sábado, 23 de agosto de 2014

Contemplação de Vida!


VOLTA AO LAR

 

INTRODUÇÃO da parte I (O problema da criança interior ferida)

 

Buckminster Fuller, um dos  homens mais criativos do nosso tempo, gostava de citar o poema sobre a infância, de Chirstopher Morley.

 

O maior poema conhecido

Que todos os poetas ultrapassaram:

É a poesia inata, não contada

De ter apenas quatro anos.

 

Novo demais ainda para ser parte

Do grande coração impulsivo da natureza,

Nascido amigo do pássaro, do animal e da árvore

E tão descontraído quanto uma abelha –

 

Mas com a razão bela e hábil

Cada dia um paraíso a ser construído

Eurófico explorador de cada sentido

Sem desânimo, sem fingimento!

 

Nos seu solhos limpos e transparentes

Não há consciência, nem surpresa:

Os estranhos enigmas da vida você aceita,

Sua estranha divindade mantida...

 

E a vida, que vende todas as coisas em rimas,

Pode fazê-lo poeta, também, com o tempo –

Mas havia dias, ó terno elfo,

Em que você era a própria Poesia!

 

O que acontece com esse começo maravilhoso quando  éramos todos a “porópria Poesia”? Como todos esses ternos elfos se tornaram assassinos, viciados em drogas, afeitos à violência física e sexual, ditadores cruéis, políticos moralmente degenerados? Como se transformaram em “feridos ambulantes”? Nós os vemos à nossa volta: os tristes, medrosos, os sem fé, ansiosos e deprimidos, repletos de desejos indizíveis. Sem dúvida, essa perda do nosso potencial humano inato é a maior de todas as tragédias.

Quanto mais sabemos sobre o modo pelo qual perdemos nossa espontânea capacidade de nos maravilhar e nossa criatividade, melhor podemos encontrar um meio de recuperá-las. Podemos até fazer alguma coisa no sentido de evitar que isso aconteça às nossas crianças do futuro.

 

John Bradshaw

10 comentários:

  1. A cultura de cada sociedade vai moldando as pessoas e muitas vezes as tolhem em suas peculiaridades. Além da exigência de um padrão, não adaptável a muitos, há ainda as injustiças. São coisas que fazem com que certos indivíduos se "rebelem "e busquem fugas danosas para si e para os outros.
    Mas não percamos a esperança de um mundo melhor. Com amor, pode haver transformação.

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  2. Olá, Célia Rangel.

    Vim ler-te. Te deixar o meu abraço, e desejos de um fim de semana legal legal.
    Beijos

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  3. "Contemplação da Vida", belo título desse poema, amei ler, nunca se pode perder a capacidade de nos maravilhar, um mundo melhor sempre é possível, acredito nisso!
    Abraços amiga sempre querida, tenhas um lindo domingo!

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  4. Ola amiga, passando para apreciar suas postagens, e desejar uma boa noite, com lindos sonhos e um amanhecer abençoado pra que seu dia seja feliz e se prolongue por toda semana.
    Fiz uma postagem sobre a participação , com poesias no Livro Bom Jardim do Poetas, eu e minha filha Adriana Duarte.
    Linque http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/2014/08/participacao-na-antologia-dos-poetas.html
    Obrigada por fazer parte do meu grupo de seguidores que já passam dos 860, sua participação é muito importante. Abraços, fica na paz de Deus.

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  5. Poema lindo, tema de intensidade,bem trazido! bjs, lindo domingo! chica

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  6. Olá, Boa noite, Célia
    Bela escolha...
    penso eu: quando o homem se tornou um ser civilizado, procurou formular regras de conduta, para que suas atividades e atitudes não prejudicassem a sociedade em que vivia. Somente que, uma regra não pode ir contra uma técnica , um conhecimento, provindo de poderes legítimos, graças à espontânea capacidade da criatividade. Embora sei que muitos ambientes desencorajam esse tipo de comportamento e por isso há sim que fazer algo no sentido de evitar que isso aconteça (às nossas crianças do futuro).... essa perda, realmente, é a maior de todas as tragédias que só poderão ser evitadas, se irmos além das regras, que ajuda a pensar de maneira criativa ou não deixar que a quantidade de informação que chega até nós seja somente um ponto de conflito (interior)...
    Obrigado pelo carinho,belo final de semana,belo domingo,beijos!

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  7. Obrigadão pela presença no blog de domingo! bjs, que teu dia seja lindo! chica

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  8. Todo o homem, em si, é uma criança;
    Apenas, como ela, quer crescer.
    Mas não quer ser olhado, (nem lembrança!),
    Por outros tão iguais a concorrer...
    E o homem, como homem, quer morrer,
    Não deixando mostrar que é criança.




    Beijos


    SOL

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  9. Celia, não sei o que ocorre com as crianças nesse percurso até a maturidade. Talvez o mundo esteja cruel demais para seus olhares tão inocentes e cheios de sonhos. Linda demais essa poesia, a dica de leitura e seu texto que nos faz refletir. bjs,

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  10. Oi, Célia! Gostei do poema. Não conhecia. Beijos!

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