sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dia do Trabalho



Operária da Educação


De saia azul marinho com pregas, e blusa branca, em fila bem comportada, comparecia assiduamente à ditadura do bê-á-bá.
Sonhava!
Um dia serei igual a ela: - Professora!
Farei de meus alunos, amigos. Brincaremos e dialogaremos sobre nossos ideais.
Em parte, consegui.
Afinal, caminhei por mais de 42 anos na estrada educacional.

Hoje assisto o que vivem meus colegas! Aviltante! Abominável! Indescritível!
E, pensar que, ainda pregam uma “Pátria Educadora”?
Palavras vazias, demagogas, sem nenhum eco moral.
Meu grande privilégio foi ser “educadora” em colégios com infraestrutura humana, para nos acolher e encubar nossos sonhos, tornando-os realizáveis. Havia respeito. Consideração. Valorização do humano.
Mais aprendi que ensinei...

Hoje, entristeço-me com a banalização com que se trata a Educação no meu país!
Há um medo do/a professor/a que transfere seu conhecimento e experiências para pessoas que com ele/a convivem...
Lógico, pois assim, teremos menos fantoches. Teme a hierarquia do poder!
Saberemos nos expressar e entender textos subliminares podendo rejeitá-los.
Apenas ‘na e com a’ “Educação” recobraremos a dignidade do brasileiro e do Brasil.

Se você hoje é “um político” que ocupa certa posição de “gestar nosso país”, com toda certeza passou por muitas escolas, professores, aprendeu não só a matemática de somar, ou o português de iludir contando histórias, mas também, sociologia, ética, psicologia, biologia... Passou bons anos inserido no projeto político- pedagógico, adquirindo sua metodologia de vida e trabalho. Foi o PROFESSOR/A quem em tudo o orientou.
Pense nisso!

Profª Célia Rangel


14 comentários:

  1. Belíssimo teu relato e grito! Não podemos nos calar diante do que vemos nessa "pátria educadora"!!! Abominável! Escreveste muito bem mais uma vez! bjs, lindo feriado! chica

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  2. Não há o que acrescentar ao seu texto, Célia, tão realista quanto dolorida possa ser a confissão de uma professora que passou por estruturas educacionais consistentes por fora e por dentro. É lamentável - um escárnio, na verdade - adotar-se como slogan a deseducação da Pátria. Abraço.

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  3. Célia, muitas verdades nessa sua postagem
    Infelizmente....
    Mas nós que seguimos a diante
    devemos sempre ter
    algum tipo de esperança.
    Bjins querida e a a guardo la no
    Espelhando.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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  4. Um texto que bem apresenta a abissal diferença entre a pátria brasileira de ontem e de hoje, em especial quanto ao trabalho do professor/educador. Sem a vontade política de investir em EDUCAÇÃO, em todos os sentidos, jamais alcançaremos o grau de desenvolvimento que se carece e que se merece. Os "mandatários" da Nação estão de ouvidos moucos, para os reais anseios da população...Hoje, Dia do Trabalho, o SILÊNCIO é a resposta injusta, ao GRITO do POVO BRASILEIRO!

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  5. Linda amiga e professora Célia, lindo seu grito e justo em uma sociedade que precisaria ter como base a valorização do profissional do ensino!
    Pena o que vemos, tenho como seguidores dos meus espaços nos blogues, muitos professores, isso muito me honra, pois eu como simples cidadã que gosta de ler e o que fez durante a vida foi trabalhar como Contadora de minha micro empresa, junto com meu marido, mas tive sempre como melhores amigos os professores da escola em que meus filhos estudaram!
    Acho muito triste ver essa classe sendo cada vez mais sendo desvalorizada!
    Deixo aqui um abraço bem apertado!

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  6. PROFESSORA CÉLIA RANGEL,

    foi com absoluta reverência e concordância que li seu belíssimo texto no Dia do trabalho.

    Você sabe que sou professor universitário e lhe confesso do meu horror quando penso na estrutura educacional deste país como estamos formando estes milhões de jovens brasileiros que procuram na educação e não na corrupção, um destino melhor para as suas vidas.

    E você focalizou o ponto principal da história, pois, o professor é sabotado neste país porque, não formamos fantoches, formamos cidadãos brasileiros com opinião própria e isso não interessa ao poder organizado que quer apenas, vacas-de- presépio sem a mínima formação cultural,educacional, pois, estes são sempre vistos como "ameaças".

    Um abração carioca a todos os trabalhadores do Brasil e a você PROFESSORA CÉLIA RANGEL, por tudo que planta para que, esta nação seja mais forte e independente.

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  7. Oi Célia!
    O povo desta nação não pode se calar diante destas barbáries!
    Chega de palhaçada e desrespeito para com o futuro desta nação.
    Belíssima postagem.
    Abração!
    Mariangela

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  8. Querida Célia, também já fui professora.
    Hoje sinto vergonha do que está acontecendo em nosso país.
    E como você nos disse tudo está inserido na palavra Educação.
    Um dia creio que tudo vai melhorar , quando tivermos a igualdade do aprender e ensinar. Abraços!

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  9. Célia, minha Querida
    Pertinente, real, visível mesmo aos mais cegos do Poder e da Sociedade.
    Os resultados são a má Formação a partir do berço.
    Aí, como cá.
    Lamento por todos os que se esforçam por tornar a vivência algo positiva.



    Beijos


    SOL

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  10. ~ Também por cá vivemos uma profunda desilusão...

    ~ Tínhamos uma escola pública de ótima qualidade,
    superior à do ensino particular, que estão a destruir,
    desculpando-se com a crise.

    ~~~~~ Abraço amigo. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  11. Olá amiga!
    Passei para apreciar suas postagens interessantes, matar saudade e deixar o meu abraço e desejar-lhe um Domingo de muita paz e um início de semana abençoado.
    Abraços da amiga Lourdes Duarte.
    http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/


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  12. Sabia que você abordaria o assunto, Célia. Fiquei só esperando. Ainda estou estarrecida com o modo como a polícia do governador do Paraná, agora chamado Beto Hitler, tratou os professores. Pátria educadora é uma piada. Nenhum partido político está interessado em educar o povo. Vamos de mal a pior. Beijos!

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  13. Uma enorme tristeza, não é, Célia amiga?
    Por cá acontece quase o mesmo... Uma pena! Uma certa vergonha... uma enorme tristeza!

    Beijinho.

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  14. Sei bem como é, fui professora durante 15 anos, mas abandonei o oficio por falta de vocação para ser tão desvalorizada, acho que meu amor pelo oficio não era tão grande p sofrer tanta humilhação rsrs Bjosss

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Obrigada, meu abraço,
Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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