quarta-feira, 17 de junho de 2015

Basta de Momentos Desagradáveis...

PARA  OLHAR  POR  OUTRO   ÂNGULO

MÁRIO  QUINTANA – “PARA VIVER COM POESIA”

ü  A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.
ü  O tempo é um ponto de vista dos relógios.
ü  A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.
ü  Se a casa é para morar, por que a porta da casa se chama porta da rua?
ü  A esperança é um urubu pintado de verde.
ü  O vento assovia o frio.
ü  Um discurso em homenagem nossa é uma verdadeira surra às avessas: fica-se naquele estado horrível e sem palavras com que revidar!
ü  A vida nutre-se da morte, e não a morte da vida, como julgam alguns pessimistas. A morte é o aperitivo da vida.
ü  ...a morte não faz esquecer, mas faz tudo lembrar.
ü  A curva é o caminho mais agradável entre dois pontos.
ü  O que tem de bom numa galinha assada é que ela não cacareja.
ü  Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que nunca acho que escrevi  nada à minha altura.
ü  Se eu acredito em Deus? Mas que valor poderia ter minha resposta, afirmativa ou não? O que importa é saber se Deus acredita em mim.
ü  Rezar é uma falta de fé: Nosso Senhor bem sabe o que está fazendo...
ü  O despertador é um acidente de tráfego do sono.
ü  Desconfio desses turistas que consideram exóticos os países visitados. Ficam de fora, vendo o pitoresco em tudo: nas casas, nas roupas, nos costumes, nas crenças... E nem desconfiam que a única nota exótica desses indefesos países são precisamente eles!
ü  O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas saber como conservá-la.
ü  O bacteriologista é um astrônomo às avessas: espia pelo outro lado do canudo...
ü  A pantera é uma curva em movimento.
ü  Nem todos podem estar na flor da idade, é claro! Mas cada um está na flor da sua idade.
ü  Nós não perdemos os mortos, os mortos é que nos perdem.
ü  A morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos.
ü  Não sabias? As nossas mortes são noticiadas como nascimentos pela imprensa do Outro Mundo.
ü  Os lugares comuns são cômodos como sapatos velhos. Facilitam a vida, estreitam relações, evitam desconfianças e desentendimentos. Nunca me senti bem nas salas de estar. Salas de estar... Mas de estar o quê?
ü  Não, o provérbio não está bem certo. O raio é que enquanto há esperança, há vida. Jamais foi encontrado no bolso de um suicida um bilhete de loteria que estivesse para correr no dia seguinte.
ü  A rua é um rio de passos e vozes.
ü  Tenho uma enorme pena de homens famosos, que por isso mesmo perderam a sua vida íntima e são como esses animais do zoológico, que fazem tudo à vista do público.
ü  A Matemática é o pensamento sem dor.



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8 comentários:

  1. Um dito mais legal que o outro!Adoro ler Quintana! Belo post! beijos,chica

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  2. CELIA,

    que cadinho de sabedorias,verdadeiro mix de verdades pétreas,e por esta razão que ao passar por aqui, saio melhor e maior.

    Maior em poder olhar por outros ângulos,descobrir outras frestas na janela da vida e maior pois,isto que você nos brinda é mesmo algo diferenciado que , normalmente encontramos na blogosfera.

    Muito bom!!!

    Um abração carioca.

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  3. OI CÉLIA!
    OBRIGADA POR TEU COMENTÁRIO GENTIL E CARINHOSO PELA CHEGADA DO "LEONARDO". TE AGRADEÇO DE CORAÇÃO.
    ABRÇS
    -http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  4. Amei ler sobre esse ângulo, "para viver com poesia", adoro viver com poesia, rsrs, alguns eu me identifico, "Deus é quem precisa acreditar em mim", "rezar pra mim é falta de fé", pois muitas vezes se reza sem nem sequer prestar atenção no que se está rezando, coisas minhas que muitas vezes me dão essa sensação de alegria por tentar e conseguir sair das "agruras" da Vida!
    Amiga Célia, tens, assim como eu, essas "intuições" que premiam quem nos lê, pois eu acredito que nada é por acaso e sempre que temos uma inspiração é preciso colocar logo em prática, não perder essas lindas oportunidades de enriquecer nossas vidas e as vidas dos que, nada por caso nos lê, né mesmo?
    Deixo aqui abraços bem apertados, reforço que adoro te ler e agradeço sua sempre amável amizade!

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  5. Boas reflexões do nosso grande Quintana. Esse de que "a vida nutre-se da morte" é especialmente útil para valorizarmos mais a vida.
    Um abraço, Célia.

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  6. Gostei faz a gente refletir.

    bjokas =)

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  7. Gosto muito de Quintana, tenho lido muita coisa dele, mas não conhecia, este
    "para viver com poesia", na prática uma série de reflexões sobre o dia a dia.
    Um abraço

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  8. Por essas e muitas outras, sou fã do Quintana, Célia. Beijos!

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Célia Rangel,
Autora responsável pelo blog.
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