segunda-feira, 31 de março de 2014

Simplesmente assim...
















Na doçura de um toque
meu piano interior
vibra notas de amor.

E na melodia da alma
transporto serenidade
no meu modo de amar.

Na pausa de uma nota
pulsa meu coração
pelo seu olhar transbordante.

Reinauguro momento novo
de afeto que une caminhos
estrada que se faz em nós.

E a nossa trilha sonora
faz-se ponte
que une nossos silêncios.


Célia Rangel





12 Nocturne in E flat major 

sábado, 29 de março de 2014

A Esperança da Espera





Espera o amanhecer,
Ilusões.

Espera o entardecer,
Certezas.

Espera o anoitecer,
Sonhos.

Espera e tece a Vida.

Espera e tece a outra Vida.

Espera:

Dias melhores,

Sorrisos melhores,

Pessoas melhores,

Amores melhores,

Espera Vida.

Espera passar todo entardecer.

Espera, com maturidade, o anoitecer.


Espera e ama a Vida.

Célia Rangel

quinta-feira, 27 de março de 2014

Leitura excelente nesse Blog!

Você irá se encantar com as mensagens poéticas que acompanho e partilho

com vocês, meus seguidores!




http://epifaniajardineira.blogspot.com.br/2014/03/apreco-de-deus_26.html 

terça-feira, 25 de março de 2014

Recolher para Amanhecer
















Amanhecer em um espasmo mental
sem saber dia, hora ou local
isso é fantástico!

Enveredar pelos labirínticos caminhos
sem saber onde vai chegar
pensar em quê(?) pra quê(?) por quem(?)

Abrir janelas da vida
purificando almas e corações
sem esperas algumas.

Percorrer espaços
ainda que da via crucis
mas com alma angelical.

Embebedar de amores
sabendo que em cada gesto
há a ternura de um “déjà vu”

Célia Rangel


segunda-feira, 24 de março de 2014

Pense nisso...






"O ódio paralisa a vida, o amor a liberta.

O ódio separa, o amor harmoniza.

O ódio obscurece, o amor ilumina"

 [Martin Luther King]

 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Água também é mar...


                                         (Compositor: Marisa Monte/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes-Youtube)



Água também é mar 
E aqui na praia também é margem
Já que não é urgente 

Aguente e sente aguarde o temporal
Chuva também é água do mar lavada 

O céu imagem
Há que tirar o sapato e pisar
Com tato nesse litoral 

Gire a torneira, perigas ver
Inunda o mundo, o barco é você 

Na distância, há de sonhar
Há de estancar
Gotas tantas não demora 

Sede estranha



quinta-feira, 20 de março de 2014

Mais um Outono


















Calmo, com seu vento ainda morno,
Temperado pelo verão que se finda,
Tempestivo encontro:
Arranca árvores, enche ruas, casas e corações.

Transborda de paixão um dourado e morno sol,
Que dá lugar ao passeio das nuvens no céu,
E na inocência, surgem formas, sonhos e fantasias.

Recolho-me no crepúsculo da minha vida outonal...
Onde, não são as folhas que caem, mas as ilusões...
Quando, não é o vento que sibila em meu ser,
Mas, a realidade que varre todo o chão de uma vida.

O vento... as folhas... a seca... o dourado... o nublado...
Embalam mentes outonais de seres crepusculares
Que não aceitam desvanecerem-se.

Com uma fértil colheita de frutos maduros,
Colhem-se também as verdades vividas.
Mãos postas agradecem ao Pai,
A chegada da vida em mais um outono!

Célia Rangel

terça-feira, 18 de março de 2014

ENTRETANTO...



Ainda que o outono

Borrife entre nós

Alguma nota triste

Não darei a manchete

Agradeço e reverencio

O encarte oferecido

Desempenho-o sem drama

Lamúrias ou constrangimentos

Envolta na nuvem que ameaça

A energia do amor impulsiona-me

Sei dissipar tempestades.


Não fecharei portas ou janelas

Quero a aragem fria no rosto para relativizar

E a dimensão do encantamento para aquecer

Na ternura de seus poemas embriagar

Nos labirintos da vida perder caminhos

Vivenciar adversidades do esquecimento

Lubrificar-me com seu sorriso e gentilezas

Sem, entretanto, perder o brilho do olhar

A fim de desvendar e interpretar

Os personagens do meu poema eterno.


Célia Rangel




domingo, 16 de março de 2014

Porta-retrato
















Seu olhar pregou-se em mim,

Não há porta - retrato que o poste,

Sequer quadro em parede alguma.

Minha imaginação emoldurou-o em meu interior.

Difícil é relembrar o olhar de quem já se despediu...

Vitrificou imagem de um ser distante.

Secaram as palavras...

As lágrimas...

As emoções...

Ficou a realidade.



Célia Rangel 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia do Poeta, da Poesia...






Um ser especial

De uma sensibilidade à flor da pele

Oposto a tudo o que fere, machuca, entristece

Adepto aos amores, alegrias, aos sentimentos nobres.

Cético, às vezes pela crueldade e ignorância visíveis.

Incisivo, ao perceber o grau de letargia da humanidade.

Choca com palavras buscando uma reação equilibrada.

Agride, apenas com o olhar a incompreensão do outro.

Sente com o coração, expressando em sua alma, amores.
  
Silencioso, quando se percebe destoante do ambiente.

Esse é o poeta que a tudo transforma:

Decadência...  em beleza natural,

Ruídos...  em sonatas românticas,

Dores...  em alegrias e crescimento,

Odores...  em reflexos condicionados de lembranças,

Sabores especiais...  em duradouras paixões...

Magicamente tudo aconchega em seu coração.

E, com seu olhar sensível e inteligente,

Deixa-nos uma profunda herança:

A palavra envolvida em sentimentos.

Célia Rangel.

quarta-feira, 12 de março de 2014

“Avec les enfants”




Não é a Vovó Zona
Mas às vezes age como tal
Na padaria buscar sorvete
Quase se afunda no freezer horizontal

Nisso tudo o pior
Ainda estava por vir
Em casa refestelada
Atende ao telefone

Um netinho danado
Que nada fala
Mas com o dedinho no teclado
Interrompe as cochiladas
Da Vovó atabalhoada

A pequena da família
Pega o pai desprevenido
Dormindo com calção descosturado
Não entende nada do que vê
Corre encontrar a mãe
 -“ limpe o papai, mamãe, que ele fez cocô”...

Com essas e muitas outras
Vai-se o final de semana
Com namorado fugindo de cão
Trepado na árvore do vizinho
Gritando: - “me acudam”...

É uma família da fartura
“farta de tudo o que se imaginar”
Só não falta vergonha na cara
De estudar, se preparar para
No futuro, tomara promissor, trabalhar!

Da Vovó sobe a pressão
Amargura no coração
Mas com as artes de “les enfants”
Ela cria versos e prosas
Em suas noites de solidão...


Célia Rangel

segunda-feira, 10 de março de 2014

Aroma Outonal






















Há outonos que sempre retornam.
Vida, ainda com vida, para ser ressuscitada.

Ação de amor pós - vida,
renasce para revivermos histórias
de um aprendizado em relacionar-se,
que hoje não se descortina em empresas,
mas em família.

Processar alimento vital para o físico e alma,
buscando elementos gratificantes de paz,
harmonia e amor - sempre possíveis.
Deixar a individualidade, o autismo social,
miscigenar-se com a coletividade,
sendo mais um, no desempenho de sua missão.

Bem maior não há...

Outonos que desfolham, com a força do vento,
mas que deixam raízes,
onde tudo brotará a seu tempo,
com seu aroma inconfundível
incensado no ar gélido outonal.

Isso é divino!
Só para almas místicas! 



Célia Rangel

sábado, 8 de março de 2014

MULHER MAIÚSCULA



A MULHER NO TÚNEL DO TEMPO

Independente de cor, raça, credo, classe social, profissão, formação intelectual, ela é Mulher.

Que foi: indesejada ao nascer – o “filho homem” era querido, bem-vindo, já, a “filha mulher”, não! Escravizada, submissa desde então e por toda a sua infância. Mais tarde, na ilusão de decretar sua independência, casava-se... e na maioria das vezes, sentia-se ainda mais possuída, usada... e se não fosse uma perfeita dona de casa, seria odiada e até devolvida aos pais como uma mercadoria! Restava-lhe então ser abnegada para conseguir o passaporte de uma feliz e prendada “dona” de casa! A Patroa! Amada? Isso não podia demonstrar, pois sensualidade, erotismo, carinhos... pertenciam às “mulheres de vida fácil”. Imoral, o sexo-prazer. Mulher era para procriar, tão somente, e que fosse “macho” por excelência. Cuidar da casa como uma empregada e mais nada!

E soltou as amarras para ser: livre do jugo masculino – pai e marido, mas em uma sociedade machista, para conseguir tal objetivo, teve de se preparar muito intelectualmente, tornando-se uma PhD no que fosse desempenhar, e assim, tentar competir com o homem! Bela e burra, tudo bem. Agora, inteligente, culta, atuante traz certo pânico aos “machos”. Sim, porque o homem verdadeiro caminha junto, apoia, enriquece-se e se aprimora lado a lado com sua parceira. São iguais. Apenas há a sábia diferença fisiológica divina que visa essencialmente à complementação entre os seres humanos.

Mas, de repente, depara-se com o autoritarismo machista de um chefe. Sabe-se, e não é literatura barata, que em muitas empresas, gabinetes, a mulher desprovida de sua autoestima e caráter tem de se prostituir física ou moralmente para ter a chance de um bom salário. Degradante. Humilhante mesmo. 

Tolhida no que lhe é mais sagrado – sua liberdade - a mulher pró ativa não é bem vista. Ao tomar suas iniciativas, em geral, classificam-na como uma liberal, moderninha, egocêntrica, autoritária! “Quem ela está pensando que é?” – “Não tem capacidade!” Quando atinge um grau de confiança, responsabilidade e poder em sua profissão, olhares maldosos destilam venenos sobre sua honestidade, capacidade e até sexualidade! Seus cursos acadêmicos caem por terra. Faz-se necessária muita resistência no enfrentamento de tantos dissabores. 

Cabeça e ombros erguidos, e vamos à luta!

Hoje ela carrega sobre seus ombros o peso: da culpa por não ter qualidade de tempo para dedicar-se à família, principalmente – aos filhos. Em geral, criados por outra mulher – a empregada - que também sacrifica uma série de ideais na busca de sobrevivência. A beleza física muito valorizada, a dieta, a maquiagem, o cabelo, o que veste, se acompanha a moda ou não... enfim, se é fashion. Caso esteja fora dos padrões de beleza, a exclusão é muito maior. A corrida às academias torna-se um stress em busca da perfeição física. A beleza interior que muitas cultivam com devoção, zelo e carinho, nem sempre é valorizada. A eterna briga entre o ter e o ser. As cirurgias plásticas, o silicone aperfeiçoando as formas, até em consórcio, para incentivar ainda mais o belo físico. 

O homem, em geral, desaprendeu olhar com os olhos do coração... As dietas deturpando todo o paladar desejável. Já não se alimenta por prazer. O alimento passa por uma inspeção rigorosa das “calorias” que irá depositar em seu corpo. Em prol de uma estética, priva-se todo o paladar. 

Os sentidos, mais uma vez deixados em segundo plano. O emocional, muitas vezes abalado pelos rígidos horários a cumprir, a famosa TPM que sempre aparece agravando ainda mais o quadro geral, evidentemente anula toda a possibilidade de um bom humor. 

Assim, hoje, essa “provedora do lar” retorna ao mesmo, após um dia estafante e, ao acessar uma internet ou ligar sua TV, para um lazer doméstico, depara-se com “mulheres frutas”... “desfrutáveis”, os “big brothers” de uma vida novelesca que em nada se assemelha à sua! É a banalização do sexo feminino. Da inteligência. Da cultura. Dos valores familiares. Ela conclui: vale a pena?

Mulher, na realidade, um invólucro criado por Deus para amar, gestar,  acolher, acarinhar e conceber o dom da vida! Na busca de qualificações diversas em um mundo pós-moderno, evadiu-se do principal – a feminilidade da ternura, do amor, da doação, da presença da divindade maternal.

Onde fica seu espaço para ser amada e amante? Em geral damos uma volta ao mundo em busca da tão sonhada e prometida felicidade quando ela está agarradinha a nós. E expulsamo-la!

Agregar, essa deveria ser a ação primordial entre os dois gêneros: feminino e masculino. A humanidade ficaria eternamente agradecida!


Célia Rangel.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quarta-feira de Cinzas

CINZAS

Meu corpo sabe muito.
Ele tem segredos que o coração não vê
e a mente não quer ver.
Porque às vezes doi
o processo de me pulverizar...
Vaidades perdoáveis...
Grãos de mim e das estrelas
se desprendem, sem cessar, a pele é fronteira.
Pós íntimos.
As estrelas e eu olhamo-nos,
reconhecemo-nos,
piscamos
e rimos da grandeza da existência
e das tolices da vida.
O tempo parece não cessar,
e a vontade de brilhar é infinita.
Mas o pó que se liberta
faz a doce denúncia
de que estamos sempre de partida.
É tão bom partir.
Viajar é sonho.
É estar disponível ao milagre da vida
que o Criador tece do nosso pó: eu e as estrelas.
Assim, somos eternos.

Ir. Lauro Daros

Campanha da Fraternidade 2014



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre hoje (5) a Campanha da Fraternidade de 2014, com o tema Fraternidade e Tráfico Humano e o lema É para a liberdade que Cristo nos libertou.  A solenidade será às 14h, na sede da CNBB, em Brasília.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá a cerimônia, na qual será divulgada mensagem do papa Francisco para a Campanha da Fraternidade. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença na solenidade.

Primeiro dia da Quaresma (período do ano litúrgico que antecede a Páscoa), a Quarta-feira de Cinzas simboliza, para os cristãos, o dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a fragilidade da vida humana, sujeita à morte, explica o arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta. A data coincide com o dia seguinte à terça-feira de carnaval e é o primeiro dos 40 dias do período da Quaresma.

De acordo com dom Orani, nesse período recomendam-se os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje praticados pelos cristãos. No Brasil, a CNBB promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que focaliza sempre um tema da vida social, tem o objetivo de ajudar as pessoas e é considerada um instrumento de evangelização.

Segundo dom Orani, a origem do nome Quarta-Feira de Cinzas é puramente religiosa. Neste dia, celebra-se a Missa das Cinzas – as cinzas usadas no ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A essas cinzas, mistura-se água benta. Conforme a tradição, o celebrante da missa usa as cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na testa de cada fiel, proferindo uma dessas duas frases: "Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho".

Na Quarta-feira de Cinzas, assim como na Sexta-Feira Santa, a Igreja Católica recomenda o jejum, para os que têm de 18 a 59 anos, e a abstinência de carne, a partir dos 14 anos. Além disso, incentiva-se a prática de dar esmolas. O tema da pobreza é a mensagem do papa Francisco para esta Quaresma: "Fez-se pobre para nos enriquecer", lembra dom Orani.

*Com informações da CNBB e da Rádio Vaticano




segunda-feira, 3 de março de 2014

ESCOLHAS















Há um nascimento e uma morte
em cada momento de nossas vidas
quando de nossas escolhas.

Entre o sim e o não
Uma cobrança alta
Pela escolha feita.

No amor escolhemos
A fronteira
Que queremos viver.

Na simbologia das escolhas
A estrada percorrida
Não tem volta.

Ainda que vital para alguns
Retornar é fracassar
Errôneo pensamento.

Há sempre uma luz
Que nos guia
Em nossa introspecção.


Célia Rangel.