quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Uma nova paisagem




Olhando a enfurecida nuvem de verão
desisti de contabilizar o tempo.


De que importa se, minha história no mundo,
já está contada em letras e números...


Se, de repente, um trovão
risca no céu o raio de uma vida!


Sequer necessito me deslocar fisicamente
para dar uma volta pelos acontecimentos.


Na mente o que vivo e desfruto,
descortina-se eventos não planejados
em alta velocidade!


Hoje, esquecer é meu objetivo.
Das enchentes pensantes quero me livrar.


Há muito armazenado em felicidade ou nem tanto,
mas não quero indigestão moral ou emocional.


Quero renunciar ao acumular e despojar-me lascivamente,
sem retrospectivas...


Quero apenas a poesia da vida!


Célia Rangel.

7 comentários:

  1. Uma belo querer esse que assim seja.que a vida seja apenas poesia! bjs,praianos,chica

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  2. A poesia da vida... Cada vez mais rara e cara. Abraço.

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  3. Tem momentos que precisamos esquecer de tudo, afinal encontramos a paz qdo os nossos pensamentos não esmagam nossa mente.

    bjokas =)

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  4. Se eu pudesse, assinaria embaixo desse poema, Célia. Sério. Não mudaria nem meia palavra. Parabéns!

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  5. Há momentos em que precisamos deste alheamento para encontrar a paz. Abcs . Bom domingo.

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  6. ~ Que bom seria viver assim! ~

    ~ ~ ~ ~ Bom Domingo. ~ ~ ~ ~

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  7. Bom viver só a poesia da vida e esquecer o quanto ela é muitas vezes cruel! Beijos

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