domingo, 11 de maio de 2014

MERGULHOS

















Há um silêncio fértil pedindo para entrar

Quer simplesmente ficar

Sem fazer perguntas

Apenas me olhar

Trazer-me a paz do amar

Só não tem coragem

Para invadir meu refúgio

Ousando poluir meu momento

É na magia da sensibilidade

Que a tudo faço calar

Permitindo apenas à voz interior falar

Aconchego em mim muito de ti

Supro o meu nada com o seu tudo

Em um profundo mergulho de almas

Que ecoam no mais profundo silêncio

Da ausência...


Célia Rangel








11 comentários:

  1. Lindo e nostálgico poema, "...Supro o meu nada com o seu tudo/Em um mergulho de almas/ Que ecoam no mais profundo silêncio/ Da ausência..." Lindo, chorei!
    Beijos minha linda amiga!

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  2. QUE POEMA!lindo, perfeito, carregando uma saudade imensa, falou muito ao meu coração, beijos e embora atrasada te desejo que todos os dias do ano sejam felizes e plenos como o de hoje

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  3. Bom dia, Célia. Um poema melancólico, docemente melancólico.
    Ficou lindo!

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  4. Oi, Célia! Esse tipo de silêncio, quando visita os poetas, sempre traz versos de presente. Beijos!

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  5. Celia,gosto muito dos silencios. Neles nos refazemos para as novas batalhas. Poesia mais que linda e profunda! bjs,

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  6. Só o silêncio companheiro para nos fazer mergulhar num mar de saudades e fazer poesia...assim...tão bela!
    Um beijo,
    da Lúcia

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  7. Uma reflexão profunda, Célia. "Docemente melancólica" como afirma nossa amiga Ana Bailune? Talvez.
    Quero agradecer muito o comentário que fez no meu blog, em "Casarão".
    Grande abraço.

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  8. Não tem coisa melhor que o silêncio.

    Abraços

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  9. Preciso, muitas vezes, de silêncio, adoro não ouvir nada, a não ser os ruídos naturais e esses, no meu recolhimento me dão o equilíbrio que preciso.

    "Supro o meu nada com o seu tudo

    Em um profundo mergulho de almas

    Que ecoam no mais profundo silêncio

    Da ausência..."

    Lindo, aplausos, Célia!
    Um beijo.

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  10. Os ecos dos silêncio transmitem-nos a paz que desejamos e necessitamos, para viver o equilíbrio da Alma.
    Magestoso!



    Beijos


    SOL

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  11. Conviver com a ausência de quem só habita nosso coração, é doído, mas temos que deixar a vida nos ensinar! Beijos

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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