sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Advento





Momento...

de partidas e chegadas

de reencontros.

 

De vida vivida, não sabotada.

Só assim, na simplicidade

desejar felicidade.

 

Precisamos de mais?

Nas entrelinhas, nos entreolhares,

  perdão, amor e magia

transformando as relações.

 

Célia Rangel.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Leitura que indico


Lya Luft - “o tempo é um rio que corre”

“O tempo faz florescer paixões logo adiante: ou transfigura um amor intenso na generosa árvore de uma boa relação. Mais uma vez, as contradições do tempo são as nossas: ele mata, ou eterniza, e para sempre estará conosco aquele cheiro, aquele toque, aquele vazio, aquela plenitude, aquele segredo.”

Águas mansas

O tempo não existe:

eu decreto assim.

Esses vultos esquivos

são rostos, são nomes,

são as horas felizes

(são o que foi embora?).

 

O tempo não existe:

tudo continua aqui,

e cresce

como uma árvore

pesada de frutos que são

máscaras, palavras, promessas,

bocas ferozes.

 

O tempo não existe:

tudo se resume ao instante.

O antes disso

é um rio que corre

mas não passa.

(Basta chamar:

é sempre agora.)

 


 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Perspectivas






Ao aproximar-me do horizonte

quase atingido,

descubro novos caminhos a percorrer,

misteriosos por apreensões, risos e lágrimas.

 

Convertidos em outras experiências,

na calculadora das emoções, superávit,

desbancando desafios perceptíveis.

 

Com a serenidade do exíguo tempo

assumi, deleguei, e agora proponho:

uma busca aconselhável.

 

E, já que o esforço foi imenso,

contrapõe-se certa languidez terapêutica,

que em momentos de resiliência,

insere novo sabor a uma vida sabática.

 

Célia Rangel