sábado, 3 de janeiro de 2015

Eram rosas


Apaixonaram-se. Aquele era o momento mais sublime. Momento de olhar e arquivar na memória afetiva uma troca singular. Ainda desconfiança. Ainda esperança. Em outro momento, talvez. Afinal, a vida é feita de momentos. Abriu a porta. Eram amarelas. Sempre foram. Cultivavam um elo enorme de sabor romântico. Marca registrada desse contato. Às vezes intercalavam-se as vermelhas. Mas logo o retorno das amarelas.

Timbrava um encontro de outros tempos. Já havia conhecimento total entre ambos. Nada mais a ser averiguado. Apenas prosseguir vivências. Cumplicidade e sintonia totais. Caminhar de mãos dadas e pensamentos nutridos sempre. Tudo prossegue com tranquilidade quando se ama com total dedicação e desprendimento.

Fluía doces e ternos gestos e delicadezas. Até que entre Sissi e Jones interpõe-se Beth. Com sua inveja queria tais momentos para ela. Detonava a amiga, com perguntas para saber como fazer para conseguir o mesmo. Destilou uma fofoca de que Jones não era bom partido de jeito algum. Não convivia com a família, sequer visitava-a e tinha hábitos estranhos de isolamento e de quietude. Não era social.

Apimentava com seus diálogos a mente de Sissi tentando nublar seus sentimentos. Em vão. Sissi era muito fiel. Logo colocou Jones a par da situação. Riram. E curtiram muito o dissabor da estratégia furada da Beth. O que ela conseguiu foi aproximar ainda mais o casal. Enamoravam-se mais e mais. A atitude tomada de comum acordo foi afastarem-se da mesma. E, prosseguiram suas vidas.

Em pouco tempo estavam casados. Felizes. Realizados porque a cada dia buscavam reconquistarem-se. A chave desse grande amor foi nunca deixar de se olharem com olhos da primeira vez. Alimentavam-se de carinho. De compreensão. De perdão. De bom humor. Nos momentos de tensão do dia a dia sabiam manter o necessário espaço da individualidade. Respeitavam-se.

Momento tão sólido e duradouro que, ainda hoje, amam-se e, na troca de delicadezas e ternuras solidificam a eternidade amorosa de muitos momentos eternos.

Célia Rangel

8 comentários:

  1. Que lindo esse amor que resistiu aos ataques, insinuações e tentativas de estragar, por parte da "amiga"...

    Bem feito, ficou sem mel nem porongo e o casal cada vez mais apaixonado! Valeu! bjs, chica

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  2. Há amores assim: sólidos e para sempre.
    Linda história de amor perfeito!

    Meu abraço, Célia

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  3. O Bom que ainda hoje existem amor assim, que se eternizam. Parabéns pelo texto. Feliz 2015 amiga. Bjs

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  4. Que maldade separar um amor que se eterniza até hoje! Ainda bem que não conseguiram né? Beijos

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  5. Bom dia Célia,
    vim te ler,
    e desejar
    um

    Delicioso domingo ai.
    Bjins
    CatiahoAlc.
    http://reflexodalmafase2014.blogspot.com.br/

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  6. O Amor verdadeiro é sólido e á prova de interferências. Elas apenas firmam e afirmam os elos da união e da Paz.
    Belo texto.


    Beijos



    SOL

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  7. Ainda bem, final feliz! Fiquei com medo de que a lambisgoia vencesse, Célia. Fiquei torcendo. Beijos!

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  8. A inveja assume várias formas inclusive e principalmente de pessoas próximas! é um perigo!!!

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