sábado, 24 de janeiro de 2015

Audaciosos Caminhos

Há experiências que não passam de autoafirmação.


Há crianças que perderam o espaço do brincar,
e contaminaram-se pelo vírus do consumir.


Há mulheres que negam a beleza da sua feminilidade,
e robotizam-se buscando um ideal estereotipado.


Há homens que se afirmam pela insensibilidade,
perdendo toda a afetuosidade na agressividade do gesto.


Há humanos que deterioram a humanidade e o planeta,
vivenciando suas fúteis experiências sem temperança.


Bom seria se:
- deixássemos de ter razão em (quase) tudo;
- amássemos sem esperar retorno;
- vivêssemos como se fosse nosso último momento;
- deixássemos boas recordações com quem convivemos;
- abolíssemos regras opressoras;
- despíssemos das nossas hipocrisias;
- sonhássemos com a eternidade do bem-viver.


Tranquilos, e sempre em boa companhia,
Isentos de formas modeladoras,
Que desativam nossa imaginação,
Assim, teríamos em nosso 'dial' pessoal,
A frequência exata com o Universo.


Célia Rangel.




Nota: Poema autoral pós-leitura: "Tirando os sapatos" - Nilton Bonder.
Cito a contracapa: "Todo peregrino acaba por defrontar-se com seus próprios fundamentos, os sapatos com os quais caminha pela vida. Embora úteis, os sapatos são uma superfície artificial que nos isola do solo vivo. Esta relação tão ambígua entre o calçado e o caminhante, entre o fundamento e a essência, ou entre a sola e o solo é o território por onde se desloca esse livro. "Tirando os sapatos" é um convite a uma jornada pela topografia da identidade e das crenças pessoais diante do desafio de uma relação aberta e honesta com a vida".




19 comentários:

  1. Poucos, muito poucos abandonam o peso da vaidade, nus e corajosos, e avançam ao futuro "amando sem esperar retorno". abs

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  2. Para se mediar, caminhando de pé - no - chão!
    Feliz final de semana!
    Meu abraço...

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  3. Se não houver mudança de paradigma, o mundo definhará...

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  4. Infelizmente vemos coisas assim mesmo! E tu poetaste linda e verdadeiramente! Esse livro parece maravilhoso! bjs praianos,chica

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  5. Sem dúvida que seríamos muito mais felizes, seres mais íntegros, mais completos. O que vemos agora é muito mais hipocrisia, falsidades, egoísmos, gente liquidando com o planeta e outras cositas para forrarem seus bolsos. Pra que tanto, afinal creio que a vida é mais curta do que pensamos. E fazer o que com tanta roubalheira? Não dá tempo, Célia!!
    Gostei muito, você escreveu tudo bem explicadinho...
    Beijo!

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  6. Passando para deixar um abraço e desejar uma semana cheia de paz para todos nós.

    Beijos
    Ani

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  7. OI CÉLIA!
    ESTAMOS VIVENDO UM MOMENTO DIFÍCIL, POIS A NATUREZA SE REBELA CONTRA OS DESMANDOS DO HOMEM ENQUANTO ELE (NÓS), FINGIMOS NÃO NOTAR E SEGUIMOS HIPOCRITAMENTE A DESTRUINDO.
    MUITO PERTINENTE E INSTIGANTE TEU TEXTO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  8. Fantásticas, as tuas palavras, Célia... e que inspiradora leitura que a levou a escrever essa tão linda reflexão... às vezes me sinto desanimada com a humanidade... ahhh como gostaria que vivêssemos com mais respeito e amor...boa semana, beijos,
    Valéria

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  9. Poema de (muita) reflexão obrigatória.
    Desde que o Amor tenha sido substituido por egoísmos, até as crianças se tornam déspotas da sua identidade natural.
    Magnífico, Célia.


    Beijos


    SOL

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  10. Sabias palavras... Tudo dito não são nada, além da realidade!

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  11. Sempre ecológica, Célia! Que bom seria mesmo, mas somos imperfeitos...

    Beijinhos ecológicos aqui do hemisfério norte...

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  12. Que balaio de coisas boas! Toma que sejamos merecedores de tudo isso um dia. Abraços, Célia.

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  13. Gosto do rabino Nilton Bonder, Célia. Já aprendi muito com seus livros. Não é à toa que você é sábia. Escolhe bem o que lê e tem uma tremenda capacidade de transformar ensinamentos em poesia. Seu poema é show. Beijos!

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  14. Oi querida Célia, infelizmente é assim, né...
    Tenha uma excelente semana, beijos e fique com Deus!!

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  15. oi Cé

    Acredito que deixamos de viver para sobreviver, ficamos preocupados com o que os outros vão achar e esquecemos das nossas necessidades principais.

    bjokas =)

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  16. Oi Célia,

    Grandes reflexoes me trouxeram suas palavras....bom seria se no mundo só reinasse o amor...

    Abçs

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  17. CÉLIA,

    talvez você não dimensione com a exata medida o que vou lhe dizer.

    Tenho, Célia uma honra imensa em poder conviver nestas nuvens da blogosfera, com a espetaculosidade de sua sensibilidade, inteligência e sua capacidade única de fazer- me emocionar.

    Obrigado por tudo e que que Deus a proteja.

    Um abração carioca.

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  18. Que bonito, Célia, o seu poema. Cheio de verdades. Gostei também do trecho do livro que inspirou você.
    Um abraço.

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  19. Lindo isto amiga! Precisamos de tão pouco para sermos felizes, mas exigimos muito, por isto não conseguimos! Beijão

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Seu comentário evidencia o seu 'pensar'.
Saiba que aprendo muito com você.
Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
Obs.: NÃO POSTAREI COMENTÁRIOS ANÔNIMOS.