quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dia do Rádio





 

Minha infância, não tinha TV e toda essa tecnologia de agora...

Tínhamos o rádio. Era elemento de destaque na casa. Ficava ligado praticamente o dia todo.

À noite, rodeávamos o ilustre para ouvirmos a Hora do Brasil e em seguida as novelas que mamãe não perdia um capítulo.

Ela costurava, remendava nossas meias com ovo de madeira por dentro... E, nós ouvíamos quietinhos elaborando na memória as imagens que hoje já elaboradas,  não precisarmos criar nada! E, olhe que éramos bem criativos. A sonoplastia fazia a sua parte e nos deixávamos no clima da novela. Os radialistas de notícias, de esporte, de programas de auditório,  e até dos comerciais... eram de primeira grandeza.

De uma coisa tenho certeza. Como era um rádio apenas, agregava a família e todos participavam, comentavam, havia respeito nas opiniões de família em família. Os "aplicativos" ecoavam na voz da mamãe mandando-nos pra cama, dando-nos a bênção, apagando as luzes e ai de nós se não quietávamos! 

Trago até hoje a motivação pelo rádio, apesar de estar conectada em outros meios de comunicação social...
Parabenizo os profissionais do mesmo - os radialistas!

Célia Rangel

14 comentários:

  1. Linda lembrança e homenagem. E eu ainda adoro, acordo com meu radinho todos os dias! bjs, chica

    ResponderExcluir
  2. Tive dois irmãos jornalistas. Era o rádio, que nos punha à par das notícias do Brasil e do Mundo. Adorava assistir a Rádio MEC e outras tantas que nos ofereciam bons rádio-teatros e ouros programas culturais. Parabéns aos fizeram e fazem Rádio e a você Célia, pela oportuna homenagem! Meu abraço!

    ResponderExcluir
  3. Olá querida Célia,me emocionei ao ler seu texto.
    Pensei que você estava escrevendo sobre mim,pois a semelhança é enorme.
    Parabéns pelo belo texto. Grande beijo!

    ResponderExcluir
  4. Bem lembrado, Célia! Eu queria ter acompanhado radionovelas. Gosto de rádio, mas tive trauma de infância com a Hora do Brasil. :) Beijos!

    ResponderExcluir
  5. O rádio era o máximo nos anos anteriores à televisão. Um abraço, Yayá.

    ResponderExcluir
  6. Que lindo Célia, lendo aqui eu me vi sorrindo levemente com êxtase das boas lembranças, nossa, também sou desse tempo em que era mesmo uma maravilha criar em nossa imaginação tudo o que o rádio nos passava, radialistas com bela e perfeita narração.
    Cresci lendo muito e ouvindo rádio, mesmo quando tínhamos uma TV (no Brasil começou logo no início da década de cinquenta, eu era menina ainda) e era só uma na sala onde todos se reuniam, era preto e branco, nossa, quantas coisas despertastes hoje minha linda amiga com essa linda postagem, amei!
    Abraços e foi feliz a sua homenagem ao Dia do Rádio!

    ResponderExcluir
  7. Que bela postagem...lembrei-me do meu tempo de criança, muito emocionante.
    Beijos!
    Mariangela

    ResponderExcluir
  8. Não sabia que era hoje o dia do rádio, sabendo agora contigo, amiga.
    E eu que fui também criada com o rádio ligado, ouvindo novelas com os pais e o famoso repórter Esso. kkkk Até hoje escuto rádio, quando não é música é a CBN que adoro, traz notícias a todo momento e tem ótimos repórteres e comentaristas.
    Viva o rádio, ele marcou muito nossa geração, por isso, somos o que somos, Bacanas! hehe
    beijnhos cariocas

    ResponderExcluir
  9. Boa noite, Célia.
    Muito interessante e visual o texto.
    Deu para imaginar tudo que hoje em dia não mais existe, as novelas, por exemplo.
    Certamente, a família era bem mais unida nessa época, os valores eram outros.
    Os profissionais estão de parabéns por marcarem gerações.
    Hoje, eles estão com uma nova roupagem, mas resistem bravamente.
    Parabéns, amiga.
    Tenha um fim de semana de paz.
    Beijos na alma.

    ResponderExcluir
  10. Ouvi muito... O meu preferido era a "Hora da Broadway", onde aprendi a gostar de jazz. A introdução do programa, lembro muito bem, era com a música "Harlem Nocturne".

    ResponderExcluir
  11. ~ ~ Também cresci com a rádio, nos "anos dourados"
    ~ ~ Ainda hoje ele é rei na minha cozinha, animando-me e divertindo-me enquanto preparo as refeições.
    ~ ~ No carro, de vez em quando, preciso do seu calor humano, o que um CD não proporciona.

    ~ ~ ~ ~ Uma justa homenagem. ~ ~ ~ ~

    ResponderExcluir
  12. Celia,que bela lembrança e a homenagem aos radialistas foi muito merecida! bjs,

    ResponderExcluir
  13. Olá,Boa tarde,noite, Célia
    sim,merecida e bela homenagem à este popular veículo de comunicação...apesar de toda tecnologia,processo irreversível, que uso, como ferramentas essenciais para trabalhar e até mesmo para socialização,não dispenso o rádio de forma nenhuma. Acordo ouvindo " O Pulo do Gato" com o Zé Paulo de Andrade , na Band..faço caminhada ouvindo músicas pelo rádio...ouço o trânsito e noticiários e esportivos pelo rádio...sim, dispenso celular,smarth, dvds e not para usar meu velho radinho de pilha, mesmo! Adoro!
    Ah sim,sucessos e felicidades na sua participação, Prosa Poética...
    Obrigado pelo carinho, belo final de semana,beijos!

    ResponderExcluir
  14. Célia, quer que eu adivinhe quais as novelas que sua mãe perseguia?..."Direito de Nascer" e "Escrava Isaura" rsrs.
    Beijos!!!

    ResponderExcluir

Seu comentário evidencia o seu 'pensar'.
Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.