quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Temperatura do Amor















Na temperatura do verão
Amo até a eternidade
Sigo o vigor de uma paixão

Posso até exagerar
Excita-me ainda mais
Com você do meu lado

Hipocrisia e futilidade
Há muito descartei
Adoro a nossa saudade

Não desvio meu pensamento
A meteorologia me diz
Chuva de meteoros apaixonados

Acolho o inesperado
Desvio-me de gestos vazios
Vivo a intensidade do verão

Célia Rangel

domingo, 26 de janeiro de 2014

Recomendo!





Depois de dois anos, retorno a publicar um romance, este curto, num total aproximado de noventa páginas.

Agrada-me a modalidade dos “shorts”.  Não se tem tempo para ficar divagando ou escrevendo demais; é necessária concisão rigorosa, poder de síntese.  O pecado de muitos romances que ficaram pelo meio do caminho talvez tenha sido este.  Longos demais.

“Casarão” é obra cuidadosa, esta sim com objetivos para reflexão e crítica do autor sobre o comportamento humano passado e atual.  Por abordar o dualismo, em várias facetas, obriga ao leitor uma participação ativa, participação própria, não induzida ou insinuada.  Ou se toma uma posição diante do que está lendo, seja ela qual for, pró ou contra a narrativa, ou não terei alcançado meu objetivo.

Que ninguém pense se tratar de obra para “intelectuais”.  Não é.  Dirige-se ao homem comum, que muitas vezes passa muito tempo da sua vida sem interrogações necessárias.  Igualmente, não é um existencialismo ‘sartriano’, ou de qualquer outra corrente de pensamento.  Mesmo um adolescente pode compreendê-lo com facilidade.

E para um autor, já falei muito.

Jorge Sader Filho.


Amigos!

Li “CASARÃO”, e recomendo uma leitura marcante, com simbologia do ontem e do hoje. Um verdadeiro jogo mental que transversa entre a diversidade de emoções romanceadas de nossa vida.

Misto de história de uns tempos em que a singeleza e a educação primavam por conteúdo humano. Um romance filosófico, que tece comparações sociológicas do ontem e do hoje. Traça-se perfil do homem nativo, das origens de todos nós.

Narrativa tão bem encenada que se sente cheiro e sabor em sua leitura.
Trazer o escritor Affonso Romano de Sant'Anna - a sensibilidade em pessoa - acrescentou peso fiel no paralelo da vida concreta, diária, com a abstrata e ilusionista da literatura.

O autor consegue terminar sua história, sem dar um fim legitimado ao CASARÃO, que, envolvido foi do poético - com toda sua poesia amorosa da vida - ao cotidiano de seus personagens, suas aventuras, sabores e dissabores.

Célia Rangel.


sábado, 25 de janeiro de 2014

Gente, em Sampa!



São Paulo e eu
Crescimento de Amor
Aptidão, Talento e Sucesso
Profissional e Emocional
Amores ai realizados
Vocação ai premiada! 
Onde cresci, e tornei-me independente!
Obrigada, São Paulo!
Eternamente adotada no coração!
Célia Rangel


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Reflexão


Se eu fosse um padre


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Mário Quintana


Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Esperança do Esperar...





















Espera o amanhecer,

A Vida.

Espera o entardecer.

A Maturidade.

Espera o anoitecer.

A Morte.

Espera e tece a Vida.

Espera e tece a outra Vida.

Espera:

Dias melhores,

Sorrisos melhores,

Pessoas melhores,

Amores melhores,

Espera Vida.

Espera passar todo entardecer.

Espera, com maturidade, o anoitecer.

Espera e ama a Vida.

Não se perca em esperas,


Apenas, viva intensamente...


Célia Rangel

domingo, 19 de janeiro de 2014

Adoção de Afeto













Se um dia você encontrar

um coração indomável,

que busca uma alma

para abrigar-se,

amorosamente

adote-o.


Independente, mas repleto de amor

foge de tentativas dominadoras,

alia-se a confortáveis abraços

onde se aconchega a outros corações,

que sonham sem adeus às lembranças

registradas com o olhar na paisagem da vida.




Célia Rangel.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dia Mundial do Riso




Hoje comemoramos o Dia Mundial do Riso!

O riso traz alegria, bom humor, saúde e além de tudo aproxima e atrai as pessoas. Quem ri todos os dias consegue levar uma vida mais tranquila e feliz.

Além do mais, rir nos faz relaxar! Você sabia que quando rimos o nosso corpo pode chegar a movimentar cerca de 80 músculos? Este exercício diário retarda também o aparecimento das temidas rugas durante o processo de envelhecimento.

Mas o riso não exercita somente o rosto, e sim o corpo todo, podendo mexer também com o cérebro, garganta, coração, tórax, pernas e pés!

Viver sorrindo e dando risadas é muito mais gostoso! Não deixe nunca de sorrir! :)


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Brincar de quê?














Quando criança, sem responsabilidade,

Logo pela manhã era bolar brincadeira,

Quintal e a rua eram locais apropriados,

Trocas, discussões e competições,

Cenário único das estratégias.

Se nada desse certo se resolvia em tapas e puxões de cabelos,

Choros, risos e “pito-pitou” eram as descargas emocionais.


Depois, quando nos achamos adultos, donos da verdade,

Assumimos agendas e compromissos mil – nosso centro das atenções...

Assumimos tanto, que sumimos dos contatos queridos e amáveis...

Quando percebemos, longe vai o caminho da liberdade!

Sim!

Escravizamo-nos em busca do ter, do poder, do fazer, do ganhar, do lucrar...

E, o que fizemos com os verbos: Amar, Conviver, Relacionar?

Total é a deficiência deles em nosso ser automatizado,

Estresses, depressões, exclusões diversas,

Foi em que nos transformamos.

Acordar! Sim! Ainda há “Tempo para sermos Felizes”!


Célia Rangel


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Algumas dos nossos...



Há anjos que passeiam entre nós. Deixam cair flocos de nuvenzinha de simples curiosidade. Incrível é quando eles resolvem humanizar-se...

Dias desses, após uma discussão em casa sobre “onde está o seu chinelo (?)” e, uma varredura feita pela mãe, eis que apareceu o par dos mesmos. 

O anjo realizado saiu quintal afora se encontrando com a cachorra. Repetiu toda a história. Queria, porque queria saber onde estava o chinelo da cachorra...

[ahn?]... Risos desconcertados...

Confusão generalizada. Buscava explicação com todos da família a razão de a cachorra não ter chinelos...

Feliz é o adulto que se deixa envolver pela magia desses anjos...

Só assim é que a vida fica bem mais leve. 



Célia Rangel

sábado, 11 de janeiro de 2014

Percepções
















No vendaval de afetos
Ouço sons que você deixou.
Encanto que revivo,
Na simplicidade que você habitou.

A sua missão de desvelo,
Em nossa sintonia amorosa,
Penetrou todo meu ser
Na volúpia do prazer.

Um coração calmo
Que batia silenciosamente,
Para que o meu amanhecer
Fosse marcado por imensa saudade.

Refaço todo um caminho
De comunhão espiritual em seu mundo,
Abrigando na janela do meu olhar, as esperas,
De um tempo germinado em ternuras.

Deito-me no rio de bênçãos divinas,
Que na magia da eternidade,
Supera íntimos desafios
Convertendo-me em oferenda aos oceanos famintos.


Célia Rangel

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Primeira Aventura / 2014





O tão esperado Ano Novo chegara.  Uma primeira manhã, sonolenta e muito silenciosa, ainda cochilava pelas ruas desertas. Pensamentos mil fervilhavam as ideias. Novas propostas e sonhos.

De repente, ouvem-se barulhos estranhos em um quarto já desocupado pela preguiça matinal. Insistentes ruídos. Pancadas. Um debater um tanto solitário. Aproximo. Noto o desespero de uma ave em busca de uma saída. Trombava com espelho e vidraça. E, nada de acertar a direção de sua liberdade.

Temerosa, com a reação da ave, sorrateiramente escancaro a janela. Penso que, se o mesmo tivesse um GPS mental, acharia o rumo do céu... Sem conseguir meu objetivo, sai de fininho, tranquei a porta. Tempo para tomada de decisão.

Enquanto isso... Feriadão daqueles... Zelador, nem pensar... Porteiro, menos ainda... Bombeiro seria muito vergonhoso... O jeito foi celular e orientações com o filho: um pano grande jogue sobre ele, e depois, com cuidado, solte-o pela janela...

Sem nenhuma pressa, almoço e, só depois, vou à forra com o intruso em meu quarto! De vassoura em punho e o tal do pano, abro sorrateiramente a porta... Silêncio total... Ando, faço barulho, e nada! Será que se mandou? Para tirar toda e qualquer dúvida, passo a vassoura debaixo da cama e vupt... sai o bendito no rumo certo, via liberdade...

Intrigada por tão inesperada visita de um pardal ou pardoca... o Dr. Google me informa:
“Pássaro: -   Traduz um simbolismo de leveza, espiritualidade, angelitude, estado superior, mensageiro entre mundos ou mesmo um símbolo da alma. O seu voo representa a ligação dos planos terrestre e celeste. Pode representar ainda a alma que se liberta do corpo ou mesmo as funções intelectuais. É um símbolo do mundo celeste em oposição à serpente que representa o terrestre.” (segue uma vasta orientação...)

Para iniciar um novo ano, faço opção por tal orientação que, me transcende em serenidade espiritual suprema!

Que assim seja!

Célia Rangel


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dia do Leitor



A Idade da maçã
Autor: Eduardo Lara Resende

- Mariana, minha filha, faça o favor de vestir logo essa saia do uniforme, que sua aula de balé já vaia começar...
Impaciente, a mãe daquele pedacinho de gente segurava o saiote na mão, enquanto o olhar buscava a professora para que ela repetisse o mesmíssimo elogio à esperteza da precoce Mariana. A menina, entretanto, decidira trocar a mãe, o saiote e a professora, pela maçã descascada que trazia nas mãozinhas.
- Mariana, vista a saia!
A maçã foi depositada suavemente sobre a bancada do vestiário feminino.
- O fecho é para frente – advertiu a mãe.
- Por quê?
- Porque é.
Com um olhar de anjo fixo no rosto daquela gigante à sua frente, Mariana girava suavemente o saiote em torno da cintura, de forma a que o fecho ficasse voltado para trás.
- O fecho é para frente, Mariana... Teimosa!
A mãe ajeitou a roupa da filha com um movimento brusco, trazendo o zíper para a frente.
- Por que o fecho é na frente?
- Anda menina, que eu ainda quero conversar com a tia antes da aula...
- Por que você quer conversar?
- Mariana, come a maçã logo...
- A maçã?
- É, Mariana, come logo a maçã.
- Por quê?
- Anda, menina, a maçã está oxidando...
Mariana pegou a fruta e, admirada, passou a examiná-la.
- Ó o quê, mãe?
- Que ó, Mariana?
- O quê que a maçã tá? – a futura bailarina quis saber.
A mãe, já sem paciência alguma, disse que a maçã estava ficando velha.
- Por que a maçã fica velha mais depressa que a gente?
Sem obter qualquer resposta, Mariana seguiu quase puxada pela mãe, enquanto moedia a maçã com a cara mais feliz do mundo.

Para aquisição do livro:

Para seguir o escritor Eduardo Lara Resende em seu blog:


Comentando: - Recebi esse valioso presente do autor, que há tempo venho seguindo-o em suas produções em seu blog. São crônicas da vida, do nosso tempo, do mundo, relacionadas com outras tantas vivências que me encantam. Filosofia do viver... Hoje, "Dia do Leitor!, como "viciada no ato de ler", indico-o com muita alegria e agradecimento pelo presente. Afinal, não sou mesquinha e, partilho o que é bom para que todos tenham a chance de apreciar. 
Boa leitura!

Célia Rangel.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Recomendo

[BEST- SELLER 1º LUGAR na FRANÇA]

"Um livro para sorrir, se emocionar, viajar, recordar e viver". (France Cultura)

Existe uma forma de leveza e de graça no simples fato de existir, que vai além das ocupações, além dos sentimentos poderosos e dos engajamentos políticos. É sobre isso que este livro fala. Sobre esse pequeno plus que nos é dado a todos: O SAL DA VIDA.
Nesta meditação, nesta espécie de poema em prosa em homenagem à vida, totalmente íntimo e sensorial, a renomada antropóloga Françoise Héritier vai atrás das pequenas coisas agradáveis (às vezes nem tanto) às quais aspira o mais profundo do nosso ser: as imagens e as emoções, os momentos marcados de recordações que dão sabor à vida, que a tornam mais rica e mais interessante do que muitas vezes acreditamos que ela seja, e que nada nem ninguém poderá nos tirar, nunca, jamais!

O "Sal da Vida" é para ser saboreado e devorado, lido e relido ad aeternum.
Um livro que permanecerá vivo em sua memória.

"O Sal da Vida nos oferece uma preciosa lição, tão bela e tocante, que dá vontade de sair compartilhando a ideia com o mundo." (Marie Claire) 

 Célia Rangel.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novas Descobertas


















Fazer diagnóstico da vida...

É descobrir fatos, coisas e pessoas,

Que revolucionam toda uma existência.

Na serenidade invadem uma verdade

Que vivia abafada, consumida, morta...

Brota borbulhante e límpida como fonte,

Abastece alma e coração,

Matam a tranquilidade...

Quando tudo parecia arrumado,

Desce uma cachoeira de emoções,

Que vai moldando rudezas,

Transformando sentimentos,

Encorajando novos rumos,

Novas pistas de fuga.

Desvio?

É melhor...

Ficar na obscuridade que expor-se a novas descobertas?

Assim, perde-se no ímpeto da fuga, o prazer de novas sensações!


Célia Rangel