoir







Colaboração - Ir. Lauro Daros, marista.

9 comentários:

  1. Lindíssima história de vida de alguém que de fato deixou belos trabalhos, acredito que quando se ama o que se faz não há dor, pois a dor física ainda foi suportável, não seria suportável ficar sem pintar, sem colocar nas telas a beleza da alma!
    Amei ler minha sensível amiga Célia!
    Abraços!

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  2. Que lindo ! belíssimo compartilhamento! Adorei! Não sabia desses detalhes! beijos,linda semana,chica

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  3. Desconhecia essas particularidades da vida de Renoir.
    Admirável sua força e amor pela pintura.
    A frase é impactante.

    Adorei esse momento cultural e reflexivo.

    Beijo.

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  4. E quanta quanta quanta beleza! Renoir, só de escrever esse nome já é uma dádiva! abraços

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  5. Bonita história, Célia. Dá o que pensar. Beijos!

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  6. Boa tarde, Célia. Quanta força de vontade e amor à arte! Ele tem razão: de tudo o que existe nesse mundo, só a beleza permanece.

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  7. Olá, Célia.

    Uma grande e verdadeira lição. O homem e suas dores passam, a sua obra fica. O artista, como todo ser humano, tem um tempo finito numa existência, a arte transcende aos séculos.

    Um abração.

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  8. Oi, Célia,
    A vida, a garra de Renoir é sublime. Disse ainda:
    "Para mim, um quadro tem que ser principalmente belo, encantador e agradável, sim, realmente bonito. Existem suficientes coisas desagradáveis, não precisamos de criar mais". Mesmo com as mãos deformadas (caquexia rematóide ) Renoir acabou mais de 400 obras.
    Abraços!

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Célia Rangel,
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