terça-feira, 28 de outubro de 2014

Encontros




Enclausurada na pele

A alma

Que simplesmente se rebela

Buscando sua liberdade

Move-se invisivelmente

Cala-se

Efêmera é sua autonomia

Fecha-se

Indomável segue como flecha

Alma se desprende

Corpo sucumbe

Com ventos uma é carregada

Sob folhas outra é enterrada

Ambas se amam e se convergem

Na eterna sedução da vida

Inesgotável fonte de amores

 

Célia Rangel

5 comentários:

  1. Inspiração e poesia lindas! bjs, tudo de bom,chica

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  2. Célia, bom poema enaltecendo, a fonte dos amores, cravados na pele.
    Assim, os mesmos sempre pressagiam uma eterna sedução.
    Beijos

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  3. Almas que se amam sempre se encontram, Célia. Lindo poema. Beijos!

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  4. Acróstico – O ciclo

    Apenas passageira é sua estada
    A alma resolve ir-se um belo dia
    Lá pra onde vai alma desgarrada
    Mundo do além que se esperaria.

    Algumas delas um tanto cansadas
    Se mandam mais cedo a passear
    E não voltam para novas moradas
    Deixam pra sempre aquele seu lar.

    E assim se dá essa metamorfose
    Sai a alma e o corpo se vai então
    Porquanto viveram numa simbiose
    Regressando cada um a seu torrão.

    Esse é ciclo perfeitamente natural
    Não me acomete qualquer atalho
    Diante desse destino por fim fatal
    Então eu percebo que nada valho.

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  5. A alma é fonte do insgotável amor, belíssimo. Um abraço, Yayá.

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