terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Asas Mágicas

Atravessar a impotência até angustiante
De transferir, criar em um espaço gráfico
Ideias, magias de um pensar em prosa
Para fortalecer a poesia,
Isso é uma atração fatal.

A simbologia do silêncio e da ausência,
Fortalece o pensar.

Está nas entranhas, a serenidade do prazer de criar,
Mas há também a temerosa censura,
Que fortalece o calar.

Ah! Se existissem borboletas de palavras...
Em tudo espargiriam cor e leveza,
Que fortaleceriam o sonhar.

Ainda que escrava da criatividade,
Sublima-se tal submissão,
Resgatando-se o voo do talento.
Que decola e aterrissa
No imaginário da mente.
                                          
Feliz 2016 no hemisfério das emoções!

Célia Rangel.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Menino Jesus versus Papai Noel


















- Olá, Menino Jesus, tenho a impressão que preferes o silêncio ao clima dos festejos. E, no entanto, és tu a razão de todo esse vaivém! Afinal de contas, o que está acontecendo? As pessoas olham para ti com um ar de mistério, mas, ao mesmo tempo, não parecem muito interessadas em falar contigo.

- Por enquanto, Sr. Papai Noel, não podes entender. Mais tarde talvez te seja permitido penetrar o que chamas de mistério. Então verás que meu reino, embora comece neste mundo, não é deste mundo!

- Que queres dizer com isso? É neste mundo que nos movemos: não vês o fascínio das luzes, das cores, da música, do brilho nos olhos das pessoas frente aos atrativos que a loja oferece! Certo que és apenas um recém-nascido, mas tens de abrir os olhos aos apelos que nos cercam de todos os lados.

- Apesar de recém-nascido, bem sei o que pensas. Vês tudo com os olhos do mercado e das férreas leis de lucro e acúmulo de capital. O marketing, a propaganda e a publicidade te deixaram míope ou cego. Ofuscaram o sentido oculto por trás de tanto rumor e tanta correria.

- Mas que sentido oculto? A vida está aí para ser vivida. Olha a montanha de panetones, os vinhos, os produtos importados, os jogos eletrônicos... E tantas outras coisas próprias das festas de final de ano. Olha o riso largo, o peito aberto e a despreocupação no olhar e no rosto das crianças e jovens, dos adultos e idosos? As famílias se reencontram.

- Reencontro? Toda essa euforia, em grande parte, não passa de aparência enganosa. Para além do movimento e da luz, esconde-se um mistério. Desculpe se insisto nesta palavra, mas no interior mesmo dessa atividade vertiginosa existe, sim, um mistério ao mesmo tempo real e invisível.

- Mistério, mistério, mistério!... Enquanto te revestes com essa roupagem secreta e misteriosa, as crianças me procuram, me sorriem, me abraçam, registram tudo com fotos... E o mais importante, compram nossas mercadorias e brinquedos... E os pais se mostram felizes com a felicidade dos filhos. Não te dás conta disso! Tu, ao contrário, te escondes aí, como que de escanteio, meio envergonhado. Dir-se-ia que eu tomei teu lugar no presépio, como referência máxima das festividades natalícias!

- Para ser sincero, pergunto-me seriamente o que atrai as pessoas à sedução do brilho que tu representas. Olhando com maior atenção, vejo que muitos buscam dissimular algo, varrer o lixo para debaixo do tapete. A festa é ambígua: pode ser genuína, sem dúvida, mas pode também camuflar ou compensar uma crise, um desencanto profundo, uma falta de sentido consciente ou inconsciente. Não me é difícil surpreender olhares oblíquos, sorrisos forçados, palavras envenenadas.

- Acabas de nascer e já vens com a mania de filosofar. Deixa as pessoas se divertirem enquanto é tempo. Depois vem janeiro, dívidas, contas a pagar... Menos mal que o carnaval está às portas!

- Justamente isso me preocupa. A alegria que circula e se respira neste ambiente festivo parece ter um caráter superficial e passageiro, transitório e efêmero. Por trás de olhares e rostos aparentemente luminosos, é possível identificar pontos obscuros e obtusos, até mesmo desesperados. Há perguntas sobre a existência que brotam de corações feridos, de almas angustiadas. Perguntas sem remédio e sem resposta. Há medos e fugas, becos sem saída. É sobre essa realidade que me concentro.

- Perguntas, perguntas, perguntas! Deixa as perguntas para outro momento!

- Mas são elas – as dúvidas e perguntas, bem como os sonhos, buscas e esperanças – que movem o curso da história. Toda essa corrente frenética não faz mais que deslocar as interrogações de um lado para outro, protelando-as. Minha missão e meu foco é mostrar “o caminho, a verdade e a vida”.    

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs

Roma, 7 de dezembro de 2015

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

ENTRISTECEU-SE


Ainda com meus 7 anos – muitos sonhos e fantasias
Hoje com meus 70 anos – sonhos decepcionantes, fantasias meu escudo
Uma questão de posicionar-se o número 7
Cabalístico, por sinal.

A cada novo amanhecer – não são gorjeios de pássaros
Mas sim, nuvens tenebrosas por sobre aqueles que elegemos...

Um país tão rico e maravilhoso
Entregue em mãos corruptas!

Não foi esse meu sonho
Não foi esse o mundo de brasilidade
Que deixaria a meus descendentes...

Minha árvore – não só a do Natal – mas a da Vida
Apequena-se – murcha- e não sobrevive
Às garras vampirescas que nos sobrepõem...

Assim, difícil será o “Feliz Natal”
Pois, desejo um “Feliz Caráter” de todos para todos!
Penso na fisionomia de Deus diante disso tudo...
Deve estar repensando o “Criador e suas Criaturas”...

Fortalecendo-nos, na possibilidade de cada um – sejamos felizes!
Pelo menos no enfrentamento das diversidades
Que nos corroem física e moralmente!


Célia Rangel,
Feliz final de 2015...
Ótimo 2016!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Você pode!














Entregue nas mãos do Universo
tudo o que lhe afrontar...
A nossa impotência nas resoluções,
com um sopro divino, resolve-se.
O amparo espiritual da oração
envolve e reduz incapacidades.
A meditação e o relaxamento...
Deixe fluir bons pensamentos!
Nossa expectativa não é a divina.
Enquanto sonhamos, Ele age.
E, como Pai e Amigo nos ama.
Deixemo-nos levar por essa magia
que nos conduz à Paz interior...
Converse com você, internalize...
Acarinhe-se!
Procure o seu momento, suas asas...
E, ainda que mentalmente... Voe!
Sobrevoe... e com terna amplitude,
dê  rasantes solucionadoras.
Asas? Deus...


Célia Rangel

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Entre o “sim” e o “não”.


balança.gif

Vivemos pelo “sim” de toda uma vida:
O “sim” no altar.

Castramos nossas vontades pelo “sim”...
O “sim” à chefia.

Enclausuramos nossa existência, pelo “sim”...
Pelo medo de fazer “acontecer”.

Desobrigamo-nos muitas vezes pelo “sim”...
Na covardia de um gesto omisso.

Aceitamos a tudo e a todos com um “sim”...
Para não nos desinstalarmos,
Da nossa zona de conforto.

E numa batalha de pensamentos,
Trava-se a guerra entre o “sim” e o “não”.

É menos desgastante o “sim”.
Elabora-se mais para dizer-se o “não”.

O “sim” em geral, é conciliador,
Acolhe.
O “não” é intrigante,
Afasta.

Ambos: “sim e não”, educam,
Na medida certa de ações coerentes,
Com a vida que se traçou
Em nosso altar sagrado.

Atitudes profanas e sagradas,
Digladiam-se no humano,
Nas atitudes do “sim”,
Nas atitudes do “não”.


Célia Rangel

sábado, 5 de dezembro de 2015

Reflexão

Luzes e sombras do Natal
Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs
Nascer, renascer e crescer implicam, ao mesmo tempo, dor e esperança. A dor tempera o caráter e a personalidade, da mesma forma que o fogo tempera o aço. A esperança põe em marcha os pés, passo a passo, sem dúvida, mas com um horizonte a ser alcançado. Dor e esperança, entrelaçando-se num amplexo único e paradoxal, depuram e purificam as expectativas. Corrigem a rota da travessia humana sobre a face da terra, desviando-a de atalhos supérfluas e secundárias, para concentrá-la sobre o foco dos objetivos essenciais e inegociáveis. Quem muito caminha e quem passa pela tormenta, aprende a ater-se àquilo que lhe é absolutamente indispensável. E aprende, igualmente, que o peso do supérfluo retarda o caminheiro.
Eis uma das principais motivações dos grandes momentos e das grandes comemorações, como o Natal, o Ano Novo e a Páscoa, por exemplo. Com efeito, o contexto de tais celebrações comportam quase sempre um terreno marcado, simultaneamente, por sofrimento e libertação. Convém não esquecer que a ambiguidade é condição natural da existência humana. Todo sofrimento traz consigo a luta e a ansiedade pela libertação e esta, por sua vez, representa uma janela aberta diante dos momentos mais difíceis e opressivos, tanto da vida pessoal, familiar e comunitária quanto da trajetória socioeconômiva e político-cultural. Dor e esperança constituem, assim, dois aspectos inseparáveis da ambivalência própria de toda pessoa humana, duas faces da mesma moeda. Luz e sombra são irmãs siamesas, uma estritamente ligada à outra.
A dor encontra-se estampada no rosto de toda Família de Nazaré, particularmente em Maria, mulher grávida, às vésperas do parto. Em terra estrangeira, José e Maria logo se deparam com obstáculos. Dando à luz o seu filho primogênito, “ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro de casa” (Lc 2,7). A passagem de Ano comporta uma dor menor, mais sutil e quase imperpectível, mas nem por isso inexistente. Dificilmente se deixa 2014 para entrar em 2015 sem uma ponta de saudade, a sensação de que algo ficou definitivamente para trás. É como se um tempo de nossa vida fosse sepultado de forma irremediável, um pedaço do corpo mutilado. Improvisamente apodera-se do coração, da alma e das entranhas um certo sentimento de tristeza, de nostalgia. Quanto à Páscoa, desnecessário sublinhar que se trata de uma festa precedida, de um lado, pela lembrança da escravidão, no Egito, e, de outro, pela morte atros numa cruz.
O importante é dar-se conta que a dor do parto, a sensação de perda com o final do ano e a ignomínia da crucifixão, em grau maior ou menor, carregam embutida uma luz de esperança. É uma nova criança que vem ao mundo, um novo ano que recomeça e a ressurreição que abre a porta para a vida sem ocaso. Embora nu, frágil e indefeso, como todo recém-nascido, o Menino que nasce em Belém vem assinalado por uma estrela que ilumina o caminho dos que o buscam: os pobres, os pastores, os reis magos, e tantas outras “multidões cansadas e abatidas” ao longo dos séculos... Pequena chama que jamais nos deixa órfãos, sós e perdidos na noite escura.
Eis a luz oculta, mas sempre presente, em toda dor. Mais que dor física, aqui enfatizamos as situações-limite de toda vida humana: doença incurável, separação, morte, fracasso, impotência, desilusão, sensação de inutilidade... São os momentos em que, no segredo do coração ou com dilacerantes gemidos, consciente ou inconscientemente, em palavras ou pensamentos, expressamos mais ou menos o seguinte: “Até aqui eu fui capaz de caminhar com as próprias pernas: às vezes cabaleando, titubeando, me arrastando, pedindo ajuda a um e outro; agora, porém, minhas forças se  esgotaram; não tenho energias para seguir adiante; frágil e inerme, entrego-me em tuas mãos, Senhor!” De uma forma ou de outra, quem não experimentou tais situações em que o desespero bate à porta? Situações em que um abismo parece abrir-se e o chão foge sob nossos pés.
É então que a estrela faz sentido! Em meio à noite escura, brilha uma esperança, por mais pequena e tênue que seja. Cabem as palavras de Paulo: “Sabemos que a criação toda geme e sofre dores de parto até agora. E não somente ela, mas também nós, que possuímos os primeiros frutos do Espírito, gememos no íntimo, esperando a adoção, a libertação para o nosso corpo. Na esperança, nós já fomos salvos. Ver o que se espera já não é esperar: como se pode esperar o que já se vê? Mas, se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o aguardamos“ (Rm 8,22-25).
A criança que está para nascer é a luz que ilumina as dores de parto. A expectativa de melhores 365 dias é a luz que ilumina a despedida do ano velho. A liberdade é a luz que ilumina a dureza e a brutalidade da escravidão opressora. A vida eterna na casa do Pai é a luz que ilumina a morte e o aparente abandono por parte de Deus. A criação renovada é a luz que ilumina a imagem de Paulo, a Jerusalém Celeste, onde “Ele vai enxugar toda lágrima dos olhos deles, nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor” (Ap 21, 4). De igual modo, ainda que frágeis e invisíveis, pequenas luzes se escondem em meio ao sofrimento das situações-limite. Tão pequenas que não raro necessitamos de alguém que nos ajude a abrir os olhos para ver seu brilho.
Para além da noite e das nuvens carregadas, o sol sempre nos haverá de trazer uma a aurora, fazendo renascer o novo dia; para além das tempestades que à primeira vista parecem intransponíveis à nossa minúscula embarcação, esperam-nos águas serenas e tranquilas, que nos levarão ao porto seguro; para além do deserto árido e onde o vento varreu todos os rastros, estimula-nos a expectativa de um oásis e de um encontro; para além da solidão e do desespero, aguardam-nos um olhar límpido, um sorriso largo, um toque amigo, um abraço forte que nos faz retornar ao caminho; para além do silêncio mudo e estéril, “o Verbo se faz carne e arma sua tenda entre nós” (Jo 1,14), apontando novas perspectivas para a história; para além dos tiranos e suas tiranias, acendem-se pequenas chamas que nos convidam à liberdade; para além da fome e da sede, a mesa farta, livre e aberta a todos nos convida ao banquete. “A lágrima e o riso são vizinhos” – diz o escritor português José Saramago.
Cada festividade é uma parada: parada e encruzilhada! O próprio calendário como que nos propõe tais paradas periódicas. Encruzilhada, não custa repetir, pressupõe um duplo aspecto: bifurcação de caminhos e a necessidade de tomar uma direção, de fazer uma escolha. Daí o vínculo indissociável entre tais festividades celebrativas – Natal, Ano Novo, Páscoa – e um processo de conversão. O horizonte se amplia e, diante das diferentes oportunidades, uma vez mais e sempre, somos convidados a parar, refletir e a fazer e/ou renovar a opção. Semelhante processo exige, por outro lado, uma focalização crescente sobre o objetivo a ser alcançado. O caminho só pode ser retomado após o estudo sério das distintas alternativas.
A vertiginosa velocidade das mudanças, os ruídos de um contexto cada vez mais urbano, a ânsia e os apelos frenéticos da vida contemporâneo, os atrativos mágicos do consumismo e a fragmentação dos ideais positivamente tradicionais – entre outros fatores – obrigam-nos poupar energias. Ao invés da dispersão atrás de novidades diárias e da tentativa de correr atrás do ritmo alucinado do cotidiano, a parada/encruzilhada consiste em um momento de concentração. Disso resulta uma atenção especial sobre o que é absoluto, desfazendo-nos progressivamente daquilo que é relativo. Faz-se necessário relativizar algumas coisas para focalizar-se no essencial. Relativizar aqui não quer dizer desprezar ou abandonar, e sim colocar no seu devido lugar. Saber distinguir entre as “muitas coisas” (plural) e “uma só coisa necessária” (singular) do relato evangélico (Lc 10,38-42). Em síntese, trata-se de um convite, sempre renovado, a não sobrecarregar o fardo de nossa existência.


Roma, 20 de dezembro de 2014

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Com licença... Hoje celebro time do coração!!









O amor é verde

branca a razão

eu plantei palmeiras

no coração!

(Moacyr Franco)
https://www.youtube.com/watch?v=-NQv5a80-eE 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Destaque: "Um Simples Servo de Cristo"




Você encantar-se-á com leitura e ensinamentos nesse blog! Vale visitá-lo!



http://andersonribeiro18.blogspot.com.br/2015/11/tecendo-vidas.html?showComment=1448971716272#c8497486344453592953 

domingo, 29 de novembro de 2015

Advento

Momento... Lembranças...
De partidas e chegadas
De reencontros.

De  vida vivida, não sabotada.
Só assim, na simplicidade,
Desejar felicidade.

Precisamos de mais?
Nas entrelinhas, nos entreolhares,
Só  perdão, amor e magia
Transformando as relações.

É tempo de expectativa,
De preparar caminhos
Para o “Menino Jesus”,
Promessa de um “Mundo Novo”!




Célia Rangel


sábado, 28 de novembro de 2015

Ama-te

Afaga-te com serenidade
Perceba como tu és
Sinta teu rosto... tua pele
Teu corpo... tua alma
Aqueça-te com ternura
Abriga em ti o coração
E liberta tua alma
Olha-te no espelho do olho
E trace teu perfil
Sonhaste assim?
Idealizaste isso que vês?
És feliz? Estás pronto?
Senão... reforma-te
E, prossigas
Enquanto é tempo
E o caminho está aberto
Coragem! Vai..
Minha mão será a tua
Meus olhos serão os teus
Meus passos serão os nossos
Em um só destino
Mágico e eterno.


Célia Rangel


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Divina Atração




Superar nossos limites e darmos o “salto no escuro” (cf John Powell) em busca da fé não nos insere em uma irracionalidade. Ao contrário, é a superação de nossos próprios limites na racionalidade para o perfeito encontro confiante em Deus.
Não há fórmulas, estratégias, planejamentos para a fé; apenas a confiança intima em outra mão que segura a nossa. Alguém que nos ama infinitamente e espera a nossa resposta de fé. A vida é ação e não podemos ficar de braços cruzados e/ou recuarmos. Vida requer ações, grandes sacrifícios e grandes silêncios – a meditação: “Quem sou e no que me transformo? Esforço-me para ser “colega de trabalho” de Deus? Minhas orações buscam esse caminho: se for da tua vontade? Há em minhas orações e suplicas a coerência do humano com o divino?”
Já observou uma criança? Sua espontaneidade? Pureza? E, simplicidade? Está em geral, sempre alegre, sempre ocupada, e, quando quer algo sabe exigir como ninguém: chora, grita, mas basta um carinho, uma palavra meiga, ou novo desafio que tudo fica bem. Ela sabe viver em harmonia com Deus. E nos mostra gratuitamente, como é fácil! Basta sermos simples!
Célia Rangel.

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"O AMOR,” QUERIDA LIESERL




 Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos.

Peço, ainda, que aguarde todo o tempo necessário — anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente, para aceitar o que explicarei, em seguida, para você.

Há uma força extremamente poderosa, para a qual a ciência, até agora, não encontrou uma explicação formal.

É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo, e que ainda não foi identificada por nós.

Esta força universal é o AMOR.

Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças que existem.

O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.

O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.

O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego.

O Amor revela e desvela.

Por amor, vivemos e morremos.

O Amor é Deus e Deus é Amor.

Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida.

Esta é a variável, que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.

Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa.

Se, em vez de E = mc², aceitarmos que a energia, para curar o mundo, pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.

Se quisermos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o Planeta.

No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia está aguardando para ser libertada.

Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento, profundamente, não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração que por toda a minha vida tem batido, silenciosamente, por você.

Talvez seja tarde demais para pedir desculpas mas, como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que, graças a você, obtive a última resposta.

Seu pai,

Albert Einstein.

domingo, 22 de novembro de 2015

DIA DA MÚSICA E DO MÚSICO



A palavra "música" é de origem grega e significa "referente às musas". De acordo com a mitologia grega, as musas eram nove deusas que inspiravam as pessoas na arte de fazer poesia e música.

 

Segundo o Dicionário Novo Aurélio, música é "arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido". Já o Dicionário Houaiss define-a como "combinação harmoniosa e expressiva de sons [...]; arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme a época, a civilização etc.".

 

Na Pré-História, o ser humano descobriu os sons do ambiente que o cercava: o rumor do mar, dos rios e das cascatas, o ruído do trovão, o canto dos pássaros, as vozes dos animais, o barulho do vento contra as folhas, o zumbido dos insetos, o som dos passos de outros seres humanos e, sobretudo, o maior instrumento musical humano: a voz. A música pré-histórica, contudo, não é considerada como arte, visto ser um veículo expressivo de comunicação, sempre ligada às palavras, aos ritos e à dança.

 

Com o decorrer do tempo, o ser humano inventou instrumentos musicais para expressar seus sentimentos. Desse modo, surgiram os instrumentos de cordas, de percussão e de sopro. Hoje, os computadores auxiliam cientistas e artistas nas várias atividades musicais, desde a elaboração de uma simples partitura até a produção de sons inimagináveis outrora.

 

A música, por seu turno, recebeu vários nomes: absoluta (ou pura), aleatória, atonal (ou dodecafônica), clássica, concreta, country, cromofônica, de câmara, de cena (ou incidental), de janízaros (ou turca), eletroacústica, de programa, descritiva, de estante (ou de facistol), folclórica, eletrônica, espacial, experimental de vanguarda, gospel, klesmer, instrumental, magnetofônica, minimalista, modal, pop, popular, programáticas, sacra, serial, sertaneja. Essa arte dos sons organizados está, portanto, em constante expansão. No futuro, talvez, o ser humano possa ouvir a música das esferas, tão decantada pelos pitagóricos.

 

 No dia 22 de novembro, comemoram-se o Dia da Música, do Músico, e de Dia de Santa Cecília, que é exaltada como a padroeira da música e dos músicos. A tradição conta que Santa Cecília cantava com tanta doçura, que um anjo desceu do céu para ouvi-la.

 

 

 Retirado do livro:'Datas Comemorativas cívicas e históricas', Paulinas Editora.
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=datacomemorativa&id=446


sábado, 21 de novembro de 2015

O Orgulho e o Medo da Intimidade

[...] O orgulho é um dos maiores impedimentos para a evolução dos relacionamentos. Assim como todas as matrizes do eu inferior, nós o criamos e alimentamos para nos proteger da dor. Ele é um guardião que está a serviço de impedir a nossa entrega, entrega ao outro. É uma entidade muito complexa, que tem centenas de agregados psicológicos. Um dos principais é a vergonha, ao lado da autoimagem idealizada, um conjunto de máscaras muito bem construído com base no medo, ao custo de tremendos esforços.


No mais profundo, temos medo de manifestar a verdade que somos. E para podermos nos mover no mundo, protegidos das nossas dores e da própria verdade, construímos essa autoimagem, que costumo chamar também de eu idealizado. Esse eu se torna tão concreto, tão grudado em nós, que passamos a acreditar que somos isso. Passamos a acreditar que essa é a nossa realidade final, que é tudo o que temos, e que se abrirmos mão das máscaras, não sobrará nada.


Mas o que precisa ser compreendido é que você não conhece o tudo que você é. Você não é apenas o que pensa  ser. A imagem que você faz de si mesmo representa apenas uma parte muito pequena de você. Pode ser muito difícil de acreditar, mas você é a própria fonte eterna do amor e luz. Para alguns, isso até pode ser ridículo. Mas estando identificado com as máscaras, você teme justamente revelar esse "tudo" que é você. Você teme estar trocando tudo por nada, mas é justamente o contrário. É como se um mendigo estivesse sentado em baú repleto de tesouros enquanto pede esmolas.


O orgulho, portanto, está a serviço do medo. Ele quer manter a autoimagem idealizada, que dá sustentação à falsa ideia de eu. Ele faz com que você tente controlar tudo para manter essa grande ilusão.



Fonte: Livro - AMAR e SER LIVRE
Sri Prem Baba

Resultado de imagem para livro amar e ser livre




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Defenda-se! Campanha de enfrentamento à violência sexual cometida contra...






Na Semana em que é celebrado o 26º aniversário da Convenção Internacional sobre os  Direitos da Criança, a Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância lança seu 10º vídeo da Campanha Defenda-se! Em respeito ao Princípio da Participação previsto no Artigo 12 da Convenção,  a nova história foi  desenvolvida junto a crianças e adolescentes do Centro Educacional Marista de São José (SC)! Com uma mensagem amigável de igualdade entre meninos e meninas, a narrativa discute os padrões de gênero da sociedade!













quinta-feira, 19 de novembro de 2015

No "Dia da Bandeira" - um poema cidadão!


GLÓRIAS POSSÍVEIS
 
Sou um pequeno cidadão,
Sou criatura muito feliz,
Nasci no planeta Terra,
E é o Brasil a minha raiz!
 
O Brasil é uma República,
E império já foi meu país,
Das coisas de minha terra
Sou sempre bom aprendiz!
 
15 de novembro de 1889,
A República foi proclamada,
Eu desejo crescer saudável
E ajudar minha pátria amada!
 
Mais que ser bom brasileiro,
Quero me tornar planetário,
Porque o Brasil e o Planeta
Precisam que eu seja solidário!
 
Vou crescendo e aprendendo,
Brincando, sorrindo, cantando,
No meu Brasil e no meu Mundo
Sonho viver sempre amando...!

Lauro Daros

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Tecendo Vidas





Com linhas coloridas e agulhas,

Teço vidas em palavras sonhos e ilusões.

Nada pode ficar solto.

Tudo tem que ter sentido:

Cores, formas, jeito, e trejeito.

Talvez, marcas genéticas,

Talvez, simplesmente o existir.

Objetividade possível,

Exatidão deveria ser o foco.

A transparência é necessária,

Para cumplice entendimento.

Paixão traz felicidade,

Principalmente se acompanhada.

Não deve haver distanciamento,

Pois a vida flui rápido!

Não obedeça a calendários

Programados pela humanidade.

Siga tão somente o seu.

Tempo?

Você o estica nas agulhas,

E dá o formato de seus sonhos,

Nas cores e formas das linhas,

Que habilmente compõem desenhos

Projetados interiormente.

Na vida sempre o tempo presente,

Torna-se o quadro afetivo que nos aproxima.

 

Célia Rangel